{"id":1375185,"date":"2021-06-06T04:26:31","date_gmt":"2021-06-06T03:26:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1375185"},"modified":"2021-06-06T03:18:28","modified_gmt":"2021-06-06T02:18:28","slug":"sobre-a-educacao-de-meninas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/06\/sobre-a-educacao-de-meninas\/","title":{"rendered":"Sobre a educa\u00e7\u00e3o de meninas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Luciane Soares da Silva<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Uma das perguntas que refa\u00e7o aos alunos e alunas a cada semestre ap\u00f3s a discuss\u00e3o de teorias e da cr\u00edtica aos comportamentos, \u00e9 esta: em que lugares, situa\u00e7\u00f5es ou formas de agir podemos colher a mudan\u00e7a social? Observar seu curso, mesmo sem a garantia de que uma vez alteradas as margens, n\u00e3o se possa voltar ao curso anterior de movimento? Tomei a decis\u00e3o de escrever sobre minha pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como forma de terapia, engrandecimento ou registro biogr\u00e1fico. Ao contr\u00e1rio, pe\u00e7o que leiam esta descri\u00e7\u00e3o como um \u201cdocumento de \u00e9poca\u201d de uma mulher, negra, nascida na d\u00e9cada de 70 no sul do pa\u00eds. Certamente estes s\u00e3o os elementos<a name=\"m_-5799491919836853776_m_-1786067806110045108__ftnref1\"><\/a><a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0\/%20\/l%20m_-1786067806110045108__ftn1%20\/o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[1]<\/a>\u00a0que possibilitam a compara\u00e7\u00e3o sobre a vida de mo\u00e7as que morem na Bahia, em Ub\u00e1 ou em Ros\u00e1rio, na Argentina.<\/p>\n<p>Pois bem, se o patriarcado \u00e9 presente nas sociedades, seus efeitos tamb\u00e9m podem ser experimentados com varia\u00e7\u00f5es importantes, mas com um quantum de domina\u00e7\u00e3o quase sempre manifesto<a name=\"m_-5799491919836853776_m_-1786067806110045108__ftnref2\"><\/a><a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0\/%20\/l%20m_-1786067806110045108__ftn2%20\/o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[2]<\/a>. Mesmo n\u00e3o sendo um texto acad\u00eamico, lembrar a quest\u00e3o de como o poder atravessa os corpos (com Foucault) e como estas formas de domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o restritas ao sexo biol\u00f3gico (com\u00a0Bourdieu) pode ser \u00fatil ao que descreverei.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar esta descri\u00e7\u00e3o, serei for\u00e7ada a descrever o ambiente da d\u00e9cada de 70. J\u00e1 n\u00e3o se permitia a trai\u00e7\u00e3o aberta, embora minha av\u00f3 n\u00e3o repudiasse o fato, caso acontecesse. As mulheres trabalhavam fora, mas eram respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o dos filhos e a grande maioria suportava surras regulares em n\u00edveis distintos de viol\u00eancia. Os tapas, surras com cintas ou objetos lan\u00e7ados dentro do espa\u00e7o dom\u00e9stico eram t\u00e3o comuns quanto a reuni\u00e3o de domingo para assistir o Fant\u00e1stico, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de permanentes nos cabelos.<\/p>\n<p>Nossas m\u00e3es assistiam os programas de roup\u00e3o azul de\u00a0matelass\u00ea. E \u201cbobs\u201d nos cabelos. Filha de oper\u00e1rios ga\u00fachos e criada por uma av\u00f3 alem\u00e3, minha educa\u00e7\u00e3o seguiria certos padr\u00f5es. Entre eles, reproduzir com precis\u00e3o a maestria de minha m\u00e3e na condu\u00e7\u00e3o da limpeza dom\u00e9stica. Pratos, tapetes, o brilho das panelas, devo dizer que entre todos os problemas que se pode ter na inf\u00e2ncia (\u00f3culos, cabelos crespos, aus\u00eancia materna pelas horas na f\u00e1brica) n\u00e3o saber arrumar uma casa, foi o principal.