{"id":1371241,"date":"2021-05-30T04:10:15","date_gmt":"2021-05-30T03:10:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1371241"},"modified":"2021-05-30T03:04:19","modified_gmt":"2021-05-30T02:04:19","slug":"keith-jarrett-tabula-rasa-de-fratres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/05\/keith-jarrett-tabula-rasa-de-fratres\/","title":{"rendered":"Keith Jarrett &#8211; T\u00e1bula rasa de Fratres"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia e Paolo D&#8217;Aprile<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">M\u00e3os: caranguejos artr\u00edticos, asas endurecidas de borboleta em extin\u00e7\u00e3o, m\u00e3os que tudo enxergam, m\u00e3os a construir destro\u00e7os com a energia e a velocidade de um trem, no eterno descaso da ferrugem do trilho desativado: vida na espera, sem mais esperan\u00e7a alguma, de um porvir negado ao nascer. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Corpo: pornogr\u00e1fico prazer entregue ao del\u00edquio do \u00eaxtase, mergulhado no deserto barroco da alma musical de um mundo em busca das ra\u00edzes perdidas para sempre. Corpo jogado aos c\u00e3es, arrastado nota por nota no firmamento escuro do ser, onde a \u00fanica luz n\u00e3o \u00e9 a do fim do t\u00fanel, mas \u00e9 o reflexo do sonho de liberdade no lama\u00e7al do fundo do po\u00e7o. Arrastado nota por nota, sim, como passo de b\u00eabado balbuciante na tentativa de chegar ao boteco j\u00e1 fechado, lacrado para sempre. Nota por nota, sim, para experimentar o sofrimento da d\u00favida, em permanente suspen\u00e7\u00e3o, no ar rarefeito de um t\u00famulo fechado. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E quando a m\u00fasica come\u00e7a, sabemos que a exist\u00eancia de um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>al\u00e9m<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> metaf\u00edsico, capaz de cont\u00ea-la, \u00e9 negada imediatamente pela fatiga de termos sido condenados a viver na iman\u00eancia desse mundo, aqui e agora, no <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>aqu\u00e9m<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">: nota por nota. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E o corpo segue as contor\u00e7\u00f5es de todos os sons na devasta\u00e7\u00e3o, terra arrasada de um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>inter-play<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> da tradi\u00e7\u00e3o negada, na repeti\u00e7\u00e3o abolida, na amea\u00e7a de um novo nascimento em que, no mundo delirante, conheceremos de antem\u00e3o o momento da nossa morte.<\/span><\/span><\/p>\n<p><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Keith Jarrett \u00e9 assim: a amea\u00e7a do c\u00e9u desabando do teto do meu quarto, a vagarosa viagem na roda maluca do hamster; Keith Jarrett \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o de todas as cores, \u00e9 o v\u00e9u cinza da imobilidade, a ilus\u00e3o do imposs\u00edvel. Keith Jarrett \u00e9 o silencio morto da m\u00fasica, Keith Jarrett \u00e9 um quadro cubista, fotografia im\u00f3vel das convuls\u00f5es do espa\u00e7o. Keith Jarrett \u00e9 o olho que tudo v\u00ea em eterna vigil\u00e2ncia, \u00e9 o absoluto das mil possibilidades negadas pela sua pr\u00f3pria inadmiss\u00edvel enormidade. Keith Jarrett, das funda\u00e7\u00f5es do Everest, avisa o mundo que a Montagna \u00e9 de papel, mas o rato parido por ela \u00e9 um monstro feroz. Keith Jarrett \u00e9 o m\u00faltiplo dom\u00ednio do conhecimento, \u00e9 a contemporaneidade dos acontecimentos, \u00e9 a soberba da m\u00fasica se achando mais linda que o sil\u00eancio, \u00e9 a disciplina alheia a si mesma, \u00e0 lei e \u00e0 regra. Keith Jarrett \u00e9 a pervers\u00e3o sonora do por\u00e3o escuro, \u00e9 a baba imunda do Marqu\u00eas de Sade, \u00e9 o olho v\u00edtreo de Torquemada na masmorra, a vontade soberana da encarna\u00e7\u00e3o do Mal.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Keith Jarrett, dedo na ferida, cutuca o que sobra de mim para que meus derradeiros passos sejam lembran\u00e7a da minha emp\u00e1fia, quando eu tocava piano pensando nele, deitando na sua m\u00fasica como piolho debru\u00e7ado em p\u00fastulas na careca infame, maltratando com vontade as ondula\u00e7\u00f5es mel\u00f3dicas, as harmonias subentendidas, tr\u00f4pego passo de p\u00e9 manco, preposi\u00e7\u00e3o in\u00fatil de um discurso proferido pelo catarro da minha presun\u00e7\u00e3o. Sem compreender a raz\u00e3o da minha exist\u00eancia, batia nas teclas o meu desespero, justificando a <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>mimese <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">como cita\u00e7\u00e3o: incapaz de inventar, eu imitava, copiava, repetia gestos, caras, bocas, tentando dominar a experi\u00eancia musical muito antes de t\u00ea-la vivido. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E hoje, \u00e9 ele, Keith Jarrett, atrav\u00e9s da multid\u00e3o dos sonhos irrepet\u00edveis, puxando minhas correntes de condenado, a me levar ao bra\u00e7o secular, para que, definitivamente, no momento supremo, de olhos bem abertos, eu aprenda que no verdadeiro mundo da m\u00fasica, da arte, da felicidade sem fim, l\u00e1, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>al\u00e9m do arco-\u00edris<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, para mim n\u00e3o tem lugar.