{"id":1609216,"date":"2022-06-21T16:20:56","date_gmt":"2022-06-21T15:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1609216"},"modified":"2022-06-21T16:20:56","modified_gmt":"2022-06-21T15:20:56","slug":"galeria-movimento-apresenta-a-exposicao-hal-wildson-re-utopya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/06\/galeria-movimento-apresenta-a-exposicao-hal-wildson-re-utopya\/","title":{"rendered":"Galeria Movimento apresenta a exposi\u00e7\u00e3o \u201cHal Wildson \u2013 Re-Utopya\u201d"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">ARTES VISUAIS<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por CWeA Comunica\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conhecido principalmente por seu trabalho com imagens criadas a partir de uma datilografia extrema, o artista e poeta investiga a hist\u00f3ria do Brasil, onde mem\u00f3ria, esquecimento, identidade e a palavra s\u00e3o suas ferramentas para pensar em um futuro poss\u00edvel para o pa\u00eds, e para o povo brasileiro, \u201cainda em forma\u00e7\u00e3o\u201d. Esta primeira grande individual do artista nascido em 1991 no\u00a0Vale do Araguaia, regi\u00e3o de fronteira entre Goi\u00e1s e Mato Grosso,\u00a0 e atualmente morando em S\u00e3o Paulo, reunir\u00e1 sua produ\u00e7\u00e3o in\u00e9dita e recente, em v\u00e1rios suportes. S\u00edmbolos nacionais, m\u00e1quina de escrever, digitais, primeiros registros hist\u00f3ricos do povo brasileiro s\u00e3o usados neste processo cr\u00edtico que comp\u00f5e sua po\u00e9tica.<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Galeria Movimento, G\u00e1vea, Rio de Janeiro<\/b><\/p>\n<p><b>At\u00e9: 30 de julho de 2022<\/b><\/p>\n<p><b>Texto cr\u00edtico: Divino Sobral<\/b><\/p>\n<p><b>Entrada gratuita<\/b><\/p>\n<p><b>Apoio: Becks<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Galeria Movimento apresenta a exposi\u00e7\u00e3o <\/span><b>\u201cRe-Utopya\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, com obras recentes e in\u00e9ditas do artista <\/span><b>Hal Wildson<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, nascido em 1991 no\u00a0Vale do Araguaia, regi\u00e3o de fronteira entre Goi\u00e1s e Mato Grosso,\u00a0e atualmente morando em S\u00e3o Paulo. Acompanha a exposi\u00e7\u00e3o um texto cr\u00edtico do curador <\/span><b>Divino Sobral.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora seja a primeira individual de Hal Wildson, seu trabalho j\u00e1 pode de alguma forma soar familiar para o grande p\u00fablico. Sua obra <\/span><b>\u201cRep\u00fablica da Desigualdade \u2013 Meritocracia seja Louvada\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (2018-2020) foi vista em rede nacional na abertura do document\u00e1rio especial <\/span><b>\u201cM\u00e3es do Brasil\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, produzido pela Favela Filmes e KondZilla Filmes, com dire\u00e7\u00e3o de \u00a0Kelly Castilho e John Oliveira, e exibida pela Globo em dezembro. Naquele trabalho, imagens de arquivos nacionais de trabalhadores brasileiros, fotografia autoral e registros da inf\u00e2ncia do artista s\u00e3o plasmadas em notas de \u201czero real\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E um v\u00eddeo po\u00e9tico seu, feito durante o processo de cria\u00e7\u00e3o da obra<\/span><b> \u201cSingularidades\u201d <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(2020\/2022), viralizou, e alcan\u00e7ou a marca de mais de <\/span><b>cinco milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no Instagram<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, sendo compartilhado tamb\u00e9m por artistas, como <\/span><b>Vik Muniz<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O v\u00eddeo postado em sua p\u00e1gina era acompanhado de um pequeno texto: \u201cExiste em n\u00f3s um Brasil que vale a pena acreditar! Somos um povo que nasce e se encontra no desencontro das suas multiplicidades, que ultrapassa o tempo em processo de construir e fazer a si mesmo. Existe em n\u00f3s muitos de n\u00f3s, Brasis em constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o, e \u00e9 por acreditar que fa\u00e7o da minha arte uma semente de esperan\u00e7a, um martelo que quebra, um tijolo que constr\u00f3i. Singularidade, Brasil, identidade\u201d. \u201cFoi surpreendente\u201d, comenta Hal Wildson, \u201cporque pessoas de v\u00e1rios pa\u00edses se conectavam com a