{"id":1354314,"date":"2021-05-04T22:01:03","date_gmt":"2021-05-04T21:01:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1354314"},"modified":"2021-05-04T22:01:03","modified_gmt":"2021-05-04T21:01:03","slug":"charlie-parker-passaro-fora-da-gaiola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/05\/charlie-parker-passaro-fora-da-gaiola\/","title":{"rendered":"Charlie Parker \u2013 P\u00e1ssaro Fora da Gaiola"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia e Paolo D&#8217;Aprile<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao examinar o cad\u00e1ver encontrado de bru\u00e7os na su\u00edte de Pannonica de Koenigswater, amiga de todos artistas, sem conseguir determinar a causa mortis, o m\u00e9dico anotou em seu relat\u00f3rio que se tratava de um homem acima do peso de 55 anos.<\/p>\n<p>O maior e mais importante m\u00fasico de jazz de todos os tempos sucumbira \u00e0 sua fragilidade humana feitas de excesso e incompreens\u00e3o, feita de sensa\u00e7\u00f5es epid\u00e9rmicas sustentadas pelas complexas e infinitas nuances das rela\u00e7\u00f5es interpessoais, transformadas por ele em harmonias, ritmos e escalas vertiginosas, desde garoto, quando em total solid\u00e3o praticava ensaiando e experimentando intervalos harm\u00f4nicos e modula\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>A melodia que nasce e se desenvolve baseando-se no suporte de uma dada sequ\u00eancia de acordes n\u00e3o bastava mais, n\u00e3o era mais suficiente para aplacar a urg\u00eancia, para satisfazer \u00e0s perguntas irrequietas da nova m\u00fasica que estava surgindo. A pr\u00f3pria estrutura intr\u00ednseca do acorde do acompanhamento mel\u00f3dico se viu obrigada a mudar sua ordem interna, sua pr\u00f3pria estrutura, como se para construir uma casa, a partir de hoje, fosse necess\u00e1rio come\u00e7ar, n\u00e3o mais pelas funda\u00e7\u00f5es, mas pelas janelas, passando pelo teto, as ma\u00e7anetas, as portas e deixando as funda\u00e7\u00f5es flutuarem no quintal.<\/p>\n<p>Com a melodia e a harmonia reformuladas, a concep\u00e7\u00e3o r\u00edtmica tamb\u00e9m mudou, ou melhor, acelerou, obrigando os solistas a inventar novas cad\u00eancias pelas quais os acentos r\u00edtmicos nunca cairiam no tempo e no compasso certos, mas chegariam defasados, antes ou depois da batida do metr\u00f4nomo, transformado a m\u00fasica em uma esp\u00e9cie de corrida maluca desencontrada, um solu\u00e7o de b\u00eabado dirigindo na banguela um caminh\u00e3o sem freios.<\/p>\n<p>Os jovens m\u00fasicos daquela \u00e9poca, e da nossa, n\u00e3o tiveram, e n\u00e3o t\u00eam, d\u00favidas, abra\u00e7aram a incerteza do futuro deixando definitivamente o conforto dos c\u00e2nones vigentes. A nova forma de compor e tocar, definida carinhosamente como Bebop, viera para bagun\u00e7ar o coreto das certezas do j\u00e1 estabelecido, do j\u00e1 dito, do j\u00e1 ouvido, do aconchego familiar da bunda na poltrona e do chinelo no p\u00e9; a nova forma de compor e tocar viera para estabelecer novos padr\u00f5es e patamares t\u00e9cnicos, e principalmente art\u00edsticos, um espelho de Alice no qual entrar, renegar a realidade insuport\u00e1vel para construir outra: um mundo inexplorado, inventado em cada modula\u00e7\u00e3o, em cada acorde, em cada nota, uma nova arca de No\u00e9, morada de bichos que nunca existiram.<\/p>\n<p>Na nova zoologia fant\u00e1stica do Bebop, entre os agudos de arabescos sem vibrados, sempre encontraremos o registro grave do Blues primordial, das longas pausas que, feito medita\u00e7\u00e3o budista, inventam o Aleph da exist\u00eancia. Como se os solos lancinantes fossem grava\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas da eternidade de um universo ps\u00edquico em constante muta\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria sede de toda a contradi\u00e7\u00e3o do ser: o novelo do inconsciente individual entrela\u00e7ado em si mesmo, o grito espasm\u00f3dico do Eu, ciente de sua infinita solid\u00e3o. E assim foi. E gra\u00e7as ao Bebop, assim \u00e9 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico que o encontrou, escreveu em seu relat\u00f3rio que o cad\u00e1ver no ch\u00e3o era de um homem acima do peso, com a idade aparente de 55 anos, mas se enganou. Aquele homem deitado no ch\u00e3o, morto de pneumonia, que deixara a vida sem a permiss\u00e3o da Hist\u00f3ria, tinha 34 anos. Seu nome? Charlie Parker.