{"id":1643644,"date":"2022-08-17T23:40:42","date_gmt":"2022-08-17T22:40:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1643644"},"modified":"2022-08-17T23:40:42","modified_gmt":"2022-08-17T22:40:42","slug":"o-medo-como-instrumento-de-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/08\/o-medo-como-instrumento-de-poder\/","title":{"rendered":"O medo como instrumento de poder"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\">O medo pol\u00edtico \u00e9 um instrumento de poder e os l\u00edderes usam amea\u00e7as reais ou potenciais para garantir o controle social.<\/p>\n<p>Assim que nascemos, somos incutidos de medo: o mantra das religi\u00f5es \u00e9 justamente nos assustar neste mundo, marcando nosso comportamento e limitando nosso gozo, para fazer m\u00e9ritos e poder desfrutar de tudo isso (ou outras coisas, n\u00e3o sei, eternamente), no outro, ap\u00f3s a morte. Sem mais amea\u00e7as, sem mais medos?<\/p>\n<p>Em outras palavras, a vida na Terra seria apenas um teste de admiss\u00e3o e se n\u00e3o nos comportarmos bem de acordo com as regras e regulamentos da religi\u00e3o que escolhemos ou nos imponham, n\u00e3o haver\u00e1 segundo tempo. Isso \u00e9 terrorismo prim\u00e1rio, de primeira gera\u00e7\u00e3o, diz o comunic\u00f3logo \u00c1lvaro Verzi. O terrorismo secund\u00e1rio seria a amea\u00e7a de mudan\u00e7a clim\u00e1tica, fome, gases de efeito estufa, guerra nuclear.<\/p>\n<p>A lista de livros sagrados \u00e9 enorme, todos possuidores da \u00fanica verdade: B\u00edblia, Alcor\u00e3o, Tor\u00e1, Talmude, Upanishad, Vedas, C\u00e2nones do Budismo, Livro de M\u00f3rmon, Tipitaka, Rig Veda, Mahabharata, Bhagavad Gita, Kojiki, Zend Avesta, Guru Granth Sahib\u2026 Mas n\u00e3o podemos esquecer que com ou sem livros, tabuletas ou pedras gravadas, nossos ind\u00edgenas tamb\u00e9m tinham suas religi\u00f5es, mesmo quando cultuavam outros deuses<\/p>\n<p>Existem dezenas e dezenas de livros sobre o medo, mas tenho medo de l\u00ea-los e \u00e9 por isso que vou ao dicion\u00e1rio da Real Academia Espanhola, que nos diz que o medo \u00e9 \u201cansiedade devido a um risco ou dano real ou imagin\u00e1rio. O medo \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel que \u00e9 provocada pela percep\u00e7\u00e3o de perigo, real ou suposto, presente, futuro ou mesmo passado.<\/p>\n<p>\u00c9 uma emo\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria que decorre da avers\u00e3o natural ao risco ou amea\u00e7a, e se manifesta em todos os animais, incluindo humanos. A express\u00e3o m\u00e1xima do medo \u00e9 o terror. Al\u00e9m disso, dizem os especialistas, o medo est\u00e1 relacionado \u00e0 ansiedade.<\/p>\n<p>Atualmente existem dois conceitos diferentes sobre o medo, que correspondem \u00e0s duas grandes teorias psicol\u00f3gicas que temos: o behaviorismo e a psicologia profunda. De acordo com o pensamento comportamental, o medo \u00e9 aprendido. No modelo da psicologia profunda, o medo existente corresponde a um conflito b\u00e1sico inconsciente e n\u00e3o resolvido (o medo de morrer, o instinto de sobreviv\u00eancia), ao qual se refere.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Delumeau acredita que precisamos ouvir nossos medos: eles s\u00e3o um maravilhoso sistema de alarme para enfrentar os perigos. Mas n\u00e3o devemos nos submeter a eles: \u00e0s vezes esse mecanismo falha. Como se fosse algum tipo de alergia, o medo \u00e9 desencadeado e vira fobia, acrescenta.<\/p>\n<p>Amea\u00e7a, medo, retalia\u00e7\u00e3o em nome de um bem maior, tem sido a forma de domina\u00e7\u00e3o na Terra. E ainda \u00e9, porque quando o verso da liberdade e da democracia n\u00e3o funciona mais enquanto as pessoas s\u00e3o massacradas, o octogen\u00e1rio \u201cdemocrata\u201d presidente dos Estados Unidos nos amea\u00e7a dizendo que se n\u00e3o nos comportarmos bem, pode vir a guerra at\u00f4mica. E adeus Terra. Incluindo Joe Biden, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>Mas todos sabemos que o medo pol\u00edtico \u00e9 um instrumento de poder e os l\u00edderes usam amea\u00e7as reais ou potenciais para garantir o controle social. O medo nunca se esgota como dispositivo de poder porque o ser humano precisa da seguran\u00e7a de n\u00e3o se sentir em risco.<\/p>\n<p>Assustou-me descobrir que h\u00e1 outras pessoas que dizem que n\u00e3o h\u00e1 nada mais eficaz do que submeter a sociedade a um estado de medo permanente para lev\u00e1-la facilmente aos &#8220;santu\u00e1rios&#8221; que o pr\u00f3prio sistema lhes oferece como ref\u00fagio, que \u00e9 em \u00faltima an\u00e1lise, retirar-se para suas casas para meditar silenciosamente sobre seus medos, sem sair para protestar ou se manifestar para evitar calamidades.