{"id":1303746,"date":"2021-02-24T01:15:08","date_gmt":"2021-02-24T01:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1303746"},"modified":"2021-02-24T01:15:08","modified_gmt":"2021-02-24T01:15:08","slug":"a-arte-de-viver-sem-futuro-com-os-olhos-embacados-pelo-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/02\/a-arte-de-viver-sem-futuro-com-os-olhos-embacados-pelo-presente\/","title":{"rendered":"A arte de viver sem futuro com os olhos emba\u00e7ados pelo presente"},"content":{"rendered":"<p><em>Por<strong> Paulo Henrique Martins<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Que futuro \u00e9 este?<\/h4>\n<p>O futuro pensado pelo Ocidente sempre foi uma bolha de ilus\u00f5es escatol\u00f3gicas camuflada por discursos racionalistas que projetaram um mundo emancipado sobre as ru\u00ednas de culturas outras que n\u00e3o se enquadravam no imagin\u00e1rio euroc\u00eantrico. O futuro \u00e9 uma met\u00e1fora importante de nosso imagin\u00e1rio ocidental. Ele alimenta a promessa de uma sociedade de bem-estar material para todos(as) quando estava, na verdade, apenas manipulando o imagin\u00e1rio dos indiv\u00edduos para expandir a l\u00f3gica mercadol\u00f3gica. Como observamos, agora, com o agravamento da crise e com a perda de expectativas que nos \u00e9 revelada cruelmente pela epidemia, o futuro foi apenas uma narrativa criada pelo capitalismo para camuflar os mecanismos de domina\u00e7\u00e3o. Ou seja, na impossibilidade de se criar uma democracia ampliada no tempo presente o capitalismo prometeu um tempo futuro que \u00e9 apenas especulativo, emba\u00e7ando nossas possibilidades de olhar, sentir e viver o mundo do tempo presente.<\/p>\n<p>O debate sobre a natureza deste conceito ilus\u00f3rio \u00e9 antigo. O fil\u00f3sofo S\u00eaneca, contempor\u00e2neo de Jesus, afirmava que \u201cA expectativa \u00e9 o maior impedimento para viver: leva-nos para o amanh\u00e3 e faz com que se perca o presente\u201d. Nos tempos modernos, a bolha do futuro n\u00e3o se emancipou por acaso. Ela foi refor\u00e7ada com as conquistas coloniais e com o desenvolvimento do capitalismo. Na era moderna, o sonho do futuro gerou expectativas que nunca tiveram garantias fact\u00edveis mas que serviram para alimentar o fogo prometeico da expans\u00e3o do capitalismo e da coloniza\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria escondendo a natureza racista da ocidentaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sentimento epopeico inspirou a expans\u00e3o da modernidade como uma narrativa em linha reta e ascendente. A filosofia da hist\u00f3ria prometeu um mundo humano progressivamente melhor que seria articulado pelo desenvolvimento racional da economia industrial moderna. A promessa era de um futuro representado como realidade irrevers\u00edvel, garantida pelo desenvolvimento econ\u00f4mico e pela acumula\u00e7\u00e3o dos bens materiais e de consumo. Contudo no auge da sociedade do consumo testemunhamos a explos\u00e3o da pandemia nos revelando um futuro que se desconstr\u00f3i de modo inflex\u00edvel para espalhar as cinzas do progresso. Pelo menos fica uma li\u00e7\u00e3o: a vida n\u00e3o \u00e9 fake news e ela nos convida para pensar o tempo presente como uma arte tecida nas tramas produzidas pela cria\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria para fixar formas institucionais sempre imprecisas.<\/p>\n<h4>Quando se perdeu o futuro?