{"id":1301893,"date":"2021-02-21T03:01:37","date_gmt":"2021-02-21T03:01:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1301893"},"modified":"2021-02-20T23:52:05","modified_gmt":"2021-02-20T23:52:05","slug":"leon-e-a-revoluc%cc%a7o%cc%83es-perdidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/02\/leon-e-a-revoluc%cc%a7o%cc%83es-perdidas\/","title":{"rendered":"Le\u0301on e a revoluc\u0327o\u0303es perdidas"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Marco Dacosta<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Aqui estava eu em Nova York, cidade da prosa e da fantasia, do automatismo capitalista, suas ruas um triunfo do cubismo, sua filosofia moral, a do d\u00f3lar. Nova York me impressionou tremendamente porque, mais do que qualquer outra cidade do mundo, \u00e9 a express\u00e3o mais completa de nossa era moderna&#8221;<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leon Trotsky, 1916<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ponte do Brooklyn permite uma ampla vis\u00e3o da parte central da cidade.\u00a0 \u00c0s vezes caminho,\u00a0 olho para tr\u00e1s e os pr\u00e9dios parecem aumentar. Alguns est\u00e3o l\u00e1 desde que as torres e cabos que sustentam meus p\u00e9s foram constru\u00eddos e as chamin\u00e9s das f\u00e1bricas pintavam o c\u00e9u de cinza. Acredito que seja nesse lugar o maior ponto de conex\u00e3o com o passado. \u00c9 a minha m\u00e1quina do tempo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma vez uma professora de hist\u00f3ria me disse que a pintura, ao contr\u00e1rio da fotografia, era a perfeita m\u00e1quina do tempo. Ao deslizar levemente seu dedo pela tinta seca de uma tela voc\u00ea est\u00e1 tocando no mesmo material que o pintor tocou, muitas vezes no s\u00e9culo passado. Tocar na ponte, pisar no ch\u00e3o de madeira, nos tijolos antigos \u00e9 como me transportar para o passado.\u00a0 Todos os artistas, escritores, ativistas, poetas e autores que eu admiro passaram por aqui. N\u00e3o importa se eram russos, alem\u00e3es, franceses &#8211; todos tiveram alguma escala nesta cidade e por isso passaram por aqui, s\u00edmbolo e marco da metr\u00f3pole nos dois \u00faltimos s\u00e9culos do mil\u00eanio. \u00c9 um lugar de deixar a imagina\u00e7\u00e3o me levar at\u00e9 eles.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cada vez que venho,\u00a0 me encontro por um tempo com algum deles. Fico imaginando o que pensavam do futuro, da humanidade ao ver os barcos que cruzam o v\u00e3o central, sentido o vento forte que corta o rosto e beija os cabos de a\u00e7o que suspendem as toneladas de tijolos e madeira. A brisa vem e desliza no meu rosto e por minutos estou ao lado deles.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao meu lado parou um homem alto, de cavanhaque. Ele me acompanha com o olhar. Parece que veio de uma festa a fantasia, tem um terno cinza, sapatos negros, cal\u00e7as combinando e um chap\u00e9u na m\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cidade de prosa e fantasia. Disse-me olhando para os arranha c\u00e9us &#8211; \u00a0 Ah me desculpe&#8230;Leon \u2026 muito prazer ! Turista?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o.\u00a0 Eu vivo aqui.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Me afastei para v\u00ea-lo por inteiro, olhei para os lados. Quase me belisquei. N\u00e3o poderia estar ali conversando com Leon Trotsky, o grande articulador da Revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique &#8211; A insurrei\u00e7\u00e3o de Outubro na R\u00fassia que mudaria o destino da humanidade.\u00a0 Ou poderia?\u00a0 Seria a Brooklyn Bridge um parque suspenso de almas que j\u00e1 viveram por aqui ? Me deixei levar pela fantasia. Temos sotaques semelhantes &#8211; j\u00e1 me disseram em Brighton Beach, Nova Odessa. O portugu\u00eas soa como russo no ingl\u00eas. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Yiddish era predominante no East Side. Qual era o ano?\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"1916\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Antes da Revolu\u00e7\u00e3o Trotsky parou nessa ponte e olhou para o infinito. Seu \u00fanico trabalho era ser revolucion\u00e1rio e estava vivendo no Bronx, na \u00e9poca como hoje, periferia, lugar de pobres, negros e trabalhadores das f\u00e1bricas da cidade.\u00a0 Eram cinco milh\u00f5es de almas. Milhares que\u00a0 chegavam diariamente, em busca de uma nova vida.