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o o<em> homomedroso<\/em> busca entretenimento escapista na televis\u00e3o ou v\u00eddeos, filmes ou literatura de consumo de massa, enquanto engolem sem digerir o que a m\u00eddia diz que anuncia novos medos que espreitam a popula\u00e7\u00e3o local, regional, nacional e em todos os lugares. e vendem o abrigo de certos templos de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre o medo na pol\u00edtica, Maquiavel aconselhou o pr\u00edncipe que \u00e9 melhor ser temido do que amado; Hobbes apontou o medo e o estado de direito como parte do bem-estar social; Montesquieu associava o medo ao despotismo; Tocqueville apontou a ang\u00fastia como manifesta\u00e7\u00e3o ps\u00edquica das massas; e Hanna Arendt falou do terror que busca destruir a condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Religi\u00e3o e medo se combinam criando diferentes formas, algumas sociais, outras individuais, marcando finais ou adiantando seu prel\u00fadio, explorando aquele mecanismo humano que \u00e9 a ang\u00fastia, a ansiedade, o medo que, enquanto nos faz sofrer, nos alerta para o exterior.<\/p>\n<p>O medo \u00e9 epid\u00eamico, co\u00e7a e se espalha. Medo do novo, medo do diferente, medo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8230; Muitos se re\u00fanem por meio de bate-papos nas redes sociais e compartilham seus medos, para n\u00e3o se sentirem encurralados apenas pelos pr\u00f3prios medos, mas pelos do resto do mundo. c\u00edrculo com um efeito positivo exponencialmente assustador.<\/p>\n<p>Cada um tem a possibilidade de ter o seu pr\u00f3prio medo, que exibe at\u00e9 com orgulho, porque sabe que o medo \u00e9 o que lhes permite viver e faz parte da Ordem de Venera\u00e7\u00e3o do Medo, mais ampla mas t\u00e3o tem\u00edvel como o Opus Dei. Medo do pr\u00f3prio e propag\u00e1-lo num esfor\u00e7o democr\u00e1tico para que o medo se generalize: haver\u00e1 medo para todos.<\/p>\n<p>\u00c9 o que a fil\u00f3sofa Martha Nussbaum chama A Monarquia do Medo, a jornalista Naomi Klein o capitalismo do desastre e sua doutrina do choque, o soci\u00f3logo e fil\u00f3sofo Heinz Bude a sociedade do medo, o ensa\u00edsta Bernat Castany Prado a filosofia do medo, o soci\u00f3logo Zygmunt Bauman medo l\u00edquido, e o psiquiatra Enrique Gonz\u00e1lez Duro escreve uma biografia do medo, diz Philip Potdevin.<\/p>\n<h3>A m\u00eddia e o medo<\/h3>\n<p>A m\u00eddia se desnaturou, abandonou sua fun\u00e7\u00e3o informativa e passou a fazer parte da maquinaria do exerc\u00edcio do poder, onde seu papel como eixo desordenado das subjetividades coletivas semeia ang\u00fastia, medo e terror, e criminaliza as a\u00e7\u00f5es populares dos cidad\u00e3os emergentes.<\/p>\n<p>Os programas e a linguagem (escrita, visual e oral) da m\u00eddia s\u00e3o projetados para produzir medo \u2013 e ao mesmo tempo desalojar qualquer esperan\u00e7a \u2013 e construir no imagin\u00e1rio social a ideia de um inimigo oculto que viola a seguran\u00e7a pessoal e coloca em risco patrim\u00f4nio familiar de risco, da\u00ed ang\u00fastia, medo e medo s\u00e3o tr\u00eas cen\u00e1rios que articulam a nova estrat\u00e9gia dos grupos de poder \u2013 incluindo o Estado \u2013 para se fazerem presentes no subconsciente coletivo dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Entre as primeiras s\u00e9ries de televis\u00e3o estadunidenses, lembramos os her\u00f3icos Black Hawks, bravos pilotos americanos que lutaram contra os feios coreanos e o pseudo-humor\u00edstico Mash, que nos fez acreditar que a guerra era um lugar agrad\u00e1vel. Desde antes da Guerra do Vietn\u00e3, a m\u00eddia substituiu o discurso oral ou escrito por imagens cujo impacto \u00e9 maior porque elas s\u00e3o gravadas na mente.<\/p>\n<p>Causam incerteza com medo e medo que s\u00e3o respostas espec\u00edficas a uma amea\u00e7a interna ou externa percebida pelo sujeito de forma perene e torna-se um efeito cr\u00f4nico quando percebido como um estado permanente na vida cotidiana, n\u00e3o apenas daqueles diretamente afetados, mas daqueles que convivem e fazem parte do segmento social onde o sujeito est\u00e1 inscrito.