{"id":1334700,"date":"2021-04-04T16:41:04","date_gmt":"2021-04-04T15:41:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1334700"},"modified":"2021-04-04T16:41:04","modified_gmt":"2021-04-04T15:41:04","slug":"thelonious-my-dear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/04\/thelonious-my-dear\/","title":{"rendered":"Thelonious my dear"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span lang=\"en-US\"><b>CARTA PARA THELONIOUS MONK<\/b><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Car\u00edssimo &#8211; escrevo assim por for\u00e7a de express\u00e3o, voc\u00ea sabe muito bem que nunca te amei e nunca te senti pr\u00f3ximo, menos ainda, car\u00edssimo. Pois bem, car\u00edssimo Thelonious&#8230;, minha nossa, que raiva! Tuas notas entram em mim como agulhas, como unha a raspar na lou\u00e7a&#8230; E eu aqui, te chamando de &#8220;car\u00edssimo&#8221; depois de todo o sofrimento que eu tive para entender teus intervalos irregulares, teus acordes tortos, tuas disson\u00e2ncias nunca resolvidas naqueles malditos finais pendurados na orla de um precip\u00edcio. Eu, inseguro, morrendo de medo, indeciso entre escolhas imposs\u00edveis, entre um sustenido ou um bemol, com voc\u00ea no meu cangote, inimigo mortal do acorde natural, da tr\u00edade perfeita, da t\u00f4nica, \u00fanico ref\u00fagio para qualquer pianista, mesmo os melhores, que sempre procuram uma t\u00f4nica, fugir do caos e voltar para casa. Tu, car\u00edssimo, nunca quis saber de voltar para casa, tampouco de fugir do caos, um caos por voc\u00ea criado, procurado, enaltecido, fomentado. Sim, porque voc\u00ea indicou o maldito caminho da liberdade, junto com seus companheiros malucos do bebop, voc\u00ea j\u00e1 estava vendo e tocando tudo aquilo que teria acontecido dez, quinze, vinte anos depois. Thelonius! Nada de car\u00edssimo, depois de tanto sofrimento para entender como funciona uma progress\u00e3o harm\u00f4nica, a\u00ed vem voc\u00ea e faz tudo o contr\u00e1rio, invertendo as notas, tocando torto (de novo) torto, do come\u00e7o ao fim. Como se a partitura n\u00e3o tivesse valor algum, voc\u00ea foi o \u00fanico capaz de ler entre uma nota e a outra, foi o \u00fanico capaz de transformar as pausas e os intervalos na coisa mais importante: na expectativa daquilo que seria tocado logo em seguida. Voc\u00ea, o \u00fanico capaz de criar tens\u00e3o e disson\u00e2ncias pelo puro prazer de toc\u00e1-las, nunca falou de liberdade, voc\u00ea era a pr\u00f3pria liberdade. E eu aqui, tentado entender, analisar covardemente, porque a liberdade assusta, a liberdade esmaga, a liberdade \u00e9 o fardo mais pesado para quem quiser se apegar \u00e0s normas. A liberdade tem que ser constru\u00edda a cada acorde, a cada escala interrompida, no sil\u00eancio entre as notas, nas mudan\u00e7as de andamento, nas quinas da disson\u00e2ncia nunca resolvida. Sim: a liberdade \u00e9 uma disson\u00e2ncia nunca resolvida. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00c9, por isso, car\u00edssimo Thelonious, por ter me mostrado a verdade, por ter me mostrado o caminho da liberdade que, caindo de joelhos, te odeio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Paolo D\u2019Aprile.<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>THELONIOUS GENIOUS<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Inovador na gera\u00e7\u00e3o dos inovadores, iconoclasta, Thelonious Sphere Monk Jr estava entre aqueles que transfiguraram o ritmo e a harmonia ainda num per\u00edodo que teve seu in\u00edcio antes da Segunda Guerra Mundial.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Jam Sessions<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> em caves esfuma\u00e7adas, al\u00e9m da nicotina a \u00e2nsia de quebrar conven\u00e7\u00f5es engessadas. Liberdade de solos inimagin\u00e1veis erguendo um estilo de harmonias fe\u00e9ricas, t\u00e3o elegante quanto complexo, sofisticados e org\u00e2nicos como fractais de Mandelbrot.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quebrar tradi\u00e7\u00f5es. Imaginem a mudan\u00e7a de paradigma que \u00e9 complexificar acordes como proposta estil\u00edstica. Isso \u00e9 como a Honestidade frente ao Infinito para tornar o Jazz capaz de expressar as conting\u00eancias do humano pelas transcend\u00eancias \u00e0 sua volta, por meio de momentos de disson\u00e2ncias\/linhas mel\u00f3dicas\/atonalidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Monk parece ter subido aos C\u00e9us e reivindicado a batuta ao maestro.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ora, se a vida nunca foi como o Dan\u00fabio Azul, por que n\u00e3o exp\u00f4-la \u201ccomo ela \u00e9\u201d? <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tornou-se senhor de si a partir de 1947 ap\u00f3s muita omiss\u00e3o pela cr\u00edtica especializada (n\u00e3o estavam preparados). O presente de Monk foi tornar o piano t\u00e9cnico um instrumento de contato com o divino por meio das harmonias din\u00e2micas desse deus do Jazz (ali\u00e1s, da M\u00fasica).