{"id":1624442,"date":"2022-07-14T02:10:49","date_gmt":"2022-07-14T01:10:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1624442"},"modified":"2022-07-14T02:10:49","modified_gmt":"2022-07-14T01:10:49","slug":"notas-de-uma-guerra-que-ja-nao-e-novidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/07\/notas-de-uma-guerra-que-ja-nao-e-novidade\/","title":{"rendered":"Notas de uma guerra que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 novidade"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses tem sido dif\u00edcil fazer an\u00e1lises equilibradas e projetar acontecimentos, pois, nossa arrog\u00e2ncia nos sup\u00f5e compreender tudo acerca desse absurdo conflito ucraniano-russo que, na verdade, s\u00f3 demonstra que nada podemos prever. Recusamo-nos a ver o que tanto tem\u00edamos, assim como o fazemos com rela\u00e7\u00e3o a nossa pr\u00f3pria mortalidade, recusando-nos a reconhecer a inevitabilidade desta guerra. Estamos descobrindo o lado mais obscuro das guerras civis, o que a literatura silencia: as mortes mais dolorosas \u00e0s vezes n\u00e3o s\u00e3o as dos que nos est\u00e3o mais pr\u00f3ximos, mas as daqueles velhos amigos que, pelo del\u00edrio das circunst\u00e2ncias, foram deixados na trincheira oposta, e com quem n\u00e3o haver\u00e1 mais reconcilia\u00e7\u00e3o, tampouco piadas sobre esses tempos insanos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m custa caro ser pacifista; odiando o \u00f3dio e a guerra, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender que a atual carnificina no cora\u00e7\u00e3o da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 produto de nenhum \u00f3dio, mas de pura estrat\u00e9gia pol\u00edtica e de um \u00e1rduo trabalho da m\u00eddia, que n\u00e3o mede esfor\u00e7os em disseminar cren\u00e7as retr\u00f3gradas, ao mesmo tempo em que revela uma extrema car\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a qualquer forma de pensar racionalmente. Soa muito hip\u00f3crita falar da esperan\u00e7a de paz e desejar sucesso nas negocia\u00e7\u00f5es, quando o interlocutor n\u00e3o existe. A Ucr\u00e2nia \u00e9 uma base da OTAN e paramilitar h\u00e1 8 anos, e sempre usou todos os acordos com a R\u00fassia e as rep\u00fablicas rebeldes de Donbass para juntar for\u00e7as, armar-se, reprimir dissid\u00eancias internas e continuar provocando seus vizinhos. Se a R\u00fassia parar ou recuar, perde a guerra. Se os governos europeus deixarem de apoiar o governo ucraniano e permitirem sua queda, abrindo a possibilidade de unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e militar dos tr\u00eas estados eslavos da ex-URSS, a OTAN ter\u00e1 que admitir a derrota, o que anularia as novas ambi\u00e7\u00f5es imperiais dos EUA, enterrando para sempre seu sonho de destruir a China.<\/p>\n<p>Estou em Moscou, e minha ex-colega de trabalho em um programa de televis\u00e3o ucraniano, que t\u00ednhamos antes da guerra, est\u00e1 refugiada na Alemanha com sua filha. Seu irm\u00e3o mais novo, de apenas 19 anos, era volunt\u00e1rio ucraniano e morreu nos combates em Mariupol. Quando a guerra come\u00e7ou, nos primeiros dias, ele deixou de lado seu viol\u00e3o e seus poemas e se alistou como volunt\u00e1rio em um batalh\u00e3o nacionalista. Agiu como se fosse seu dever, como foram instru\u00eddos os jovens ucranianos nos \u00faltimos 8 anos, conforme os preceitos antirrussos e anticomunistas. S\u00e3o os batalh\u00f5es nacionalistas que cometem os crimes mais hediondos nesta guerra. Seus comandantes pol\u00edticos, bem preparados ideologicamente, s\u00e3o comiss\u00e1rios nazistas encarregados das tropas ucranianas. Eles seguem ordens de Washington e Londres. Esse menino era nazista? O que ele poderia dizer para sua irm\u00e3? De que servir\u00e3o minhas palavras ou meu sil\u00eancio para ele? Agora, ela est\u00e1 promovendo nas redes sociais os grupos nazistas ucranianos que, para ela, s\u00e3o os \u00abher\u00f3is da p\u00e1tria\u00bb. Seus pais moram na Crimeia, sempre se sentiram russos e ao lado do \u00edcone ortodoxo tinham um retrato de Putin recortado de uma revista.