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Charlie Parker-Lover Man\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mJrhOjvDbtg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>Quando perguntaram para o Miles Davis sobre a \u00e9poca em que ele tocou com Charlie Parker e gravou Star Eyes o que ele achava de tocar com o BIRD, a resposta foi: \u201ctoda hora me dava vontade de desistir de tocar, de abandonar a vida de m\u00fasico!\u201d.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Jazz \u00e9 um mundo onde seus deuses ascendem e decaem vertiginosamente. H\u00e1 uma intensidade de voos que impressiona o quem mais padece de alexitimia. Nessa realidade est\u00e1 um dos maiores, o deus Charlie Parker.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O cr\u00edtico Joe Goldberg (autor de Jazz Masters os the Fifities, publicado em 1995 pela Da Capo) entende Charlie Parker como o m\u00fasico de maior influ\u00eancia na improvisa\u00e7\u00e3o de todos os tempos ap\u00f3s Louis Armstrong. Satchmo \u00e9 um \u00edcone, mas o Parker ultrapassa as singularidades no espa\u00e7o-tempo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Confesso que eu me enrolo quando abordo alguns desses \u00edcones na hagiografia do Jazz. Miles Davis quase me fez desistir e a Billie Holiday parece que, para conseguir finalizar a resenha sobre ela na semana passada, baixou uma entidade enquanto eu escrevia. O mesmo se d\u00e1 com o Charlie Parker, porque ele \u00e9 muito, ele \u00e9 total!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por isso, j\u00e1 apresento de antem\u00e3o nosso plano de voo aqui: r\u00e1pida pincelada no nascer do g\u00eanio; uma obra a ser analisada (no caso, Charlie Parker With Stings: The Master Traks, da Verve); e os paralelos entre a personalidade do g\u00eanio, sua psicologia e como encaramos os dias atuais em que vivemos. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Meu amigo e parceiro nessa coluna, Paolo D\u2019Aprile \u2013 o italiano mais brasileiro do mundo \u2013 solfejou Ornithology para me apresentar uma pista sobre quem falar\u00edamos neste Cadernos de Cultura. Gelei\u2026 Como eu posso falar sobre o BIRD (depois explicarei a origem desse tragic\u00f4mico apelido dele)? Mas compromisso \u00e9 compromisso e, por isso, m\u00e3os \u00e0 obra!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Charlie Paker \u00e9 o pai do Bebop ao lado de Dizzy Gillespie, Bud Powel. Estilo revolucion\u00e1rio que p\u00f5e o m\u00fasico e a Jam (improvisa\u00e7\u00e3o) como um ponto forte de liberta\u00e7\u00e3o sobre o que quer que seja musical anteriormente. Charlie come\u00e7ou a tocar na idade de 11 anos, quem lhe ensinou os rudimentos de improvisa\u00e7\u00e3o foi um trombonista chamado Robert Simpson, j\u00e1 que seu pai, apesar de ser pianista, vivia na estrada a trabalho. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Agora vem algo de muito especial: em uma entrevista que fez para o Paul Desmond (aquele que divide com Dave Brubeck o Take Five, al\u00e9m e outros tantos cl\u00e1ssicos do jazz), Parker afirmou que passava 15 hortas praticando o instrumento continuamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Foi tocando com bandas do Kansas City, Missouri, &#8211; ele nasceu por l\u00e1 em mar\u00e7o de 1920 \u2013 eu desabrochou como m\u00fasico. Aquela cena cl\u00e1ssica do BIRD (filme de Clint Eastwood) aconteceu de verdade: em 1936, Charlie Parker foi tocar numa Jam Session no the Reno Club em Kansas City, l\u00e1 estava Jo Jones, baterista da Big Band do Count Basie; Jo tinha o costume de jogar um dos pratos da bateria no ch\u00e3o quando algum ne\u00f3fito tentava sobressair como virtuose. Charlie, flutuando em suas ideias, errou em uma das altera\u00e7\u00f5es de acordes e o prato de Jo Jones veio ao ch\u00e3o retirando do palco o futuro deus do Jazz.