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Formado seu estelar quarteto, o Thelonious Monk Quartet, virou o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>condottiere<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> desses ciganos errantes da m\u00fasica: Charlie Rose no sax tenor; Larry Gales no baixo e Bem Riley na bateria. E como s\u00e3o incisivas as express\u00f5es de Monk para os demais m\u00fasicos. \u00c0s vezes de um esgar beirando ao pren\u00fancio de uma luta corporal. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mestre de Standards, ele \u00e9 o pai de Straight No Chaser, Ruby my Dear e, claro, Round Midnight!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00f3s nunca somos t\u00e3o desamparadamente infelizes como quando perdemos um amor\u201d, j\u00e1 dizia Fred sobre as agruras da forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento primitivo da vida em seu estiolamento natural diante das intemp\u00e9ries do bioma e os reflexos na psique de cada um. Talvez essa inseguran\u00e7a seja um dos impulsos mais importantes para supera\u00e7\u00e3o ao meio e motivo de mantermo-nos vivos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Thelonious como um dos art\u00edfices do toque <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>au transcendental<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> encarna esse momento de ruptura cont\u00ednua morte\/vida.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Com efeito, renunciou ao passado ao se tornar her\u00f3i do futuro. Eis o impulso da firmeza no am\u00e1lgama das inseguran\u00e7as, a atitude de enfrentamento \u00e0s ondas bravias e, como um Poseidon, dom\u00e1-las ao seu modo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tudo isso de sublima\u00e7\u00e3o em sua proje\u00e7\u00e3o na Hist\u00f3ria da M\u00fasica e mais: algu\u00e9m admir\u00e1vel por sua entrega \u00e0 sua Arte, consagrado ao sacerd\u00f3cio como um monge (monk).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1951 foi preso por porte de hero\u00edna, Monk era de outro planeta naturalmente, por\u00e9m seu contato com Bud Powel causou esse epis\u00f3dio em sua vida. Bud, outro deus do Jazz, era usu\u00e1rio inveterado e quis levar a droga para uma confraterniza\u00e7\u00e3o na casa de Thelonious, ao perceber que a pol\u00edcia o estava seguindo, despejou o conte\u00fado, que carregava em um envelope, atr\u00e1s de um carro estacionado em frente \u00e0 casa de Monk. S\u00edntese: Monk respondeu como autor do fato delitivo e perdeu sua licen\u00e7a para tocar em clubes noturnos por um tempo (tinha passado por outra incurs\u00e3o em 1947).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Bud Powell quase se redimiu, porque tentou convencer Cootie Willians, um bandleader, a gravar Round Midnight. Isso que estar\u00e1 relatado aqui ainda \u00e9 in\u00e9dito em l\u00edngua portuguesa: Powell era amigo de Monk; Round foi composta sobre uma letra escrita por Thelma Elizabeth (vizinha de Thelonious); a m\u00fasica se chamaria \u201cI Need You So\u201d de uma levada rom\u00e2ntica. Ato cont\u00ednuo, Monk registrou a m\u00fasica em 1943 e Cottie gravou-a, por interm\u00e9dio de Bud, uma vez que Monk ainda n\u00e3o poderia gravar em est\u00fadio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Como era praxe nos meios de bandleaders, Cootie acrescentou um \u201cinterl\u00fadio\u201d de ocasi\u00e3o e se afirmou como coautor, para piorar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o apareceu uma segundo letrista ao arrepio de Monk.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">De autor a terceiro coautor de Round Midnight, at\u00e9 hoje Thelonious Monk, ou melhor, agora seus herdeiros, recebem t\u00e3o-somente um ter\u00e7o de royalties da opera magna.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Isso \u00e9 um achado e quem nos conta \u00e9 Robin D.G. Kelley no livro \u201cThelonious Monk: The Life and Times of an American Original\u201d (edi\u00e7\u00e3o de 2009, publicado pela Free Press e ganhador, dentre outras comendas, do PEN Open Book Award de 2010).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Possu\u00eda um car\u00e1ter exc\u00eantrico bem peculiar, sendo aventado atualmente ele sofrer de dist\u00farbio bipolar, segundo o autor do livro acima citado. Suas dan\u00e7as on\u00edricas ao largo do piano enquanto Charlie Rose executa seus solos indefect\u00edveis de saxofone tenor \u00e9 algo animista, e como \u00e9 gracioso tentar sentir aquele arrebatamento dele, principalmente, ao saber que os movimentos eram como parte do toque no piano. Suspendia a execu\u00e7\u00e3o das m\u00e3os no teclado, levantava e dan\u00e7ava lentamente em c\u00edrculos, sempre balbuciando vocalizes indecifr\u00e1veis. S\u00e3o tantas os mist\u00e9rios de Monk que ficamos estupefatos imaginando as origens destas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O mais importante na figura de Monk, contudo, \u00e9 ele ser um sujeito que pede mi\u00fados de galinha no Roi de Sicile. Esse tipo sim \u00e9 imbat\u00edvel.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Guilherme Maia &nbsp; &nbsp; CARTA PARA THELONIOUS MONK Car\u00edssimo &#8211; escrevo assim por for\u00e7a de express\u00e3o, voc\u00ea sabe muito bem que nunca te amei e nunca te senti pr\u00f3ximo, menos ainda, car\u00edssimo. 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