<\/p>\n<p>Durante a guerra fria, fomos aquecidos pelo medo e medo dos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo, os xiitas e principalmente os comunistas, que comiam crian\u00e7as, enquanto os Estados Unidos continuavam a intervir em todo o mundo: realizou cerca de 400 interven\u00e7\u00f5es militares at\u00e9 hoje e cerca de 100 desde a queda do muro de Berlim. Uma investiga\u00e7\u00e3o do Projeto de Interven\u00e7\u00e3o Militar da Universidade Tufts indica que 34% deles eram contra pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe.<\/p>\n<p>Antes nos assustavam com o passo de ganso nazista, e depois avan\u00e7avam com as pandemias de desinforma\u00e7\u00e3o sobre pandemias e sobre tudo o que acontece no mundo, do qual at\u00e9 obtinham lucro econ\u00f4mico por meio de filmes, s\u00e9ries de televis\u00e3o, novelas. os &#8220;meninos&#8221;, os bons, s\u00e3o agentes da CIA, assassinos, sanguin\u00e1rios&#8230; como o Wikileaks demonstrou com o caso da tortura imoral em Abu Ghibran. Mas em nome da liberdade e da democracia, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>Mas hoje, a m\u00eddia sutilmente substitui em grande parte o agente coercitivo e prioriza a repress\u00e3o ideol\u00f3gica nesta nova vers\u00e3o da Guerra de Baixa Intensidade, onde todos nos sentimos amea\u00e7ados sem fazer parte dos problemas que relatam.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 31 anos, em 1991, a hist\u00f3ria da informa\u00e7\u00e3o mudou definitivamente, desde que o jornalista Peter Arnett transmitiu ao vivo e direto \u2013 e para 2,2 bilh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo \u2013 o que acredit\u00e1vamos ser a Guerra do Golfo ou o bombardeio \u201caliado\u201d de Bagd\u00e1. Desde ent\u00e3o, o alcance dos novos meios de comunica\u00e7\u00e3o e o uso que pretendiam fazer deles ficou claro para todos: divulgadores da mensagem e das imagens \u00fanicas.<\/p>\n<p>A not\u00edcia, censurada pelo Pent\u00e1gono, tornou-se um espet\u00e1culo; um espet\u00e1culo montado de tal forma que poderia interessar a dois bilh\u00f5es de pessoas, deixando a sensa\u00e7\u00e3o de um fato consumado e uma advert\u00eancia a todos aqueles que ousassem discutir ou contradizer as manipula\u00e7\u00f5es do poder imperial. E quando os fuzileiros chegaram \u00e0 Som\u00e1lia, a CNN estava esperando os soldados&#8230;<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do governo de George W. Bush de iniciar uma guerra indefinida contra o &#8220;terrorismo&#8221;, ap\u00f3s o atentado de 11 de setembro de 2001 \u00e0s chamadas Torres G\u00eameas em Nova York, serviu de alavanca para levar a opini\u00e3o p\u00fablica americana a aceitar a equa\u00e7\u00e3o de mais seguran\u00e7a em troca de cortes nas liberdades e direitos civis consagrados<\/p>\n<p>A Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, adotada nove dias, define a atual estrat\u00e9gia com a qual se atribui o direito \u00e0 guerra preventiva em qualquer lugar do mundo. E surgiu o Patriot Act, um arsenal de disposi\u00e7\u00f5es liberticidas que foi aprovado em bloco sob o pretexto da luta contra o terrorismo, medidas excepcionais que ainda est\u00e3o em vigor. Esse conceito estabelece que apenas uma na\u00e7\u00e3o soberana prevalecer\u00e1 e que as demais \u2013 juntamente com o direito internacional \u2013 ter\u00e3o que se subordinar a tal des\u00edgnio: qualquer a\u00e7\u00e3o ou opini\u00e3o contr\u00e1ria aos EUA provavelmente ser\u00e1 considerada terrorista.<\/p>\n<p>A mentira dos Estados Unidos como arma de guerra, com suas hist\u00f3rias de terror para impor medo, \u00f3dio ao outro, viol\u00eancia b\u00e9lica, ainda \u00e9 difundida tr\u00eas d\u00e9cadas depois pela m\u00eddia ocidental corporatizada e cartelizada, que aumenta as crises para aumentar sua classifica\u00e7\u00f5es e, portanto, seus recursos publicit\u00e1rios, enquanto seus ex\u00e9rcitos destroem comunidades, vidas e sonhos, para manter seus recursos.<\/p>\n<p>Podemos continuar falando sobre o medo, sua hist\u00f3ria, seus m\u00e9todos, seus objetivos&#8230; mas temo que o editor ache essas disserta\u00e7\u00f5es muito longas para publicar. Quando tiver um ataque de otimismo ou coragem, voltarei com mais medo.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o do espanhol por Verbena C\u00f3rdula<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O medo pol\u00edtico \u00e9 um instrumento de poder e os l\u00edderes usam amea\u00e7as reais ou potenciais para garantir o controle social. 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