{"id":1282290,"date":"2021-01-20T21:19:46","date_gmt":"2021-01-20T21:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1282290"},"modified":"2021-01-20T21:19:46","modified_gmt":"2021-01-20T21:19:46","slug":"genilda-maria-a-representividade-brasileira-no-cinema-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/01\/genilda-maria-a-representividade-brasileira-no-cinema-do-mundo\/","title":{"rendered":"GENILDA MARIA &#8211; A representividade brasileira no cinema do mundo"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">NOTA PRETA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Mauro Viana<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atriz e professora de teatro, a Dra. Genilda Maria, entre ensaios e aulas, recebeu o jornalista Mauro Viana da coluna NOTA PRETA. Na entrevista ela faz uma leitura da contemporaneidade, na perspectiva da artista de teatro, cinema e TV.<\/p>\n<p><em>PERFIL:<\/em><\/p>\n<p>GENILDA MARIA SOUZA E SILVA , 61 anos , nascida em Bel\u00e9m do Par\u00e1 , \u00e9 atriz brasileira e professora universit\u00e1ria de Teatro. Concluiu Doutorado em Letras pela UFRJ 2003, e Mestrado em Teatro pela UNIRIO em 1998. Possui Bacharelado em Teorias do Teatro e Licenciatura Plena em Artes C\u00eanicas . Experi\u00eancia em doc\u00eancia acad\u00eamica na Faculdade de Teatro Cal, Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 reg\u00eancia de disciplinas e orienta\u00e7\u00e3o aos discentes de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Teatro .<\/p>\n<p>A carreira de atriz foi desenvolvida atrav\u00e9s de estudos da performance e da express\u00e3o corporal , especializou-se ainda em espet\u00e1culos feitos para espa\u00e7os abertos com t\u00e9cnicas inovadoras de bonecos e m\u00e1scaras gigantes.<br \/>\nEspecializou-se em pequenas participa\u00e7\u00f5es em diversos produtos de teledramaturgia e no cinema de longa metragem participou de importantes t\u00edtulos , dos quais em ordem crescente est\u00e3o \u00cdNDIA A FILHA DO SOL, de F\u00e1bio Barreto 1981, AT PLAY IN THE FIELDS OF THE LORD\u201d Hector Babenco 1995, ALEM\u00c3O de Jos\u00e9 Eduardo Belmonte 2017.<\/p>\n<p>Sua ideologia sempre foi sens\u00edvel aos movimentos sociais e influenciada pelas leituras de Brecht e Plinio Marcos, Dostoi\u00e9vski Maxim Gorky Lima Barreto e os filmes italianos e russos &#8230; desenvolveu uma sensibilidade ao sofrimento dessas pessoas oprimidas pela injusti\u00e7a e ao mesmo tempo um rep\u00fadio aos poderosos, aos racistas e neo fascistas. Acredita que novas gera\u00e7\u00f5es podem pela arte e resist\u00eancia mudar o destino das pessoas que sofrem.<br \/>\nAo longo de sua trajet\u00f3ria manteve um certo ceticismo ante as cren\u00e7as, talvez por sofrimentos e injusti\u00e7as sofridas na inf\u00e2ncia desenvolveu uma coura\u00e7a impenetr\u00e1vel ante \u00e0 dimens\u00e3o espiritual da vida. Com a maturidade o que era ceticismo tornou-se um distanciamento de toda e qualquer cren\u00e7a. Alguns acontecimentos em torno de sua sa\u00fade fizeram com que se dedicasse ao catolicismo ortodoxo que tamb\u00e9m foi abandonado ap\u00f3s tr\u00eas anos de pr\u00e1tica mas a salva\u00e7\u00e3o de alguns problemas e os inesperados benef\u00edcios que por vezes ocorrem em sua vida s\u00e3o atribu\u00eddos a interven\u00e7\u00e3o divina. Mas n\u00e3o \u00e9 o que se pode chamar de praticante. Desenvolve a caridade e o amor ao pr\u00f3ximo em a\u00e7\u00f5es efetivas junto aos alunos ou mesmo aos desconhecidos com o que sabe fazer melhor: <strong>ensinar<\/strong>.<\/p>\n<p>A vida dos grandes centros urbanos, o anonimato das grandes cidades \u00e9 seu ambiente preferido, cinemas, exposi\u00e7\u00f5es de arte, espet\u00e1culos de teatro e m\u00fasica. Um refinamento art\u00edstico e o aprofundamento de sua percep\u00e7\u00e3o da arte da natureza e da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es interpessoais desde a inf\u00e2ncia foram marcadas por uma sensa\u00e7\u00e3o de inferioridade o que determinou uma certa rabugice e um semblante duro. Entretanto quando est\u00e1 trabalhando, seja como atriz ou professora, revela sua docilidade e altru\u00edsmo.