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Outro detalhe importante \u00e9 a depend\u00eancia qu\u00edmica de Parker, que se iniciou ap\u00f3s um acidente automobil\u00edstico terr\u00edvel que vitimou Charlie no caminho do Kansas para Ozarks, Missouri, onde ia abrir num night club. Nesse acidente quebrou costelas, al\u00e9m de fraturar a pr\u00f3pria coluna vertebral: a\u00ed come\u00e7a o seu drama com drogas. Justamente para aliviar as tremendas dores, Parker come\u00e7a a fazer uso de opi\u00f3ides, o que o torna um viciado em drogas pesadas pelo resto de sua vida.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Iniciou sua carreira profissional e at\u00e9 sua primeira grava\u00e7\u00e3o com a banda errante de <\/span><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jay_McShann\" target=\"Art Tatum\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Jay McShann<\/span><\/span><\/a><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">. Da\u00ed chegou a Nova York e em 1942 iniciou trabalho na banda de Earl Hines, onde tocava Dizzy Gillespie e Thelonious Monk: da\u00ed veio o salto \u2013 j\u00e1 acompanhado do standard \u201cCherokee\u201d desde 1939 \u2013 por que surge o Bebop!<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Charlie quebrou paradigmas dos limites de solistas no Jazz.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">A\u00ed o resto faz parte da Hist\u00f3ria da M\u00fasica!<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">BIRD era o segundo nome de Charlie Parker, porque Yardbird quer dizer p\u00e1ssaro de quintal, que faz alus\u00e3o a presidi\u00e1rio, pois este n\u00e3o pode sair do limite territorial que \u00e9 imposto e Charlie fora preso algumas vezes por porte de drogas.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><b>Charlie and Strings<\/b><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Norman Granz \u00e9 um grande cara! Destemido no enfrentamento ao racismo, foi um grande produtor de Jazz e o pai do selo antol\u00f3gico da Verve, inaugurado em 1956. A Verve atravessou os 50 e 60 como um basti\u00e3o da grande Arte e acabou por incorporar a Mercury (outro selo lend\u00e1rio).<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Charlie Parker With Strings foi gravado em 1950, nos est\u00fadios da Mercury, Nova York, que, depois foi absorvida pela Verve.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Pois bem: Charlie Parker With Stings \u00e9 da Mercury, mas, ap\u00f3s a jun\u00e7\u00e3o com a verve, esta apensou todas as fitas das grava\u00e7\u00f5es de Parker de 1950, outra de 1952 (Stella by Starlight) e outra de 1947 (ao vivo no Carnegie Hall), formando o Charlie Parker With Strings: The Master Takes. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Destaque para os acompanhantes de BIRD: Ray Brown (o mestre do contrabaixo) e Buddy Rich na bateria. Al\u00e9m desses dois gigantes, h\u00e1 um naipe de cordas (violinos e cello) e, peculiaridades: no obo\u00e9 est\u00e1 Mitch Miler, o homem que p\u00f4s o Sinatra para cantar com um cachorro em Mamma Will Bark (um cl\u00e1ssico da tristeza no curr\u00edculo do original \u201cThe Voice\u201d).<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Ent\u00e3o, utilizou-se de Gershwing, Vernon Duke, Johnny Mercer, Cole Porter, Rodgers e Hart, todos os compositores que \u2013 sabe-se l\u00e1 como \u2013 criam Standards em escala industrial; est\u00e3o presentes l\u00e1: Summertime, April in Paris, Laura, I Didin\u2019t Know What Time It Was, They Can\u2019t Take That Away from Me, Easy to Love e tantas p\u00e9rolas do cancioneiro estadunidense cl\u00e1ssico permeiam essa obra prima de BIRD.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Por que BIRD quis gravar com cordas?