{"id":1348702,"date":"2021-04-25T22:01:17","date_gmt":"2021-04-25T21:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1348702"},"modified":"2021-04-25T22:01:17","modified_gmt":"2021-04-25T21:01:17","slug":"billie-holiday-fruto-estranho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/04\/billie-holiday-fruto-estranho\/","title":{"rendered":"Billie Holiday &#8211; Fruto Estranho"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia e Paolo D&#8217;Aprile<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i>Zemzedkat shildehvd \/ Zemzemnat shidliuoz \/ So zebaaait b\u00e8mess\u00e9 \/ Ehintsil isnious \/ M\u00e1mo m\u00e9h\u00e8ve \/ Papoi met \u00e8ve \/ Bat gooot pless ze cha\u00eeld d\u00e9ese gotison \/ D\u00e9sgotison&#8230;<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">H\u00e1 certas melodias, certas harmonias que doem. Que fazem mal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Espinhos cravados, machucam o fundo do ser, escavam por dentro, roem as entranhas e te deixam nu, para que a verdade venha \u00e0 tona. Elas v\u00e3o at\u00e9 onde ningu\u00e9m foi, onde n\u00e3o foram convidadas, v\u00e3o porque ningu\u00e9m as convidou. Elas simplesmente v\u00e3o, porque s\u00e3o capazes de ir.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando o desespero se transforma em canto, nunca est\u00e1 onde deveria, mas foge nos interst\u00edcios siderais do espa\u00e7o da maior m\u00fasica que voz humana j\u00e1 cantou, revelando um anti-canto, uma anti-m\u00fasica, al\u00e9m do canto, al\u00e9m da m\u00fasica, no campo imediato da express\u00e3o de individualidade, porque Billie enxerga a coisa que ningu\u00e9m v\u00ea, que ningu\u00e9m pode sequer imaginar. Entra nas notas, foge delas pelas v\u00edsceras da antimat\u00e9ria, do outro lado do buraco negro que tudo engole. \u00c9 um tapa nos bons sentimentos, um soco da boca do est\u00f4mago do amor, \u00e9 gelo em brasa viva. \u00c9 o <i>ab-surdo<\/i> no seu sentido etimol\u00f3gico: o nunca ouvido. \u00c9 a palavra dividida em cada s\u00edlaba, \u00e9 a letra mastigada em sons onomatopaicos para ouvir com a parte interna da pele, \u00e9 o partir para o infinito, para o nunca mais, e descobrir que esse mesmo infinito cabe na palma da minha m\u00e3o. Na apoteose silenciosa do canto humano, feita de recortes, suspiros, sons cobertos de timidez, Billie Holiday \u00e9 a ant\u00edtese de qualquer cantor ou cantora, a ant\u00edtese da pr\u00f3pria m\u00fasica. Ela \u00e9 palavra musical, sensibilidade exasperada capaz de fragilizar sua pr\u00f3pria alma at\u00e9 o insuport\u00e1vel e se tornar pequena, insignificante, in\u00fatil estorvo, abomin\u00e1vel fardo digno de ser jogado no quarto de despejo da exist\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sua tr\u00e1gica vida encharcada em \u00e1lcool e afogada em drogas, transformou sua voz na orquestra arranhada dos sentimentos, debru\u00e7ada no languir de toda hipocrisia, findou, deixando-a completamente s\u00f3, abandonada at\u00e9 por si mesma como a pior de todas. Billie Holiday, a pior de todas. Billie Holiday, a maior cantora de todos os tempos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #202124;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Them that&#8217;s got shall get \/ Them that&#8217;s not shall lose \/ So the Bible said \/ and it still is news<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #202124;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Mama may have \/ Papa may have \/<\/i><\/span><\/span><i> <\/i><span style=\"color: #202124;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>But God bless the child that&#8217;s got his own \/<\/i><\/span><\/span><span style=\"color: #202124;\"><span style=\"font-size: small;\"><i><br \/>\n<\/i><\/span><\/span><span style=\"color: #202124;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>That&#8217;s got his own&#8230;<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o por Paolo D&#8217;Aprile<\/strong><\/h5>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Z_1LfT1MvzI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O estranho fruto pendurado do cimo da \u00e1rvore\u201d. Assim, direto no est\u00f4mago \u00e9 a alegoria do negro morto enforcado num galho ap\u00f3s uma sess\u00e3o de cont\u00ednua de espancamento perpetrada por \u201cbons homens crist\u00e3os brancos\u201d. Strange Fruit entrou para o estelar repert\u00f3rio da Billie Holiday em junho de 1956 no LP Lady Sings the Blues da gravadora Verve.