<\/span><\/span><\/p>\n<p><em><strong>Paolo D&#8217;Aprile<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MTm_RUp-OHU<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1975, Keith Jarret levou toda sua verve de artista virtuose para o Opera de K\u00f6ln, na Alemanha. Nos seus <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Piano Solo Concerts<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> desde 1974 demonstrou ser um concertista de um n\u00edvel alt\u00edssimo, como um Arthur Rubinstein da vida, um Hororowitz e um, por que n\u00e3o compar\u00e1-lo em sua desenvoltura solo com Artur Moreira Lima (olha a\u00ed o complexo de vira-lata que nos alertava Nelson Rodrigues)?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Keith deixou de tocar com seu quarteto \u00e0 maneira de Thelonious Monk \u2013 ou seja, de repente -, este quarteto \u00e9 o que restara do Charles Loyd Quartet acrescido Dewey Redman (ponte entre Jarret e Ornet Coleman).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Merece detalhes: Charles Loyd fora quem descobriu Keith Jarret, que, em seus primeiros passos, tocava sozinho em um sagu\u00e3o de hotel em Boston. Loyd levou Jarret para tocar no East Village em fevereiro de 1966, auge da identifica\u00e7\u00e3o do bairro como a Montmartre nova-iorquina. N\u00e3o haveria lugar mais perfeito para o impulso desse grande jazzman.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em meio aos Beatniks e \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o seu piano singrou para a Europa. Foi o primeiro m\u00fasico de Jazz a tocar no <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Fillmore Auditorium,<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> em Denver, Colorado, ap\u00f3s voltar do velho continente \u2013 o que \u00e9 um feito marcante, haja vista ser este audit\u00f3rio o local onde o Rock Psicod\u00e9lico bombou com tudo!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A men\u00e7\u00e3o que fiz a Thelonious Monk (al\u00e9m de gostar de pronunciar seu nome sempre) diz respeito \u00e0 forma repentina e abrupta com que Jarret deixou seus sucessivos trio e novamente quarteto em plena prosperidade de uma segunda <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>tourn\u00e9e<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> pela Europa no per\u00edodo de 1970 a 1971 para voltar-se exclusivamente para os seus <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Piano Solo Concerts<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Digo isso porque Thelonious surgiu no est\u00fadio da Columbia Records sozinho para gravar seu <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Solo Monk<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> ap\u00f3s uma tarde de efusivo sucesso com seu hist\u00f3rico quarteto nos <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>night clubs<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> da vida, no caso o It Club, em Los Angeles.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assim \u00e9 o g\u00eanio indomado. Guia-se pela pulsa\u00e7\u00e3o art\u00edstica interna sacrificando conven\u00e7\u00f5es: no caso de Monk em 1964 grava\u00e7\u00f5es de piano solo eram rar\u00edssimas e me v\u00eam \u00e0 mente apenas Art Tatum e Errol Gardner (\u00e0s vezes acompanhado de leve por baixo e bateria &#8211; quase como se n\u00e3o estivessem l\u00e1). J\u00e1 no que diz respeito a Keith Jarret, seus solos vieram em uma \u00e9poca de explos\u00f5es el\u00e9tricas de guitarras e <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>progressive rock<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> e, espantosamente, com arpejos inusitados e polifonia onipresente no espa\u00e7o ac\u00fastico ele consegue se firmar como uma inova\u00e7\u00e3o, um novo respiro ao Jazz em plenos 70! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>1975 \u2013 Col\u00f4nia, Alemanha<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Sentou-se no banquinho \u00e0 frente do piano, estalou os dedos; abaixou a cabe\u00e7a e rompeu com a barreira que h\u00e1 entre o contingente e o absoluto.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Confundido m\u00fasico e instrumento como um ser apenas tal \u00e9 a sintonia da execu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica naquela hora.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Imaginem um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos finais dos anos 70 para os 80 numa tomada onde h\u00e1 uma passagem abrupta da vis\u00e3o das paredes do quarto do personagem adolescente para um emaranhado de tecidos sim\u00e9tricos verde neon dispostos em perspectiva. Parece um s\u00e9culo atr\u00e1s, mas esse era o efeito mais especial que aparecia na filmografia da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mediana daquela \u00e9poca. Mas o interessante \u00e9 que esse verde neon fosforescente de linhas retas e geometricamente entrela\u00e7adas soa exatamente como a decolagem do THE K\u00d6LN CONCERT de Keith Jarret.