{"id":1367488,"date":"2021-05-23T02:12:38","date_gmt":"2021-05-23T01:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1367488"},"modified":"2021-05-23T02:55:32","modified_gmt":"2021-05-23T01:55:32","slug":"sob-o-sol-escaldante-do-colonialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/05\/sob-o-sol-escaldante-do-colonialismo\/","title":{"rendered":"Sob o sol escaldante do colonialismo"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">OPINI\u00c3O<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Nurit Bensusan*<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passaram-se dias&#8230; Talvez mais at\u00e9 que uma semana, mas os fantasmas que me assombram n\u00e3o passam e nem passar\u00e3o. Corro como cega entre as not\u00edcias da viol\u00eancia contra os Yanomami e os ataques contra os palestinos. Me debato nas tentativas de encontrar nuances, sombras, lugares onde pode se esconder alguma d\u00favida, alguma hesita\u00e7\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1. Tudo \u00e9 transparente, cristalino&#8230;<\/p>\n<p>Leio que em 1991, o ent\u00e3o senador Severo Gomes do PMBD esteve na Terra Yanomami, antes de sua demarca\u00e7\u00e3o, e fez o seguinte relato<i>: &#8220;Paapi\u00fa parece um cen\u00e1rio da Guerra do Vietn\u00e3. De cinco em cinco minutos um avi\u00e3o pousa e decola. Os helic\u00f3pteros rondam sobre o pano de fundo da selva \u2013 trezentos gramas de ouro por hora de v\u00f4o. Dali sai uma riqueza de dif\u00edcil mensura\u00e7\u00e3o, e que segue pelos descaminhos da fronteira, deixando atr\u00e1s a morte da natureza e dos homens. O posto da FUNAI est\u00e1 abandonado. Rem\u00e9dios e seringas descart\u00e1veis amontoados em desordem e misturados a latas de cerveja vazias. O livro de registro \u00e9 folheado pelo vento. O r\u00e1dio transmissor sumiu, ningu\u00e9m sabe como. Os \u00edndios entregues aos garimpeiros. Enfim, uma mostra desse estercal em que se transformou o nosso pa\u00eds. Doen\u00e7a, desnutri\u00e7\u00e3o, mortalidade infantil. A mal\u00e1ria, que n\u00e3o existia, agora flagela grande parte da popula\u00e7\u00e3o. A catapora deixa na cara dos que sobreviveram o sinal dos tempos de inc\u00faria. Junto \u00e0 ponta da pista, de onde arremetem os avi\u00f5es para a decolagem, a cinquenta metros dela, est\u00e1 a maloca dos Yanomami, antes cercado pelo voo dos p\u00e1ssaros e borboletas. O barulho \u00e9 infernal. Imposs\u00edvel conversar dentro da maloca. Depois do p\u00f4r do sol os avi\u00f5es silenciam. A\u00ed \u2013 disse um velho \u00edndio \u2013 temos um barulho muito pior: s\u00e3o as crian\u00e7as que choram a noite inteira. De fome.&#8221;<\/i> N\u00e3o havia nuance, nem sombra: genoc\u00eddio.<\/p>\n<p>Leio que em 1945, no momento da libera\u00e7\u00e3o dos prisioneiros dos campos de concentra\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio na Pol\u00f4nia, os soldados aliados n\u00e3o podiam acreditar no que estavam vendo, no estado dos seres humanos, em sua maioria judeus, que emergiam dos campos. Muitos a beira da morte, desumanizados, esquel\u00e9ticos, sombras de pessoas. N\u00e3o havia nuance, nem d\u00favida: genoc\u00eddio.<\/p>\n<p>Vejo as imagens dos ataques dos garimpeiros aos Yanomami hoje, agora, me descabelo. Um colonialismo sem fim, um estado ausente, que de prop\u00f3sito permite essa intrus\u00e3o na \u00e2nsia de abocanhar a terra-floresta dos Yanomami com sua infinita voracidade. Desmatar, dessacralizar, arrancar as entranhas da terra, acelerar a queda do c\u00e9u. Desde o contato com a nossa sociedade, os Yanomami foram continuamente massacrados. Dois exemplos pontuais n\u00e3o deixam d\u00favida. O primeiro, em 1975, est\u00e1 expresso nos resultados de uma pesquisa realizada pelos antrop\u00f3logos Kenneth Taylor e Alcida Ramos para mostrar o impacto da constru\u00e7\u00e3o da rodovia Perimetral Norte sobre os Yanomami, revelando que nos meses em que as obras aconteceram, em algumas regi\u00f5es cortadas pela estrada, 75% da popula\u00e7\u00e3o morreu. O segundo \u00e9 o massacre de Haximu, ocasi\u00e3o, em 1993, quando garimpeiros mataram 16 Yanomami, \u00fanico crime no Brasil caracterizado como genoc\u00eddio. Eram muitos os garimpeiros invasores, tantos quanto hoje, 30 anos depois. Quantas luas, quantos ver\u00f5es, quantos sonhos, quantas elei\u00e7\u00f5es passaram para voltarmos ao mesmo ponto?