<\/h4>\n<p>A bolha do futuro come\u00e7ou a se desintegrar com a segunda guerra mundial quando os usos das tecnologias de exterm\u00ednio nos campos de concentra\u00e7\u00e3o questionaram a rela\u00e7\u00e3o que se pensava org\u00e2nica entre racionalidade t\u00e9cnica e \u00e9tica e deram visibilidade a um pacto racial que estava embutido nas perspectivas de um pacto social ilus\u00f3rio pensado por autores como Rousseau, Locke e Kant. O campo de concentra\u00e7\u00e3o sempre fez parte do programa de expans\u00e3o do capitalismo colonial servindo para seviciar e humilhar popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o europeias em outros continentes desde o s\u00e9culo XVI. O horror que suscita seu surgimento na Alemanha \u00e9 que pela primeira vez o pacto racista que moveu as guerras contra outras culturas rompeu as barreiras do colonial para atingir o imp\u00e9rio no seu cora\u00e7\u00e3o, atingindo um grupo \u00e9tnico como o judeu, que tem contribui\u00e7\u00e3o determinante na organiza\u00e7\u00e3o da modernidade ocidental.<\/p>\n<p>O campo de concentra\u00e7\u00e3o como dispositivo disciplinar do regime totalit\u00e1rio desfez o contrato social proposto por Rousseau e outros contratualistas que imaginavam a natureza liberta do humano branco. Mas, de fato, tais campos de exterm\u00ednio apenas manifestam o contrato racista que segundo o fil\u00f3sofo jamaicano C. W. Mills no seu <em>Racial Contract<\/em>, de 1999, justificava o fato que os brancos tinha direito natural de explorar e submeter os n\u00e3o brancos.<\/p>\n<p>Naquele momento hist\u00f3rico, a cren\u00e7a na filosofia do progresso com um programa racional intrinsecamente \u00e9tico come\u00e7ou a desaparecer, o que foi observado por dois intelectuais brilhantes da Escola de Frankfurt, T. Adorno e M. Horkheimer, no cl\u00e1ssico livro <em>Dial\u00e9tica do esclarecimento<\/em>, de 1947. Na \u00e9poca, as tentativas de conter o germe do totalitarismo que \u00e9 a alma do neoliberalismo, se limitaram a pactos diplom\u00e1ticos que resultaram na cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os como a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e a manifestos humanistas bem intencionados como Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos redigida sobre os ausp\u00edcios da ONU em 1946, mas que, na pr\u00e1tica, nunca tiveram efeito simb\u00f3lico efetivo para motivar pol\u00edticas de paz.<\/p>\n<p>Mas a teoria cr\u00edtica teve dificuldades de avan\u00e7ar com uma den\u00fancia mais profunda do totalitarismo como um programa que desfazia o contrato social moderno para liberar as for\u00e7as do mercado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s injun\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e legais nacionais. A teoria cr\u00edtica presa ao julgamento moral da desumaniza\u00e7\u00e3o em curso n\u00e3o soube interpretar o deslocamento institucional que o capitalismo vinha conhecendo a partir da fratura ontol\u00f3gica entre contrato social e contrato racial com consequ\u00eancias nefastas para a utopia de uma sociedade igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica n\u00e3o soube fazer a leitura do evento tr\u00e1gico com uma muta\u00e7\u00e3o estrutural do modelo do capitalismo colonial e nacional vigente at\u00e9 a segunda guerra, por isso n\u00e3o pode desdobrar os achados te\u00f3ricos do economista polon\u00eas Karl Polanyi que escreveu em 1944 um livro emblem\u00e1tico intitulado <em>The great transformation<\/em>. Neste livro o autor explica que as transforma\u00e7\u00f5es do capitalismo estavam levando a uma esp\u00e9cie de autonomiza\u00e7\u00e3o do mercado, a um desencaixe, um desencastramento (disembeddedness) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade, contrariando uma tend\u00eancia hist\u00f3rica pela qual a economia sempre se manteve encaixada na sociedade e na cultura. Caso a descoberta do autor polon\u00eas tivesse sido levada um pouco mais a s\u00e9rio a cr\u00edtica te\u00f3rica teria observado que o desencaixe do mercado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade (nacional) significou igualmente o desencaixe de parte importante da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica, levando ao surgimento de um novo poder transnacional que passou a competir diretamente com os poderes dos estados nacionais.