{"id":1546526,"date":"2022-03-19T00:27:48","date_gmt":"2022-03-19T00:27:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1546526"},"modified":"2022-03-19T00:27:48","modified_gmt":"2022-03-19T00:27:48","slug":"a-guerra-virtual-tambem-e-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/03\/a-guerra-virtual-tambem-e-real\/","title":{"rendered":"A guerra virtual tamb\u00e9m \u00e9 real"},"content":{"rendered":"<p>Desde crian\u00e7a, sempre ouvia que a pr\u00f3xima guerra mundial seria disputada com paus e pedras. Isso refletia uma preocupa\u00e7\u00e3o crescente com as pol\u00edticas armamentistas de grandes pa\u00edses, consonantes com um hipot\u00e9tico final apocal\u00edptico em que aqueles que restassem, munidos do que estivessem em suas m\u00e3os, dariam prosseguimento ao caos.<\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o se levava em considera\u00e7\u00e3o nessa equa\u00e7\u00e3o o crescimento exponencial da tecnologia e a depend\u00eancia humana da informatiza\u00e7\u00e3o. Sendo assim, com o passar do tempo e a inser\u00e7\u00e3o dos computadores e da internet na vida de pessoas, empresas e governos, tornou-se vi\u00e1vel que uma guerra se enveredasse mais para os campos de batalha virtuais do que os reais. Mas uma guerra virtual \u00e9 realmente \u201cmenos pior\u201d que uma real?<\/p>\n<p>Muita gente acredita que sim, ao n\u00e3o colocar sobre a balan\u00e7a os diversos aspectos inerentes a esse tipo de conflito. No entanto, os danos podem ser t\u00e3o avassaladores e mortais como uma guerra entre trincheiras de soldados.<\/p>\n<p>Hoje em dia, tudo est\u00e1 conectado. Desde um usu\u00e1rio comum ao servi\u00e7o de <em>e-mail<\/em> da empresa em que trabalha \u00e0 torradeira el\u00e9trica da sua casa, sem esquecer daquela usina nuclear da cidade ao lado. Pois \u00e9. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um grande contingente militar, uma log\u00edstica pesada para mover blindados ou o dom\u00ednio do espa\u00e7o a\u00e9reo inimigo. Bastam alguns poucos especialistas em tecnologia para, de suas cadeiras e terminais, teclarem alguns <em>scripts<\/em> maliciosos e, assim, tomarem para si o controle de ferramentas estrat\u00e9gicas e potencialmente perigosas.<\/p>\n<p>Aparentemente, essa depend\u00eancia das conex\u00f5es torna a nossa sociedade v\u00edtima f\u00e1cil, completamente vulner\u00e1vel aos ataques hackers. Partindo dessa premissa, fica claro que a ciberguerra \u00e9 uma modalidade de guerra real, ainda que n\u00e3o se fa\u00e7a uso de armas f\u00edsicas. Infelizmente para todos n\u00f3s, os senhores das guerras perceberam que o futuro deles tamb\u00e9m \u00e9 digital.<\/p>\n<p>Algumas vezes nos encontramos num limiar em que n\u00e3o sabemos se a fic\u00e7\u00e3o imita a realidade ou vice-versa. Algumas das ocorr\u00eancias que apresentarei a seguir parecem retiradas do filme <em>Duro de Matar 4.0<\/em>, que em 2007 j\u00e1 abordava os riscos de atentados e guerras cibern\u00e9ticas que enfrentar\u00edamos em anos vindouros nos campos das comunica\u00e7\u00f5es, do transporte, da energia, entre outros, mas s\u00e3o reais, infelizmente.<\/p>\n<p>Um dos casos mais emblem\u00e1ticos que posso citar aconteceu em 2021, na cidade de Oldsmar, Fl\u00f3rida, Estados Unidos. A esta\u00e7\u00e3o local de tratamento de \u00e1gua fora v\u00edtima de um ataque <em>hacker<\/em> que poderia ter erradicado, sem exageros, aquela popula\u00e7\u00e3o de 15.000 habitantes.