{"id":139652,"date":"2014-10-14T00:35:08","date_gmt":"2014-10-13T23:35:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=139652"},"modified":"2014-10-14T00:35:08","modified_gmt":"2014-10-13T23:35:08","slug":"alem-duelo-dilma-aecio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2014\/10\/alem-duelo-dilma-aecio\/","title":{"rendered":"Al\u00e9m do duelo Dilma- A\u00e9cio"},"content":{"rendered":"<p>Processo eleitoral refor\u00e7a a urg\u00eancia de nova articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica capaz de avan\u00e7ar as lutas por melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida, contra as desigualdades e por conquistas reais de direitos pol\u00edticos e sociais.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o descarte da s\u00fabita candidatura de Marina, o processo eleitoral de 2014 caminha agora em terreno mais seguro para o capital, em especial para os grupos dominantes que convivem muito bem tanto com os governos do PSDB quanto com os governos do PT. Com Dilma e A\u00e9cio n\u00e3o existe mais o risco de qualquer surpresa, j\u00e1 que a limitada e controlada democracia brasileira retorna ao padr\u00e3o de estabilidade dos \u00faltimos pleitos, pelo menos desde 1994. Tanto \u00e9 que ambos s\u00e3o fortemente financiados por empreiteiras, bancos e grandes empresas subsidiadas pelo BNDES.<\/p>\n<p>As avalia\u00e7\u00f5es do primeiro turno continuam alimentando a imprensa, os meios pol\u00edticos e acad\u00eamicos. Predomina, no geral, a percep\u00e7\u00e3o de que ocorreu um avan\u00e7o conservador nas elei\u00e7\u00f5es proporcionais para deputados estaduais e federais, e na majorit\u00e1ria do Senado, n\u00e3o apenas devido ao aumento de parlamentares dos partidos de centro e de direita, mas porque em geral defendem posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s demandas dos movimentos sociais populares. As bancadas evang\u00e9lica, ruralista, da bala (policiais e militares) e dos in\u00fameros lobbies de grupos empresariais privados praticamente imobilizam o Congresso Nacional e as assembleias estaduais.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 para menos: na campanha eleitoral do primeiro turno a propaganda dos candidatos majorit\u00e1rios e proporcionais girou em torno da seguran\u00e7a p\u00fablica (leia-se mais repress\u00e3o em cima dos negros, pobres e manifestantes em geral) e da cr\u00edtica \u00e0s pautas dos movimentos LGBT, pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto e pela descriminaliza\u00e7\u00e3o da maconha. Com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es \u2013 de partidos como o PSOL, PCB, PSTU e PCO \u2013, todos os demais partidos se empenharam no discurso conservador, da mudan\u00e7a dentro da ordem vigente, o que combina com a postura editorial da m\u00eddia hegem\u00f4nica e com a forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica nos mais diferentes ambientes institucionais.<\/p>\n<p>Agora no segundo turno devemos assistir ao videotape das campanhas de 2006 e 2010, com a mais brutal troca de acusa\u00e7\u00f5es, as compara\u00e7\u00f5es exageradas e mentirosas das obras de cada um, os apelos emocionais t\u00edpicos de religi\u00f5es fundamentalistas nas sess\u00f5es de exorcismo e de torcidas organizadas nos est\u00e1dios de futebol. Essa disputa acirrada levada ao extremo de decis\u00e3o entre vida e morte acaba por encobrir o que realmente est\u00e1 em jogo, qual \u00e9 a verdadeira conjuntura pol\u00edtica e econ\u00f4mica e o que existe de alternativa ao cont\u00ednuo embate entre as classes trabalhadoras e as for\u00e7as do capital.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso deixar de lado as picuinhas trocadas pelas candidaturas, as artimanhas dos marqueteiros e os discursos rasteiros dos militantes e fan\u00e1ticos de plant\u00e3o, e fazer uma leitura mais cuidadosa e aprofundada sobre o que teremos no dia 26 de outubro e o que precisaremos ter para as batalhas que se apresentam no horizonte imediato. N\u00e3o se trata de tangenciar a busca de uma sa\u00edda inspirada no socialismo, mas de identificar de pronto o que mais amea\u00e7a o povo brasileiro na atual etapa do modelo dominante, o que enfim precisa ser superado na dire\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais democr\u00e1tica, justa e igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Esgotamento<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 