{"id":1554661,"date":"2022-03-31T04:43:48","date_gmt":"2022-03-31T03:43:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1554661"},"modified":"2022-03-31T04:43:48","modified_gmt":"2022-03-31T03:43:48","slug":"eu-ou-o-robo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/03\/eu-ou-o-robo\/","title":{"rendered":"Eu, ou o rob\u00f4?"},"content":{"rendered":"<p>Espero que, sinceramente, Isaac Asimov, esteja onde estiver, perdoe o trocadilho que fa\u00e7o com o t\u00edtulo desta cr\u00f4nica e uma de suas principais obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <em>Eu, rob\u00f4<\/em>, uma colet\u00e2nea de contos que todos os amantes do g\u00eanero, como eu, deveriam ler.<\/p>\n<p>Desse livro, destaco um fato muito interessante: as Tr\u00eas Leis da Rob\u00f3tica, que s\u00e3o normas ou princ\u00edpios que regulam o comportamento dos rob\u00f4s. Basicamente, tais diretrizes anteciparam dilemas da tecnologia, j\u00e1 em 1950 \u2013 quando a obra fora lan\u00e7ada \u2013, e definiriam as bases para um conv\u00edvio harm\u00f4nico entre humanos e andr\u00f3ides.<\/p>\n<p>Mas quais seriam essas tr\u00eas premissas estabelecidas por Isaac Asimov? O primeiro princ\u00edpio crava que um rob\u00f4 n\u00e3o pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal. O segundo preceito explicita que um rob\u00f4 deve obedecer aos comandos de um humano, desde que isso n\u00e3o fira a primeira lei. J\u00e1 o terceiro e \u00faltimo conceito define que um rob\u00f4 deve proteger sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, desde que isso n\u00e3o gere conflito com as duas leis anteriores.<\/p>\n<p>Esse conjunto simplificado e conectado de regras tem por objetivo a paz entre homens e aut\u00f4matos, impedindo as rebeli\u00f5es rob\u00f3ticas e guerras que tanto vemos no cinema americano. Apesar de ser uma obra ficcional, a premissa cunhada por Asimov \u00e9 extremamente respeitada por pesquisadores da \u00e1rea de intelig\u00eancia artificial e, com isso, seu legado deixa de ser meramente fic\u00e7\u00e3o ou fantasia, penetrando em definitivo na seara da discuss\u00e3o \u00e9tica e filos\u00f3fica do conv\u00edvio <em>homem x m\u00e1quina<\/em>.<\/p>\n<p>Que a rob\u00f3tica e a intelig\u00eancia artificial avan\u00e7am a passos largos ningu\u00e9m d\u00favida. A quest\u00e3o \u00e9 imaginar como seria o porvir (ou at\u00e9 mesmo nossa atualidade) com essas m\u00e1quinas e tentar predizer: ser\u00e1 o futuro sombrio com elas?<\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o haja motivo para p\u00e2nico. \u00c9 poss\u00edvel que n\u00e3o ocorra um confronto f\u00edsico e armado entre seres humanos e dispositivos eletr\u00f4nicos, como visto em <em>O Exterminador do Futuro<\/em>. Ou talvez tenhamos sim raz\u00f5es para preocupa\u00e7\u00e3o, mas de uma forma muito mais sutil, por\u00e9m t\u00e3o cruel quanto, eu diria. Isso porque os rob\u00f4s poder\u00e3o colocar em risco nossa sobreviv\u00eancia como esp\u00e9cie, n\u00e3o atrav\u00e9s de <em>lasers<\/em> ou explos\u00f5es, mas simplesmente destruindo nossa economia e usurpando nossos mercados de trabalho.<\/p>\n<p>Indubitavelmente, a mecatr\u00f4nica, um ramo da engenharia focado na automatiza\u00e7\u00e3o de sistemas eletr\u00f4nicos, vem tendo muitos avan\u00e7os nos \u00faltimos anos. \u00c9 muito comum sua presen\u00e7a na \u00e1rea industrial, convivendo \u201charmonicamente\u201d com trabalhadores humanos. O cen\u00e1rio que primeiro nos vem \u00e0 mente \u00e9 composto por uma f\u00e1brica automotiva, com seus bra\u00e7os rob\u00f3ticos sendo usados para constru\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos. S\u00e3o rob\u00f4s construindo outros rob\u00f4s, embora, por ora, ainda haja o acompanhamento e interven\u00e7\u00e3o humana. Por\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o do <em>homo sapiens<\/em> est\u00e1 com seus dias contados.