<\/p>\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o crescente da imagina\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica contribuiu para acelerar o tempo das inova\u00e7\u00f5es culturais pelo capitalismo globalizado, dando a impress\u00e3o de um salto para o futuro e enfraquecendo os usos da t\u00e9cnica para finalidades sociais e comunit\u00e1rias. O campo cient\u00edfico ficou claramente dividido entre a produ\u00e7\u00e3o propriamente acad\u00eamica largamente compromissada com os interesses p\u00fablicos e a produ\u00e7\u00e3o empresarial envolvida com os interesses privados. Os fundamentos morais do neoliberalismo se fundam nesta via totalit\u00e1ria que se expandiu fora do controle social e pol\u00edtico dos estados nacionais na segunda metade do s\u00e9culo XX. Infelizmente, a obra de Polanyi n\u00e3o foi devidamente considerada pela cr\u00edtica te\u00f3rica, o que foi um erro considerando a import\u00e2ncia deste deslizamento estrutural do mercado para a reprodu\u00e7\u00e3o social e seu impacto sobre as utopias liberat\u00f3rias e sobre as perspectivas democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O desencanto da modernidade como um processo fundado numa raz\u00e3o eticamente emancipadora delimitou o surgimento de um novo ciclo de moderniza\u00e7\u00e3o delimitando claramente a coexist\u00eancia de dos dispositivos globais de poder que v\u00e3o marcar os ritmos de desenvolvimento do capitalismo depois da segunda guerra mundial. Um deles, o poder dos estados nacionais que foi constru\u00eddo no per\u00edodo anterior e que continuou at\u00e9 hoje a funcionar como refer\u00eancia central de nosso imagin\u00e1rio econ\u00f4mico, cultural e pol\u00edtico apesar dos sonhos de globaliza\u00e7\u00e3o; o outro, o poder dos grandes oligop\u00f3lios internacionais impulsionados pelas ind\u00fastrias de armas, de energia, de medicamentos e de pesquisa a\u00e9rea que passou a se organizar como dispositivo desencaixado da sociedade, competindo e mesmo e mesmo subordinando o poder dos estados nacionais mais fragilizados.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com a emerg\u00eancia factual do neoliberalismo os dois dispositivos de poder passaram a se fundir com a submiss\u00e3o dos estados nacionais ao poder do capitalismo financeiro e especulativo global. O tempo do progresso hist\u00f3rico que sustentava a imagem otimista do futuro foi se desintegrando devido ao peso do consumismo imediato, gerando desilus\u00f5es e descren\u00e7as importantes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perspectivas do bem-estar e da democracia. Por outro lado, no plano da sociedade pol\u00edtica e civil as refer\u00eancias para organiza\u00e7\u00e3o do mundo se mantiveram centradas nas mem\u00f3rias nacionais, \u00e9tnicas e comunit\u00e1rias como um trem correndo pelos trilhos do destino ut\u00f3pico sem perceber o advento de movimentos entr\u00f3picos na curva n\u00e3o t\u00e3o distante.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a hist\u00f3ria das segunda metade do s\u00e9culo XX e das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI. Sob impulso das grandes empresas de mercado o desenvolvimento de novas tecnologias se acelerou gerando a expectativa de um mundo global uniformizado pelas tecnologias e pela intelig\u00eancia artificial, sem perspectivas de futuro e achatada por um presente que embara\u00e7a nossa capacidade de olhar e viver a experi\u00eancia humana real.<\/p>\n<h4>H\u00e1 uma luz no final do t\u00fanel?