poesia do trabalho. Cada um em seu lugar, mas todo mundo sente alguma coisa. Estou falando de ser humano, de nossa origem\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A obra <\/span><b>\u201cSingularidades\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> estar\u00e1 na exposi\u00e7\u00e3o. \u00c9 composta por <\/span><b>441 digitais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> do artista em <\/span><b>tamanho real<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, coletadas no ateli\u00ea, nas marcas deixadas durante a produ\u00e7\u00e3o do trabalho. E cada digital se mistura a um <\/span><b>registro hist\u00f3rico do povo brasileiro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 mesti\u00e7os, como o pr\u00f3prio artista, ind\u00edgenas, negros \u2013 de arquivos nacionais, coletados na internet. \u201cS\u00e3o retratos de identidade do Brasil que nos ajudam a olhar nossa hist\u00f3ria\u201d, diz. \u201cEste trabalho surge desta vontade, deste desejo de entender <\/span><b>para onde vai o povo brasileiro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Em momento de crise \u2013 crise na sa\u00fade, crise na democracia, crise institucional, crise dos s\u00edmbolos \u2013 <\/span><b>como reconstruir o Brasil se o pr\u00f3prio povo n\u00e3o se reconhece mais? Se o pr\u00f3prio povo n\u00e3o sabe que existe possibilidade de um futuro?\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, indaga.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>NINGUENDADE E NINGUENTUDE<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Companheiro insepar\u00e1vel do artista h\u00e1 dois anos \u00e9 o livro \u201cO povo Brasileiro<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">: a <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">forma\u00e7\u00e3o e o sentido do Brasil\u201d (Companhia das Letras, 1995), de <\/span><b>Darcy Ribeiro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (1922-1997). \u201cEste trabalho est\u00e1 ancorado neste livro, e tem um pouco da vontade de resgatar o desejo do que \u00e9 ser um povo brasileiro, esse povo ainda em forma\u00e7\u00e3o\u201d, conta Wildson. Ele criou a express\u00e3o \u201c<\/span><b>ninguentude<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, a partir do termo cunhado por Darcy no livro \u2013 <\/span><b>ninguendade <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013, a qualidade do brasileiro primordial, filho de pai europeu e m\u00e3e ind\u00edgena. \u201cEste primeiro brasileiro n\u00e3o tinha pai e n\u00e3o tinha m\u00e3e\u201d, explica Wildson. \u201cPela cultura dos povos origin\u00e1rios, quem deveria cuidar desse ser era o pai, que estava na Europa e achava que a m\u00e3e seria a respons\u00e1vel. Nasce este primeiro brasileiro sem saber quem era, Na margem de ser algu\u00e9m e ser ningu\u00e9m. N\u00e3o era ind\u00edgena nem europeu. Um ser em forma\u00e7\u00e3o\u201d. Aos catorze anos, quando morreu sua av\u00f3 que o criou, Hal Wildson viu que \u201ctinha que se virar e estudar, para me livrar dessa ideia de ser fadado a ser ningu\u00e9m, esta sina\u201d. \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse ponto a minha hist\u00f3ria e a vis\u00e3o cr\u00edtica de Darcy Ribeiro sobre a hist\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o do Brasil se encontram: \u2018como um filho sem pai e sem m\u00e3e pode ser algu\u00e9m e fugir da <\/span><b>ninguendade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Assim tamb\u00e9m foi o \u2018primeiro brasileiro\u2019: filho de &#8216;ningu\u00e9m&#8217;, fruto da viol\u00eancia\u201d, diz. \u201cO entendimento da <\/span><b>ninguendade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e a busca pela identidade, atrav\u00e9s desses documentos que delimitam a nossa hist\u00f3ria, marcam a minha jornada individual e se transforma em pesquisa art\u00edstica na medida em que a arte se torna um plano de reescrita e escrita da hist\u00f3ria e retomada de identidade para existir-resistir \u00e0 \u2018<\/span><b>ninguentude<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2019\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>RE-UTOPYA<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma fotografia de<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> uma crian\u00e7a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">enrolada na bandeira brasileira em