<\/p>\n<p>A morte est\u00e1 presente em sua express\u00e3o e mesmo em sua experi\u00eancia art\u00edstica como um dado inevit\u00e1vel, a presen\u00e7a da morte desde a inf\u00e2ncia ap\u00f3s a morte prematura de sua m\u00e3e intensificou sua dramaticidade como um substrato significativo em sua atua\u00e7\u00e3o. A morte nunca ser\u00e1 algo que n\u00e3o tema , n\u00e3o chega a se confortar com a prometida ressurrei\u00e7\u00e3o mas acredita que a morte est\u00e1 sempre ao seu lado como um dado que n\u00e3o podemos neglicenciar e como um enigma tentamos sempre decifrar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1282378 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/nota-preta-720x403.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/nota-preta-720x403.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/nota-preta-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/nota-preta-768x430.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/nota-preta-1536x860.jpg 1536w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/nota-preta.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><em>Acabei de escrever um roteiro cujo t\u00edtulo provis\u00f3rio \u00e9 NA PANDEMIA INCOER\u00caNCIA\u00a0\u00c9 M\u00c9TODO, como congelar esta crise sanit\u00e1ria em pe\u00e7a de teatro?<\/em><\/p>\n<p>Na Idade Media quando a peste grassava em toda a Europa e as atividades teatrais desapareceram quase por completo houve sim um hiato uma quase morte do fen\u00f4meno c\u00eanico . Sempre dependente da experi\u00eancia humana n\u00e3o se podia conceber ante ao sofrimento. Entretanto as trevas da peste fizeram o teatro renascer em todo o seu esplendor no Renascimento e no Barroco. A com\u00e9dia ainda que t\u00edmida ao encargo dos buf\u00f5es e histri\u00f5es de feira levavam alento aos sobreviventes e n\u00e3o deixaram que o teatro morresse.<\/p>\n<p>Em momento de grande dor da humanidade como o que vivemos algo que pudesse falar aos tantos cora\u00e7\u00f5es sofridos parece precisar ganhar um sentido t\u00e3o grandioso como a magnitude maligna do v\u00edrus, a experi\u00eancia c\u00eanica n\u00e3o pode prescindir da proximidade e do contato humano. Parece haver uma linha t\u00eanue agora entre os g\u00eaneros: o drama enamora-se do cine, a m\u00fasica corresponde ao verso, o desenho a dan\u00e7a &#8230; talvez algo que fosse tal um r\u00e9quiem e que por gestos, esbo\u00e7os, versos e movimento &#8230; expressasse o Marco zero onde pud\u00e9ssemos renascer. N\u00e3o um teatro para o consumo, ou para fins unicamente est\u00e9ticos, mas uma forma de registro, nas t\u00e1buas, nas telas, nas pautas, nas p\u00e1ginas que representem, tal como as pinturas rupestres de Lescaux para toda a humanidade, que houve uma era que tivemos for\u00e7osamente retornar \u00e0 sanidade do uno e n\u00e3o do um, que a integra\u00e7\u00e3o entre terra e gomam esteve apartada, que tudo perder\u00e1 o sentido, mas que na correspond\u00eancia sem\u00e2ntica de todos os recursos art\u00edsticos, ouviu-se um brado un\u00edssono que nos religasse.<\/p>\n<p><em>Estamos no ano de 2030 mas o programa da pe\u00e7a aponta para 2020. Como voc\u00ea aborda a conjuntura brasileira daquele per\u00edodo de coronav\u00edrus combinado com a emerg\u00eancia da extrema-direita?<\/em><\/p>\n<p>As gentes brasileiras que j\u00e1 tanto tempo sangram e se calam. Lotam becos e vielas deixadas \u00e0 pr\u00f3pria sorte. Morreram muitos an\u00f4nimos e morrem ainda. Como podem ainda cantar e sorrir? Porque meu povo tem essa natureza pac\u00edfica e resignada? N\u00e3o por falta de her\u00f3is e bravura .., posto que basta um \u00fanico dia dessas e desses brasileiros para que conhe\u00e7amos sua incr\u00edvel for\u00e7a de sobreviv\u00eancia, por seu valor moral, por sua performance art\u00edstica, ou seu tino inato pra driblar as vicissitudes.