<\/p>\n<p>Todo o sistema de tratamento h\u00eddrico, isto \u00e9, o controle dos aditivos qu\u00edmicos dilu\u00eddos na \u00e1gua, era gerido por um computador. Para manter a sua potabilidade, uma determinada quantidade de Hidr\u00f3xido de S\u00f3dio, popularmente conhecida como \u201csoda c\u00e1ustica\u201d, era aplicada durante o processo. Essa quantidade era considerada segura e n\u00e3o nociva \u00e0 sa\u00fade, sendo usada para nivelar os \u00edndice de acidez. Contudo, ap\u00f3s uma invas\u00e3o aos sistemas de gerenciamento da companhia, o criminoso alterou a f\u00f3rmula para que o computador adicionasse uma quantidade onze mil vezes maior do que a normal. Nessa propor\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua tornava-se puro veneno. Felizmente, o processo foi revertido com sucesso, sem maiores danos \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelo atentado ainda n\u00e3o foram localizados e n\u00e3o se descarta por completo a possibilidade de um ataque de origem estrangeira.<\/p>\n<p>Durante a pandemia da COVID-19, aumentou-se consideravelmente o uso da internet para o trabalho. Muitas empresas, entre elas institui\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, como tamb\u00e9m organiza\u00e7\u00f5es governamentais, precisaram correr contra o tempo para implementar sistemas <em>online<\/em> com o objetivo de viabilizar o <em>home office<\/em> de seus trabalhadores. Com o aumento exponencial do trabalho virtual e com alguma neglig\u00eancia no planejamento de infraestrutra tecnol\u00f3gica, abriu-se n\u00e3o uma brecha, mas um verdadeiro rombo para invas\u00f5es em larga escala aos sistemas inform\u00e1ticos dessas institui\u00e7\u00f5es. E os mal intencionados digitais perceberam isso e agiram muito rapidamente.<\/p>\n<p>Pesquisa publicada pela empresa de seguran\u00e7a americana Censinet demonstra que, nos Estados Unidos, 40% das institui\u00e7\u00f5es hospitalares entrevistadas foram atacadas. Esse estudo aponta ainda que 20% mais pacientes vieram a falecer em decorr\u00eancia dos problemas relacionados \u00e0s invas\u00f5es cibern\u00e9ticas. Prontu\u00e1rios m\u00e9dicos sumiam, respiradores eram desconectados aleatoriamente, uma situa\u00e7\u00e3o desumanamente ca\u00f3tica.<\/p>\n<p>Ainda sobre hospitais, no come\u00e7o de 2021, a Irlanda precisou fechar os seus sistemas de sa\u00fade, em plena pandemia, ap\u00f3s ter sofrido ataques de <em>ransonware<\/em>, isto \u00e9, quando um invasor acessa indevidamente os dados de uma pessoa ou empresa, aplica uma forte criptografia, e os deixam inacess\u00edveis, cobrando uma quantia em dinheiro para devolver o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. Literalmente um sequestro de dados. E tal qual um sequestro, n\u00e3o h\u00e1 a menor garantia de desfecho positivo, mesmo pagando-se o que \u00e9 pedido.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, o sistema do ConecteSus fora atacado e retirado do ar por dias, causando s\u00e9rios transtornos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, que precisava emitir confirma\u00e7\u00f5es da sua situa\u00e7\u00e3o vacinal, al\u00e9m de acompanhar consultas, hist\u00f3ricos m\u00e9dicos e outros recursos da plataforma. Segundo o Governo Federal, nenhum dado foi perdido e a restaura\u00e7\u00e3o ocorreu com sucesso um tempo depois.