cetim onde se l\u00ea <\/span><b>\u201cRe-Utopya\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> bordada no centro, ao inv\u00e9s de \u201cOrdem e Progresso\u201d, recebe o visitante na exposi\u00e7\u00e3o. Com 100 x 67 cm, a obra <\/span><b>\u201cRe-Utopya \u2013 Estrada para Pindorama<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (2021), <\/span><b>ter\u00e1 parte do valor de sua venda revertida para a aldeia Rio Silveira<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, da etnia <\/span><b>guarani mby\u00e1<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, litoral paulista. Foi l\u00e1 que a fotografia foi feita, e onde o artista teve a ideia de <\/span><b>\u201cRe-Utopya\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que lhe apareceu em um sonho, e atravessa toda sua produ\u00e7\u00e3o recente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cCriei a bandeira <\/span><b>\u2018Re-Utopya\u2019<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, em cetim, e levei pra l\u00e1 para fotografar. N\u00e3o porque eram ind\u00edgenas, mas porque era a fam\u00edlia que me acolheu naquele momento. <\/span><b>A fam\u00edlia que eu queria projetar esse futuro de Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.A madrinha e o padrinho estavam fazendo massa de barro para retocar a parede. Era um dia tranq\u00fcilo, uma vida tranq\u00fcila, digna, plantando, colhendo. Queria este sentimento. Como a ideia surgiu l\u00e1, eu queria fazer as primeiras fotos l\u00e1\u201d, explica Hal Wildson.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No in\u00edcio de 2020 ele se mudou para S\u00e3o Sebasti\u00e3o, e em seguida foi surpreendido pela pandemia. Ali tomou contato com a aldeia Rio Silveira, ao levar apoio e alimentos para as fam\u00edlias ind\u00edgenas, junto \u00e0 Rede Brotar. Fruto de uma fam\u00edlia destru\u00edda pela cultura violenta, \u201ccoronelista\u201d, do Vale do Araguaia, onde era comum ter grupos familiares envoltos em abusos sexuais, v\u00edcios, abandono, Hal Wildson se sentiu acolhido na aldeia tupi-guarani, onde ganhou uma fam\u00edlia \u2013 \u201cum padrinho, uma madrinha, afilhados\u201d \u2013 e foi batizado, recebendo o nome \u201cTup\u00e3 Mirim\u201d. Ele j\u00e1 havia convivido com ind\u00edgenas no Araguaia, terra do povo xavante, invadido e vitimado pelo garimpo. \u201cEles eram muito discriminados, pois j\u00e1 existia o abandono social na cidade. Eu como crian\u00e7a n\u00e3o sabia por que se dava aquilo. Depois entendi que era por causa do garimpo, pela forma como a cidade se estruturou\u201d, lembra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>TEKO POR\u00c3 E UBUNTU<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na aldeia tupi-guarani em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, ele sonhou com a express\u00e3o <\/span><b>Re-Utopya escrita em urucum e dend\u00ea<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e\u201cda palavra e seu simbolismo vi uma bandeira do Brasil, mas entre as estrelas se escrevia: <\/span><b>\u2018tekopor\u00e3 e ubuntu\u2019<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, substituindo o slogan positivista ordem em progresso\u201d. \u201cResumidamente, tekopor\u00e3 expressa o <\/span><b>bem viver em comunidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, uma busca por equil\u00edbrio nas rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas e o meio ambiente, capaz de compreend\u00ea-lo como um ser vivo e ativo. Ubuntu significa \u2018eu sou porque n\u00f3s somos\u2019. Eu sou humano, e a natureza humana implica compaix\u00e3o, partilha, respeito, empatia\u201d, escreveu o artista em dezembro de 2021, no <\/span><b>Manifesto Re-Utopya<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Da\u00ed pensou que, se n\u00e3o era mais poss\u00edvel apagar o passado do pa\u00eds, que fosse poss\u00edvel sua reinven\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A bandeira<\/span><b> \u201cRe-Utopya\u201d <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(2021), em bordado sobre cetim, com 87 cm x 130 cm, tamb\u00e9m estar\u00e1 na exposi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cMONUMENTO \u00c0 INDEPEND\u00caNCIA\u201d (2020\/2022)<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tendo como fundo uma parede vermelha, a instala\u00e7\u00e3o <\/span><b>\u201cMonumento \u00c0 Independ\u00eancia\u201d (2020\/2022) <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 composta por cinco obras, que s\u00e3o releituras de bandeiras do Brasil que j\u00e1 existiram ou ficaram como projetos. \u201cPra quem \u00e9 esta independ\u00eancia?