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos ir muito longe. Em nossa realidade atual, j\u00e1 podemos encontrar um prof\u00edcuo campo de observa\u00e7\u00e3o. Basta, ent\u00e3o, um pequeno exerc\u00edcio de olharmos em torno do nosso ambiente, que se mostra mais do que suficiente para verificarmos os in\u00fameros postos de trabalhos que s\u00e3o substitu\u00eddos por m\u00e1quinas. Cobradores de \u00f4nibus, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, foram substitu\u00eddos por catracas eletr\u00f4nicas; os caixas de bancos reduzidos a alguns poucos, perdendo espa\u00e7o para terminais 24h e aplicativos e at\u00e9 os atendentes de lanchonetes como o McDonald\u2019s, que durante anos simbolizaram a oportunidade de primeiro emprego para muitos jovens brasileiros, est\u00e3o sendo substitu\u00eddos por <em>totens<\/em> de autoatendimento.<\/p>\n<p>Hoje, muitas profiss\u00f5es parecem estar fadadas a um fim melanc\u00f3lico. E aqueles profissionais que atualmente se encontram em ramos de risco, precisam se desdobrar e enfrentar a concorr\u00eancia desleal desses dispositivos, que n\u00e3o recebem sal\u00e1rio, n\u00e3o tiram f\u00e9rias, podem trabalhar 24h por dia, n\u00e3o ficam doentes (embora possam apresentar defeitos espor\u00e1dicos) e n\u00e3o reivindicam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em suma, o funcion\u00e1rio perfeito para qualquer patr\u00e3o mais ganancioso.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, para justificar o avan\u00e7o da robotiza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, veiculava-se a ideia de que as m\u00e1quinas fariam o trabalho pesado, bra\u00e7al ou repetitivo, dando a oportunidade aos trabalhadores ora preteridos de se aperfei\u00e7oarem e voltarem ao mercado com posi\u00e7\u00f5es mais relevantes e com melhores condi\u00e7\u00f5es de emprego e sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Contudo, isso n\u00e3o vem se mostrando verdadeiro. Hoje, j\u00e1 se projeta at\u00e9 complexas cirurgias sendo realizadas sem a interven\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico cirurgi\u00e3o. N\u00e3o apenas os trabalhadores \u201cmenos qualificados\u201d ser\u00e3o assolados pelo fantasma do desemprego.<\/p>\n<p>As pesquisas e desenvolvimento de intelig\u00eancias artificiais t\u00eam se enveredado por perigosos caminhos. A ideia dos pesquisadores hoje \u00e9 a de preparar computadores para realizar tomadas de decis\u00e3o e, inclusive, trabalhos art\u00edsticos ou intelectuais. E o mais incr\u00edvel de tudo \u00e9 que n\u00f3s somos respons\u00e1veis diretamente por essa realidade, uma vez que o homem \u00e9 o criador da m\u00e1quina e, n\u00e3o obstante, persegue o sonho de torn\u00e1-la inteligente e independente dos humanos.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, uma intelig\u00eancia artificial escreveu um conto inteiro e obteve boa aceita\u00e7\u00e3o do j\u00fari em um concurso nacional de literatura. O conto \u201cKonpyuta ga shosetsu wo kaku hi\u201d, ou, em portugu\u00eas, \u201cO Dia em que um Computador Escreveu um Conto\u201d, termina seu texto de forma alarmante:<\/p>\n<p>\u201cO computador, dando prioridade \u00e0 busca pela pr\u00f3pria felicidade, parou de trabalhar para os humanos\u201d<\/p>\n<p>Novamente, os temores de uma submiss\u00e3o humana frente \u00e0 m\u00e1quina n\u00e3o se d\u00e1 pelo vi\u00e9s fant\u00e1stico da literatura e do cinema, por\u00e9m se concretiza com a dilapida\u00e7\u00e3o de um dos pilares do sustento humano: o trabalho. N\u00e3o h\u00e1 como competir com um rob\u00f4 numa entrevista de emprego e nem no dia-a-dia laboral, mesmo com muitos patr\u00f5es j\u00e1 hoje em dia achando que n\u00f3s somos tamb\u00e9m m\u00e1quinas produtivas incans\u00e1veis.