{"id":1408556,"date":"2021-08-01T04:07:39","date_gmt":"2021-08-01T03:07:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1408556"},"modified":"2021-08-01T02:29:02","modified_gmt":"2021-08-01T01:29:02","slug":"marighella-e-os-dois-lados-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/08\/marighella-e-os-dois-lados-do-cinema\/","title":{"rendered":"Marighella e os dois lados do cinema"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Clodoaldo Lino<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente tive a oportunidade de assistir ao filme <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marighella<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de Wagner Moura, que, a princ\u00edpio, deveria ter sido lan\u00e7ado em 2019, mas que continua in\u00e9dito no Brasil. A dificuldade em obter uma linha de financiamento junto a Ancine (Ag\u00eancia Nacional do Cinema) \u00e9 o que, em ultima inst\u00e2ncia, vem impedindo que o filme chegue \u00e0s telas brasileiras. A justificativa burocr\u00e1tica (de que a O2, produtora do filme, estaria inadimplente devido ao atraso na entrega de outro projeto) soa como uma desculpa esfarrapada para, no fundo, camuflar uma \u201ccensura branca\u201d levada a cabo pela orienta\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do \u201cdesgoverno\u201d Bolsonaro, que tem devastado o campo cultural brasileiro de uma maneira nunca vista. Apesar disso, o filme trilhou um percurso interessante no circuito internacional, com a exibi\u00e7\u00e3o em mais de trinta festivais (entre eles o prestigiado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Festival de Berlim<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">), inclusive recebendo algumas premia\u00e7\u00f5es, especialmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de Seu Jorge no papel de Marighella.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De imediato, o que me chamou a aten\u00e7\u00e3o (e me desagradou) em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marighella<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> foi a sua filia\u00e7\u00e3o televisiva. O filme, na sua forma, remete \u00e0s produ\u00e7\u00f5es recentes da Rede Globo, tanto no que diz respeito \u00e0s novelas, quanto, principalmente, \u00e0s miniss\u00e9ries produzidas nos \u00faltimos anos. Essa heran\u00e7a televisiva se manifesta de maneira mais contundente atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de uma narrativa calcada num realismo que insiste em enxergar o cinema (ou os produtos audiovisuais) como espelho do real. Nesse sentido, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marighella<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> se aproxima de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tropa de Elite<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de Jos\u00e9 Padilha, s\u00f3 que com um \u201csinal invertido\u201d. Os dois s\u00e3o filmes de a\u00e7\u00e3o, com personagens her\u00f3icos, conspira\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sequ\u00eancias de tiroteio com direito a c\u00e2mera na m\u00e3o e imagens tremidas, mas o \u201csinal invertido\u201d se reflete na posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica assumida pelos respectivos roteiros. Enquanto <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tropa de Elite<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> tem como protagonista o capit\u00e3o Nascimento, comandante do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro (BOPE) e aborda as quest\u00f5es do tr\u00e1fico e da corrup\u00e7\u00e3o a partir de um vi\u00e9s moralista e reacion\u00e1rio, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marighella<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> d\u00e1 voz a um dos principais personagens da esquerda brasileira durante a luta contra a Ditadura Militar. No filme de Padilha, a identifica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com o protagonista passa pela utiliza\u00e7\u00e3o do recurso da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">voz-over<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, com o personagem funcionando como o narrador da hist\u00f3ria; j\u00e1 Moura opta por preencher boa parte dos di\u00e1logos com frases de efeito que adquirem um car\u00e1ter quase did\u00e1tico na constru\u00e7\u00e3o da narrativa. Mas o discurso manifesto \u00e9 secund\u00e1rio nos dois casos, uma vez que \u00e9 na utiliza\u00e7\u00e3o de certos recursos da linguagem cinematogr\u00e1fica, visando \u00e0 naturaliza\u00e7\u00e3o de uma determinada concep\u00e7\u00e3o de real, que reside a doutrina de ambos os filmes. Nos dois filmes a est\u00e9tica do document\u00e1rio trespassa a fic\u00e7\u00e3o evocando uma aura de autenticidade, ao mesmo tempo em que a realidade \u00e9 expressa em conflitos bin\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fasc\u00ednio exercido pelo cinema passa pelo apelo da presen\u00e7a do real, a despeito da sua aus\u00eancia. A realidade se faz presente atrav\u00e9s de \u00edndices reconhec\u00edveis pelo espectador, produzindo o efeito de real. Por conseguinte, a quest\u00e3o do realismo sempre foi um dos pontos chaves do debate cinematogr\u00e1fico. Ao longo da hist\u00f3ria do cinema, o realismo adquiriu diversos formatos e estilos, em muitos casos com um aceno cr\u00edtico (um dos principais exemplos \u00e9, sem d\u00favida, o Neorrealismo Italiano). Mas o audiovisual contempor\u00e2neo (cinema inclu\u00eddo) \u00e9 marcado por um