a menor d\u00favida de que os governos do PT, de 2003 em diante, conseguiram promover avan\u00e7os sociais significativos para as parcelas mais pobres e exploradas da popula\u00e7\u00e3o, seja com programas compensat\u00f3rios como bolsa-fam\u00edlia, prouni, minha casa minha vida, seja com aumentos reais do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2013 com a consequente redu\u00e7\u00e3o da desigualdade durante anos seguidos. Isso, a despeito de ter continuado as pol\u00edticas neoliberais adotadas nos governos anteriores do PSDB, com as privatiza\u00e7\u00f5es de rodovias, aeroportos, portos e das reservas do pr\u00e9-sal \u2013 al\u00e9m de carrear recursos p\u00fablicos para os grupos privados da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade e de in\u00fameros servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O reconhecimento do que foi feito n\u00e3o pode servir jamais para encobrir ou desviar a nossa aten\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o atual, sobre o que aconteceu nos \u00faltimos anos do governo Dilma, sobre a realidade econ\u00f4mica do pa\u00eds e a condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do arco de alian\u00e7as constitu\u00eddo depois de 2002. O que importa agora \u00e9 ter claro porque o quadro econ\u00f4mico alterou a situa\u00e7\u00e3o que permitiu \u2013 e n\u00e3o permite mais \u2013 que se tenham avan\u00e7os sociais; porque o quadro pol\u00edtico alterou a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na sociedade de tal maneira que o antigo arco de alian\u00e7as n\u00e3o \u00e9 mais capaz de promover novos avan\u00e7os.<br \/>\nA alian\u00e7a que o PT construiu com setores da burguesia (partidos de centro e de direita), que possibilitou avan\u00e7os sociais durante v\u00e1rios anos (amplia\u00e7\u00e3o do bolsa-fam\u00edlia, aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo, prouni), chegou ao seu limite de conquistas, est\u00e1 patinando nos \u00faltimos dois a tr\u00eas anos, demonstra sinais claros de esgotamento, de tal maneira que n\u00e3o disp\u00f5e de energia suficiente nem para avan\u00e7ar mais e nem para segurar as conquistas e impedir o retrocesso.<\/p>\n<p>N\u00e3o consegue avan\u00e7ar. A prova real dessa impot\u00eancia \u00e9 que n\u00e3o consegue levar adiante a reforma agr\u00e1ria, congelada durante todo o governo Dilma; n\u00e3o consegue mobilizar para a reforma pol\u00edtica, nem com proposta de constituinte exclusiva; n\u00e3o consegue concretizar novos aumentos reais do sal\u00e1rio m\u00ednimo, com PIB perto de zero; n\u00e3o consegue acabar com o fator previdenci\u00e1rio, antiga reivindica\u00e7\u00e3o de trabalhadores e aposentados; n\u00e3o consegue levar adiante as apura\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o da Verdade, nem nos quart\u00e9is nem no Judici\u00e1rio; n\u00e3o consegue promover a democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o social, apesar da danosa manipula\u00e7\u00e3o dos oligop\u00f3lios privados; n\u00e3o consegue concluir a regulamenta\u00e7\u00e3o do FGTS para os empregados dom\u00e9sticos; n\u00e3o consegue baixar os juros dos bancos e do com\u00e9rcio, com a Selic em 11% ao ano. Enfim, est\u00e1 com toda a agenda do desenvolvimento progressista empacada, patinando \u2013 e sem qualquer possibilidade de ser concretizada no pr\u00f3ximo quatri\u00eanio.<\/p>\n<p>N\u00e3o segura o retrocesso. A prova disso \u00e9 o descontrole geral dos pre\u00e7os, com c\u00e2mbio artificial para favorecer importa\u00e7\u00f5es de bens de consumo e juros altos para agradar os rentistas, o que provoca aumento da infla\u00e7\u00e3o acima da meta pr\u00e9-fixada; a estagna\u00e7\u00e3o industrial sinaliza para o aumento do desemprego formal em especial nos setores vitaminados com desonera\u00e7\u00f5es de impostos e linhas especiais de cr\u00e9dito; a curva da desigualdade, que vinha decrescendo, estancou de novo e pode provocar novo distanciamento entre ricos e pobres; o governo n\u00e3o consegue atrair investimentos nos setores produtivos por absoluta instabilidade interna; a d\u00edvida p\u00fablica cresce e o governo usa artif\u00edcios de manipula\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil para esconder o aumento do d\u00e9ficit p\u00fablico; tudo indica que ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es ou no pr\u00f3ximo governo haver\u00e1 um forte ajuste fiscal para conter o rombo no or\u00e7amento, e ser\u00e3o necess\u00e1rios reajustes nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, energia el\u00e9trica e do c\u00e2mbio, com desdobramentos em cadeia no custo de vida. Os trabalhadores e os segmentos populares \u00e9 que v\u00e3o pagar \u2013 mais uma vez \u2013 com arrocho salarial e desemprego.