{"id":1338730,"date":"2021-04-11T04:08:38","date_gmt":"2021-04-11T03:08:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1338730"},"modified":"2021-04-11T02:18:39","modified_gmt":"2021-04-11T01:18:39","slug":"mingus-o-nervoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/04\/mingus-o-nervoso\/","title":{"rendered":"MINGUS \u2013 O NERVOSO"},"content":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Guilherme Maia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c<span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span lang=\"it-IT\">In other words I am three\u201d. <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em outras palavras eu sou tr\u00eas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Poderia falar aqui do poder das placas tect\u00f4nicas nas entranhas da terra, do peso incomensur\u00e1vel de uma montanha no sil\u00eancio sideral, do insuport\u00e1vel barulho das britadeiras, das marteladas, das l\u00e1grimas e do ranger dos dentes nos guetos urbanos. Poderia falar de m\u00fasica e coer\u00eancia. De express\u00e3o, arte e pol\u00edtica. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Dizem quem se debru\u00e7ava\u00a0nos poemas sinf\u00f4nicos de Richard Strauss para desvendar o segredo das mudan\u00e7as de andamento r\u00edtmico. Dizem que estudava \u00e0 exaust\u00e3o as constru\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas de Arnold Schoenberg para aprender a se livrar do conceito que define a melodia como uma sucess\u00e3o horizontal de notas, e assim criar um sistema sonoro onde n\u00e3o houvesse hierarquia entre os sons, mas total igualdade numa esp\u00e9cie de &#8220;melodia dos timbres&#8221;, capaz de livrar cada instrumento da sua fun\u00e7\u00e3o tradicional e lan\u00e7\u00e1-lo rumo ao desconhecido.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Eu sou tr\u00eas, assim come\u00e7a sua autobiografia, segue uma pequena explica\u00e7\u00e3o do surpreendente incipit, um par\u00e1grafo, ou pouco mais. E nas p\u00e1ginas sucessivas podemos mergulhar em orgias, bebedeiras e brigas de bar, um livro onde a m\u00fasica se faz literatura: Bukowsky, Kerouak : \u201cNunca tinha me dado conta que havia tantos lugares onde ir e que, contudo, em poucos deles podia me sentir \u00e0 vontade\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Eu sou tr\u00eas. N\u00e3o \u00e9 verdade, ele \u00e9 um s\u00f3, ele \u00e9 a superf\u00edcie das mil facetas, como olho de mosca, ele \u00e9 a coer\u00eancia crom\u00e1tica do camale\u00e3o, o dente cariado do tubar\u00e3o, a delicadeza do rinoceronte na loja de cristais. E, por falar em bichos, ele \u00e9 um camelo na sala de visita, tente dizer-lhe para se comportar e ficar quietinho que daqui a pouco vem gente em casa, tente dizer para n\u00e3o babar, para n\u00e3o mugir que n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 muito elegante. Sim ele \u00e9 um camelo na sala. Enquanto seu olho tudo v\u00ea, sua superf\u00edcie muda de cor, os dente dilaceram suas carnes, seu tamanho destro\u00e7a a delicadeza burguesa do bom tom, ele &#8211; mosca, camale\u00e3o, tubar\u00e3o, rinoceronte &#8211; continua babando, camelo na sala, no sapato novo das visitas. Ele \u00e9 o incomodar do mundo, \u00e9 p\u00e3o, \u00e9 pedra, fim e in\u00edcio de todo caminho, o derradeiro primeiro homem, o Pithecanthtopus Erectus do inconsciente coletivo, seu nome \u00e9 Charlie Mingus.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Paolo D&#8217;Aprile<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 320px;\" align=\"justify\"><strong>\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Que o ser como tal provoque o \u00f3dio, isto n\u00e3o est\u00e1 exclu\u00eddo (\u2026) um \u00f3dio s\u00f3lido, ele se dirige ao ser\u201d (Lacan, !982: 134).<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Explos\u00f5es, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, tiroteio\u2026 eis as sensa\u00e7\u00f5es que assaltam o ouvinte que \u00e9 apresentado ao mundo de Charles Mingus. A primeira impress\u00e3o \u00e9 a que fica dizem: por isso, se ocorrer de voc\u00ea conhecer este deus do Jazz por meio do \u00e1lbum The Clown e, mais especificamente, ouvir a primeira faixa \u201cHatian Fight Song\u201d, a imagem ser\u00e1 sempre a de uma personalidade r\u00edspida.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E de fato era assim. Seus m\u00fasicos acompanhantes relatam um temperamento irasc\u00edvel. Jimmy Knepper, seu trombonista e homem de confian\u00e7a, um amigo, conta que l\u00e1 para os in\u00edcios dos anos 50, por uma simples discuss\u00e3o sobre arranjos, MIngus partiu para cima e quase lhe arranca o incisivo central. Resultado, o amigo trombonista ficou meses \u201cde castigo\u201d, afastado das execu\u00e7\u00f5es em night clubs. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Depois, voltou cheio de amores para seu companheiro de viagem sonora. Assim como todo indiv\u00edduo dotado do esp\u00edrito siciliano (mesmo um homem nascido em 1922 no Arizona, fronteira com o M\u00e9xico, pode ter isso no sangue \u2013 parece que a Sic\u00edlia \u00e9 um estado de esp\u00edrito e n\u00e3o uma faixa territorial).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Essa viol\u00eancia que irrompia de Mingus era apaziguada pelo senso est\u00e9tico t\u00e3o sublime quanto sutil. Uma balan\u00e7a de \u00f3dio surdo, como se diz daquele tipo de \u00f3dio que n\u00e3o \u00e9 endere\u00e7ado gratuitamente para o outro \u2013 que seria a inveja, &#8211; mas o que est\u00e1 ontologicamente em si. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mingus \u00e9 um g\u00eanio e sua m\u00fasica \u00e9 a pr\u00f3pria sublima\u00e7\u00e3o de um car\u00e1ter conflituoso em seu interior. Ou\u00e7amos o crescendo de Haitian Fight Song, Tonight At Noon ou Passion Of A Man: todas estas composi\u00e7\u00f5es tempestuosas v\u00e3o revelar a luta de um artista com suas profundas contradi\u00e7\u00f5es. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O resultado \u00e9 a for\u00e7a empregada no seu contrabaixo e, eventualmente, no piano. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Uma boa demonstra\u00e7\u00e3o desses socos desferidos no ar est\u00e1 em Moanin\u2019. M\u00fasica esta onde est\u00e1 a for\u00e7a bruta (os gritos abafados s\u00e3o um recurso de quebra com a deusa Euterpe, usado em Haitian e outras obras). Contudo o impulso \u00e9 contido por uma densa camada de textura urdida pelo trombone e, principalmente, o saxofone tenor de Booker Ervin executando o riff parcimonioso no meio de uma selvageria palpitante.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span lang=\"en-US\">Um grito rasga o ar em Wednesday Night Prayer Meeting. <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Com esse t\u00edtulo e com a marca\u00e7\u00e3o sincopadamente marcial das palmas junto com a cobriolagem do saxofone tenor (Booker Ervin), pode-se concluir que essa reuni\u00e3o para ora\u00e7\u00e3o deve ter sido da p\u00e1-virada. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Isso chama muito a aten\u00e7\u00e3o do universo musical constru\u00eddo pelo Mingus: retrata um culto neopentecostal\u00edssimo \u00e0 noite como sua vis\u00e3o de tudo. Sempre observando a tens\u00e3o humana, ele retrata uma sess\u00e3o gospel exatamente com aquele sentimento quase neurast\u00eanico de busca de uma sa\u00edda da realidade por meio de um arrebatamento sensorial. Exatamente \u00e9 o que perfaz a Ecclusiastics, na mesma tem\u00e1tica. Mingus \u00e9 um iconoclasta, um anarcojazzman, um libert\u00e1rio. Ali\u00e1s, um violent\u00edssimo libert\u00e1rio. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Considerado por muitos cr\u00edticos gabaritados de Jazz como o compositor mais vers\u00e1til p\u00f3s-Duke Ellington. Fazendo ainda um triunvirato com o Thelonious Monk (como \u00e9 o caso do que diz o renomado Neil Tesser, autor do Playboy Guide To Jazz), este revolucion\u00e1rio contrabaixista faz caricatura e retrato do fator humano (\u00e9 sempre discut\u00edvel haver uma \u201ccondi\u00e7\u00e3o\u201d humana). Junta aspira\u00e7\u00f5es e ilus\u00f5es a Exotismos tribais africanos ou latinidades, como no impens\u00e1vel Wham Bam Thank You Ma\u2019am.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Legado para toda a Humanidade, a obra de Charles Mingus cont\u00e9m a for\u00e7a criativa proposta pela viol\u00eancia ontol\u00f3gica. Nela est\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o da realidade do \u00f3dio, aquele inconsciente, o qual independe da figura da \u201cinvas\u00e3o\u201d do outro (este \u00e9 o \u00f3dio da inveja), mas o \u00f3dio obscuro voltado contra o verdadeiramente real que nos cerca e se imp\u00f5e desde nosso nascimento at\u00e9 os estertores.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Divaga\u00e7\u00f5es \u00e0 parte: MIngus \u00e9 um totem, uma for\u00e7a animista sai do seu contrabaixo e simboliza o impulso de realiza\u00e7\u00e3o construtiva do humano. N\u00e3o viemos ao mundo para usufruir de um para\u00edso dado, viemos para construir e esta \u00e9 a fonte da ira de Mingus, a vontade incontrol\u00e1vel de mudar aquilo que nos \u00e9 dado. Nada \u00e9 eterno, tudo deve ser constru\u00eddo. Mingus entendeu as for\u00e7as reacion\u00e1rias de conserva\u00e7\u00e3o e canalizou sua arte pela raiva do ser que quer construir sua pr\u00f3pria vida.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Guilherme Maia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Guilherme Maia &nbsp; &nbsp; \u201cIn other words I am three\u201d. Em outras palavras eu sou tr\u00eas. 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