<\/p>\n<p>\u2026E nas trincheiras opostas os soldados russos e ucranianos ouvem as mesmas m\u00fasicas&#8230;<\/p>\n<p>A R\u00fassia est\u00e1 repleta de contradi\u00e7\u00f5es como nunca havia estado. Sabemos que as origens do governo Putin n\u00e3o s\u00e3o diferentes das do governo ucraniano e que ap\u00f3s o triste desfecho da fraude chamada Perestroika, o que a R\u00fassia mais procurou foi integrar-se ao mundo capitalista ocidental, candidatou-se \u00e0 ades\u00e3o \u00e0 OTAN, aceitou pap\u00e9is secund\u00e1rios para evitar conflito, permaneceu em sil\u00eancio por d\u00e9cadas diante da expans\u00e3o da OTAN e seu cont\u00ednuo tratamento difamador por parte da m\u00eddia ocidental. A mudan\u00e7a veio com o golpe de estado na Ucr\u00e2nia, quando o Ocidente trouxe ao poder for\u00e7as radicalmente antirrussas de extrema direita, que, diante de um enorme desacordo entre a popula\u00e7\u00e3o de suas regi\u00f5es orientais, fronteiri\u00e7as com a R\u00fassia e culturalmente muito mais pr\u00f3ximo da R\u00fassia do que do oeste da Ucr\u00e2nia, que ele agora governava, decidiu iniciar uma opera\u00e7\u00e3o militar com bombardeios nas cidades de seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>Diante disso, a R\u00fassia apoiou econ\u00f4mica e militarmente os territ\u00f3rios ucranianos que se proclamaram rep\u00fablicas independentes e recuperou a pen\u00ednsula da Crimeia, onde a popula\u00e7\u00e3o sempre se sentiu mais russa do que ucraniana. Embora hoje a Ucr\u00e2nia exija tanto o retorno da Crimeia, durante os anos em que fez parte do pa\u00eds, foi totalmente abandonada pelo poder central e naquele momento em 2014, foi amea\u00e7ada por gangues armadas nacionalistas que prometeram \u00abenviar \u00e0 Crimeia os comboios da amizade\u00bb (uma express\u00e3o sarc\u00e1stica que significava enviar bandidos paramilitares). Tamb\u00e9m na Crimeia est\u00e1 a mais importante base naval russa com acesso ao Mediterr\u00e2neo, que naquela \u00e9poca, de crescente atividade b\u00e9lica da OTAN na regi\u00e3o, era um fator muito importante. Parece que nesse per\u00edodo, o governo russo come\u00e7ou a entender que n\u00e3o tinha amigos ou aliados na Uni\u00e3o Europeia e que a R\u00fassia sozinha teria que defender seus interesses da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Quando o ex\u00e9rcito russo atacou as instala\u00e7\u00f5es militares ucranianas em 24 de fevereiro, parece que naqueles primeiros dias havia uma esperan\u00e7a absurda de evitar um confronto entre as tropas&#8230; O ex\u00e9rcito iria derrotar o governo fantoche de Zelensky, proibir grupos nazistas e expulsar conselheiros dos EUA e da OTAN do pa\u00eds, o que interromperia imediatamente a opera\u00e7\u00e3o militar russa. A maioria dos russos ficou chocada com a not\u00edcia. Quase todo mundo aqui tem parentes ou pelo menos amigos pr\u00f3ximos neste pa\u00eds vizinho t\u00e3o pr\u00f3ximo da R\u00fassia, mental e culturalmente. Rapidamente, muitos deles escreveram aos ucranianos dizendo que estavam errados, que isso os machucava, que n\u00e3o apoiavam a guerra, que aqueles que decidiram pela guerra que eram loucos. E em resposta, muitos deles receberam fotos dos cad\u00e1veres mutilados de soldados russos e insultos antirrussos de todos os tipos. Isso mudou a postura de muitos.