<\/p>\n<p>Vejo as imagens dos ataques dos israelenses aos palestinos hoje, agora, me descabelo. Um colonialismo sem fim, um estado opressor, que desumaniza e subalterniza as popula\u00e7\u00f5es locais. Mas, aqui o meu descabelar se transforma em um profundo desespero. S\u00e3o os descendentes daquelas sombras de pessoas, liberadas dos campos de exterm\u00ednio, que lideram os bombardeios. S\u00e3o os filhos daqueles que sofreram, na pele, o exterm\u00ednio de suas fam\u00edlias e amigos que impingem tanto sofrimento aos palestinos, matando, ferindo e traumatizando centenas de pessoas a cada dia. S\u00e3o os herdeiros do holocausto que reproduzem o genoc\u00eddio. Desde a implanta\u00e7\u00e3o do estado de Israel, os palestinos v\u00eam sendo massacrados. O que aconteceu em Deir Yassin, em abril de 1948, \u00e9 um s\u00edmbolo desse processo. Deir Yassin era uma aldeia palestina a oeste de Jerusal\u00e9m que havia chegado a um acordo de n\u00e3o agress\u00e3o com as for\u00e7as armadas judaicas oficiais pr\u00e9-estado de Israel. Apesar disso, sofreu um ataque por parte dessas for\u00e7as e boa parte de sua popula\u00e7\u00e3o foi massacrada. O n\u00famero exato de v\u00edtimas, algo entre 110 e 245 pessoas, nunca foi confirmado. Esse massacre disseminou o terror e acelerou a fuga da popula\u00e7\u00e3o local. Depois desse, houve v\u00e1rios outros ataques, at\u00e9 culminar nos bombardeios de pr\u00e9dios civis no meio de \u00e1reas urbanas como vemos hoje.<\/p>\n<p>O constante massacre dos Yanomami e dos outros povos ind\u00edgenas no Brasil desespera, mas n\u00e3o surpreende pois essa \u00e9 a l\u00f3gica genocida da coloniza\u00e7\u00e3o europeia desde que os primeiros brancos pisaram nesse continente. O massacre dos palestinos, por\u00e9m, continua me surpreendendo, todo dia. Uma arrog\u00e2ncia da minha parte, talvez. Achar que viol\u00eancia \u00e9 escola, que judeus teriam aprendido algo com o antissemitismo a que foram submetidos por s\u00e9culos, que recusariam o papel de agentes, ainda que de segunda classe, do colonialismo branco. Mas, minha surpresa \u00e9 o que surpreende, os judeus nunca se aliaram aos condenados da terra, nunca hesitaram em se considerar brancos e at\u00e9 mesmo europeus, por que, ent\u00e3o, me insisto me surpreender?<\/p>\n<p>\u00c9 assim que percebo qu\u00e3o instilado est\u00e1 em mim mesma a ideia de que os judeus s\u00e3o diferentes, assentada anos a fio pela vida familiar e pela cultura judaica. Se o massacre dos povos ind\u00edgenas n\u00e3o me surpreende por ser previs\u00edvel, por eu nada esperar dos agentes do colonialismo aqui no Brasil, eu tenho que reconhecer que o sionismo fez seus estragos nos cora\u00e7\u00f5es e mentes de todos os judeus, usando sua hist\u00f3ria de persegui\u00e7\u00f5es e dor para justificar uma viol\u00eancia indefens\u00e1vel. Os cora\u00e7\u00f5es envenenados batem no peito da grande maioria dos judeus, uma dificuldade em perceber que as atitudes israelenses frente aos palestinos s\u00e3o apenas mais do mesmo, um estado b\u00e9lico, opressor e colonial massacrando as popula\u00e7\u00f5es locais, ignorando seus direitos e suas vidas. N\u00e3o h\u00e1 nem sombra, nem nuances&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1367515 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/WhatsApp-Image-2021-05-22-at-22.17.08.jpeg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/p>\n<h5>Nurit Bensusan<\/h5>\n<p>Sou um ex-humana, diante dos descalabros da nossa esp\u00e9cie desisti da humanidade, mas continuo bi\u00f3loga. Enquanto isso, reflito sobre paisagens e culturas, formas de estar no mundo e as inspira\u00e7\u00f5es da natureza. Al\u00e9m disso, escrevo livros, fa\u00e7o jogos e aposto minha vida em usar a imagina\u00e7\u00e3o como alavanca para suspender o c\u00e9u.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O &nbsp; &nbsp; Por Nurit Bensusan* &nbsp; Passaram-se dias&#8230; Talvez mais at\u00e9 que uma semana, mas os fantasmas que me assombram n\u00e3o passam e nem passar\u00e3o. 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