\u201d, questiona o artista. \u201cRecrio essas bandeiras com uma ideia de tentar atualizar esse projeto de Brasil em andamento. O que nesses \u00faltimos 200 anos o Brasil tem de fato lutado para se tornar independente? A liberdade chegou pra quem no Brasil? Quando ele se tornou independente no s\u00e9culo passado foi pra se tornar uma monarquia, e ainda tendo pessoas escravizadas, enquanto muitos pa\u00edses se tornaram independentes j\u00e1 como uma rep\u00fablica. Isso diz muito sobre a nossa hist\u00f3ria. Esse colonialismo se perpetuou na rep\u00fablica, e ajudou que se tornasse a rep\u00fablica da desigualdade, que tamb\u00e9m \u00e9 um tema dos meus trabalhos\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOlho para o passado colonial do Brasil e vejo como esse projeto nos fez chegar ao Brasil de agora. \u00c9 esse Brasil que tem a corrup\u00e7\u00e3o, que tem as mil\u00edcias, viol\u00eancia, garimpo tirando terras ind\u00edgenas\u201d, salienta. \u201cPor isso utilizo esse s\u00edmbolo das bandeiras, que tamb\u00e9m \u00e9 uma met\u00e1fora sobre como, nesse momento de crise de identidade do Brasil, levantar bandeira se tornou uma forma de tentar lutar contra esse passado, e quem sabe construir um futuro mais justo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cRE-FLORESTAR UTOPYA\u201d (POL\u00cdPTICO, 2022)\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto no <\/span><b>\u201cMonumento \u00e0 Independ\u00eancia\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> o artista reflete sobre o passado, \u201cnessa distopia de a gente estar vivendo este passado agora, colonial\u201d, em <\/span><b>\u201cRe-FlorestarUtopya\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">o olhar \u00e9 para o futuro. \u201cTenho o passado que eu quero transformar, e n\u00e3o tem como construir o futuro melhor sem olhar para o passado. Olho para este passado e ao almejar o futuro ut\u00f3pico eu crio a Re-Utopya\u201d, explica Wildson.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele conta que levou a bandeira \u201cRe-Utopya\u201d para o Parque da Independ\u00eancia, \u201cesse lugar onde simbolicamente foi proclamada a independ\u00eancia, \u2018\u00e0s margens do Ipiranga\u2019\u201d, hasteou a bandeira em uma \u00e1rvore plantada no Parque, e fotografou e filmou ao longo do dia. Depois ele fez interven\u00e7\u00f5es em nanquim sobre as fotografias, desenhando ra\u00edzes em preto e vermelho, \u201cmais uma vez fazendo analogias ao <\/span><b>teko Por\u00e3 e Ubuntu<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que s\u00e3o essas ra\u00edzes que quem sabe podem transformar o Brasil em um pa\u00eds mais justo\u201d. \u201cBaseado nessas filosofias e n\u00e3o em ordem e progresso\u201d, reafirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>S\u00c9RIE \u201cAFLUENTES\u201d<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta s\u00e9rie, iniciada no ano passado e produzida at\u00e9 hoje, Hal Wildson cria quatro pinturas em acr\u00edlica sobre papel, com 110 x 110cm, em que rostos de brasileiros negros e ind\u00edgenas ocupam mapas do Brasil. \u201cQuando se pensa na independ\u00eancia, o riacho do Ipiranga se torna esse rio simb\u00f3lico, esse lugar de \u00e1gua simb\u00f3lica onde foi proclamada a independ\u00eancia, uma analogia do que de fato foi\u201d, observa. \u201cPenso\u00a0 quantos rios, c\u00f3rregos e \u00e1guas n\u00e3o eram lugar de resist\u00eancia neste per\u00edodo, mas que foram apagados dessa hist\u00f3ria? Nossa independ\u00eancia, por mais que tenha sido proclamada por um rei, uma elite branca, foi tamb\u00e9m uma independ\u00eancia em que existiu muita luta e muita resist\u00eancia. Por isso falo desses afluentes, e dou nome pras obras dos rios que alimentavam aldeias e quilombos, trazendo \u00e0 tona de como a import\u00e2ncia dessa resist\u00eancia tamb\u00e9m foi primordial da independ\u00eancia do Brasil. N\u00e3o s\u00f3 daquela \u00e9poca. A constru\u00e7\u00e3o de uma independ\u00eancia que est\u00e1 em processo de ser, pois o pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 um lugar justo para todos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As obras desta s\u00e9rie que estar\u00e3o expostas se chamam <\/span><b>\u201cRio Juruena\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><b>\u201cRiacho A\u00e7ucena\u201d, \u201cRio Araguaia\u201d, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">e<\/span><b> \u201cRio Bacax\u00e1\u201d.