{"id":1311291,"date":"2021-03-07T03:01:42","date_gmt":"2021-03-07T03:01:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1311291"},"modified":"2021-03-07T01:27:54","modified_gmt":"2021-03-07T01:27:54","slug":"a-matriarca-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/03\/a-matriarca-do-cinema\/","title":{"rendered":"A matriarca do cinema"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Clodoaldo Lino<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando me foi sugerido pela equipe do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pressenza<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de escrever um artigo sobre cineastas mulheres para a edi\u00e7\u00e3o especial em homenagem ao <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dia Internacional da Mulher<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, meu impulso inicial foi escolher uma cineasta que, com seu trabalho e sua hist\u00f3ria, funcionasse como uma s\u00edntese da atua\u00e7\u00e3o das mulheres ao longo do cont\u00ednuo processo de desenvolvimento do cinema. Mas esta \u00e9 uma escolha muito dif\u00edcil. A participa\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria das mulheres no cinema t\u00eam um car\u00e1ter m\u00faltiplo, com contribui\u00e7\u00f5es em diversos aspectos. Como escolher entre Olga Preobrazhenskaya, Lois Weber, Germaine Dulac, Hattie McDaniel, Cl\u00e9o de Verberana, Agn\u00e8s Varda, Chantal Akerman, Lucrecia Martel, Lynne Ramsey e dezenas de tantas outras? Em determinado momento cheguei a pensar que era uma tarefa imposs\u00edvel. De repente, me lembrei de um document\u00e1rio que havia sido exibido no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Festival do Rio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em 2018, e que n\u00e3o tive a oportunidade de assistir na \u00e9poca, mas cujo arquivo encontrava-se adormecido no meu HD desde ent\u00e3o. O document\u00e1rio em quest\u00e3o chama-se <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Alice Guy-Blach\u00e9: a hist\u00f3ria n\u00e3o contada da primeira cineasta do mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Be natural: the untold story of Alice Guy-Blach\u00e9<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">), da diretora norte-americana Pamela B. Green. Assistir a esse document\u00e1rio teve o efeito de uma verdadeira revela\u00e7\u00e3o. Minha primeira rea\u00e7\u00e3o foi de puro constrangimento. Sou um cin\u00e9filo de carteirinha desde a minha adolesc\u00eancia, j\u00e1 li v\u00e1rios livros sobre a hist\u00f3ria do cinema e confesso que n\u00e3o conhecia nada do trabalho de Alice Guy-Blach\u00e9. As primeiras sequ\u00eancias do filme ajudaram a diminuir um pouco o meu constrangimento, uma vez que a diretora apresenta um enorme painel com o depoimento de diversos cineastas e historiadores, tanto homens, quanto mulheres, que nunca tinham ouvido falar em Alice Guy-Blach\u00e9. A partir da\u00ed o document\u00e1rio assume um car\u00e1ter investigativo, com a diretora descobrindo, junto com o espectador, as diversas facetas que comp\u00f5em a interessant\u00edssima trajet\u00f3ria de Alice. Na medida em que o filme avan\u00e7a, torna-se cada vez mais surpreendente o sil\u00eancio que predominou em rela\u00e7\u00e3o ao seu trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 22 de mar\u00e7o de 1895 (nove meses antes da famosa sess\u00e3o no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Grand Caf\u00e9<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">), os irm\u00e3os Lumi\u00e8re fizeram a primeira exibi\u00e7\u00e3o do seu cinemat\u00f3grafo para um seleto grupo de pessoas na <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Soci\u00e9t\u00e9 D\u2019Encouragement Pour L\u2019Industrie Nationale<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em Paris. Alice, ent\u00e3o com 22 anos, estava entre os presentes. Ela trabalhava como secret\u00e1ria na empresa de Le\u00f3n Gaumont, a primeira companhia cinematogr\u00e1fica do mundo (ainda hoje em atividade). Fascinada pelo que tinha acabado de assistir, Alice pediu a Gaumont autoriza\u00e7\u00e3o para usar os equipamentos da companhia para filmar algumas cenas. Filha de um editor e livreiro, Alice sempre foi atra\u00edda por narrativas e chegou a pensar em se tornar atriz de teatro, hip\u00f3tese ferozmente recha\u00e7ada por seu pai. Com uma c\u00e2mera \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, Alice p\u00f4de, finalmente, dar