{"id":1292316,"date":"2021-02-06T16:00:23","date_gmt":"2021-02-06T16:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1292316"},"modified":"2021-02-06T16:00:23","modified_gmt":"2021-02-06T16:00:23","slug":"olivia-wenzel-e-o-racismo-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/02\/olivia-wenzel-e-o-racismo-na-alemanha\/","title":{"rendered":"Ol\u00edvia Wenzel e o racismo na Alemanha"},"content":{"rendered":"<p><strong>A historia de uma mulher negra na Alemanha Oriental, que representa o reflexo de uma sociedade majoritariamente branca\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>John-Henrysmo \u00e9 uma sindrome que pode afetar as pessoas que est\u00e3o expostas a experi\u00eancias repetidas de discrimina\u00e7\u00e3o e ao estresse f\u00edsico e psicol\u00f3gico vinculado. Para pessoas negras, racismo \u00e9 uma companhia di\u00e1ria:\u00e9 sempre se sentir exposto ou ser constantemente encarado, prestar aten\u00e7\u00e3o quantos n\u00e3o-brancos est\u00e3o ao redor, medo constante de ser v\u00edtima de viol\u00eancia e estar sempre elaborando as alternativas para evit\u00e1-las, isso para citar uns poucos exemplos. Para muitas pessoas \u00e9 uma quest\u00e3o que as sobrecarrega e as leva \u00e0 exaust\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo meu caso, \u00e9 mais prov\u00e1vel que eu seja espancada por tr\u00eas nazistas em um passeio pelos lagos em Branderburgo, do que ser v\u00edtima de um ataque terrorista isl\u00e2mico em plena Nova Iorque ou em Berlim, no metr\u00f4 ou em algum um restaurante\u201d (Pag. 85). Mesmo sendo essencial, racismo n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico tema do romance de estreia de Olivia Wenzel, ele trata de uma teia de muitas camadas de uma hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n<p><strong>Luta pela vida<\/strong><\/p>\n<p>A protagonista \u2013 nos meados de seus 30 anos \u2013 lan\u00e7a um olhar sobre o seu passado e suas condi\u00e7\u00f5es de vida. Ao mesmo tempo, ela tenta trabalhar as muitas feridas que se abateram sobre ela. Como filha de uma jovem punk da antiga Alemanha Oriental e de um pai negro, que regressou a Angola logo ap\u00f3s seu nascimento, ela cresce sendo cuidada principalmente pela sua av\u00f3, uma senhora orgulhosa por ser membro do partido socialista unificado alem\u00e3o (SED).<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o desenvolve sua forma textual como um jogo, em diversos n\u00edveis temporais, na linguagem e nos lugares, uma estrutura de vida descrita como uma colagem. Uma constante altern\u00e2ncia de di\u00e1logos, descri\u00e7\u00e3o de cenas e uma estrutura predominante de entrevista, na qual uma pessoa imagin\u00e1ria conduz a entrevista com a protagonista. Algumas vezes os questionamentos s\u00e3o como um interrogat\u00f3rio, outras como uma terapia, as vezes como uma conversa casual ou como uma conversa consigo mesma.<\/p>\n<p>Somado \u00e0s experiencias com racismo, o tema gira em torno do transtorno de ansiedade da protagonista, a perda do seu irm\u00e3o g\u00eameo que se suicidou ainda jovem, problemas de relacionamento em geral, e a rela\u00e7\u00e3o com sua m\u00e3e que raramente est\u00e1 presente, a quem sempre teve pouco acesso.<\/p>\n<p>A protagonista lutou muito ao longo da vida. De in\u00edcio, ela procurou evitar cair em mais um grupo vulner\u00e1vel, negando para si mesma que ela tinha atra\u00e7\u00e3o por outras mulheres. Ela se esfor\u00e7a para ter auto confian\u00e7a e, ao mesmo tempo, n\u00e3o buscava ser nada especial, apenas queria ser tratada como uma pessoa qualquer. \u201cEu sei apenas que houve feridas, o tempo todo. Na dignidade, no orgulho e no corpo.\u201c(pag. 184). Mas a protagonista persiste, o tempo todo analisa as assimetrias de poder e opress\u00f5es que a rodeiam.<\/p>\n<p><strong>Ser negro em lugares distintos<\/strong><\/p>\n<p>Vidas negras se diferenciam conforme os lugares de onde se analisa. \u201cNos Estados Unidos sou mais negra que na Alemanha\u201d(pag. 19). L\u00e1 a protagonista vivencia uma comunidade negra onde tem a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento em curto espa\u00e7o de tempo. Logo de in\u00edcio, ela se sente aceita e menos marginalizada, diferentemente de como se sente na Alemanha. No entanto, depois ela perde a ilus\u00e3o e se d\u00e1 conta que nunca poderia realmente ser parte daquela comunidade uma vez que ela n\u00e3o compartilha o espa\u00e7o de experi\u00eancia hist\u00f3rico do lugar, a necessidade de resistir a s\u00e9culos de escravid\u00e3o e a persist\u00eancia de, ainda assim, sobreviver.