<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o parecer t\u00e3o importante quando se desenha o cen\u00e1rio apocal\u00edptico de explos\u00f5es, envenenamento e sequestro de dados importantes, por\u00e9m \u00e9 muito comum nas guerras cibern\u00e9ticas o corte no acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, uma das principais \u201carmas\u201d que a popula\u00e7\u00e3o de um territ\u00f3rio possui. Quando se corta a internet e as telecomunica\u00e7\u00f5es como um todo de uma regi\u00e3o, ou se censura o que pode ou n\u00e3o ser visto, ela \u00e9 deixada \u00e0s cegas, \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n<p>A R\u00fassia, por exemplo, \u00e9 acusada de tentar cercear o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, banindo dezenas de sites e ferramentas que n\u00e3o se alinham ao seu discurso. Ela tamb\u00e9m foi suspeita, em 2015, de criar o v\u00edrus <em>BlackEnergy<\/em>, que atingiu a Ucr\u00e2nia, afetando os sistemas el\u00e9tricos desse pa\u00eds e deixando milhares de pessoas sem aquecimento durante um rigoroso inverno.<\/p>\n<p>Por outro lado, a R\u00fassia reclama que atualmente tem sofrido com ataques virtuais sem precedentes. Segundo o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Digital do pa\u00eds, houve um aumento de 300% nos atentados. Entre os alvos, est\u00e3o os sites do Kremlin, da Aeroflot e do Sberbank. A investida digital mais comum nesses casos \u00e9 o ataque via DoS (<em>Denial of Service<\/em>), que promove intencionalmente uma sobrecarga em sistemas e servidores, de modo a fazer com que seus recursos fiquem indispon\u00edveis aos seus utilizadores, gerando transtornos e preju\u00edzos imensos aos atingidos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2014, em um caso aparentemente um pouco menos grave, por\u00e9m que poderia ter gerado uma intensa crise diplom\u00e1tica e com consequ\u00eancias devastadoras, a Sony Pictures sofrera ataques virtuais que foram atribu\u00eddos \u00e0 Coreia do Norte, uma pot\u00eancia militar e nuclear, em repres\u00e1lia ao filme <em>A entrevista<\/em>, que apresentava uma s\u00e1tira ao ditador Kim Jong-un.<\/p>\n<p>Sei que muitos pensadores j\u00e1 discutiram sobre a guerra, seja ela real ou virtual. E todos eles lan\u00e7aram olhares interessantes sobre os horrores gerados e tra\u00e7aram eventuais sugest\u00f5es pelo fim de conflitos. Mas nenhum discurso me marcou mais do que o proferido pelo personagem Rocky Balboa, interpretado pelo ator Sylvester Stallone, na pel\u00edcula <em>Rocky IV<\/em>, de 1985, ainda durante a Guerra Fria. Ap\u00f3s enfrentar seu oponente num ringue de boxe, em plena R\u00fassia, com a sua fibra e carisma, conseguiu arrancar aplausos dos cidad\u00e3os presentes e, numa reviravolta, venceu a batalha. Ao final, emocionado, declarou:<\/p>\n<p>\u201cEu vim aqui esta noite e n\u00e3o sabia o que iria acontecer. Vi muita gente que me odiava e n\u00e3o sabia o que pensar sobre isto, mas igualmente n\u00e3o gostava de voc\u00eas. Durante o combate, muita coisa mudou. Mudou o que sentiam por mim e o que sentia por voc\u00eas. No ringue havia dois homens se matando, mas dois homens ainda s\u00e3o bem melhor do que 20 milh\u00f5es. O que eu tento dizer \u00e9 que se eu posso mudar e voc\u00eas tamb\u00e9m, todos podem mudar!\u201d<\/p>\n<p>Ser\u00e1 mesmo que n\u00e3o temos outra forma de resolver nossas diferen\u00e7as? Algu\u00e9m chama o Rocky, por favor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde crian\u00e7a, sempre ouvia que a pr\u00f3xima guerra mundial seria disputada com paus e pedras. 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