<\/p>\n<p><strong>Perspectiva<\/strong><br \/>\n\u00c9 evidente que o avan\u00e7o na dire\u00e7\u00e3o de novas conquistas sociais e da melhoria geral de condi\u00e7\u00f5es de vida do povo depende agora de outra e nova articula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as pol\u00edticas. De for\u00e7as que combinem a a\u00e7\u00e3o institucional com as mobiliza\u00e7\u00f5es populares e dos trabalhadores para exigir avan\u00e7os sociais. \u00c9 preciso recuperar a energia das mobiliza\u00e7\u00f5es e dos protestos de 2013, por mudan\u00e7as, num movimento de transforma\u00e7\u00f5es sociais. Ser\u00e1 preciso arrancar tais conquistas do bloco de poder. S\u00f3 mesmo com uma ampla articula\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda, decidida a fazer o enfrentamento aos grupos dominantes do capital ser\u00e1 poss\u00edvel romper com o status atual do grande pacto conservador, fortalecido ainda mais no primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es de 2014.<br \/>\nA nova articula\u00e7\u00e3o precisa contar com a unifica\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no campo da esquerda \u2013 inclusive com as correntes petistas que n\u00e3o se renderam ao neoliberalismo \u2013 numa frente que dialogue, atraia e re\u00fana os movimentos sociais populares (sem terra, sem teto, negros, \u00edndios, mulheres, LGBT), sindicatos de trabalhadores, movimento estudantil, intelectualidade e academia, profissionais liberais progressistas, defensores dos direitos humanos e os setores democr\u00e1ticos mais avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria da Dilma deixar\u00e1 os setores progressistas e de esquerda do PT mais uma vez a reboque das alian\u00e7as conservadoras e da direita, numa situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que n\u00e3o permite mais avan\u00e7os sociais sem o devido enfrentamento com o capital. Os setores de esquerda do PT tendem a ser cada vez mais espectadores de um processo de degrada\u00e7\u00e3o acelerada das conquistas sociais dos anos anteriores. N\u00e3o d\u00e1 para ser passageiro no \u00f4nibus das alian\u00e7as conservadoras, \u00e9 preciso ser protagonista no bloco das oposi\u00e7\u00f5es populares revolucion\u00e1rias e de esquerda.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria de A\u00e9cio vai provocar uma corrida fisiol\u00f3gica dos aliados do PT para o campo governista, ser\u00e3o abrigados dentro do pacto conservador para manter o modelo funcionado: no campo pol\u00edtico e comportamental, com Congresso Nacional conservador e Judici\u00e1rio das classes dominantes; no campo econ\u00f4mico, juros altos para os rentistas, dinheiro p\u00fablico subsidiado para grandes grupos empresariais e c\u00e2mbio favor\u00e1vel \u00e0s importa\u00e7\u00f5es para o consumo de baixa renda. E para os descontentes em geral, mais criminaliza\u00e7\u00e3o e mais repress\u00e3o policial.<\/p>\n<p>O voto em Dilma ou em A\u00e9cio n\u00e3o muda essa conjuntura. Ambos disputam o voto popular com promessas de toda ordem porque o voto popular decide a elei\u00e7\u00e3o; mas ambos se empenham realmente em fazer concess\u00f5es \u2013 cada vez maiores \u2013 aos grupos do poder, aos capitais nacional e estrangeiro. \u00c9 com esses grupos que v\u00e3o governar. Ao povo, aos trabalhadores, aos democratas progressistas, aos movimentos sociais e aos militantes das esquerdas compete dar o primeiro passo na constru\u00e7\u00e3o de uma ampla frente popular de oposi\u00e7\u00e3o e de esquerda, que seja anticapitalista e aponte na dire\u00e7\u00e3o do socialismo. Vote na retomada das lutas sociais ap\u00f3s 26 de outubro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Processo eleitoral refor\u00e7a a urg\u00eancia de nova articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica capaz de avan\u00e7ar as lutas por melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida, contra as desigualdades e por conquistas reais de direitos pol\u00edticos e sociais. 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