vaz\u00e3o a sua paix\u00e3o por contar hist\u00f3rias. Em 1896, Alice dirige o seu primeiro filme, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">La F\u00e9e aux choux<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que, com pouco mais de um minuto, \u00e9 considerado a primeira fic\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do cinema (Alice refilmou essa cena em duas oportunidades, em 1900 e em 1902. Um arquivo com alguns fragmentos da vers\u00e3o de 1900 est\u00e1 dispon\u00edvel no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Youtube<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">). \u00c9 muito dif\u00edcil confirmar a precis\u00e3o dessa afirma\u00e7\u00e3o, mas caso n\u00e3o seja exatamente a primeira fic\u00e7\u00e3o do cinema, com toda certeza \u00e9 uma das primeir\u00edssimas. Na \u00e9poca, o cinema ainda era visto como uma curiosidade cient\u00edfica e a maioria esmagadora dos registros cinematogr\u00e1ficos se limitava a filmar cenas do cotidiano. S\u00f3 esse aspecto, de ter tido a iniciativa de contar historias a partir dos filmes, j\u00e1 bastaria para assegurar um lugar especial para Alice na hist\u00f3ria do cinema. Mas sua atua\u00e7\u00e3o foi muito al\u00e9m dessa perspectiva. Em pouco tempo Alice foi promovida ao cargo de chefe de produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas da Gaumont, se tornando a principal diretora e produtora da companhia, respons\u00e1vel por v\u00e1rios filmes de diversos g\u00eaneros e metragens.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1311302 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3.-Reparto-negro-Alice-Guy-Blache-5.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"675\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3.-Reparto-negro-Alice-Guy-Blache-5.jpg 1200w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3.-Reparto-negro-Alice-Guy-Blache-5-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3.-Reparto-negro-Alice-Guy-Blache-5-720x405.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3.-Reparto-negro-Alice-Guy-Blache-5-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3.-Reparto-negro-Alice-Guy-Blache-5-750x422.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1907, Alice casa-se com Herbert Blach\u00e9, tamb\u00e9m funcion\u00e1rio da Gaumont, acompanhando o marido quando ele \u00e9 transferido para Nova Iorque para assumir a fun\u00e7\u00e3o de gerente de produ\u00e7\u00e3o. Nos EUA, Alice funda seu pr\u00f3prio est\u00fadio, Solax, que viria a se tornar um dos mais importantes dos EUA no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.\u00a0 Em 1922, j\u00e1 separada de Blach\u00e9, Alice retorna \u00e0 Fran\u00e7a com os filhos e, a partir de ent\u00e3o, tem origem o inaceit\u00e1vel processo do seu apagamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Calcula-se que, entre 1896 e 1919, Alice tenha roteirizado, produzido e\/ou dirigido mais de 1000 filmes. Mais uma vez, apenas esse dado j\u00e1 seria o suficiente para que seu nome despontasse em qualquer estudo sobre o nascimento do cinema. Por\u00e9m, sua contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da arte cinematogr\u00e1fica extrapola em muito o car\u00e1ter apenas quantitativo. Alice traduzia seu interesse por aquela nova forma de narrativa em experimenta\u00e7\u00f5es de linguagem, contribuindo decisivamente para o avan\u00e7o do cinema. Ela foi, por exemplo, uma das primeiras a explorar o recurso do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">close-up<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> como forma de amplificar o efeito dram\u00e1tico, em seu filme <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Madame a des envies<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 1906. Alice testou, tamb\u00e9m, v\u00e1rias t\u00e9cnicas de utiliza\u00e7\u00e3o do som. Desde o chamado cinema mudo que o som esteve presente nos filmes, fosse atrav\u00e9s do recurso de colocar m\u00fasicos tocando ao vivo nas salas de exibi\u00e7\u00e3o, ou at\u00e9 mesmo na dublagem em tempo real, com atores declamando as falas, geralmente atr\u00e1s da tela. Alice usava o m\u00e9todo de sincronizar imagem e som durante o processo de filmagem. Ao mesmo tempo em que a c\u00e2mera captava as imagens, um fon\u00f3grafo (o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">cronofone<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, equipamento desenvolvido pela empresa Gaumont) registrava