<\/p>\n<p>A apari\u00e7\u00e3o dos contos, lendas e hist\u00f3rias aconteceu\u00a0neste\u00a0mesma \u00e9poca. A lentid\u00e3o para dar conta destas tarefas era diretamente relacionada a imagina\u00e7\u00e3o ao ver uma formiga que passava sobre a espuma, uma abelha que entrasse pela sala. Insetos, em suma, eram meu foco de aten\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0Agradar ao pai, como uma jogadora de futebol e evitar os babados nas saias de anivers\u00e1rio foram parte desta socializa\u00e7\u00e3o que inclu\u00eda a cria\u00e7\u00e3o de um cascudo batizado como \u201cAventureiro\u201d (vivia em uma caixa de sapato e tinha uma almofada de cetim amarela, comia folhas mas sumiu em uma noite de s\u00e1bado, n\u00e3o retornando mesmo ap\u00f3s buscas intensas de toda fam\u00edlia).<\/p>\n<p>As bonecas eram destru\u00eddas com\u00a0freq\u00fc\u00eancia\u00a0(n\u00e3o me agradava o fato de n\u00e3o comunicarem nada, palavra ou gesto). Detestava especialmente a Noivinha, uma boneca fantasmag\u00f3rica vestida de noiva. Ela tinha uma esp\u00e9cie de corda (cujo n\u00f3 cego, impossibilitou seu funcionamento para sempre). Devo observar que no meio destas\u00a0experi\u00eancias, havia uma m\u00e3e intensamente imaginativa, capaz de desenhar corujas, flores, lagos em pap\u00e9is reciclados, cantora de coral e hippie da d\u00e9cada de 60. Ela era a incorpora\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a. Dona de casa exemplar e ao mesmo tempo, um esp\u00edrito livre. Viv\u00edamos os acertos e desacertos pr\u00f3prios deste paradoxo. E debat\u00edamos esta quest\u00e3o cotidianamente. Creio que a discuss\u00e3o dos problemas salvou-nos da hipocrisia e da chatice que reinava naquele final de d\u00e9cada.<\/p>\n<p>A vida escolar, marcada pelos \u00f3culos e por uma escola de brancos, acirrou a elabora\u00e7\u00e3o de um perfil que se distanciava das constru\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. Na d\u00e9cada de 80, passava Malu Mulher na TV, vivemos a Anistia e a Copa de 86. Eu andava de caminh\u00e3o por toda a cidade de Porto Alegre, j\u00e1 se falava em viol\u00eancia dom\u00e9stica e n\u00e3o se aceitava mais aqueles tabefes. Para uma menina atenta de quase 8 anos, era um mundo em mudan\u00e7a. Mas na casa de meu tio sambista a regra permanecia a mesmo da d\u00e9cada de 70. Aparecer uma vez por semana, distribuir ordens, comer o que encontrasse na geladeira e deixar que todos criassem suas formas de economia dom\u00e9stica para sobreviver.<\/p>\n<p>Creio que foi neste momento que compreendi com intensidade que lugar do mundo as mulheres ocupavam. Mas esta compreens\u00e3o aconteceu misturada com raiva e nega\u00e7\u00e3o do casamento. Era como perceber que os gritos ao n\u00e3o encontrar um par de meias, que o mau humor sem raz\u00e3o alguma, que o descuido com os filhos, constitu\u00eda uma regra de todos os casamentos de nosso c\u00edrculo.<\/p>\n<p>Um dia, presenciei, numa casa de praia, um pai desferir um tapa no rosto de sua filha adolescente. Vinha da cozinha, no meio de uma discuss\u00e3o com a esposa, virou-se e ap\u00f3s praticar a agress\u00e3o, o veraneio seguiu. Nunca houve coment\u00e1rio. Os casos se multiplicavam. Conectavam-se aos namoros da d\u00e9cada de 90. Como se tapas e flores fossem roteiro de rela\u00e7\u00f5es afetivas enquanto ouv\u00edamos Madonna. Se a\u00a0id\u00e9iaexpressa na frase anterior soa med\u00edocre, n\u00e3o \u00e9 pior do que a qualidade daquelas rela\u00e7\u00f5es concretas, reproduzidas e celebradas por algumas tias e av\u00f3s. Melhor levar a filha ao altar assim mesmo!<\/p>\n<p>Farei um corte abrupto aqui para encaminhar o texto. E declarar como vejo a casa, suas pessoas, familiares, filhos e tudo aquilo que dizem ser do dom\u00ednio do \u201cfeminino\u201d. Considero que os pratos s\u00e3o objetos \u00fateis e se herdados, n\u00e3o os usarei no dia a dia. Quanto aos demais, n\u00e3o tenho nenhuma rela\u00e7\u00e3o de afeto. O mesmo vale para todas as lou\u00e7as da casa, inclusive as herdadas. N\u00e3o coleciono \u00e1lbuns de fam\u00edlia. Porque herdei as fotos em uma caixa de papel\u00e3o, soltas. Nelas, apare\u00e7o sem dentes em minha festa de cinco anos, depois meu pai no quartel, corta para um Ano Novo aos 25&#8230; e segue. Acho mais divertido.