{"id":1511090,"date":"2022-01-28T00:31:25","date_gmt":"2022-01-28T00:31:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1511090"},"modified":"2022-01-28T00:31:25","modified_gmt":"2022-01-28T00:31:25","slug":"neoliberalismo-racismo-e-escravidao-contemporanea-o-capital-globalizado-e-a-escolha-pela-desumanizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/01\/neoliberalismo-racismo-e-escravidao-contemporanea-o-capital-globalizado-e-a-escolha-pela-desumanizacao\/","title":{"rendered":"Neoliberalismo, racismo e escravid\u00e3o contempor\u00e2nea: o capital globalizado e a escolha pela desumaniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No dia 28 de janeiro de 2004, na regi\u00e3o rural de Una\u00ed, no estado de Minas Gerais, os auditores Erat\u00f3stenes de Almeida Gon\u00e7alves, Jo\u00e3o Batista Soares Lage e Nelson Jos\u00e9 da Silva, assim como o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram assassinados. Por este motivo foi criado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28\/1), atrav\u00e9s da Lei 12.064\/2009. A viol\u00eancia contra esses profissionais tem sido frequente porque, logicamente, apesar de estarmos em pleno s\u00e9culo XXI, a escraviza\u00e7\u00e3o de pessoas ainda \u00e9 uma realidade. E em um pa\u00eds racista como o Brasil, os negros s\u00e3o as principais v\u00edtimas.<\/p>\n<h3><strong>Escravid\u00e3o contempor\u00e2nea<\/strong><\/h3>\n<p>Quando pensamos em escravid\u00e3o, geralmente nos remetemos ao sistema desencadeado pelas pot\u00eancias europeias durante a expans\u00e3o mar\u00edtima ocorrida entre os s\u00e9culos XV e XVIII, que deu origem ao trabalho compuls\u00f3rio que submeteu v\u00e1rios povos, sobretudo oriundos de \u00c1frica, assim como as popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias do continente americano. Mas engana-se quem pensa que findado aquele sistema a humanidade eliminou esse tipo de opress\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo reprodutivo do capital passa por transforma\u00e7\u00f5es estruturais por meio de novas formas de acumula\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o, mas, em vez de melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e na vida da maioria das pessoas, as desigualdades aumentam assustadoramente. Trata-se da era neoliberal, quando o capital globalizado passa a atuar cada vez mais de modo a desumaniza e degradar a vida de milh\u00f5es de pessoas. Nesse contexto se inserem todas as formas de explora\u00e7\u00e3o, entre elas a escravid\u00e3o no seu modelo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Conforme a <em>Walk Free<\/em>, um grupo internacional de direitos humanos focado na erradica\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o em todas as suas formas, essa pr\u00e1tica, no mundo contempor\u00e2neo, atinge a maioria dos pa\u00edses, independentemente de sua extens\u00e3o territorial, popula\u00e7\u00e3o ou riqueza. De acordo com a entidade, esse tipo de crime permeia as fronteiras nacionais e as cadeias de suprimentos globais, mesmo nos pa\u00edses com leis e sistemas aparentemente fortes.<\/p>\n<p>A escravid\u00e3o contempor\u00e2nea est\u00e1 relacionada a contextos de explora\u00e7\u00e3o que uma pessoa n\u00e3o pode recusar ou deixar, isto porque v\u00ea-se coagida pela viol\u00eancia f\u00edsica, pelo engano ou pelo abuso de poder. Trata-se de uma tipologia de crime encontrada em muitas ind\u00fastrias (t\u00eaxtil, mineradora e agropecu\u00e1ria, por exemplo), mas que tamb\u00e9m se verifica em\u00a0 outros locais, como em casas de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Trabalho (OIT) adverte que a escravid\u00e3o na sua forma atual assume diversos formatos, inclu\u00eddos o tr\u00e1fico de pessoas e a escravid\u00e3o por d\u00edvida. Ainda de acordo com essa organiza\u00e7\u00e3o, mais de 40 milh\u00f5es de pessoas se encontram nessas condi\u00e7\u00f5es, a maioria mulheres e meninas.<\/p>\n<h3><strong>Trabalho escravo e <em>super\u00e1vit<\/em><\/strong><\/h3>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o brasileira, o Minist\u00e9rio do Trabalho informou que entre 1995 e 2020 mais de 55 mil\u00a0 pessoas foram libertadas de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, majoritariamente homens com idade entre 18 e 44 anos, um ter\u00e7o deles analfabetos, grande parte encontrada na regi\u00e3o Norte, especificamente nos estados do Amazonas e Par\u00e1, em atividades ligadas \u00e0 pecu\u00e1ria bovina.<\/p>\n<p>E por falar em pecu\u00e1ria, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o trabalho escravo seja um grande atrativo para esse setor e tudo o que significa o agroneg\u00f3cio. Os lucros n\u00e3o deixam d\u00favidas. De acordo com dados do Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas Aplicadas (Ipea), em 2021, em plena pandemia, o agroneg\u00f3cio brasileiro registrou um <em>super\u00e1vit<\/em> de 105 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, resultado do recorde hist\u00f3rico de exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em um pa\u00eds com vasta extens\u00e3o territorial como o Brasil, e com uma quantidade escassa de funcion\u00e1rios para fiscalizar esse tipo de abuso, d\u00e1 para imaginar que essas 55 mil pessoas resgatadas n\u00e3o correspondem, infelizmente, \u00e0 maioria de trabalhadores e trabalhadoras em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>No ramo t\u00eaxtil, trabalhadoras e trabalhadores vindos de pa\u00edses como Bol\u00edvia, Paraguai e Peru t\u00eam sua m\u00e3o de obra explorada em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, trabalhando uma m\u00e9dia de 14 horas por dia, para ganhar R$ 0,20 (vinte centavos) a R$ 2,00 (dois reais) por cada pe\u00e7a produzida.