\u00a0 \u00a0 Nova Iorque era um caldeir\u00e3o \u00e9tnico do novo mundo. Era o cora\u00e7\u00e3o planet\u00e1rio da capital porque a Europa estava em convuls\u00e3o e crise.\u00a0 Atra\u00eddos pelas f\u00e1bricas degradantes e desumana na Union Square, anarquistas se rebelaram contra os magnatas, incendiaram as ruas com discursos inflamados, bombas explodiram. Leon estava acompanhando tudo de perto, se espremendo em manifesta\u00e7\u00f5es. Posso sentir o cheiro das explos\u00f5es a querosene que empesteiam as passeatas.\u00a0 O grito das mulheres, ainda oprimidas e sem voto. Os c\u00e2nticos italianos da lavoura, as can\u00e7\u00f5es irlandesas de guerra e paz. O cheiro da p\u00f3lvora ap\u00f3s a explos\u00e3o.\u00a0 Corpos caindo, po\u00e7as de sangue.\u00a0 Vermelho como a bandeira que Leon carrega nas m\u00e3os.\u00a0\u00a0<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trotsky est\u00e1 do meu lado, imaginando o futuro.\u00a0 Pensativo. O que eu tenho a oferecer ao passado ?\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu respiro o passado.\u00a0 Ah Leon. posso te chamar assim?\u00a0 Camarada. Sou filho de ferrovi\u00e1rio do terceiro mundo &#8211; um outro planeta fome e exclus\u00e3o criados pelas chamin\u00e9s que sujam o ar freneticamente. O Brasil, de onde venho \u00e9 o para\u00edso e o caos. Posso te chamar assim? N\u00e3o \u00e9 falta &#8211; \u00e9 excesso de respeito.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Le\u00f3n parece distante. O M\u00e9xico foi sua \u00faltima morada. Ele sabe que n\u00f3s latinos somos movidos a paix\u00f5es e comida apimentada. Fomos catequizados para a servid\u00e3o. Como j\u00e1 cantou Caetano:\u00a0 &#8220;Ser\u00e1 que nunca faremos sen\u00e3o confirmar, a incompet\u00eancia da Am\u00e9rica cat\u00f3lica. Que sempre precisar\u00e1 de rid\u00edculos tiranos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser\u00e1, ser\u00e1, que ser\u00e1?&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu n\u00e3o paro de tentar contar a Leon que tudo parece que foi em v\u00e3o. Que as revolu\u00e7\u00f5es fracassaram. Que o novo mil\u00eanio chegou e as corpora\u00e7\u00f5es substitu\u00edram o Estado. Somos hoje uma Mad Max governada por executivos jovens da Amazon. Sim, a empresa que tem nome de floresta dizimada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Calma. Olha como o ar est\u00e1 limpo, tudo azul. Me disse. Pelo menos voc\u00eas limparam o ar. Eu posso ver ao longe. \u00c9 a Est\u00e1tua da Liberdade?\u00a0 Ela sobreviveu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leon tem os olhos bem vividos, bochechas rosadas. Como era a vida naquela confus\u00e3o de l\u00ednguas e costumes ?\u00a0 Modernidade, chamamos o encontro de tudo com todos, camadas que v\u00e3o se acumulando. Uma revolu\u00e7\u00e3o que se perde dentro da outra e por a\u00ed vai, como um espiral de trag\u00e9dias e derrotas dos que nada possuem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leon, na hist\u00f3ria,\u00a0 voltou para a R\u00fassia depois de alguns meses por aqui. Antes do hip hop, saiu do Bronx para liderar uma revolu\u00e7\u00e3o. Espere. Voc\u00ea \u00e9 mesmo Leon Trotsky?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu ? Claro que n\u00e3o. Sou ator. Te convenci ?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leon passeava na ponte antes da pe\u00e7a teatral no Brooklyn. Parou ao meu lado para fumar.\u00a0 Em segundos imaginei que fosse Trotsky e j\u00e1 imaginei que ficar\u00edamos amigos.\u00a0 Que eu o seguiria para a revolu\u00e7\u00e3o, que chegar\u00edamos ao poder, que ser\u00edamos expulsos do poder e que vagar\u00edamos por uma rua da cidade do M\u00e9xico.\u00a0 E Nova Iorque seria para sempre a lembran\u00e7a de onde a esperan\u00e7a da mudan\u00e7a do mundo come\u00e7ou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E gritar\u00edamos ao mundo &#8211; como est\u00e1 na base da senhora liberdade: \u201cVenham a mim as massas exaustas, pobres e confusas ansiando por respirar liberdade. Venham a mim os desabrigados&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o temos medo da tempestade Leon. N\u00f3s somos a tempestade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; &nbsp; Por Marco Dacosta &nbsp; &nbsp; &#8220;Aqui estava eu em Nova York, cidade da prosa e da fantasia, do automatismo capitalista, suas ruas um triunfo do cubismo, sua filosofia moral, a do d\u00f3lar. 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