realismo que se distancia do car\u00e1ter cr\u00edtico. A realidade passa a ser, cada vez mais, \u201cespet\u00e1culo\u201d, isto \u00e9, produzida e mediada pelos c\u00f3digos impostos pela hipertrofia dos campos do audiovisual e da satura\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica. Dessa maneira, as imagens ficam restritas a sua indicialidade, se afastando da experi\u00eancia \u201creal\u201d e empobrecendo uma vis\u00e3o cr\u00edtica. \u00c9 importante ressaltar que toda experi\u00eancia (\u201creal\u201d ou n\u00e3o) \u00e9 uma media\u00e7\u00e3o, por\u00e9m a est\u00e9tica realista contempor\u00e2nea reduz a capacidade do espectador de estabelecer rela\u00e7\u00f5es, pois esgota a imagem a partir de c\u00f3digos balizadores do olhar aonde predomina a indistin\u00e7\u00e3o entre o real e a fic\u00e7\u00e3o. Nesse cen\u00e1rio, como dissemos anteriormente, o discurso manifesto torna-se secund\u00e1rio. No fundo, se o protagonista \u00e9 de \u201cdireita\u201d ou de \u201cesquerda\u201d, pouco efeito faz na constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que o filme engendra, pois, em \u00faltima inst\u00e2ncia, trata-se de um circuito que se retroalimenta de uma \u201cverdade produzida\u201d que, paradoxalmente, almeja a m\u00e1xima transpar\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As experimenta\u00e7\u00f5es de linguagem, tanto na produ\u00e7\u00e3o de imagens, quanto na narrativa, s\u00e3o alguns dos principais meios pelos quais o cinema (a Arte, de uma maneira geral) \u201cpensa\u201d. Infelizmente, tais experimenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas vezes alvo de an\u00e1lises pejorativas, reduzindo suas aplica\u00e7\u00f5es a clich\u00eas tais como \u201cfilme para festival\u201d, ou \u201cfilme para cativar intelectuais\u201d. O apelo do efeito de real presente no cinema \u00e9, geralmente, o principal motor dessas cr\u00edticas. Mais do que em qualquer outra forma de express\u00e3o art\u00edstica, o cinema padece dessa necessidade constante de \u201cinteligibilidade autom\u00e1tica\u201d que determinado arranjo de imagens em movimento proporciona. O filme de Moura, definitivamente, n\u00e3o se encontra no campo da experimenta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, nem no que diz respeito a produ\u00e7\u00e3o de imagens, nem na condu\u00e7\u00e3o da narrativa, optando por um cinema palat\u00e1vel aos olhos do p\u00fablico acostumado aos produtos audiovisuais atuais (tanto na televis\u00e3o, quanto na internet), restringindo o alcance da discuss\u00e3o pol\u00edtica que o filme prop\u00f5e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, como o t\u00edtulo desse artigo sugere, o cinema tem (pelo menos) dois lados. Um ponto importante a se destacar \u00e9 que, dentro da proposta assumida pelo diretor, qual seja, a de fazer um filme de a\u00e7\u00e3o do g\u00eanero policial, com apelo comercial, voltado, ao que tudo indica, para um p\u00fablico jovem, consumidor dos produtos audiovisuais contempor\u00e2neos e que, em sua grande maioria, desconhece o per\u00edodo hist\u00f3rico retratado, podemos afirmar que o filme \u00e9 bem sucedido. No que concerne aos aspectos t\u00e9cnicos, tais como fotografia (que explora uma tonalidade com cores esmaecidas, prop\u00edcia ao tema), som (que utiliza uma trilha musical que refor\u00e7a o simbolismo de determinadas sequ\u00eancias), reconstitui\u00e7\u00e3o de \u00e9poca e atua\u00e7\u00e3o do elenco, o filme alcan\u00e7a um n\u00edvel bastante satisfat\u00f3rio. A montagem, muitas vezes recorrendo \u00e0 din\u00e2mica da montagem paralela, tamb\u00e9m cumpre satisfatoriamente o papel de imprimir um ritmo veemente a narrativa. Contudo, o aspecto que eu mais destacaria \u00e9 que, frente ao momento pol\u00edtico pelo qual passa o Brasil, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marighella<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> tem uma forte conota\u00e7\u00e3o de provoca\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o sei dizer se esse foi um dos intuitos de Wagner Moura ao decidir filmar a hist\u00f3ria de Marighella, mas essa \u201cprovoca\u00e7\u00e3o\u201d chega em uma boa hora. Num pa\u00eds em que a extrema-direita est\u00e1 no poder, colocando em a\u00e7\u00e3o pr\u00e1ticas retr\u00f3gradas em termos culturais e de costumes, propondo um revisionismo disparatado da Hist\u00f3ria e glorificando ditaduras e torturadores, colocar em evid\u00eancia a vida e a luta de um personagem como Marighella traz um elemento altamente positivo para a obtusa discuss\u00e3o pol\u00edtica vigente no Brasil. Marighella, mais do que um guerrilheiro, \u00e9 um s\u00edmbolo da luta permanente contra a tirania e seus adeptos, e trazer \u00e0 tona sua hist\u00f3ria no momento atual \u00e9 um movimento muito bem vindo. Apesar das ressalvas que eu tenho em rela\u00e7\u00e3o ao filme enquanto obra cinematogr\u00e1fica (e s\u00e3o muitas), certamente estarei na poltrona de uma sala de cinema assim que o filme estrear, pois al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de pensamento impl\u00edcita nos atos de fazer e assistir cinema, prestigiar certas obras do cinema nacional hoje em dia \u00e9, tamb\u00e9m, um ato pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA Por Clodoaldo Lino &nbsp; Recentemente tive a oportunidade de assistir ao filme Marighella, de Wagner Moura, que, a princ\u00edpio, deveria ter sido lan\u00e7ado em 2019, mas que continua in\u00e9dito no Brasil. 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