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cSEMENTE DO FUTURO\u201d (2021\/2022)<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No canto da galeria, Hal Wildson vai plantar uma muda de urucum, e na parede estar\u00e1 escrito um verso seu, que acompanha muitos de seus trabalhos: <\/span><b>\u201c\u00c9 na mem\u00f3ria que plantamos a semente do futuro\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Esta obra \u201colha\u201d para todas as demais expostas, criando uma conex\u00e3o com todas elas. \u201c\u00c9 importante olhar pra essa raiz ancestral para entender que a constru\u00e7\u00e3o de um futuro depende disso. <\/span><b>De como o esquecimento \u00e9 uma viol\u00eancia. Lembrar-se das coisas \u00e9 a \u00fanica forma de plantar o futuro\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, afirma o artista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 por isso que planto um p\u00e9 de urucum, pra trazer \u00e0 tona a import\u00e2ncia de olhar para o nosso passado ancestral e entender que a luta continua, que a hist\u00f3ria est\u00e1 sendo feita ainda. Se eu falo de utopia, n\u00e3o tem como n\u00e3o falar dos <\/span><b>povos origin\u00e1rios da terra porque s\u00e3o eles que garantem o futuro da terra<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. De como \u00e9 importante falar sobre a demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas no Brasil, porque sem as terras ind\u00edgenas, sem os povos ind\u00edgenas, n\u00e3o existe futuro, n\u00e3o existe mais Brasil\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cUTOPIA ORIGINAL\u201d (M\u00c1QUINA DE ESCREVER), 2021<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maior trabalho j\u00e1 feito pelo artista, <\/span><b>\u201cUtopia Original\u201d (2021)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tem<\/span><b> 180 x 336 cm<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e a imagem da <\/span><b>multid\u00e3o em uma manifesta\u00e7\u00e3o <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">acenando bandeiras foi feita com <\/span><b>datilografia \u00e0 m\u00e1quina de escrever<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre <\/span><b>384 folhas de fotoc\u00f3pias de p\u00e1ginas do livro \u201cO povo brasileiro: a forma\u00e7\u00e3o e o sentido do Brasil\u201d,<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">de Darcy Ribeiro.\u00a0 Hal Wildson criou a imagem a partir de v\u00e1rias fotografias de manifesta\u00e7\u00f5es no Brasil, e ressalta que tamb\u00e9m est\u00e1 presente nesta obra o \u201c<\/span><b>pensamento da identidade e da ninguentude\u201d.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele afirma que \u201c<\/span><b>o esquecimento \u00e9 a pior das viol\u00eancias porque te tira o passado e te tira tamb\u00e9m o futuro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. \u201cA Anistia no Brasil vem com uma viol\u00eancia, ela obriga a gente a esquecer o passado. A m\u00e1quina de escrever entra como esse objeto simb\u00f3lico, para falar desse passado recente do Brasil, a ditadura, especialmente, mas tamb\u00e9m por ter sido, por d\u00e9cadas um instrumento para criar documentos e criar identidades do povo brasileiro. O processo desse objeto feito para escrever se adequa perfeitamente ao meu trabalho, porque consegue resumir essa quest\u00e3o da identidade, da hist\u00f3ria, e da reescrita. Meu trabalho tamb\u00e9m fala sobre como olhar para o passado, e reescrever a possibilidade de um futuro\u201d.