<\/p>\n<p>Durante umas f\u00e9rias que passou na Pol\u00f4nia, ela \u00e9 confundida com uma refugiada depois de se confrontar com um grupo de nazistas. Em Marrocos, ela usa o nome do pai angolano, uma vez que l\u00e1 o nome do seu pai tem mais valor. Ela vivencia o racismo ao longo de toda sua vida e em todas as partes. Ela vive na Alemanha \u2013 e seu passaporte alem\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio que lhe abre oportunidades. Mas ainda reflete: \u201cSeu pa\u00eds de origem \u00e9 seguro? \u2013 Sob quais crt\u00e9rios?\u201d (pag. 17).<\/p>\n<p>\u201cEu tive mais privil\u00e9gios que qualquer pessoa na minha fam\u00edlia jamais teve, e ainda assim estou na merda. Eu vou ser odiada por mais pessoas do que minha av\u00f3 poderia imaginar. Com essa argumenta\u00e7\u00e3o, no dia das elei\u00e7\u00f5es nacionais eu tentei por 20 minutos dissuadi-la a votar em um partido de direita.\u201d(pag. 47)<\/p>\n<p>A viol\u00eancia em potencial \u00e9 um tema que persiste: \u201cVoc\u00ea tem melhor no\u00e7\u00e3o de quando a viol\u00eancia tende a emergir do que as outras pessoas\u201d. (pag. 287)<\/p>\n<p><strong>Mercado da Literatura na Alemanha: Branco e Masculino<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Olivia Wenzel, seu livro n\u00e3o \u00e9 voltado prioritariamente a pessoas negras, ela o v\u00ea como um invent\u00e1rio de situa\u00e7\u00f5es. A autora mostra para a sociedade de maioria branca coisas que ela dificilmente era capaz de perceber. Isso a leva a ingressar na cena liter\u00e1ria que, na Alemanha, \u00e9 branca, masculina e academicista.<\/p>\n<p>Enquanto as mudan\u00e7as estruturais lentamente v\u00eam acontecendo na cena teatral das grandes cidades, onde Wenzel se sente em casa, no mercado liter\u00e1rio Alem\u00e3o quase n\u00e3o h\u00e1 autores negros. Jackie Thomae e Sharon Dodua Otoo est\u00e3o entre as poucas exce\u00e7\u00f5es de autores negros de sucesso<\/p>\n<p>Olivia Wenzel alcan\u00e7ou amplo reconhecimento com seu trabalho de estreia. Para jovens negros \u2013 que frequentemente v\u00eam de situa\u00e7\u00f5es de pobreza \u2013 empregos na \u00e1rea da cultura n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o atraente. A quest\u00e3o de quem realmente acredita que pode escrever, exercer a profiss\u00e3o e atingir as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais \u00e9 tamb\u00e9m importante. A reputa\u00e7\u00e3o como autor(a) \u00e9 geralmente irrelevante e pouco desejada para c\u00edrculos socio-econ\u00f4micos convencionais. Obviamente, o mercado liter\u00e1rio tamb\u00e9m cria um efeito de exclusividade por meio de suas estruturas formais e informais: quem decide sobre o que se escreve? Quem tem os recursos para isso?<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o apenas um caso isolado e infeliz<\/strong><\/p>\n<p>O livro de Olivia Wenzel foi inclu\u00eddo na lista do Pr\u00eamio Alem\u00e3o do Livro. Ele entrela\u00e7a v\u00e1rios t\u00f3picos em uma colagem comovente e \u00e9 convincente com muitas passagens fortes. A viol\u00eancia policial n\u00e3o aparece no livro, o momento da publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se relacionou diretamente aos protestos ao redor do mundo contra a viol\u00eancia e o racismo estrutural da pol\u00edcia. Ainda assim tem grande relev\u00e2ncia, pois mostra as viol\u00eancias intr\u00edncecas que as pessoas n\u00e3o brancas est\u00e3o expostas e o que isso causa a elas. E esse racismo \u00e9 potencialmente fatal \u2013 e n\u00e3o apenas desde a morte de George Floyd.<\/p>\n<p>Livros como esse tamb\u00e9m s\u00e3o importantes, pois propiciam o encontro entre as pessoas afetadas, mostrando que n\u00e3o s\u00e3o de forma alguma casos individuais lament\u00e1veis ou casos extremos chocantes. E quando o sistema \u00e9 questionado e finalmente se percebe que esses casos est\u00e3o se repitindo, girando em c\u00edrculos, a resposta \u00e9 curta e grossa: \u201cO problema n\u00e3o \u00e9 que as coisas que eu conto se repentem \u2013 POR\u00c9M \u2013 que essas coisas se repitam, o tempo todo, e que nunca parem.\u201d (pag. 270)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tobias Kraus<br \/>\n<a href=\"https:\/\/kritisch-lesen.de\/rezension\/aufwachsen-im-rassismus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">kritisch-lesen.de<\/a><\/p>\n<p>Olivia Wenzel: 1000 Serpentinen Angst. S. Fischer Verlag, Frankfurt am Main 2020. 352 Seiten, ca. 24.00 SFr. ISBN 978-3-10-397406-5<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Traduzido por Ricardo Paris \/ Revisado por Jos\u00e9 Luiz Corr\u00eaa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A historia de uma mulher negra na Alemanha Oriental, que representa o reflexo de uma sociedade majoritariamente branca\u00a0 John-Henrysmo \u00e9 uma sindrome que pode afetar as pessoas que est\u00e3o expostas a experi\u00eancias repetidas de discrimina\u00e7\u00e3o e ao estresse f\u00edsico 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