<\/p>\n<p>O que necessitam &#8230; \u00e9 aquilo que h\u00e1, mas n\u00e3o lhe d\u00e3o. N\u00e3o lhe damos, n\u00f3s professores, nem m\u00e9dicos, nem policiais, nem pol\u00edticos, nem ju\u00edzes e bispos. Da\u00ed \u00e9 que nada sa\u00edra mesmo. Eles ter\u00e3o que forjar a liberdade com suas pr\u00f3prias m\u00e3os e palavras. Acredito num levante de uma gera\u00e7\u00e3o que fatigados do \u00f3dio e assumindo suas alteridades n\u00e3o como bandeiras mas como ferramentas de engenho art\u00edstico, cient\u00edfico em todos os campos do conhecimento e da experi\u00eancia humana, sonho com a liberta\u00e7\u00e3o e a prosperidade econ\u00f4mica aos sujeitos silenciados do passado e do presente, que ocupem todos os espa\u00e7os do campo intelectual e art\u00edstico dominado por uma fala hegem\u00f4nica e totalizante.<\/p>\n<p><em>Como seria a mesma hist\u00f3ria no cinema?<\/em><\/p>\n<p>O magn\u00edfico poder da imagem em sua inexor\u00e1vel e clara mensagem \u00e9 o suporte mais eficiente para que as contradi\u00e7\u00f5es e as evid\u00eancias do flagelo sejam exibidas \u00e0 posteridade. A emerg\u00eancia do momento os descasos com a vida humana praticados de forma despudorada e cruel registradas ganhar\u00e3o for\u00e7a e contund\u00eancia para a consci\u00eancia das massas. As contradi\u00e7\u00f5es entre a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica de consumo imediato in\u00f3cuo tem que conviver com produtos independentes ou mesmo em plataformas digitais que divulgam conte\u00fados interessantes ao nicho de p\u00fablico esquecido, ao lado do hip hop, do rap , do funk o cinema representa vozes silenciadas e forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o engajada na sociedade contempor\u00e2nea, sobretudo brasileira.<\/p>\n<p><em>E na televis\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>A TV brasileira foi respons\u00e1vel por muito tempo pela forma\u00e7\u00e3o das mentalidades brasileiras. Atrav\u00e9s de seus produtos foi difundido muitas vezes conte\u00fados depreciativos, ofensivos \u00e0s mulheres, Aos nordestinos, aos gays, aos negros, orientais, idosos. O resultado foi a cria\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o pouco criativa e eivara de preconceitos. Hoje o pr\u00f3prio ve\u00edculo absorve as mudan\u00e7as sempre ricas e leg\u00edtimas na linguagem e nos h\u00e1bitos e comportamentos ditados pelos jovens de comunidades, que criam seu pr\u00f3prio dialeto, sua est\u00e9tica no vestir no dan\u00e7ar &#8230; Mas sem d\u00favida n\u00e3o se pode deixar de reconhecer seu poder de encantamento e alcance em todos os lares brasileiros, para o bem e para o mal. No momento presente o jornalismo global apostou na den\u00fancia do descaso das autoridades ante ao avan\u00e7o da pandemia, mas \u00e9 vis\u00edvel os motivos pol\u00edticos que subjazem \u00e0s reportagens melodram\u00e1ticas. Jornalismo sem Isen\u00e7\u00e3o e pouco opinativo , informa mas n\u00e3o analisa em Profundidade o fato. Na fic\u00e7\u00e3o excetuando alguns bons exemplos sobra efici\u00eancia t\u00e9cnica e interpretativa mas Menos contundente com determinados temas, autores censurados previamente devido aos milion\u00e1rios contratos com os patrocinadores.<\/p>\n<p><em>A televis\u00e3o ainda \u00e9 a melhor empregadora para atrizes e atores de teatro?<\/em><\/p>\n<p>Imposs\u00edvel negar o alcance da tv aberta na carreira de um ator. Um tipo de consagra\u00e7\u00e3o que a fam\u00edlia almeja, os amigos etc e at\u00e9 o jovem artista rec\u00e9m formado s\u00f3 se sente ator verdadeiramente quando ostenta o crach\u00e1 da emissora ou posta no Instagram sua presen\u00e7a dentro dos est\u00fadios. Interessante entretanto que a gera\u00e7\u00e3o que vejo entrar no mercado hoje aposta em produ\u00e7\u00f5es caseiras e experimentos pr\u00f3prios. A pr\u00f3pria emissora passou por um empobrecimento e a diminui\u00e7\u00e3o de cachets e contratos jogou um balde de \u00e1gua fria nos que pensavam nesse mundo de sonhos que n\u00e3o existe mais.