{"id":1407856,"date":"2021-08-02T06:00:25","date_gmt":"2021-08-02T05:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1407856"},"modified":"2021-07-30T22:23:42","modified_gmt":"2021-07-30T21:23:42","slug":"lencos-pretos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/08\/lencos-pretos\/","title":{"rendered":"Len\u00e7os pretos"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Com estilo, sensibilidade e coragem, em <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Voces de Chernobyl <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Svetlana Alexi\u00e9vich contou ao mundo, com base em entrevistas e depoimentos, como foi o cataclismo que surpreendeu a Bielo-R\u00fassia ap\u00f3s o desastre nuclear ocorrido em 26 de abril de 1986.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>Resenha por: Judith Nieto *<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao se deparar com as p\u00e1ginas de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Voces de Chernobyl <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">de Svetlana Alexi\u00e9vich, voc\u00ea se depara com um t\u00edtulo que vale a pena ler e divulgar, que faz parte da obra de uma jornalista que, em singular reconhecimento pela Academia Sueca, recebeu o Pr\u00eamio Nobel de Literatura 2015; mereceu distin\u00e7\u00e3o pelo trabalho que a escritora bielorrussa tem feito neste campo, que dedicou grande parte da sua vida profissional a mergulhar na dor e no sofrimento humanos, em particular nesta obra sobre o que, em termos de morte e destrui\u00e7\u00e3o, aconteceu ao habitantes da Ucr\u00e2nia, R\u00fassia e Bielo-R\u00fassia (ou Bielo-R\u00fassia) ap\u00f3s o desastre nuclear de Chernobyl.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aparentemente, a hist\u00f3ria do que aconteceu aos bielorrussos ap\u00f3s o maior desastre nuclear e tecnol\u00f3gico do s\u00e9culo 20, quando v\u00e1rias explos\u00f5es destru\u00edram o reator e a constru\u00e7\u00e3o do quarto bloco de energia da Central At\u00f4mica de Chernobyl, assim que passou da meia-noite em 26 de abril de 1986, conforme lida na &#8220;Nota hist\u00f3rica&#8221; no in\u00edcio do livro.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong><i>Do que aconteceu naquele dia e dos efeitos devastadores sobre pessoas, animais, cidades e planta\u00e7\u00f5es, que Alexi\u00e9vich, neste trabalho jornal\u00edstico, na forma de uma reportagem, Vozes de Chernobyl, reconstr\u00f3i tal hist\u00f3ria. Com seu estilo, sensibilidade e coragem, esta autora contou ao mundo, com base em entrevistas e depoimentos, como foi o cataclismo que surpreendeu o pa\u00eds da Bielo-R\u00fassia, distante de qualquer usina nuclear.<\/i><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Voces de <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Chernobyl<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">est\u00e1 diante as hist\u00f3rias do que aconteceu depois daquele inc\u00eandio terr\u00edvel. Aquele acidente nuclear sobre o qual hoje, 34 anos depois, as causas e responsabilidades permanecem obscuras; embora esta \u00faltima n\u00e3o tenha ficado isenta do mundo pol\u00edtico russo, uma testemunha excepcional do inc\u00eandio ocorrido em Chernobyl, numa \u00e9poca em que avan\u00e7avam as reformas econ\u00f4micas da ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica ou do que viria a ser conhecido como Perestroika, ousadia liderada por o l\u00edder Mikhail Gorbachov.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Bielo-R\u00fassia era um territ\u00f3rio sovi\u00e9tico puramente agr\u00edcola que, ap\u00f3s o acidente de Chernobyl em 1986, tornou-se o receptor de 60% dos radionucl\u00eddeos liberados na atmosfera pelo reator. Os efeitos? Por um lado, a destrui\u00e7\u00e3o quase total das terras ar\u00e1veis de um pa\u00eds antes eminentemente rural; de outro, o n\u00famero crescente de pacientes com c\u00e2ncer, de habitantes com defici\u00eancias mentais e portadores de disfun\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas, al\u00e9m de muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 a morte e a doen\u00e7a vieram ocupar a Bielorr\u00fassia, uma terra desconhecida, ainda a ser descoberta, segundo o autor, mas que se revela atrav\u00e9s de vozes e mon\u00f3logos solit\u00e1rios, levados \u00e0s p\u00e1ginas por um jornalista que come\u00e7ou a contar a hist\u00f3ria dos bielorrussos. N\u00e3o \u00e9 surpreendentemente, no momento de ser confirmada como ganhadora do Pr\u00eamio Nobel, Svetlana Alexievich disse \u00e0 imprensa: \u201cCom este pr\u00eamio, o regime de Minsk &#8216;ser\u00e1 obrigado a me ouvir&#8217;\u201d. Minsk \u00e9 o lugar onde o Nobel reside na maior parte do ano. \u00c9 governado por um sistema autorit\u00e1rio institu\u00eddo por Alexander Lukashenko, que dirige o pa\u00eds desde 1994 e continua no poder como candidato permanente \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, como foi bem confirmado pelas elei\u00e7\u00f5es de agosto de 2020.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn77.