{"id":1347208,"date":"2021-04-24T00:47:51","date_gmt":"2021-04-23T23:47:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1347208"},"modified":"2021-04-24T00:47:51","modified_gmt":"2021-04-23T23:47:51","slug":"relatos-do-local-onde-nao-morremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/04\/relatos-do-local-onde-nao-morremos\/","title":{"rendered":"Relatos do Local Onde N\u00e3o Morremos"},"content":{"rendered":"<p><b>DEPOIMENTO<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;N\u00f3s n\u00e3o morremos&#8230;!&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um reconhecimento espantoso, isto foi o que eu disse para mim mesma h\u00e1 mais de vinte anos, quando me deparei sem aviso pr\u00e9vio com o Local Onde N\u00e3o Morremos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o sei como cheguei ali &#8211; talvez tenha algo a ver com os est\u00edmulos nervosos da massagem que recebi para curar a ins\u00f4nia. Mas o &#8220;como&#8221; pouco importa: corri atr\u00e1s de mais massagens depois dessa, que sempre me deixaram nas realidades mais comuns.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que importa \u00e9 a possibilidade de que n\u00f3s n\u00e3o morremos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para mim, uma massagem aleat\u00f3ria tornou essa possibilidade real, e isso mudou minha vida, preenchendo-a com um significado novo e prazeroso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Claro que ansiava compartilhar as boas novas com o mundo desde ent\u00e3o, embora at\u00e9 agora, exceto em algumas conversas com amigos e uns poemas e hist\u00f3rias, mantive a experi\u00eancia apenas para mim. No fim das contas, eu n\u00e3o queria ser tachada como uma guru espiritual ing\u00eanua, e n\u00e3o via a grande m\u00eddia me dando muita bola.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, agora, acontecimentos recentes mudaram tudo. Com o des\u00e2nimo avassalador que tantos est\u00e3o sentindo diante da situa\u00e7\u00e3o atual, eu n\u00e3o posso mais ficar calada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Decidi tomar coragem seguindo o exemplo do pensador argentino, Silo, que declarou a pr\u00f3pria f\u00e9 na transcend\u00eancia em 1980, durante uma conversa sobre o sentido da vida:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAqueles que alcan\u00e7am a f\u00e9 ou a experi\u00eancia transcendental, mesmo que n\u00e3o consigam definir em termos precisos, assim como n\u00e3o se define o amor com precis\u00e3o, v\u00e3o reconhecer a necessidade em guiar outros em dire\u00e7\u00e3o ao sentido da vida, embora nunca devam tentar impor suas pr\u00f3prias paisagens \u00e0queles que n\u00e3o as reconhecem.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAssim\u2026 declaro minha f\u00e9 e minha certeza perante todos, baseada em experi\u00eancia, que a morte n\u00e3o interrompe o futuro, que a morte, ao contr\u00e1rio, modifica o estado provis\u00f3rio de nossa exist\u00eancia em transcend\u00eancia imortal. E n\u00e3o imponho minhas certezas ou minha f\u00e9 sobre ningu\u00e9m, vivo em harmonia com aqueles que est\u00e3o em est\u00e1gios diferentes no que diz respeito ao significado da vida. Mas sou obrigado, em solidariedade, a oferecer esta mensagem, uma mensagem que reconhe\u00e7o fazer os humanos livres e felizes. De forma alguma deixarei de lado a responsabilidade de expressar minhas verdades, embora elas pare\u00e7am duvidosas para aqueles que vivenciam a natureza provis\u00f3ria da vida e o absurdo da morte.\u201d *<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqui, ent\u00e3o, est\u00e1 meu testemunho, tirado de rascunhos feitos imediatamente ap\u00f3s retornar de minha &#8220;ruptura&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Estou aqui de novo, no local que vivi h\u00e1 muito tempo minha juventude agonizante. Agora, como se o tempo n\u00e3o tivesse passado, eu e meus bons amigos estamos juntos de novo, todos jovens e saud\u00e1veis, conversando baixo enquanto compartilhamos p\u00e3o e sopa em nossa mesa de t\u00e1buas em nosso canto de pau-a-pique em Santa Cruz. O calor do sol poente atravessa a porta dos fundos, capuchinhas douradas e verdes crescem nos batentes da porta, e tudo que ou\u00e7o \u00e9 o som do mar indo de encontro \u00e0s dunas brancas&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;\u00c9 tudo igual a quando era jovem e fr\u00e1gil, com uma diferen\u00e7a significativa. Agora, pela primeira vez, estou aqui por inteiro, completo e prazerosamente presente. Nos velhos tempos, quando ainda n\u00e3o tinha o cora\u00e7\u00e3o jovem o suficiente para conhecer a mim mesma, passava meus momentos desperta voltada \u00e0 introspec\u00e7\u00e3o, fascinada pelas sombras terr\u00edveis de meus medos, e mal notava a beleza e o calor ao meu redor, ou o brilho no rosto de minhas companhias&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMas agora, pelo menos estou presente de verdade, a vida preenchendo cada c\u00e9lula e cada fibra de meu ser com um oceano de paz e alegria. Eu sei que est\u00e1 tudo bem, sempre esteve, e sempre estar\u00e1. Sei que n\u00f3s n\u00e3o morremos, e que nada do que \u00e9 bom se perde para