os sons e gravava em um disco de cera que, durante a exibi\u00e7\u00e3o do filme, era tocado de maneira sincronizada. Muitos filmes de Alice para a Gaumont utilizaram essa t\u00e9cnica, geralmente em encena\u00e7\u00f5es musicais. Poder\u00edamos ficar um bom tempo enumerando o vasto leque de experimentos levados a cabo por ela, tais como, a coloriza\u00e7\u00e3o manual dos filmes, a utiliza\u00e7\u00e3o de efeitos especiais na montagem, o recurso de alterar o sentido do filme, fazendo com que os personagens se movam de tr\u00e1s para frente (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Avenue de l\u2019Op\u00e9ra<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 1900), sem contar o arrojo em temas sociais, tendo dirigido o primeiro filme com um elenco composto integralmente por atores negros (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A Fool and his money<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 1912), al\u00e9m da contumaz presen\u00e7a de motes feministas em seus filmes, como em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Les resultats du feminisme<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 1906; <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cupid and The Comet<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 1911; ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A House Divided<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 1913.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas o que mais acaba chamando a aten\u00e7\u00e3o na trajet\u00f3ria de Alice \u00e9 como um trabalho de tal magnitude p\u00f4de ter sido deletado da hist\u00f3ria do cinema. Ao longo do document\u00e1rio de Green algumas hip\u00f3teses s\u00e3o levantadas, entre elas a precariedade da manuten\u00e7\u00e3o dos rolos de filmes nos prim\u00f3rdios do cinema quando, al\u00e9m do pouco caso na preserva\u00e7\u00e3o dos filmes que deixavam de ter apelo comercial, somava-se a fragilidade do material, composto de nitrato de celulose, um elemento altamente inflam\u00e1vel, o que contribuiu para o desparecimento de v\u00e1rias de suas obras. Outra hip\u00f3tese foi a derrocada do seu est\u00fadio, que na primeira metade dos anos de 1910 teve graves problemas financeiros, geralmente atribu\u00eddos a dificuldade de transi\u00e7\u00e3o dos filmes de dois rolos para os de cinco, o que levou o est\u00fadio a fechar as portas antes de ter a oportunidade de aproveitar o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">boom<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> experimentado pelo cinema a partir da d\u00e9cada de 1920. Ou ainda, as reviravoltas da sua vida pessoal, com a tumultuada separa\u00e7\u00e3o de Blach\u00e9 e o retorno \u00e0 Fran\u00e7a. H\u00e1 at\u00e9 mesmo certos cr\u00edticos que batem na tecla de que, apesar de ter sido uma realizadora extremamente ativa, o conjunto de sua obra n\u00e3o possuiria um valor art\u00edstico digno de men\u00e7\u00e3o (o que, convenhamos, frente ao trabalho extremamente minucioso de Green, \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, question\u00e1vel). Talvez, a melhor explica\u00e7\u00e3o venha da pr\u00f3pria Alice. Em trechos recuperados de uma entrevista que ela concedeu em 1964, o que desponta \u00e9 o chauvinismo masculino da sociedade da virada do s\u00e9culo XIX para o XX, especialmente na Fran\u00e7a. Ao retornar \u00e0 Fran\u00e7a, 15 anos depois de ter se mudado para os EUA, Alice se deparou com o quase total desaparecimento de sua hist\u00f3ria. Nem mesmo os livros que contavam o desenvolvimento da empresa de Gaumont a citavam. V\u00e1rios de seus filmes haviam sido creditados ao seu assistente, da mesma forma que os feitos do seu est\u00fadio eram, primordialmente, outorgados ao seu ex-marido. A \u00eanfase que Alice d\u00e1 ao comportamento machista da sociedade francesa, que insistia em ignor\u00e1-la, em compara\u00e7\u00e3o com a sociedade norte-americana, por exemplo, \u00e9 corroborada pelo reconhecimento alcan\u00e7ado por Lois Weber, uma das primeiras diretoras norte-americanas, que tem um lugar de destaque quando o assunto \u00e9 a expans\u00e3o da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica nos EUA.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1311312 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/11.-Alice-Guy-Blache-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1062\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/11.