{"id":1324248,"date":"2021-03-21T16:28:02","date_gmt":"2021-03-21T16:28:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1324248"},"modified":"2021-03-21T16:29:24","modified_gmt":"2021-03-21T16:29:24","slug":"blue-chet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/03\/blue-chet\/","title":{"rendered":"BLUE CHET"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>\u201cNaquela noite fria, a humidade penetrava o mundo preenchendo o tempo parado, im\u00f3vel, um tempo suspenso no tempo de espera. O homem magro fechou o port\u00e3o do pr\u00e9dio antigo, e, cabe\u00e7a baixa, se encaminhou pela cidade deserta. O garoto, viu tudo: o homem saindo, sua cabe\u00e7a encaixada nos ombros, viu aquela malinha diferente que suas m\u00e3os seguravam contra o peito para espantar o frio. Tremendo de emo\u00e7\u00e3o, seguiu seus passos. Ao descer a escadaria um pequeno luminoso avisava: &#8220;jazz clube&#8221;. O homem magro entrou, o garoto tamb\u00e9m. Entre a nevoa da fuma\u00e7a de cigarros e quem sabe mais o qu\u00ea, o frio desapareceu. Com seu rosto de pedra esculpida a machadadas, o homem magro sorriu, abriu a pequena mala&#8230; My funny Valentine you make me smile with my heart&#8230;\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>A noite foi longa&#8230;<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>Bologna, It\u00e1lia 1981<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>Aquele garoto conta hoje essa hist\u00f3ria para os amigos brasileiros que n\u00e3o conhecem o frio, mas que como eu amam Chet Baker\u201d. <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>(Paolo D\u2019Aprile, Pressenza!)<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chet era belo, elegante, inteligente e talentoso. Por que ent\u00e3o sucumbiu \u00e0 hero\u00edna de forma t\u00e3o intensa?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sempre ser\u00e1 dif\u00edcil para n\u00f3s a emancipa\u00e7\u00e3o da moral pequeno burguesa que nos enxertaram, principalmente no que diz respeito ao comportamento heterodoxo que o outro toma em sua vida. De fato, como dizia Sartre \u201cn\u00e3o importa o que fazemos de n\u00f3s, mas o que fazemos do que fizeram de n\u00f3s\u201d. Fa\u00e7o essa considera\u00e7\u00e3o por que pretendo a compreens\u00e3o do fen\u00f4meno da hero\u00edna sem cair em chav\u00f5es ou lugares comuns, at\u00e9 mesmo pelo motivo de Chet n\u00e3o ter sido o her\u00f3i que conseguiu largar as drogas e dar a volta por cima &#8211; t\u00e3o apreciado pela audi\u00eancia de novelas da Globo e filmes enlatados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O buraco \u00e9 mais embaixo e, penso, h\u00e1 uma tens\u00e3o existencial assim como idiossincrasias psicol\u00f3gicas que est\u00e3o inscritas no pr\u00f3prio existir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, primeiro, vamos apresentar esse deus do jazz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde o in\u00edcio de seu desabrochar ao lado do grande Charlie Parker em 1951 foi um virtuose econ\u00f4mico. Explico: o pai de Chet era um guitarrista de Jazz e sempre o influenciou e j\u00e1 tinha iniciado sua carreira na <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Vido_Musso%27s_Band&amp;action=edit&amp;redlink=1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vido Musso&#8217;s Band<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e conhecera Stan Getz muito antes de Line for Lions; no entanto, mesmo envolto na biosfera do Bebop, j\u00e1 tinha sua persona pr\u00f3pria e se pode perceber o aveludado de seu toque mesmo ao lado do trator do saxofone de Bird.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Manteve sua idiossincrasia musical adensada em notas longas embaladas por rica harmonia e melodia, com o vibrato sussurrado de uma nota deliciosa que aparenta at\u00e9 mesmos ser de propriedade exclusiva de Chet desde sua chegada ao universo do Jazz, o que foi sendo burilado com o tempo e com o sentimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sentimento este que explode em 1957 com a grava\u00e7\u00e3o de My Funny Valentine ao lado de Stan Getz. A\u00ed vem o canto de Chet com a voz inconfund\u00edvel sussurrada e que soa como um prolongamento das notas do trompete: uma simbiose homem\/instrumento nunca vista antes e depois.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seria Chet a influ\u00eancia de Jo\u00e3o Gilberto?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Afora o canto, a sintonia que h\u00e1 entre o virtuosismo e a economicidade na execu\u00e7\u00e3o do trompete forma uma sonoridade sem par na Hist\u00f3ria da m\u00fasica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora vem a quest\u00e3o das drogas e de um anjo enviado para o socorro de uma alma tortuosa, o que podemos sintetizar pela m\u00fasica Diane, de seu LP gravado em 1985 com o piano plangente de Paul Bley. Sua entrega \u00e0 hero\u00edna chegou a cunhar um nicho no Jazz: afinal, o Cool Jazz vem do arrepio inicial da picada, algo que gela e insere no mundo desse psicotr\u00f3pico. Esse nome e essa sensa\u00e7\u00e3o permeiam a jun\u00e7\u00e3o m\u00fasica\/drogas na biografia de Chet e n\u00e3o acaba por a\u00ed, Diane \u00e9 a mulher amada que se entregou a ele, \u00e0 \u00e9poca muito mais velho, e que preencheu todo o cuidado necess\u00e1rio \u2013 mas nunca foi suficiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voltou a gravar por interm\u00e9dio de Diane, voltou a amar por meio dela tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, voltamos ao intuito inicial: por qu\u00ea?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chet perdeu dentes por ser espancado devido \u00e0 d\u00edvida de drogas; quase morreu de overdose no Macksoud Plaza em S\u00e3o Paulo ap\u00f3s sua apresenta\u00e7\u00e3o no Free Jazz e terminou por \u201ccair\u201d da janela do Hotel Prins Hendrik em Amsterd\u00e3 aos 58 anos em 1988.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No meio disso h\u00e1 uma catarse: as sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o em Roma ao lado de Rique Pantoja pelo selo Musiquim, da WEA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tantas dores e amarguras em contraste \u00e0 beleza e ao talento de um deus do Jazz. Tantas chances para parar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Penso em Chet como a Humanidade, como estamos aqui e por diversas vezes queremos estar fora daqui. Quantas vezes cegamos a vis\u00e3o do milagre da vida diminuindo nossas potencialidades e belezas que carregamos como virtudes dadas apenas a n\u00f3s e a mais ningu\u00e9m?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como a vida coletiva em que quase sempre prevalecem as justificativas de regimes totalit\u00e1rios ou aspirantes a isso e a desordem clim\u00e1tica ecol\u00f3gica que devasta o planeta, Chet parece ter encarnado a contradi\u00e7\u00e3o de toda a Humanidade: somos feitos para a liberdade e a beleza, mas permitimos sermos dominados e subjugados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser\u00e1 essa contradi\u00e7\u00e3o em que todos n\u00f3s como Humanidade nos deixamos enredar a que acorrentou Chet Baker? N\u00e3o sei, mas sei que ele \u00e9 uma explos\u00e3o dolorosamente sutil no Jazz e na M\u00fasica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Guilherme Maia &nbsp; &nbsp; \u201cNaquela noite fria, a humidade penetrava o mundo preenchendo o tempo parado, im\u00f3vel, um tempo suspenso no tempo de espera. 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