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A parte: essa grava\u00e7\u00e3o somente poderia ser executada na Verve de Norman Granz, um grande cara que enfrentava o racismo sem medo e um dia vale a pena escrevermos aqui sobre como lutou pela Ella Fitzgerald (ele e a Marilyn Monroe\u2026 Interessante!).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Registrada na WMGM\u2019s Fine Sound Studios*, em Nova York (v\u00e1 l\u00e1 por n\u00f3s Marco Da Costa e deixe uma rosa na frente do pr\u00e9dio!). Contou com os deuses do jazz: Charlie Shaves (trompete); Tony Scott (clarineta); Wynton Kelly (piano); Paul Quinchette (saxofone tenor) e, confesso que me surpreendi: Kenny Burrel na guitarra, &#8211; ele que \u00e9 um g\u00eanio e ainda est\u00e1 por a\u00ed no planeta Terra. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Compondo com o forte a clamoroso solo inicial de trompete de Charlie Shaves, os acordes finais de Kenny Burrel emolduram de mat\u00e9ria fe\u00e9rica o lamento da Billie Holiday.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assunto triste e que se expande dos maus-tratos aos negros do Sul estadunidense reacion\u00e1rio e segregacionista at\u00e9 aos ind\u00edgenas e agricultores sem terra na Am\u00e9rica latina.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O escravagismo tem v\u00e1rias faces e a Billie Holiday escancara a realidade de uma de suas manifesta\u00e7\u00f5es mais horrendas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A m\u00fasica \u00e9 de autoria de Lewis Allen &#8211; pseud\u00f4nimo de Abel Meeropel, &#8211; judeu professor de um col\u00e9gio no Bronx, inspirado ao saber do linchamento de dois garotos negros no Sul. Esta obra-prima que est\u00e1 no Hall da Fama do\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Grammy\" target=\"Grammy\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Grammy<\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, desde 1978, al\u00e9m de inscrita na \u00a0lista de can\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo da\u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Recording Industry of America<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0e da\u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">National Endowment for the Arts. Tudo isso, claro, pelo canto da Billie Holiday.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Billie passou a cantar Strange Fruit em todas as suas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Toda a beleza sonora desse p\u00e1ssaro de canto acolhedor veio dos anos 30 com um senso de tempo perfeito, \u00e9poca em que Lady Day (apelido dado pelo seu compay Lester Young \u2013 que tamb\u00e9m merece umas linhas de resenha aqui, pelo amor de deus!) optava por m\u00fasicas pop rejeitadas pelos cantores de sucesso comercial. Resultado: ela \u201cvestia\u201d as can\u00e7\u00f5es com sua persona encantada de diva eterna e a can\u00e7\u00e3o se transformava em um standard.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Desse tempo para 1956, muita coisa se passou na vida de lady Day e eu sempre pensei ser insuficiente ficar expondo intimidades para chamar a aten\u00e7\u00e3o. Billie n\u00e3o precisa disso e nunca precisou. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Explico: quando li o \u201cMem\u00f3rias do S\u00e9culo XX\u201d do Ruy Castro (excelente escritor e bi\u00f3grafo de m\u00e3o cheia), n\u00e3o gostei por este grande intelectual de nossas letras ter ca\u00eddo na armadilha da fofoca sobre drogas e homens violentos que a espancavam devido a um suposto \u201cmasoquismo\u201d no capitulo em que ele fala sobre Billie. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O que quero dizer \u00e9 que independente dessas coisas, em 1956, Billie tinha uma viv\u00eancia que plasmou sua voz com nuances mais reflexiva e rascante.