sempre, e que toda negatividade n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m da m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o da realidade. At\u00e9 os anos todos de minha juventude, que pensei estarem perdidos na mis\u00e9ria, est\u00e3o aqui em todo seu esplendor, porque a ess\u00eancia de cada momento \u00e9 eterna&#8230;\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi isso que escrevi. E \u00e9 tudo. Naquela \u00e9poca, eu sabia que havia muito mais, se ao menos me lembrasse\u2026, mas j\u00e1 havia me escapado&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De volta ao dia a dia, ou quase de volta, me encontro deitada no ch\u00e3o, recebendo minha massagem do jovem que acaba de montar seu consult\u00f3rio em S\u00e3o Francisco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda com um pezinho naquele aben\u00e7oado outro tempo e espa\u00e7o, imaginando se seria poss\u00edvel ficar por l\u00e1, perguntei a ele: &#8220;Voc\u00ea seria preso por assassinato se eu n\u00e3o voltasse?&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Surpreso, riu incerto e disse: &#8220;Voc\u00ea teve uma experi\u00eancia forte&#8230;&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Sim&#8221;, respondi. &#8220;Eu estava no Local Onde N\u00e3o Morremos. Voc\u00ea sabe algo sobre ele?&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele n\u00e3o soube responder.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quanto a mim, deixei, deixei seu consult\u00f3rio de joelhos, encantada al\u00e9m da conta, sentindo-me como se estivesse ganhado uma nova vida, uma vida na qual eu nunca mais teria medo da morte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nunca tive outra experi\u00eancia como essa, e sei que do ponto de vista racional nada disso faz sentido. Mas nem por um segundo duvidei dessa verdade. Mesmo hoje, quando a experi\u00eancia \u00e9 s\u00f3 uma mem\u00f3ria, ainda carrego a certeza. Sei com toda certeza de que n\u00f3s n\u00e3o morremos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o que esteja tentando convencer algu\u00e9m. Eu sei que cada um tem a sua pr\u00f3pria verdade. S\u00f3 quero compartilhar minha experi\u00eancia porque ela me preenche com tanto al\u00edvio e satisfa\u00e7\u00e3o, que tenho vontade de cantar de cima do telhado e trazer prazer aos outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Imagine o caos maravilhoso quando nossa imortalidade, de repente, se torna senso comum!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas manchetes:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00d3S N\u00c3O MORREMOS!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">REVELA\u00c7\u00c3O! A MORTE \u00c9 UMA IMPOSTORA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E ent\u00e3o a hist\u00f3ria:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s sete milh\u00f5es de anos de engana\u00e7\u00e3o, a Morte, o antigo chef\u00e3o da humanidade, \u00e9 finalmente exposta como uma fraude sem vergonha. Fontes internas revelam que ap\u00f3s enormes perdas de natureza desconhecida, a Morte foi for\u00e7ada a abandonar suas v\u00e1rias mans\u00f5es em todos os continentes e agora vive em seu carro aos arredores de Las Vegas, Nevada&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E ent\u00e3o, quase como um posf\u00e1cio, em um quadradinho preto na p\u00e1gina de \u00faltima p\u00e1gina, o obitu\u00e1rio da Morte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com as porteiras abertas, e os testemunhos inundando o feed do Twitter de todo mundo: Viva! Eu tive a mesma experi\u00eancia! E, por fim, os cientistas come\u00e7am a testar a nova e radical &#8220;Teoria Completamente Benigna&#8221; da exist\u00eancia humana&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando este dia chegar, e ele vai chegar, imagine os rituais celebrat\u00f3rios de dan\u00e7a e canto que v\u00e3o acontecer em todo o planeta! As empresas farmac\u00eauticas ir\u00e3o perder uma fatia consider\u00e1vel de seus neg\u00f3cios, porque n\u00e3o haver\u00e1 mais ansiedade, depress\u00e3o ou estresse. At\u00e9 a m\u00e3e de todos os medos, o medo da Morte, vai finalmente relaxar e come\u00e7ar a aproveitar a vida, talvez comece a pintar com aquarela&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 em antecipa\u00e7\u00e3o a este dia que compartilho minha hist\u00f3ria. Sei que meu relato \u00e9 uma piada, e anseio pelo dia que aqueles com credibilidade comprovada confirmar\u00e3o esta verdade de uma vez por todas, poupando bilh\u00f5es de c\u00e9ticos de sofrimento desnecess\u00e1rio. At\u00e9 l\u00e1, relato minha parte como mais uma evid\u00eancia de que \u00e9 poss\u00edvel viver sem medo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o me leve a mal, n\u00e3o sou um iluminado. Enquanto a descoberta de que n\u00e3o morremos mudou algo profundamente em mim, infelizmente deixou quase intacto o fr\u00e1gil\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">castelo que minha vida aparenta ser. Eu ainda acordo todos os dias incerta, e ainda temo adoecer, perder as pessoas que amo, minha casa, meu dinheiro, minha vida f\u00edsica, como dita este reino de dor e