{"id":1348194,"date":"2021-04-25T04:00:40","date_gmt":"2021-04-25T03:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1348194"},"modified":"2021-04-25T02:42:22","modified_gmt":"2021-04-25T01:42:22","slug":"paris-e-uma-heranc%cc%a7a-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/04\/paris-e-uma-heranc%cc%a7a-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Paris e\u0301 uma heranc\u0327a da humanidade"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Marco Dacosta<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trem chegou lentamente na <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Barb\u00e8s\u2013Rochechouart. Era um domingo de primavera, quando pela manh\u00e3 bate um vento frio e nos obriga a recolher as m\u00e3os e enfia-las profundamente nos bolsos do casaco.\u00a0 Caminhando algumas quadras, vejo a bas\u00edlica de Notre Dame, imponente, parecendo uma mesquita em terras \u00e1rabes, dominando o colina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parei para capturar as imagens ao meu redor. Sem c\u00e2meras, apenas fotografando pela mente, gravando sons e imagens ao meu redor. Pronto para novas experi\u00eancias sensoriais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em quase todos lugares que vou gosto de imaginar duas coisas: o que seria de mim se o mundo tivesse acabado e eu estivesse naquele determinado lugar e como eu apresentaria o lugar a um extraterrestre em visita ao planeta terra. Esses dois exerc\u00edcios imagin\u00e1rios me obrigam a conhecer profundamente todos os lugares que vivo. Vai que um dia o mundo se acaba &#8211; ou um ser diferente de outra gal\u00e1xia nos visite? Muitas vezes responder a essas fantasias me faz perceber que estou em um lugar chato e sem import\u00e2ncia ou muitas vezes percebo que descobri um canto do planeta que honra o universo, lugares fant\u00e1sticos pela natureza ou pela constru\u00e7\u00e3o humana. Todos os lugares podem ser especiais, depende da forma com que olhamos. E sim, al\u00e9m de viajar, vamos interagindo e tamb\u00e9m mudando o olhar.\u00a0 A cada viagem uma nova sensa\u00e7\u00e3o e as vezes repetindo o mesmo trajeto, sinto tudo a minha volta diferente.\u00a0 O tempo \u00e9 um fator ao lado da paisagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">C<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">aminhando pelas cidades, observando seus monumentos e pra\u00e7as, olho com aten\u00e7\u00e3o para as constru\u00e7\u00f5es acumuladas por gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es:\u00a0 talento, sacrif\u00edcio, suor e heran\u00e7a cultural. Cada lugar tem uma hist\u00f3ria e cada pessoa carrega em si uma parte dessa narrativa.\u00a0 Somos parte dos lugares que nascemos e carregamos tra\u00e7os dele para onde nosso corpo for viver.\u00a0 N\u00e3o \u00e9 por acaso que at\u00e9 hoje sonho com a casa da minha inf\u00e2ncia. O pr\u00e9dio j\u00e1 n\u00e3o existe mais, mas a mem\u00f3ria paira sob aquele lugar, est\u00e1 vivo em minha mem\u00f3ria e nas vidas de quem compartilhou aquela \u00e9poca comigo.\u00a0 Meus amigos lembram de detalhes da nossa rua. Estamos todos presos na paisagem dos anos 80, naquela rua ampla de apenas um poste de luz, das cal\u00e7adas onde brotavam capim nas rachaduras.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E como mostraria o mundo a algu\u00e9m desconhecido? Quando apresento o Brasil a estrangeiros explico que cada paisagem tem uma explica\u00e7\u00e3o e efeito sobre n\u00f3s. Eu sou parte da hist\u00f3ria da cidade que cresci e tenho at\u00e9 cicatrizes que carrego daqueles tempos, medos, desejos. A cidade se mistura comigo &#8211; n\u00e3o consigo explicar o sub\u00farbio do Rio sem sentir o gosto do picol\u00e9 de kisuco, do cheiro do churrasco, do morma\u00e7o ap\u00f3s a chuva das tardes de ver\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Minha hist\u00f3ria pessoal est\u00e1 recheada de trechos das hist\u00f3rias e paisagens das cidades que vivi ou que passaram por mim. Gostos, cheiros, vegeta\u00e7\u00e3o, cores, formas de vestir, sarcasmo, poesia e m\u00fasica.\u00a0 Como sou fruto do terceiro mundo, incompleto e muitas vezes fragmentado, peregrinei por cidades do mundo velho como forma de entender as origens minhas e da cidade onde nasci.\u00a0 Como n\u00e3o caminhar em Lisboa e n\u00e3o perceber os tra\u00e7os e as marcas que ficaram no Rio ?\u00a0 E como observar o rosto de um bisav\u00f4, com as marcas de nossos pais, tios e primos, resumidos em um corpo envelhecido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Rio \u00e9 lindo mas \u00e9 obra da natureza. A presen\u00e7a dos humanos e de meus antepassados, ao contr\u00e1rio, atuou para enfeiar a cidade, aterrando suas lagoas e mudando suas curvas.\u00a0 Nova Lorque \u00e9 hoje minha casa mas os Brownstones n\u00e3o fazem parte da minha mem\u00f3ria afetiva. Manhattan \u00e9 irregular e matem\u00e1tica, terra de empreendedores e de dinheiro &#8211; logo n\u00e3o poderia apresentar a ningu\u00e9m como representa\u00e7\u00e3o da humanidade. Somos muito mais que isso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cheguei a conclus\u00e3o de que se algu\u00e9m quiser algum dia apresentar a nossa civiliza\u00e7\u00e3o a um extraterrestre, ter\u00e1 que mostrar Paris como prova da nossa capacidade criativa e refer\u00eancia a como podemos tornar o lugar que vivemos em uma galeria sem fim de nossa arte e de nossas paix\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 como apresentar o planeta a um outro ser extraterrestre sem falar de Paris.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se o mundo fosse destru\u00eddo precisar\u00edamos tamb\u00e9m de Paris como pe\u00e7a arqueol\u00f3gica para explicar como viv\u00edamos &#8211; ou como dever\u00edamos viver. N\u00e3o s\u00f3 a paisagem mas a forma deliciosa de desfrutar de seus espa\u00e7os, de trabalhar cada vez mais preocupados em acumular experi\u00eancias e n\u00e3o somente dinheiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o que de melhor deixaremos para as gera\u00e7\u00f5es futuras como exemplo de cidade e urbanidade, como exemplo de vilas que vivem em conjunto, todas amando rotundamente suas ruas, muros, pra\u00e7as e monumentos. Todas preocupadas com o respeito ao pr\u00f3ximo, ao vizinho, com a beleza das sacadas das portas e janelas. Paris n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma festa, como descreveu os olhos americanos de Hemingway &#8211; \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o de amor a humanidade. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Marco Dacosta &nbsp; &nbsp; O trem chegou lentamente na Barb\u00e8s\u2013Rochechouart. 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