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E como \u00e9 espiritual com toques de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>\u00e0 La<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Azimov o desenvolvimento das linhas mel\u00f3dicas em polifonia intermin\u00e1vel, quando estas sugerem arrebatamentos cheios de mist\u00e9rios futuristas nos arpejos graciosos sucedendo acordes t\u00e3o naturalmente que servem de ensejo para novas composi\u00e7\u00f5es dentro de uma mesma pe\u00e7a. Um devir talvez da nova etapa na evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mas ao mesmo tempo Keith adiciona nuances impressionistas ao piano (mas de um impressionismo <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>sui generis<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, idiossincr\u00e1tico ao universo do m\u00fasico \u2013 um dom que s\u00f3 ele p\u00f4de e pode vislumbrar). THE K\u00d6LN CONCERT faz a gente acreditar em Plat\u00e3o e, por decorr\u00eancia l\u00f3gica imediata, em deus, durante os quase 70 minutos de execu\u00e7\u00e3o: posto que os dedos de Jarret levam nossa mente para um lugar \u00e0 parte, onde tudo \u00e9 perfeito, tudo \u00e9 ideal e o jazzman est\u00e1 l\u00e1 como um arauto dessa grandeza por meio de sua perfectibilidade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Um aparte: um ser existente n\u00e3o pode ser perfeito devido a n\u00e3o pertencer ao <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Top\u00f3s<\/i><\/span><\/span> <span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Noet\u00f3s <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; ou \u201creino de Deus\u201d como se convencionou chamar depois de tanta gente ter sido queimada a fogo lento. No entanto, Pico Della Mirandola, um dos art\u00edfices do pensamento renascentista, consegue uma brecha no pensamento anti-humano e inclui o conceito de perfectibilidade. A perfectibilidade \u00e9 a apologia da grandeza humana sem afrontar o deus inquisit\u00f3rio de sempre, assim o humano atrav\u00e9s de seu esfor\u00e7o e estudo aplicado consegue chegar a um grau de alcance ao ideal perfeito. Impulso imprescind\u00edvel para o desenvolvimento da <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>intelligentsia <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">que andamos necessitados de retomar!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Enfim: por meio da perfectibilidade de Keith Jarrett somos transportados ao passado e ao futuro de um plano que n\u00e3o encontramos aqui no palp\u00e1vel.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ouvindo o THE K\u00d6LN CONCERT conseguimos entender toda a bibliografia de Stephen Hawking (pronto\u2026 assumi que n\u00e3o fa\u00e7o a menor ideia do que seja <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>gravidade qu\u00e2ntica<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> &#8211; a n\u00e3o ser que rima com Avenida Atl\u00e2ntica).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">De fato, na Parte II b deste concerto inquietante d\u00e1 para come\u00e7ar a deglutir que as singularidades matem\u00e1ticas no espa\u00e7o-tempo s\u00e3o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>habitu\u00e9s<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> da relatividade geral e que teoria do buraco negro n\u00e3o tem nada a ver com o que o pessoal faz na Rua da Gl\u00f3ria depois da meia-noite.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E n\u00e3o s\u00e3o mesmo as singularidades espa\u00e7o-tempo constantes na relatividade? <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tenho certeza que sim ouvindo Keith Jarret passando do <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Old<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> para o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>New Rag<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> e depois decompor toda a mat\u00e9ria ao seu redor em Col\u00f4nia, na Alemanha, em 24 de maio de 1975! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Naquela hora ele forneceu a todos uma <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>tabula rasa <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">para constru\u00e7\u00e3o de todo um conhecimento novo de ser e estar no mundo ao lado do outro. Por sua vez, o ser vivente deixa de ser\u00a0<\/span><\/span><i><span style=\"font-family: Arial, serif; font-size: medium;\">singular\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-family: Arial, serif; font-size: medium;\">(indiv\u00edduo, uno e ex\u00f3tico)<\/span><i> <\/i><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">e passa a ser um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>frater <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">(irm\u00e3o, uma compreens\u00e3o do viver como um ser-para-o-outro)! Claro: se a m\u00fasica dele eleva nossos pensamentos a um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>cosmo<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> onde todos s\u00e3o e est\u00e3o postos conjuntamente com toda a mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria em p\u00e9 de igualdade existencial: somos um e n\u00e3o h\u00e1 classes ou divis\u00f5es entre os viventes. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Abracemo-nos ouvindo Keith Jarret em Col\u00f4nia. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Vale muito a pena!<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Guilherme Maia e Paolo D&#8217;Aprile &nbsp; &nbsp; M\u00e3os: caranguejos artr\u00edticos, asas endurecidas de borboleta em extin\u00e7\u00e3o, m\u00e3os que tudo enxergam, m\u00e3os a construir destro\u00e7os com a energia e a velocidade de um trem, no eterno descaso&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2002,"featured_media":1371243,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112,165],"tags":[75238,75338,91493,87293,64842],"class_list":["post-1371241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","category-opiniao","tag-caderno-de-cultura","tag-cronica","tag-cronistas","tag-jazz-pt-pt","tag-musica-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Keith Jarrett - T\u00e1bula rasa de Fratres<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CR\u00d4NICA &nbsp; 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