<\/p>\n<h3><strong>Negros, jovens e nordestinos<\/strong><\/h3>\n<p>O trabalho dessas pessoas \u00e9 prestado a pequenas empresas, as quais vendem as mercadorias a empresas maiores, que, por sua vez, as revendem a grandes marcas. No ano de 2011, na cidade de Americana, estado de S\u00e3o Paulo, um esc\u00e2ndalo aconteceu envolvendo a empresa espanhola Zara e gerou repercuss\u00f5es dentro e fora do Brasil. Foram encontrados 15 trabalhadores costurando cal\u00e7as para a marca, em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. Em 2015 o diretor da empresa no Brasil admitiu a pr\u00e1tica \u00e0 CPI do Trabalho Escravo instaurada pela Assembleia Legislativa daquele estado.<\/p>\n<p>Os casos s\u00e3o muitos, infelizmente, e as maiores v\u00edtimas no Brasil s\u00e3o os jovens negros. Levantamento realizado pela Organiza\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o e Projetos Sociais Rep\u00f3rter Brasil, com dados da Subsecretaria de Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho, a partir da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, informou que, entra 2016 e 2018, a cada cinco trabalhadores resgatados em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o, quatro eram negros, principalmente jovens do sexo masculino, entre 15 a 29 anos de idade, 46% deles de origem nordestina.<\/p>\n<p>Com a pandemia da Covid-19 provavelmente esse problema tenha sido agravado no pa\u00eds, assim como tantos outros. De acordo com a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), em tempos de pandemia, a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas favoreceu a que trabalhadores e trabalhadoras tivessem aumentada a sua vulnerabilidade.<\/p>\n<p>Aliado a isso, temos um governo em n\u00edvel federal que volta e meia mostra-se aliado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do trabalho pelo capital, inclusive o pr\u00f3prio presidente da Rep\u00fablica, que repetidas vezes ressaltou que \u201cmais direitos significa menos empregos\u201d, uma mensagem bastante encorajadora para quem n\u00e3o mede esfor\u00e7os no que se refere \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra alheia.<\/p>\n<p>Essa mazela social, a mais perversa, precisa ser combatida com muita veem\u00eancia, pois se trata de uma das maiores viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, j\u00e1 que, inegavelmente, degrada a dignidade, coisifica, desumaniza. Do ponto de vista legal, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, em seu Artigo 1, incisos III e IV trata da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamentos da Rep\u00fablica. E, no Artigo 5, inciso III, disp\u00f5es \u201cque ningu\u00e9m ser\u00e1 submetido a tortura ou tratamento desumano ou degradante\u201d. Mas\u00a0 isso n\u00e3o tem sido o basante. O combate a esse crime precisa da atua\u00e7\u00e3o decisiva do Estado e da sociedade civil.<\/p>\n<h3><strong>Omiss\u00e3o do Estado<\/strong><\/h3>\n<p>Primeiro, \u00e9 preciso que sejam adotadas medidas para intensificar o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis. \u00c9 inadmiss\u00edvel que um pa\u00eds como o Brasil conte com pouqu\u00edssimos inspetores. Em junho de 2020, a Comiss\u00e3o Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo publicou nota na qual denunciava, entre outras quest\u00f5es, que somente 2.091 dos 3.644 cargos do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho estavam ocupados para essas e outras fiscaliza\u00e7\u00e3o. Ou seja, pouco mais de 60% dos cargos dispon\u00edveis ocupados.<\/p>\n<p>Certamente, se o pa\u00eds contasse com a totalidade desses cargos preenchida ainda assim n\u00e3o seria suficiente para realizar o trabalho com a necess\u00e1ria per\u00edcia. Imaginemos, ent\u00e3o, com esse n\u00famero reduzido, como esses profissionais devem se desdobrar para dar conta, minimamente, do trabalho que lhes cabe. A omiss\u00e3o do Estado Brasileiro favorece a pr\u00e1tica da escravid\u00e3o na atualidade, que vulnera a humanidade de milhares ou, qui\u00e7a, milh\u00f5es de trabalhadoras e trabalhadores no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De fato, ainda de acordo a nota da Comiss\u00e3o Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo, a falta desses profissionais \u201ccria cen\u00e1rio prop\u00edcio para o aumento da escravid\u00e3o contempor\u00e2nea [\u2026]\u201d, porque\u00a0 \u201cos auditores fiscais do trabalho s\u00e3o indispens\u00e1veis para a responsabiliza\u00e7\u00e3o administrativa dos exploradores\u00a0 a lavratura dos autos de resgate das v\u00edtimas [\u2026]\u201d. A nota adverte, tamb\u00e9m, que o <em>d\u00e9ficit<\/em> traz impactos negativos \u00e0 apura\u00e7\u00e3o desse crime, pois gera impunidade e causa danos irrevers\u00edveis aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 preciso que a sociedade cobre toler\u00e2ncia zero a essa pr\u00e1tica criminosa, pressionando o Estado para que assegure todas as ferramentas humanas, t\u00e9cnicas e jur\u00eddicas capazes de combater essa vergonha. N\u00e3o podemos admitir que o capital continue banalizando a vida dos grupos vulner\u00e1veis, e que a riqueza, apropriada por poucos e poucas, tenha como base de sustenta\u00e7\u00e3o a nega\u00e7\u00e3o da humanidade de quem a produz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 28 de janeiro de 2004, na regi\u00e3o rural de Una\u00ed, no estado de Minas Gerais, os auditores Erat\u00f3stenes de Almeida Gon\u00e7alves, Jo\u00e3o Batista Soares Lage e Nelson Jos\u00e9 da Silva, assim como o motorista Ailton Pereira de 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