-Alice-Guy-Blache-2.jpg 1062w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/11.-Alice-Guy-Blache-2-300x211.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/11.-Alice-Guy-Blache-2-720x506.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/11.-Alice-Guy-Blache-2-768x540.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1062px) 100vw, 1062px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alice retorna aos EUA em 1927, mas n\u00e3o consegue retomar a realiza\u00e7\u00e3o de filmes. De volta \u00e0 Europa, Alice passa mais de vinte anos tentando recuperar seus filmes, mas n\u00e3o obt\u00e9m grandes resultados. Da mesma forma, sua autobiografia n\u00e3o encontrou editores interessados. Em 1964, Alice regressa definitivamente aos EUA e vem a falecer em 1968, aos 94 anos de idade, no completo anonimato.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir de meados dos anos de 1970, mais precisamente oito anos ap\u00f3s a sua morte, sua hist\u00f3ria e seu legado come\u00e7am a ser resgatados com a publica\u00e7\u00e3o de sua autobiografia na Fran\u00e7a. Nos anos de 1980 o livro \u00e9 traduzido para o ingl\u00eas, o que aumenta o interesse pela sua hist\u00f3ria. Em 1995, a diretora canadense Marquise Lepage lan\u00e7a o document\u00e1rio de m\u00e9dia-metragem <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Le jardin oubli\u00e9: la vie et l\u2019oeuvre d\u2019Alice Guy-Blach\u00e9<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (tanto a vers\u00e3o em franc\u00eas, quanto a vers\u00e3o em ingl\u00eas &#8211; <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The lost garden: the life and cinema of Alice Guy-Blach\u00e9<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; est\u00e3o dispon\u00edveis no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Youtube<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">). Por\u00e9m, ser\u00e1 apenas no contexto do s\u00e9culo XXI, com o aprofundamento da discuss\u00e3o sobre g\u00eanero, em especial nas quest\u00f5es acerca do papel imposto \u00e0 mulher na sociedade moderna, que novos olhares s\u00e3o lan\u00e7ados sobre a produ\u00e7\u00e3o material e intelectual das mulheres em todas as \u00e1reas. E esse processo de revis\u00e3o da hist\u00f3ria \u00e9 que acaba criando as possibilidades para que o legado de Alice receba a aten\u00e7\u00e3o merecida. O document\u00e1rio de Green tem um importante papel nesse resgate, com um esfor\u00e7o investigativo invej\u00e1vel que recuperou diversos documentos e arquivos ao entrar em contato com diferentes pessoas que, de uma forma ou de outra, t\u00eam algum tipo de liga\u00e7\u00e3o com ela, ajudando a reunir os elementos de sua hist\u00f3ria (Green encontra e consegue recuperar uma entrevista de Simone, filha mais velha de Alice, concedida em 1985, registrada numa fita eletromagn\u00e9tica que se encontrava altamente deteriorada). Al\u00e9m disso, o document\u00e1rio tem o m\u00e9rito de exibir uma quantidade nunca vista de fragmentos dos seus filmes. Como resultado, todo esse empenho de Green contribuiu enormemente para a localiza\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de filmes de Alice que estavam desaparecidos. Para quem se interessa pela hist\u00f3ria do cinema e pela atua\u00e7\u00e3o das mulheres no audiovisual, esse document\u00e1rio \u00e9 um programa obrigat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se o fato de terem vencido a corrida tecnol\u00f3gica pela inven\u00e7\u00e3o do cinema credencia os irm\u00e3os Louis e Auguste Lumi\u00e8re como \u201cpais do cinema\u201d, a redescoberta de Alice Guy-Blach\u00e9 vem fechar o c\u00edrculo familiar. O cinema, desde ent\u00e3o, passa a ter uma matriarca.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; Por Clodoaldo Lino &nbsp; &nbsp; Quando me foi sugerido pela equipe do Pressenza de escrever um artigo sobre cineastas mulheres para a edi\u00e7\u00e3o especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, meu impulso inicial foi escolher uma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1820,"featured_media":1311292,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112],"tags":[75238,476,88138],"class_list":["post-1311291","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","tag-caderno-de-cultura","tag-cinema","tag-mulheres-no-cinema"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A matriarca do cinema<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CINEMA &nbsp; 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