prazer e mudan\u00e7as constantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, e essa \u00e9 a melhor parte de saber que n\u00e3o morremos, minha vida n\u00e3o \u00e9 mais regida pelo medo. Eu ainda me deparo com momentos de p\u00e2nico, mas tenho ra\u00edzes profundas, e atrav\u00e9s delas consigo sentir a calma que vem dessa profundidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E sei para onde vou e o que eu quero. Estou indo em dire\u00e7\u00e3o ao Lugar Onde N\u00e3o Morremos, e quando chegar l\u00e1, quero, mais do que tudo, abrir a porta para que todos, todos, todos possam entrar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 l\u00e1, fico feliz por estar aqui com todo mundo, nesta montanha-russa que chamamos de vida. Para evitar a queda, tento fazer o que os s\u00e1bios sugerem: rezar, meditar, viver feliz, ser gentil, e agradecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, em gratid\u00e3o por trilhar o caminho da vida, e em aprecia\u00e7\u00e3o profunda por todos os avisos, pir\u00e2mides de pedra, bandeiras tremulantes de esperan\u00e7a e encorajamento deixada por outros viajantes no caminho, deixo ao meu lado minha pr\u00f3pria bandeira de est\u00edmulo:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;N\u00f3s N\u00e3o Morremos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que \u00e9 bom nunca se perde<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Negatividade \u00e9 apenas uma m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o de uma realidade essencialmente benigna&#8230;&#8221;<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">*da conversa com Silo, no \u201cSentido da Vida\u201d, Cidade do M\u00e9xico, 1980.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Clique no link para ver o v\u00eddeo da autora lendo seu depoimento:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GrgRksHAtac\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Relatos do Local Onde N\u00e3o Morremos<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(<\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GrgRksHAtac\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GrgRksHAtac<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre a autora:<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trudi Lee Richards<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Escritora siloista, poeta, e cantora\/compositora, curadora do <\/span><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Winged Lion Press Cooperative<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">; tradutora Espanhol-Ingl\u00eas. Seus trabalhos publicados incluem: \u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">The Confessions of Olivia<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">;\u00a0<\/span><\/i><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">On Wings of Intent, a biography of Silo<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">;\u00a0<\/span><\/i><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Soft Brushes with Death, a Jorge Espinet Primer<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">;\u00a0<\/span><\/i><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Fish Scribbles<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">;\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">and\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Experiences on the Threshold<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Projetos em andamento incluem: <\/span><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">grava\u00e7\u00f5es em \u00e1udio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e possivelmente um podcast sobre seu trabalho liter\u00e1rio e musical. Trabalhos publicados anteriormente \u00e0 internet incluem:\u00a0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Human Future<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, uma resenha independente publicada entre 1989-96 em S\u00e3o Francisco, CA, e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">La Mamelle<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, uma publica\u00e7\u00e3o de arte de S\u00e3o Francisco dos anos 1980, da qual ela foi co-fundadora. Graduada na Universidade de Stanford, \u00e9 m\u00e3e de cinco filhos\/enteados e cinco netos. Atualmente vive em Portland, Oregon, onde \u00e9 membro da <\/span><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/2021\/03\/blessings\/#inbox\/_blank\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Comunidade <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">da Mensag<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">em do Silo <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">de Portland.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Traduzido do ingl\u00eas para o portugu\u00eas por Fabricio Altran \/ Revisado por Larissa Dufner <\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DEPOIMENTO &#8220;N\u00f3s n\u00e3o morremos&#8230;!&#8221; Em um reconhecimento espantoso, isto foi o que eu disse para mim mesma h\u00e1 mais de vinte anos, quando me deparei sem aviso pr\u00e9vio com o Local Onde N\u00e3o Morremos. 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