{"id":1466978,"date":"2021-11-09T21:12:05","date_gmt":"2021-11-09T21:12:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1466978"},"modified":"2021-11-15T14:39:25","modified_gmt":"2021-11-15T14:39:25","slug":"a-guardia-de-um-nihonmachi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/11\/a-guardia-de-um-nihonmachi\/","title":{"rendered":"A guardi\u00e3 de um Nihonmachi"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Marco Dacosta<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, serif; font-size: medium;\">Jan desmaiou na escadaria do hotel. Era uma manh\u00e3 quente durante o ver\u00e3o da pandemia, quando n\u00e3o havia mais h\u00f3spedes e nem empregados. Ficou ali por alguns minutos, cansada, respirando lentamente. Sentiu o cheiro do couro fino, quase pelica, que revestia as madeiras da escada e deslizou\u00a0sua m\u00e3o pelo corpo, encolhendo-se como uma crian\u00e7a. N\u00e3o se machucou, aproveitou aquele curto momento para descansar o corpo, ajeitando-se entre um degrau e outro, como uma crian\u00e7a no \u00fatero da m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">Naquele momento, Jan Johnson, que h\u00e1 quarenta anos cuida daquelas paredes e camas como se fosse o melhor lugar do mundo, pela primeira vez sentiu as vibra\u00e7\u00f5es da madeira, imaginando pessoas subindo e descendo, como nos tempos de plena efervesc\u00eancia. Era como deveria ter sido no inicio do s\u00e9culo passado &#8211; pensou ela &#8211; quando o Hotel Panam\u00e1 era uma simples hospedaria para homens japoneses solteiros que chegavam no porto de Seattle em busca de oportunidades, das fant\u00e1sticas hist\u00f3rias de corridas de ouro, das obras do Canal do panam\u00e1, que recrutar milhares naqueles temos. Muitos tamb\u00e9m vinham para fazerem o caminho gelado at\u00e9 o Alaska. O lugar, hoje Japantown, era e segue um importante portal do pac\u00edfico na costa oeste. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">Jan nunca presenciou essas cenas da cria\u00e7\u00e3o do hotel. Nem havia nascido, na verdade. A estudante de artes ficou fascinada, quando aos vinte e poucos de idade, nos anos 80, viu as fotos em preto e branco, recordes de jornais e reportagens sobre o lugar. Ficou apaixonada pela arquitetura, hist\u00f3ria e os fatos que levaram o pr\u00e9dio a hoje estar inclu\u00eddo no rol do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico dos Estados Unidos. Ela se encantou pelas ilustra\u00e7\u00f5es e plantas de Sabro Ozasa, o arquiteto que desenhou o pr\u00e9dio, o primeiro da cidade projetado por um americano de origem japonesa. Jan conheceu e se apaixonou tamb\u00e9m pela lenda que habita o lugar, abandonado \u00e0s pressas, nas v\u00e9speras da segunda guerra. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">Quando houve o ataque japon\u00eas a Pearl Harbour, o governo americano decretou a cruel ordem 9066, que excluiu todos japoneses do conv\u00edvio nas cidades, levando milhares de imigrantes e tamb\u00e9m seus filhos nascidos aqui para campos de prisioneiros. Na \u00e9poca neg\u00f3cios japoneses, alem\u00e3es e italianos sofriam repres\u00e1lias devido ao conflito. O Hotel Panam\u00e1 naquele mesmo ano teve seu por\u00e3o abarrotado de malas e pertences das fam\u00edlias locais que tiveram que abandonar tudo para ficarem reclusas por anos. A maioria dos itens jamais foi resgatado e centenas nunca voltaram ao pr\u00e9dio para resgatarem seus pertences. Nas d\u00e9cadas seguintes o Hotel virou um museu de tristeza e lembran\u00e7as, com malas e roupas esquecidas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, serif; font-size: medium;\">Deslumbrada com a hist\u00f3ria, a jovem rec\u00e9m formada em artes pl\u00e1sticas, conseguiu um empr\u00e9stimo e com a ajuda e simpatia do dono japon\u00eas, arrematou o hotel &#8211; na verdade foi escolhida pela fam\u00edlia propriet\u00e1ria\u00a0porque era entre as candidatas a compra, a que mais se mostrava apaixonada pela preserva\u00e7\u00e3o\u00a0dos por\u00f5es e das lembran\u00e7as das fam\u00edlias que nunca mais voltaram. Havia o risco de demoli\u00e7\u00e3o e de que aquelas malas se perdessem, dilu\u00eddas pelo progresso. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">A lista de rel\u00edquias era imensa. O Hotel Panam\u00e1 tinha uma casa de banho no seu por\u00e3o, tradi\u00e7\u00e3o chamada de <\/span><span style=\"font-family: Verdana, serif;\"><i>Sento, <\/i><\/span><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">com agua quente e fuma\u00e7a. Jan preservou tudo, das placas na parede at\u00e9 o lugar onde est\u00e3o as malas, roupas, sapatos. H\u00e1 quarenta anos ela tem as chaves que abrem as portas do passado. Ela se tornou uma Hogo-sha &#8211; a guardi\u00e3 dos tesouros de uma Nihonmachi &#8211; como s\u00e3o denominadas as \u00e1reas hoje escolhidas pelos japoneses em todo mundo para viver e prosperar, fora do Jap\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, serif; font-size: medium;\">Jan se levantou minutos ap\u00f3s a queda &#8211; seu sonho da viagem ao passado durou minutos. N\u00e3o h\u00e1 mais h\u00f3spedes, o mundo parou e ela naqueles meses de ver\u00e3o sentia-se transportada para aqueles anos de guerra e medo. Embora hoje, uma senhora de idade, possui uma incr\u00edvel\u00a0energia e cuida sozinha das maiorias das tarefas do hotel. Sem filhos, tem os quartos como se cada um fosse sua crian\u00e7a, com olhar atento a cada detalhe. Adora receber visitantes curiosos com a hist\u00f3ria &#8211; segue abrindo portas e exibindo seus m\u00f3veis e quadros, a maioria original e h\u00e1 quase 100 anos por l\u00e1. A noite, o Panam\u00e1 mostra-se sem os confortos da modernidade, com a simplicidade de um hotel de trabalhadores dos anos 20 ou 30. No quarto, uma cama, um arm\u00e1rio e uma pia. Um abajur\u00a0e pinturas japonesas completam a decora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o abra a janela &#8211; adverte a todos, &#8220;se preferir, abra a porta e deixe o vento dos corredores arejar o quarto &#8211; recomenda o panfleto deixado na mesa. H\u00e1 um banheiro coletivo em cada andar, alguns azulejos tortos, marcas de reformas mal feitas ao longo das d\u00e9cadas, carpete vinho escuro encardido em alguns lugares, remedados em outros. As paredes que guardam segredos e sussurros, mas nada assustador &#8211; &#8220;Eu sou o fantasma do hotel&#8221; diz Jan sorrindo sempre que perguntada sobre a fama de lugar mal assombrado. Ela se recupera de v\u00e1rios tombos da vida, das escadarias, sobe e desce ainda imaginando que tem como miss\u00e3o de vida preservar aqueles objetos e o hotel que lhe foi confiado &#8211; a Hogo-sha, guardi\u00e3 de coisas de pessoas comuns. Ela n\u00e3o guarda joias de rainhas e nem nobres. Jan preserva as mem\u00f3rias de oper\u00e1rios, escavadores, mineiros, instaladores de cabos, navegantes e marinheiros. Guarda \u00e0 sete chaves as recorda\u00e7\u00f5es de centenas de vidas modestas e an\u00f4nimas, ceifadas na guerra e pelo \u00f3dio\u00a0racial que se alastrou e ainda existe contra asi\u00e1ticos. O tempo passou, mas o preconceito n\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana, serif; font-size: medium;\">Jan n\u00e3o \u00e9 asi\u00e1tica\u00a0&#8211; tem cabelos castanhos e parece uma elegante francesa. Tem no entanto, andar forte e gestos de seus antepassados, que vieram dos ventos do norte da Escandin\u00e1via. Seu pai era um imigrante indocumentado e por isso talvez ela entenda t\u00e3o bem a dor das pessoas mais simples. Ela se considera tamb\u00e9m um deles que l\u00e1 deixaram as malas. Acorda cedo, limpa janelas, atende telefones. Jan \u00e9 uma trabalhadora, embora seja dona de hotel e celebridade na vizinhan\u00e7a. Estudantes de turismo, filhos e netos de japoneses aparecem ocasionalmente para ajuda-la. O Hotel \u00e9 a mem\u00f3ria de toda comunidade. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">No momento que meu avi\u00e3o decolou de Seattle, depois de dias ao lado de Jan, soube que a cidade elegia para prefeito <\/span><span style=\"color: #121212;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">Bruce Harrell, neto de um dos japoneses enviados aos campos de prisioneiros. A cidade ter\u00e1 como autoridade m\u00e1xima nos pr\u00f3ximos anos, um descendente de um dos que ficaram naquele hotel, com medo do futuro. Todas aquelas pessoas nas fotografias amareladas e rachadas pelo tempo, de certa forma, ganharam um novo tempo e sobrevida. Jan sonha em que o hotel seja um museu, um mergulho na hist\u00f3ria. Somente conhecendo o passado &#8211; dizem &#8211; podemos evitar os erros no futuro. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #121212;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">A cidade aos poucos vai se se reconciliar com a hist\u00f3ria, dispersando a n\u00e9voa que encobriu por tanto tempo as mem\u00f3rias daquele tempo dif\u00edcil. Jan Johnson n\u00e3o acredita que sua miss\u00e3o est\u00e1 perto do fim: ela segue descendo e subindo as escadas, limpando, sonhando que registra h\u00f3spedes. A menina que nasceu antes da guerra tornar o pr\u00e9dio misterioso e abandonado &#8211; vive agora uma pandemia que afastou novamente todos daqueles quartos. Ela olha pelas janelas e sente a brisa que vem do mar, ali perto. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #121212;\"><span style=\"font-family: Verdana, serif;\">Ventos melhores vir\u00e3o. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA Por Marco Dacosta &nbsp; Jan desmaiou na escadaria do hotel. Era uma manh\u00e3 quente durante o ver\u00e3o da pandemia, quando n\u00e3o havia mais h\u00f3spedes e nem empregados. Ficou ali por alguns minutos, cansada, respirando lentamente. 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