{"id":1501677,"date":"2022-01-11T01:49:35","date_gmt":"2022-01-11T01:49:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1501677"},"modified":"2022-01-13T14:48:57","modified_gmt":"2022-01-13T14:48:57","slug":"de-que-mulher-estamos-falando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/01\/de-que-mulher-estamos-falando\/","title":{"rendered":"De que mulher estamos falando?"},"content":{"rendered":"<p>Por Fatine Oliveira<\/p>\n<p>Lembro quando iniciei minhas primeiras leituras sobre feminismo, senti um certo inc\u00f4modo com a ideia de mulher debatida nas rodas de conversa. Era uma pessoa que n\u00e3o se parecia comigo, desconhecia minha exist\u00eancia apesar de termos a mesma defini\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. \u201cE n\u00e3o sou mulher?\u201d, me perguntava. Mais tarde descobri que em 1851, Sojouner Truth, mulher negra, escrava realizou o mesmo questionamento em uma conven\u00e7\u00e3o dos direitos da mulher, em Akron, Ohio (EUA) para uma plat\u00e9ia cheia de homens brancos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201c(\u2026) Eu pari 3 treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravid\u00e3o, e quando eu clamei com a minha dor de m\u00e3e, ningu\u00e9m a n\u00e3o ser Jesus me ouviu! E n\u00e3o sou uma mulher? (\u2026)\u201d Sojouner Truth<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Antes de Simone de Beauvoir todo o processo social, cultural, pol\u00edtico que envolvem o g\u00eanero feminino resumir em sua frase \u201cn\u00e3o se nasce mulher, torna-se\u201d, Soujouner j\u00e1 apontava como outros fatores tamb\u00e9m devem ser considerados quando falamos de \u201cser mulher\u201d.<\/p>\n<p>Ao come\u00e7ar a falar sobre a aus\u00eancia de mulheres com defici\u00eancia no feminismo, ansiava em chamar aten\u00e7\u00e3o para uma realidade que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o estava inserida na agenda do movimento.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o muita coisa mudou, ali\u00e1s j\u00e1 estava em processo de transforma\u00e7\u00e3o. Mulheres com defici\u00eancia come\u00e7aram a falar de si, de suas hist\u00f3rias, pautando novas quest\u00f5es sobre seu corpo e propondo outras reflex\u00f5es sobre suas experi\u00eancias com a defici\u00eancia. Mulheres sem defici\u00eancia se aproximaram, ouviram e constru\u00edram pontes. Claro que durante esse processo houveram tensionamentos, inc\u00f4modos e v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de silenciamento. A estrutura n\u00e3o hesitou em nos dizer qual era nosso lugar.<\/p>\n<p>Essa rede de preconceitos, pensamentos conservadores, medo de mudan\u00e7as impregnam as a\u00e7\u00f5es de todos aqueles que nela foram moldados. Por vezes cometemos deslizes seja em uma conversa, ou em uma piada. \u00c9 constrangedor perceber que n\u00e3o somos t\u00e3o \u201cdesconstru\u00eddos\u201d quanto imaginamos, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>Da mesma maneira, costumamos cometer o erro de pressupor a exist\u00eancia \u00fanica daquilo que chamamos de mulher. Quem seria essa pessoa, afinal? Sei que a resposta nos surge quase que automaticamente: ela \u00e9 branca, cis, heterossexual, n\u00e3o possui defici\u00eancia e de classe alta\/m\u00e9dia. \u00c9 o que Butler chama de \u201csujeito do feminismo\u201d. Uma ideia ocidental de um padr\u00e3o feminino.<\/p>\n<p>Este ideal de mulher nos acompanhou durante todo nosso aprendizado, vimos nos filmes, jornais, novelas e at\u00e9 mesmo em nossas professoras. Aprendemos reconhec\u00ea-la ap\u00f3s as in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es das feministas negras. Agora acredito que precisamos aprender mais uma coisa com elas: <em>interseccionalidade.<\/em> Para observarmos as viv\u00eancias femininas temos falado ultimamente. Ser\u00e1 que falamos de todas ou apenas aquelas que conhe\u00e7o?<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"has-text-align-center\">Ela (<em>interseccionalidade<\/em>) trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opress\u00f5es de classe e outros sistemas discriminat\u00f3rios criam desigualdades b\u00e1sicas que estruturam as posi\u00e7\u00f5es relativas de mulheres, ra\u00e7as, etnias, classes e outras. Al\u00e9m disso, a interseccionalidade trata da forma como a\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas espec\u00edficas geram opress\u00f5es que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos din\u00e2micos ou ativos do desempoderamento. (O que \u00e9 interseccionalidade? \u2013 Carla Akotirene, p.42)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nos aventuramos a falar de mulheres, por\u00e9m n\u00e3o percebemos nossa incapacidade de compreender a infinitude de realidades e pessoas que cabem dentro do que \u00e9 ser mulher. De que mulher estamos falando? Que mulher \u00e9 essa que est\u00e1 em seu repert\u00f3rio? Qual \u00e9 sua cor, sua classe, sua sexualidade, seus sonhos?<\/p>\n<p>Que mulher com defici\u00eancia temos falado? \u00c9 poss\u00edvel generalizar as nossas experi\u00eancias? A minha vida n\u00e3o \u00e9 a mesma que a sua, mesmo que voc\u00ea tenha algum tipo de defici\u00eancia. Ainda que tenhamos o mesmo diagn\u00f3stico, continuaremos sendo diferentes.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, tenho questionado como temos abordado assuntos que s\u00e3o comuns a todas as pessoas. Tomemos, por exemplo, a sexualidade. Falamos sobre direito ao afeto, ao sexo, matrim\u00f4nio e maternidade a partir de qual perspectiva? Ser\u00e1 que n\u00e3o estamos focando apenas nas experi\u00eancias heterossexuais?<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, tenho a impress\u00e3o que pressupomos que toda mulher com defici\u00eancia tem o desejo de corresponder aos pap\u00e9is de g\u00eanero feminino, como se esta fosse a \u00fanica maneira de ser mulher. Acaso toda mulher com defici\u00eancia quer casar, namorar e ter filhos? N\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel ser mulher sem assumir estes lugares?<\/p>\n<p>Como ficam as mulheres trans com defici\u00eancia? L\u00e9sbicas? Assexuais? S\u00e3o formas de mulheridades que estamos considerando em nossas pautas?<\/p>\n<p>O que proponho aqui \u00e9 uma reflex\u00e3o sobre o lugar que buscamos ocupar em nossas lutas. Algo que tenho feito muito ultimamente, sabe? Porque por uma limita\u00e7\u00e3o de acesso a diferentes realidades, formas de conhecimento de todos os tipos, acabamos reproduzindo os mesmos argumentos e permanecemos revirando as mesmas quest\u00f5es, sem conseguir avan\u00e7ar em nossa luta.<\/p>\n<p>Se queremos falar de mulher, precisamos encarar o fato de que ser mulher \u00e9 abordar de uma infinidade de mulheres. S\u00e3o delas, portanto, que devemos falar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fatine Oliveira Lembro quando iniciei minhas primeiras leituras sobre feminismo, senti um certo inc\u00f4modo com a ideia de mulher debatida nas rodas de conversa. 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