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Voces-de-Chernobil2-192x300-1.jpg\" alt=\"Pa\u00f1uelos negros - Voces de Chern\u00f3bil\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes de obter o Nobel, o regime de Lukashenko impedia a apari\u00e7\u00e3o p\u00fablica da escritora-jornalista e, claro, de suas obras, e no presente ela expressa sua intoler\u00e2ncia pela obra e pelo exerc\u00edcio de den\u00fancia de Alexievich, ele mesmo que tornou vis\u00edvel a morda\u00e7a que havia sido imposta \u00e0s v\u00edtimas sobreviventes do acidente da usina nuclear. Essa realidade pode ser lida no que foi expresso por Nikol\u00e1i Fomich Kaluguin, um dos entrevistados do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Voces de <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Chernobyl<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">cuja filha morreu: \u201cQuero deixar um testemunho: minha filha morreu por causa de Chernobyl. E ainda querem que a gente cale a boca \u201d(p. 75). Essas s\u00e3o as vozes que n\u00e3o puderam ser silenciadas, gra\u00e7as ao trabalho de perguntas e respostas realizado pelo autor com as v\u00edtimas desta cat\u00e1strofe nuclear imposs\u00edvel de esquecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso mesmo, depois do que aconteceu em Chernobyl, Alexievich recolheu as vozes distribu\u00eddas, espalhadas, confinadas em hospitais, em casas com pertences abandonados, em ruas por onde vagam pessoas afetadas que ainda se recusam a acreditar no que vivenciaram e nas escolas das quais foram arrancadas meninos para a constru\u00e7\u00e3o de um quartel. S\u00e3o os mon\u00f3logos de quem conseguiu falar antes de morrer e de quem conseguiu contar o que os jornais publicavam, incluindo Sergei Gurin, um cineasta que diz: \u201cNos jornais se dizia que, felizmente, o vento tinha soprado em outra dire\u00e7\u00e3o. N\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade. Ou seja, n\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o de Kiev [\u2026]. As pessoas n\u00e3o perceberam que sopravam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Bielo-R\u00fassia\u201d (p. 176).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por meio do testemunho de um tom liter\u00e1rio, o jornalista bielorrusso convoca os leitores a saberem sobre o horror nuclear vivido em Chernobyl e depois narrado por vozes agonizantes ou doentes, que, ap\u00f3s um imperativo a escritora Svetlana, disseram: &#8220;Aponte, disseram-me. N\u00e3o entendemos tudo o que vimos, mas deixamos nossas palavras permanecerem. Algu\u00e9m os ler\u00e1 e os compreender\u00e1. Mais tarde Depois de n\u00f3s \u201d(p. 47). Este \u00e9 o sinal enviado por um dos atingidos, que antes de morrer preparou a sua prova para que nem a hist\u00f3ria nem o mundo impedissem de se revestir de concreto a mem\u00f3ria de quem testemunhou e sofreu os efeitos desta materializa\u00e7\u00e3o do mal.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Voces de <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Chernobyl<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">come\u00e7a e termina com dois testemunhos femininos comoventes, precedidos de um t\u00edtulo comum: &#8220;Uma voz humana solit\u00e1ria&#8221;. L\u00e1, duas mulheres com len\u00e7os pretos contam como perderam seus maridos jovens, que morreram depois de ajudar a apagar o fogo na usina em chamas. Suas palavras e a in\u00fatil espera pelo marido constituem uma catarse imposs\u00edvel sem a purifica\u00e7\u00e3o do medo e da compaix\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em poucas palavras, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Voces de Chernobyl<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00e9 o encontro coral de exclama\u00e7\u00f5es f\u00fanebres que, ap\u00f3s o sil\u00eancio imposto pelo antigo sistema russo, atinge um al\u00edvio tardio, gra\u00e7as aos trechos perseguidos, recolhidos e trazidos ao testemunho de Svetlana Alexievich.<\/span><\/p>\n<p><b>Refer\u00eancia<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voces de Chernobyl. Svetlana Alexievich. 2016. Bogot\u00e1 (Col\u00f4mbia), Penguin Random House, 406 p.<\/span><\/p>\n<p><b><i>As opini\u00f5es aqui expressas pertencem exclusivamente aos autores e n\u00e3o refletem uma opini\u00e3o ou posi\u00e7\u00e3o institucional da Hacemos Memoria ou da Universidade de Antioquia.<\/i><\/b><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Escritora. PhD em Ci\u00eancias Humanas, men\u00e7\u00e3o em Literatura e Lingu\u00edstica, Universidad Austral de Chile. Professor do m\u00f3dulo: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Conceito de mem\u00f3ria. Algumas no\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0no Diploma em Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica: Narrativas da Mem\u00f3ria, oferecido pelo projeto Hacemos Memoria da Faculdade de Comunica\u00e7\u00f5es da Universidade de Antioquia.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Traduzido do espanhol por Mercia Santos\/ Revisado por Tatiana Elizabeth<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com estilo, sensibilidade e coragem, em Voces de Chernobyl Svetlana Alexi\u00e9vich contou ao mundo, com base em entrevistas e depoimentos, como foi o cataclismo que surpreendeu a Bielo-R\u00fassia ap\u00f3s o desastre nuclear ocorrido em 26 de abril de 1986. 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