<\/p>\n<p>Na primeira semana da guerra, milhares de pessoas na R\u00fassia sa\u00edram para protestar. Cerca de 3.500 foram presos em todo o pa\u00eds, mas ap\u00f3s breves interrogat\u00f3rios, foram liberados. O Ocidente esperava uma explos\u00e3o de protestos e repress\u00e3o brutal. Os protestos foram promovidos por todas as formas de m\u00eddia, entrando na internet da R\u00fassia, desde as primeiras horas da guerra, viu-se uma campanha antiguerra mais planejada e mais financiada do que nunca. O governo russo aprovou leis draconianas contra qualquer pessoa que divulgasse \u00abnot\u00edcias falsas sobre nossos militares\u00bb, mas nunca as aplicou. \u00abO rigor das leis \u00e9 compensado pela natureza n\u00e3o obrigat\u00f3ria de seu cumprimento\u00bb, dizem os russos. As brutais san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e a campanha global ainda mais brutal contra a cultura russa, definitivamente uniram a maioria dos russos contra o Ocidente.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito russo continua avan\u00e7ando lentamente. Eles tentam evitar confrontos urbanos, atacando apenas alvos militares, mas as armas n\u00e3o distinguem ningu\u00e9m e h\u00e1 muitas baixas civis. Tamb\u00e9m s\u00e3o mortos diariamente entre 300 e 500 militares ucranianos. O ex\u00e9rcito ucraniano, em retirada, responde indiscriminadamente atirando nos bairros residenciais de Donetsk e nas cidades tomadas pelas tropas russas, deixando todos os dias apenas v\u00edtimas civis que n\u00e3o interessam \u00e0 imprensa ocidental desde 2014. O valor do apoio militar que a Ucr\u00e2nia obteve do Ocidente em breve exceder\u00e1 a cifra de todo o or\u00e7amento militar russo. Na hip\u00f3tese da vit\u00f3ria militar da Ucr\u00e2nia, isso significar\u00e1 uma d\u00edvida impag\u00e1vel, com juros na casa dos milh\u00f5es, at\u00e9 o fim dos tempos.<\/p>\n<p>Na R\u00fassia, pairam milhares de perguntas entre civis e soldados, e d\u00e1 a impress\u00e3o de que em boa parte do governo, tamb\u00e9m. Como pode um governo, que t\u00e3o recentemente fez parte do mundo ocidental, esperar vencer uma guerra contra o sistema que decidiu destru\u00ed-lo? A profunda mudan\u00e7a social de que a R\u00fassia pode ser apoiada por pelo menos uma parte do seu governo? Se o governo \u00e9 definitivamente incapaz, quem assumiria o comando em uma cidade com valores comunit\u00e1rios, mas sem nenhuma organiza\u00e7\u00e3o social?<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias houve uma troca de prisioneiros de guerra e, entre os devolvidos \u00e0 Ucr\u00e2nia, havia v\u00e1rios membros do batalh\u00e3o nazista Azov. Antes, v\u00e1rios funcion\u00e1rios do governo russo garantiram muitas vezes que TODOS os membros das organiza\u00e7\u00f5es militares de extrema direita seriam julgados e, ao contr\u00e1rio dos militares comuns, nenhum deles seria trocado. Isso gerou um enorme mal-estar no mundo civil e militar russo e fortes cr\u00edticas ao governo, que j\u00e1 post-factum, com a habitual falta de jeito, se justificou dizendo que os combatentes Azov trocados foram investigados, que n\u00e3o cometeram qualquer crime contra a popula\u00e7\u00e3o civil e que todos eles tamb\u00e9m est\u00e3o em p\u00e9ssimo estado de sa\u00fade, amputados e incapazes de retornar ao combate.