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Charlie Shaves com seu trompete cortante vem e faz a introdu\u00e7\u00e3o que vai resultar no derrame da exist\u00eancia da Lady Day, porque ela comunga da imola\u00e7\u00e3o daqueles negros pendurados, absorve as dores e declama uma das poesias mais belas do mundo!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Poesia pela voz, no sentido de ser um am\u00e1lgama onde o instrumento vocal sobressai em uma releitura mais profunda do que as letras permitiram ao <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Abel Meeropel. Aquela emiss\u00e3o de sons da Billie Holiday nos leva a Wittgenstein e os limites da comunica\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No Tractatus Logico-Philosophicus, senten\u00e7a 4.014, nos diz o autr\u00edaco: <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u201co disco da vitrola, o pensamento e a escritas musicais, as ondas sonoras est\u00e3o uns em rela\u00e7\u00e3o aos outros no mesmo relacionamento existente entre a linguagem e o mundo. A todos \u00e9 comum a constru\u00e7\u00e3o l\u00f3gica\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Oras: pensamento e linguagem formam uma s\u00f3 coisa; o pensamento \u00e9 feito de proposi\u00e7\u00f5es complexas que ligam signos a nomes de objetos; enquanto que a linguagem tem por fun\u00e7\u00e3o dizer-mostrar a realidade; por isso \u00e9 imposs\u00edvel reduzir a express\u00e3o em forma l\u00f3gica comum da realidade e da linguagem. T\u00eam em comum a forma l\u00f3gica, mas algo escapa entre realidade e a linguagem- e \u00e9 exatamente isso que escapa \u00e0 capacidade do ser humano em decifrar o todo da realidade \u00e9 que faz com que n\u00e3o possamos simplificar aqui onde escrevo o que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da voz da Billie Holiday com o significado dos versos de Strange Fruit.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Apenas sei que se fosse qualquer outra pessoa na face da terra cantando esta can\u00e7\u00e3o, jamais teria o alcance e a expressividade que Billie imprimiu na sua interpreta\u00e7\u00e3o!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Pena que os Donos do Poder s\u00e3o surdos e imprest\u00e1veis. At\u00e9 hoje n\u00e3o entenderam o que significa a condena\u00e7\u00e3o que os espera na Hist\u00f3ria e no Esp\u00edrito.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">*Orienta\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas para Marco da Costa: o antigo <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><b>WMGM\u2019s Fine Sound Studios<\/b><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"> (onde Billie Holiday gravou esse cl\u00e1ssico e onde Count Bassie, <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Johnny Hodges, Gerry Mulligan, Max Roach, Clifford Brown, Clark Terry, Roy Eldridge, Sarah Vaughn, Dinah Washington gravaram e onde Miles Davis registrou Birth of the Cool) fica na<\/span> <span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"https:\/\/maps.google.com\/?q=711+Fifth+Avenue+NYC&amp;entry=gmail&amp;source=g\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">711 Fifth Avenue NYC<\/span><\/span><\/a><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">\u00a0(hoje \u00e9 mais um pr\u00e9dio da Coca-Cola \u2013 fazer o qu\u00ea? Na op\u00e7\u00e3o dada \u201csocialismo ou barb\u00e1rie\u201d, a escolha foi a segunda\u2026).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Guilherme Maia e Paolo D&#8217;Aprile &nbsp; &nbsp; Zemzedkat shildehvd \/ Zemzemnat shidliuoz \/ So zebaaait b\u00e8mess\u00e9 \/ Ehintsil isnious \/ M\u00e1mo m\u00e9h\u00e8ve \/ Papoi met \u00e8ve \/ Bat gooot pless ze cha\u00eeld d\u00e9ese gotison \/ D\u00e9sgotison&#8230;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2002,"featured_media":1348704,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[105,104,11390,112,165],"tags":[75238,75338,64842],"class_list":["post-1348702","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-norte","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","category-opiniao","tag-caderno-de-cultura","tag-cronica","tag-musica-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Billie Holiday - Fruto Estranho<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CR\u00d4NICA &nbsp; 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