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O laborioso processo de constru\u00e7\u00e3o das obras dessa s\u00e9rie, idealizada em 2018, e realizada pela primeira vez em 2019, tem sua \u201cintelig\u00eancia t\u00e9cnica\u201d vinda do <\/span><b>bordado ponto cruz<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que o artista aprendeu a fazer com sua av\u00f3. \u201cQuadradinhos que voc\u00ea vai juntando e criando imagens, quase que pixels\u201d. \u201cPara criar as obras com a m\u00e1quina de escrever eu fa\u00e7o isso ao extremo. Primeiro fa\u00e7o um tipo de molde, onde eu sei onde vai ser o vermelho e o preto. Tudo letras. Fa\u00e7o um esbo\u00e7o em um papel e vou marcando onde vai ser cada \u00e1rea de cor. Como fa\u00e7o v\u00e1rias camadas, uma vai apagando a outra, que \u00e9 uma met\u00e1fora do fato hist\u00f3rico, que um vai se sobrepondo a outro, vai criando uma nova realidade. Voc\u00ea apaga uma coisa e cria uma mem\u00f3ria em cima do apagamento, do esquecimento, que tem muito a ver com essa linguagem po\u00e9tica do meu trabalho\u201d. \u201cPara ficar o vermelho intenso ou o preto intenso, vou fazendo mais de oito camadas de letra no mesmo lugar, at\u00e9 conseguir preencher. Por exemplo, em uma camada eu repito <\/span><b>mem\u00f3ria, palavra e esquecimento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Em outra eu coloco letras aleat\u00f3rias para preencher os espa\u00e7os vazios, e vou repetindo at\u00e9 conseguir de fato criar a cor, a luz, cor, o contorno\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele utiliza ainda um carimbo criado com a tipografia da m\u00e1quina, para \u201caprofundar determinadas palavras, e acelerar o processo de cria\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>SOBRE HAL WILDSON<\/b><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Artista multim\u00eddia e poeta mesti\u00e7o, nascido em 1991 no\u00a0 Vale do Araguaia , regi\u00e3o de fronteira entre Goi\u00e1s e Mato Grosso,\u00a0 Hal Wildson \u00e9 conhecido pela pesquisa que envolve conceitos de escrita, identidade e a reconstru\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias coletivas e autobiogr\u00e1ficas, atravessadas por quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas. A pesquisa sobre mem\u00f3ria e esquecimento \u00e9 a base de um trabalho que investiga a cria\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios narrativos por meio de s\u00edmbolos e documentos usados como ferramentas de constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o no campo pessoal e coletivo.<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSou instigado por cole\u00e7\u00f5es documentais, t\u00e9cnicas escritas e materiais de documenta\u00e7\u00e3o, pois acredito que os documentos s\u00e3o objetos que permitem a cria\u00e7\u00e3o de narrativas simb\u00f3licas da mem\u00f3ria, na esfera pessoal, criando fic\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00f3pria exist\u00eancia e em larga escala na fabrica\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de uma na\u00e7\u00e3o, uma vez que cada mem\u00f3ria carrega consigo o peso do esquecimento \u2013 o que estamos esquecendo de contar?\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>SOBRE DIVINO SOBRAL<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Divino Sobral nasceu em Goi\u00e2nia, em 1966, onde vive e trabalha como artista e curador independente. Recebeu as premia\u00e7\u00f5es de curadoria do Sal\u00e3o Anapolino de Artes (2017) e Pr\u00eamio Marcantonio Vila\u00e7a CNI SESI SENAI (2015); pr\u00eamio de Cr\u00edtica de Arte do Situa\u00e7\u00f5es Bras\u00edlia Pr\u00eamio de Artes Visuais do DF (2014); Pr\u00eamio Marcantonio Vila\u00e7a MinC-Funarte (2009). Entre 2011 e 2013 foi diretor do Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Goi\u00e1s. Publica regularmente textos sobre arte brasileira em revistas acad\u00eamicas, livros, cat\u00e1logos e jornais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARTES VISUAIS Por CWeA Comunica\u00e7\u00e3o\u00a0 &nbsp; Conhecido principalmente por seu trabalho com imagens criadas a partir de uma datilografia extrema, o artista e poeta investiga a hist\u00f3ria do Brasil, onde mem\u00f3ria, esquecimento, identidade e a palavra s\u00e3o suas ferramentas para&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1685,"featured_media":1609218,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112,153],"tags":[75693,75238],"class_list":["post-1609216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","category-nota-de-imprensa","tag-artes-visuais","tag-caderno-de-cultura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Galeria Movimento apresenta a exposi\u00e7\u00e3o \u201cHal Wildson \u2013 Re-Utopya\u201d<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"ARTES VISUAIS Por CWeA Comunica\u00e7\u00e3o\u00a0 &nbsp; 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