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio oficial diz que 95% dos ex-prisioneiros militares russos foram torturados com eletricidade pelos ucranianos. Em geral, a falta de jeito e a in\u00e9pcia da propaganda oficial russa diante da eficiente guerra mundial informacional \u00e9 um dos enigmas desses tempos. A guerra da m\u00eddia na R\u00fassia est\u00e1 sendo travada por volunt\u00e1rios, blogueiros e militares, enquanto porta-vozes do governo pronunciam incoer\u00eancias que rapidamente se tornam memes. Assim, quando sob fogo de novas instala\u00e7\u00f5es de artilharia rec\u00e9m entregues \u00e0 Ucr\u00e2nia pela Fran\u00e7a, as tropas russas tiveram de deixar uma ilha no Mar Negro, disse o Minist\u00e9rio da Defesa, a R\u00fassia o fez \u00abcomo um gesto de boa vontade\u00bb. Se tudo na R\u00fassia fosse feito da mesma forma que a guerra oficial da m\u00eddia, o pa\u00eds certamente n\u00e3o existiria mais.<\/p>\n<p>Enquanto isso, continuam chegando as terr\u00edveis not\u00edcias da Ucr\u00e2nia. For\u00e7as de intelig\u00eancia e grupos paramilitares continuam em busca do inimigo interno. H\u00e1 milhares de prisioneiros, torturas e centenas de execu\u00e7\u00f5es n\u00e3o oficiais de civis. Ex-militantes da esquerda, h\u00e1 muito banida, se apressam em denunciar seus ex-companheiros para merecer o perd\u00e3o. A literatura russa foi retirada dos curr\u00edculos escolares e as m\u00fasicas em russo s\u00e3o legalmente proibidas em toda a Ucr\u00e2nia, embora 70% do pa\u00eds fale russo como l\u00edngua nativa. Em todo o pa\u00eds, eles seguem demolindo todos os monumentos sovi\u00e9ticos dedicados a personalidades russas. Foi aprovada uma nova lei que permite ao Estado expropriar todos os bens de pessoas suspeitas de \u00abapoiarem o agressor\u00bb. Em uma pequena cidade do norte, todos os integrantes de uma organiza\u00e7\u00e3o de jovens escritores foram presos, acusados de serem agentes do Kremlin, pois escreviam apenas em russo, atitude considerada n\u00e3o patri\u00f3tica.<\/p>\n<p>Um amigo meu, poeta e editor, que nunca esteve envolvido em quest\u00f5es pol\u00edticas, ligou recentemente de um certo pa\u00eds: seu apartamento em Kyiv havia sido invadido pelos servi\u00e7os de seguran\u00e7a do Estado e ele foi acusado de trai\u00e7\u00e3o contra a p\u00e1tria por representar \u00abuma cultura inimiga\u00bb e \u00abpara o mundo ruso\u00bb. Com a roupa do corpo, ele entrou em seu carro e deixou o pa\u00eds. Ele teve sorte por conseguir sair pois tinha um atestado m\u00e9dico de invalidez, porque homens de at\u00e9 60 anos n\u00e3o podem sair da Ucr\u00e2nia. Ele n\u00e3o revela mais detalhes, pela seguran\u00e7a de seus filhos e netos que est\u00e3o na Ucr\u00e2nia. Conhe\u00e7o dezenas dessas hist\u00f3rias em primeira m\u00e3o e nem todas t\u00eam um final feliz.<\/p>\n<p>Com tantas baixas, mais e mais bucha de canh\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria nas linhas de frente, e as autoridades continuam a ca\u00e7ar os jovens e os n\u00e3o t\u00e3o jovens. Ontem, em uma praia de Kyiv, a pol\u00edcia deu a um menino, que tomava banho de sol, uma ordem para se alistar no ex\u00e9rcito. Ele pulou no rio e escapou nadando.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Traduzido do espa\u00f1ol por D\u00e9bora Olimpio \/ Revisado por Tatiana Elizabeth<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses tem sido dif\u00edcil fazer an\u00e1lises equilibradas e projetar acontecimentos, pois, nossa arrog\u00e2ncia nos sup\u00f5e compreender tudo acerca desse absurdo conflito ucraniano-russo que, na verdade, s\u00f3 demonstra que nada podemos prever. 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