<\/p>\n<p>Rob\u00f4s s\u00e3o mais fortes, mais inteligentes, mais dur\u00e1veis, com potencial de <em>upgrades<\/em> constantes e n\u00e3o tem a complexa necessidade humana para satisfazer. A eles bastam um punhado de energia e um m\u00ednimo de manuten\u00e7\u00e3o (que ele autopraticar\u00e1). As suas necessidades b\u00e1sicas fazem as nossas necessidades mais simples parecerem completamente sup\u00e9rfluas.<\/p>\n<p>Nesse ponto, ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o sucumbirmos. Estamos destinados a uma derrota excruciante. Se nada fizermos, estaremos em uma posi\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel um retorno seguro. Logo, o que pode ser feito, enquanto ainda resta tempo?<\/p>\n<p>Uma das solu\u00e7\u00f5es que os especialistas em tecnologia e futur\u00f3logos apostam \u00e9 na fus\u00e3o <em>homem x m\u00e1quina<\/em>. Esse conceito radical prop\u00f5e que se houver uma integra\u00e7\u00e3o de partes mec\u00e2nicas e tecnol\u00f3gicas em nossos corpos e c\u00e9rebro, diminuiremos a diferen\u00e7a entre \u201cas esp\u00e9cies\u201d. Tornar\u00edamo-nos uma evolu\u00e7\u00e3o do <em>homo sapiens<\/em>. Ser\u00edamos <em>homo techinum<\/em>, verdadeiros ciborgues.<\/p>\n<p>Os que defendem essa vis\u00e3o argumentam que a fus\u00e3o da tecnologia com nossos corpos j\u00e1 existe. Usamos \u00f3culos, aparelhos de audi\u00e7\u00e3o e at\u00e9 pr\u00f3teses para membros superiores e inferiores. Dar\u00edamos, apenas, um passo a mais.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que isso ainda \u00e9 incerto e um tanto quanto alarmista. O problema \u00e9 quando analisamos o desenvolvimento do homem, sua evolu\u00e7\u00e3o, e observamos o qu\u00e3o lento ele \u00e9 se comparado com a escalada da tecnologia. O c\u00e9rebro humano n\u00e3o sofre uma atualiza\u00e7\u00e3o, uma melhoria, um <em>upgrade<\/em>, h\u00e1 milhares anos (para alguns, ocorre o contr\u00e1rio: uma involu\u00e7\u00e3o). Para efeitos comparativos, foram dois milh\u00f5es de anos entre o <em>homo erectus<\/em> e o <em>homo sapiens<\/em>. J\u00e1 com as m\u00e1quinas, temos, por exemplo, evolu\u00e7\u00e3o de um antigo processador <em>i386<\/em> para um <em>Core i9<\/em> em apenas 32 anos. E quando a computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica estiver completamente estabelecida, os ciclos de <em>upgrade<\/em> ser\u00e3o em nano segundos.<\/p>\n<p>Outros defendem a manuten\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho em forma de leis protecionistas. Estipular uma porcentagem m\u00e1xima da automa\u00e7\u00e3o nas empresas pode n\u00e3o ser uma sa\u00edda e sim apenas uma forma de atrasar o desenvolvimento que, dado o cen\u00e1rio apresentado, passar\u00e1 impiedosamente por cima de todo n\u00f3s. Embora seja ineficiente, ainda \u00e9 melhor que nada, um subterf\u00fagio para se ganhar algum tempo para respirar.<\/p>\n<p>Com isso, vejo que a esperan\u00e7a da preserva\u00e7\u00e3o humana no futuro agora estar\u00e1 diretamente nas m\u00e3os do rob\u00f4s. Tomara que sigam \u00e0 risca a programa\u00e7\u00e3o da primeira lei da rob\u00f3tica proposta por Asimov e n\u00e3o permitam que nenhum mal nos aflija, inclusive o desemprego e tudo que ele desencadeia, como fome, viol\u00eancia e mis\u00e9ria. Contudo, ao mesmo tempo, as m\u00e1quinas precisam, conforme a terceira lei, preservar a pr\u00f3pria exist\u00eancia. Se assim for, com certeza, daremos uma boa \u201cbugada\u201d naqueles c\u00e9rebros eletr\u00f4nicos. Talvez seja esta a sa\u00edda para o fim da eventual supremacia rob\u00f3tica: a infinita capacidade humana de criar o caos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espero que, sinceramente, Isaac Asimov, esteja onde estiver, perdoe o trocadilho que fa\u00e7o com o t\u00edtulo desta cr\u00f4nica e uma de suas principais obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Eu, rob\u00f4, uma colet\u00e2nea de contos que todos os amantes do g\u00eanero, 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