<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Sempre foi uma vontade dos grandes m\u00fasicos de jazz a utiliza\u00e7\u00e3o de cordas. Desde o princ\u00edpio, o que se convencionou chamar de \u201cM\u00fasica Cl\u00e1ssica\u201d foi uma refer\u00eancia para todos. Scott Joplin escreveu operetas e John Lewis, do Modern Quartet Jazz, chegou a conduzir a Sif\u00f4nica de Stutgart. At\u00e9 mesmo Ornette Coleman, em Third Man, gravou com cordas numa fus\u00e3o Jazz\/Cl\u00e1ssico (falo de Ornette, porque ele foi o grande respons\u00e1vel pela convers\u00e3o de Paolo D\u2019Aprile ao Jazz \u2013 soube disso de fontes fidedignas, ou seja, do pr\u00f3prio Paolo). <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">E a Billie Holiday? N\u00e3o foi ela a primeira do mundo do Jazz a registrar seu miado de gata celeste com cordas no LP Lady in Satin?<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Apesar de algumas acusa\u00e7\u00f5es puristas de que o Jazz com cordas foi uma heresia e tentativa de comercializa\u00e7\u00e3o para as massas, a ideia das cordas n\u00e3o partiu de Norman Granz ou de outro produtor, mas, no caso em tela, do pr\u00f3prio BIRD \u2013 que sonhava com isso!<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Interessante que tudo nessas grava\u00e7\u00f5es gira em torno do virtuosismo de Charlie Parker atrav\u00e9s de seu sax alto. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7os para Jam, a n\u00e3o ser pontualmente no piano no papel de acompanhante. Toda a \u201ccoloratura\u201d \u00e9 produzida pelo BIRD. N\u00e3o p\u00f4de ele contar com alguma frase inusitada de Dizzy Gillespie para se soltar e ir al\u00e9m ou mesmo de um Miles Davis para servir de trampolim para grandes voos: tudo para o Jazz ter de germinar entre as cordas veio exclusivamente do saxofone m\u00e1gico do p\u00e1ssaro encantado da liberdade sonante: tudo veio de Bird! <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Fora as cordas, minha m\u00fasica predileta de Charlie Parker \u00e9 Star Eyes. Eu simplesmente amo! \u00c9 como oxigenar o c\u00e9rebro quando o m\u00fasico entra abruptamente com o seu alto ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o sincopada do piano de Walter Bishop Jr, o baixo de Teddy Kotick e a bateria xam\u00e2nica de Max Roach, e, claro, do trompete de Miles Davis. Gra\u00e7as tamb\u00e9m \u00e0 gravadora Verve \u2013 ali\u00e1s, Clef Records, tamb\u00e9m de Norman Granz, depois fundida \u00e0 Verve, &#8211; que registrou essa preciosidade em 1955.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Como \u00e9 bom ouvir Star Eyes com o BIRD!<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">C<span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">harlie Parker \u00e9 estratosf\u00e9rico e em seu fraseado ilimitado est\u00e1 uma esperan\u00e7a para a Humanidade. Por que se o ser humano pode tecer aquelas harmonias e ritmos \u2013 assim como Gaud\u00ed conseguiu projetar o Templo Expiat\u00f3rio da Sagrada Fam\u00edlia como um s\u00edmbolo da arquitetura modernista catal\u00e3 \u2013 somos destinados \u00e0 grandeza e n\u00e3o \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o da mediocridade e da bo\u00e7alidade!<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Guilherme Maia e Paolo D&#8217;Aprile &nbsp; &nbsp; Ao examinar o cad\u00e1ver encontrado de bru\u00e7os na su\u00edte de Pannonica de Koenigswater, amiga de todos artistas, sem conseguir determinar a causa mortis, o m\u00e9dico anotou em seu relat\u00f3rio&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2002,"featured_media":1354315,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112],"tags":[75238,75338,87293],"class_list":["post-1354314","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","tag-caderno-de-cultura","tag-cronica","tag-jazz-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Charlie Parker \u2013 P\u00e1ssaro Fora da Gaiola<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CR\u00d4NICA &nbsp; 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