<\/p>\n<p>N\u00e3o cultivo apre\u00e7o por festas de debutantes, troquei a minha por um aparelho de som e chocolate. Creio que a cozinha pode ser um espa\u00e7o m\u00edstico de azeites, feij\u00f5es e vinhos. E que todos, sem exce\u00e7\u00e3o podem permanecer neste espa\u00e7o e comer ao mesmo tempo em que conversam. N\u00e3o coloco as refei\u00e7\u00f5es em pratos especiais mas cultuo copos coloridos de antiqu\u00e1rios. Principalmente se comprados ap\u00f3s uma conversar com senhoras de 90 anos Sou contra o uso de tapetes altos. Havia um aparelho, uma esp\u00e9cie de escova que funcionava assim: de um lado recolhia os\u00a0p\u00ealos\u00a0e pedrinhas e de outro os devolvia ao tapete como se multiplicasse a sujeira.<\/p>\n<p>Era como uma tortura infinita as seis da tarde. Jogo cloro no banheiro e saio de casa, volto ao fim da tarde e jogo \u00e1gua. Tudo est\u00e1 em seu lugar, creiam. Inclusive o quadro do Ant\u00f4nio C\u00e2ndido que me olha para\u00a0lembrar o que devo fazer de minha biografia. Tudo em seu lugar. A guitarra, a biblioteca, a panela de barro, as fotos de meu bisav\u00f4 na parede ao lado do Milton Nascimento e da Dra. Nise. E as fotos v\u00e3o compondo outra casa, com o resto todo.<\/p>\n<p>N\u00e3o creio que se deva ter uma f\u00f3rmula sobre felicidade conjugal ou maternidade, creio apenas no trabalho poss\u00edvel para a inven\u00e7\u00e3o destas possibilidades di\u00e1rias. Sim, tenho todas as mem\u00f3rias dos casos de conflito familiar, envolvendo tias, primas, amigas&#8230; nenhuma delas foi justificada ou minimizada.<\/p>\n<p>Toda escrita feminina que foge ao roteiro dos romances e novelas, me interessa. Porque conta uma parte da hist\u00f3ria n\u00e3o contada. Toda escrita feminina que problematiza ang\u00fastia, o medo, a solid\u00e3o, merece ser lida. N\u00e3o \u00e9 fundamental que tenha o dom\u00ednio estil\u00edstico dos grandes escritores, n\u00e3o fizemos esta sociedade de medi\u00e7\u00f5es e pompas.<\/p>\n<p>Como construir a vida das meninas para al\u00e9m da casa-pris\u00e3o, dos ass\u00e9dios dos tios e dos lugares comuns de g\u00eanero me parece nosso principal desafio neste s\u00e9culo. Me pergunto com curiosidade cient\u00edfica genu\u00edna, o que seria mais importante do que desfazer as mem\u00f3rias de viol\u00eancia, as piadas, as barreiras profissionais&#8230; o que seria mais importante para este processo civilizat\u00f3rio em seu curso acidentado do que garantir uma vida mais plena para estas meninas? Dedico este texto \u00e0 Amanda, movimento em forma de menina. Quando ela crescer, vai entender estas palavras. E \u00e0\u00a0LeomiraKlagenberg, que nunca precisou de um papel para ser feliz.<\/p>\n<div dir=\"auto\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p><a name=\"m_-5799491919836853776_m_-1786067806110045108__ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0\/%20\/l%20m_-1786067806110045108__ftnref1%20\/o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[1]<\/a>\u00a0Devo dar cr\u00e9dito \u00e0 Pierre\u00a0Bourdieu\u00a0e \u00e0\u00a0\u00c9mile\u00a0Durkheim\u00a0pois com eles aprendi a pensar sociologia, especialmente em Poder Simb\u00f3lico e O Suic\u00eddio.<\/p>\n<p dir=\"auto\"><b>Luciane Soares da Silva<\/b>\u00a0&#8211; professora da UENF e Coordenadora do N\u00facleo Cidade Cultura e Conflito.\u00a0<span style=\"color: #888888;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luciane Soares da Silva Uma das perguntas que refa\u00e7o aos alunos e alunas a cada semestre ap\u00f3s a discuss\u00e3o de teorias e da cr\u00edtica aos comportamentos, \u00e9 esta: em que lugares, 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