<\/h4>\n<p>Pouco a pouco, a modernidade como programa emancipat\u00f3rio foi perdendo sua aura libert\u00e1ria e o sonho do futuro foi encolhendo para nos obrigar a olhar de modo emba\u00e7ado para nosso presente abismal. O progresso hist\u00f3rico se tornou uma distopia, achatando o imagin\u00e1rio do futuro no tempo sombrio do presente. O achatamento do tempo no presente tr\u00e1gico vem se revelando intensamente pela desorganiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, pelo aumento do desemprego, da exclus\u00e3o e da desigualdade, pela diminui\u00e7\u00e3o de perspectivas de boa vida e pela amplia\u00e7\u00e3o de patologias morais e ps\u00edquicas. ]<\/p>\n<p>O importante a destacar \u00e9 que n\u00e3o estamos falando de uma fatalidade mas de um programa de desdobramento do capitalismo no tempo maqu\u00ednico de uma acumula\u00e7\u00e3o que se acelerou pela falta de freios que deveriam ter sido impostos pelas grandes pot\u00eancias mundiais. Assim, o desenvolvimento da t\u00e9cnica continuou a avan\u00e7ar acompanhando a autonomiza\u00e7\u00e3o do campo cientifico nas esferas das grandes empresas impulsionando o mercado global, indiferente ao aprendizado de Auschwitz, e criando as perspectivas de novas tecnologias de controle social. Neste contexto, a quest\u00e3o democr\u00e1tica aparece com novos desafios entre os quais o de repensar o contrato social a partir de pactos pol\u00edticos antirracistas e antipatriarcalistas.<\/p>\n<p>Todas estas muta\u00e7\u00f5es geram incertezas e mal-estar. Mas o sofrimento n\u00e3o tem apenas um lado negativo. Ele possui, tamb\u00e9m, uma face positiva quando serve como motivo para se repensar os sentidos do existir, do fazer juntos, do investimento nos afetos saud\u00e1veis e na vida comunit\u00e1ria aberta para acolher diferentes estilos e modos de viver. Isto nos ensina o budismo a centenas de anos. Felizmente, h\u00e1 rea\u00e7\u00f5es em curso reveladas pelas m\u00faltiplas redes de ativistas, militantes e movimentos sociais e pol\u00edticos que est\u00e3o buscando refazer o itiner\u00e1rio do humano neste contexto de exaust\u00e3o que tem origens no esgotamento do programa civilizat\u00f3rio movido pelo neoliberalismo e, agora, pela pandemia. Se para muitos a crise do sistema social era uma sombra que crescia no horizonte agora, com a pandemia, ela \u00e9 um furac\u00e3o que adentra nossos lares, nossas vidas e nossos sentidos existenciais.<\/p>\n<p>Enfim, neste horizonte tr\u00e1gico da modernidade a vida n\u00e3o se limita a meros lamentos, nos oferecendo li\u00e7\u00f5es importantes para uma vida mais solid\u00e1ria e plena de sentidos. \u00c9 pr\u00f3prio da natureza humana reagir, usando sua imagina\u00e7\u00e3o criativa, sua indigna\u00e7\u00e3o moral, sua solidariedade humana para sair da sonol\u00eancia cultural e restabelecer conex\u00f5es de vida e de liberta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 novos argumentos morais nos horizontes do presente revelados pelas lutas de mulheres e de homens que buscam recriar redes de solidariedade nacionais e transnacionais de modo a se recriar os fundamentos de um novo modo de vida ecologicamente e moralmente mais saud\u00e1veis. Entre estas mobiliza\u00e7\u00f5es coletivas vale lembrar o Movimento Convivialista internacional, que prop\u00f5e novas solidariedades entre homens e natureza, lidando com a produ\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas territorialidades entre o presencial e o virtual no mundo real.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>* Professor da UFPE e ex-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Latino Americana de Sociologia (Alas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo Henrique Martins &nbsp; Que futuro \u00e9 este? 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