{"id":1378935,"date":"2021-06-13T04:01:03","date_gmt":"2021-06-13T03:01:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1378935"},"modified":"2021-06-13T01:28:44","modified_gmt":"2021-06-13T00:28:44","slug":"como-brotos-de-bambu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/06\/como-brotos-de-bambu\/","title":{"rendered":"Como brotos de bambu"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CONTO<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por C. Alfredo Soares<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Meu picol\u00e9 favorito era de groselha. O mais doce entre todos. Tinha o de biscoito, amendoim, lim\u00e3o, mini saia, o tradicional de coco, mas o de groselha era como tomar mel gelado no palito. Custava 0,50 centavos de Cruzeiro. Era barato, mas sempre desinteirava o dinheiro de volta da passagem de \u00f4nibus. Isto n\u00e3o era problema, estud\u00e1vamos no turno da manh\u00e3, almo\u00e7\u00e1vamos e sa\u00edamos da escola dispostos a caminhar a p\u00e9 at\u00e9 em casa, desde que chup\u00e1ssemos o nosso picol\u00e9 favorito.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mo\u00e7o do picol\u00e9 com seu isopor de capa amarela, seu bon\u00e9 de aba e jaleco com a marca da f\u00e1brica, ficava parado em frente a escola Estadual, junto a grade, esperando a hora da sa\u00edda. Se bem que durante o intervalo ou nas aulas de gin\u00e1stica, realizadas no p\u00e1tio da frente, sempre dava pra antecipar a compra. O medo era que faltasse o sabor preferido depois que a sirene tocasse avisando o final do turno.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sa\u00edmos em disparada como numa corrida de 100 metros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O vendedor chegava cedo, l\u00e1 pela hora do recreio e ficava ali at\u00e9 a gente sair. Cham\u00e1vamos de \u201ctio do picol\u00e9\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Me lembro que naquele tempo ginasial a passagem custava um Cruzeiro, assim era poss\u00edvel comprar dois picol\u00e9s sem susto, afinal j\u00e1 t\u00ednhamos desinteirado o valor da condu\u00e7\u00e3o. Cheg\u00e1vamos em casa todos melados e com a camisa branca da escola, com o bras\u00e3o do Estado, manchada pelo suco que escorria pelo palito que segurava o picol\u00e9.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do corpo o uniforme ia direto para o tanque, pois no outro dia tinha que estar impec\u00e1vel para forma\u00e7\u00e3o das turmas para cantar o Hino Nacional antes de subir para as salas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a correria no final do turno, para garantir, antes do amigo, o picol\u00e9 favorito era hil\u00e1ria . Muitas vezes produzia brigas entre os meninos e pux\u00f5es de cabelo entre as meninas. Mas era, tamb\u00e9m, um momento de nos aproximarmos das garotas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era normal pegar um sabor e oferecer praquela que o nosso cora\u00e7\u00e3o batia mais forte.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os mais ousados s\u00f3 pagavam se ganhassem um beijinho no rosto. Na hora que a menina ia dar, viravam o rosto e roubavam o beijo na boca. Motivo de zoa\u00e7\u00e3o por parte da turma e orgulho por parte do autor de tamanha ousadia.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As meninas, que n\u00e3o eram bobas, conseguiam seus picol\u00e9s sem cair na armadilha do beijo, na maioria das vezes, faziam um jogo de sedu\u00e7\u00e3o com os meninos que acabavam comprando\u00a0\u00a0picol\u00e9s acreditando que iam se dar bem num outro dia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era uma gritaria em torno do tio, todos querendo ao mesmo tempo o sabor preferido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As moedas eram contadas. Mas picol\u00e9 de groselha vinha dentro do isopor em maior quantidade. Quando conseguia pegar o meu podia come\u00e7ar minha caminhada de quase 10 quil\u00f4metros at\u00e9 a minha casa. \u00cdamos rindo pelo caminho, dando peteleco na orelha do outro, falando sobre o jogo de queimado da aula de gin\u00e1stica, do dever dif\u00edcil passado pela professora de matem\u00e1tica, assunto n\u00e3o faltava.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pela estrada que segu\u00edamos, os amigos iam se despedindo ansiosos pelo dia seguinte. Muitos pegavam \u00f4nibus para outros bairros ou distritos mais distantes da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s gost\u00e1vamos dos professores, das merendeiras e inspetores, respeit\u00e1vamos a dire\u00e7\u00e3o. Zo\u00e1vamos os malas sem al\u00e7a. As disputas eram saud\u00e1veis e o clima da escola nos formava para vida em sociedade. At\u00e9 hoje cultivo amigos daquele tempo e sinto os sabores, mesmo n\u00e3o podendo mais tomar um picol\u00e9 t\u00e3o doce quanto o de groselha.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Crescemos feitos brotos de bambu, r\u00e1pido demais. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONTO &nbsp; &nbsp; Por C. Alfredo Soares &nbsp; &nbsp; Meu picol\u00e9 favorito era de groselha. O mais doce entre todos. 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