<\/p>\n<p>Mercado se diversifica com produtos para as tvs pagas, investidas em cursos e forma\u00e7\u00f5es para o mercado cinematogr\u00e1fico e mesmo o de musicais para os que tem voca\u00e7\u00e3o pra o canto e dan\u00e7a. Ganham o teatro e o cinema e os artistas se conscientizam sua h\u00e1 vida e trabalho extra muros do Projac. Termina que quando se dedicam ao teatro e estudam acabam sendo vistos pelos pesquisadores de elenco. Mas confirmo que como atriz adoro a felicidade de participar de algum produto, adoro a adrenalina entre o nervosismo e a tranquilidade de achar o tempo certo para a emo\u00e7\u00e3o que a cena pede.<\/p>\n<p><em>O advento da internet e seus incont\u00e1veis usos mexeu com a forma\u00e7\u00e3o de atores e atrizes profissionais?\u00a0Quais s\u00e3o as escolas cl\u00e1ssicas do teatro universal?<\/em><\/p>\n<p>Predomina de forma ineg\u00e1veis a escola naturalista quase como uma totalidade. Parece ser como uma experi\u00eancia que encanta a plateia a ilus\u00e3o de realidade promovida por bons atores que dominam a t\u00e9cnica difundida por Stanislavsky. Est\u00e9tica entretanto que parece ter esgotado suas possibilidades na teledramaturgia transformaram a performance naturalista num hiper-realismo onde \u00e9 proibido representar . Onde o menos \u00e9 mais . Quase que te pro\u00edbem interpretar: coibindo exageros aproximamo-nos da verdade. Parece entretanto que o p\u00fablico acostumou-se \u00e0 essa est\u00e9tica comportada e uniforme e por vezes alguns atores expressam uma naturalidade veross\u00edmil at\u00e9 , mas oca , que n\u00e3o tem a subjetividade do artista. N\u00e3o me refiro a uma subjetividade envaidecida dos gal\u00e3s e divas a subjetividade da personagem, o seu campo, o seu p\u00e1thos tr\u00e1gico.<\/p>\n<p>A beleza do naturalismo ao meu ver ocorre quando o ator vislumbra a ess\u00eancia humana que h\u00e1 em cada personagem, a sua verdade, o que h\u00e1 nele de verdade humana, demasiada humana. Seja um vil\u00e3o ou her\u00f3i, o caracter, ou a persona pode ser representa\u00e7\u00e3o fiel da vilania, da crueldade, da premedita\u00e7\u00e3o ou nos her\u00f3is sua capacidade de doa\u00e7\u00e3o, da caridade e de sua lealdade. A aventura naturalista forja um simulacro da vida e convida o espectador ao testemunho e veredicto sobre o enredo e destino das personagens, dos seus conflitos e paix\u00f5es.<\/p>\n<p>Totalmente diversa da experi\u00eancia do teatro do distanciamento inventado por Brecht : cabe aqui ao int\u00e9rprete do teatro \u00e9pico tarefa que n\u00e3o se reduz \u00e0 mimese fiel da personagem em seus conflitos internos. A personagem \u00e9 quase uma alegoria e seu sofrimento e seu destino est\u00e3o atados ao tecido social onde est\u00e3o inseridos. No drama \u00e9pico temos menos progress\u00e3o dram\u00e1tica e eventos c\u00eanicos, movimentam a a\u00e7\u00e3o atores que atuam em forma c\u00f3rica, como vozes que juntas ampliam uma eficiente narrativa dram\u00e1tica, rica e enf\u00e1tica, que por diversas vezes interrompem a a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica antes dela se tornar ilus\u00e3o melodram\u00e1tica que afasta o p\u00fablico da reflex\u00e3o, para dar lugar aos contundentes can\u00e7\u00f5es do parceiro musical Kurt Weill, coment\u00e1rios em versos ilustram e enfatizam conte\u00fados que devem ser sublinhados.<\/p>\n<p>Tal est\u00e9tica que emana dos movimentos do campo social e pol\u00edtico me parecem estar mais de acordo com os nossos tempos. A complexidade da cena atual entretanto aponta para a intensifica\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do ato c\u00eanico, ou na sua santifica\u00e7\u00e3o, investimento no sagrado primevo do fen\u00f4meno e a purifica\u00e7\u00e3o que a experi\u00eancia ancestral do drama oferece \u00e0 plateia. Cada vez mais acredito que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel perder de vista o conceito primordial e sagrado no ato de fazer e de assistir um espet\u00e1culo.<\/p>\n<p><em>Voc\u00ea assiste a teatralidade do cotidiano?<\/em><\/p>\n<p>Observo o crescimento da no\u00e7\u00e3o do mundo como representa\u00e7\u00e3o , semelhante fen\u00f4meno j\u00e1 t\u00e3o decantado aumenta minha percep\u00e7\u00e3o sobre a recep\u00e7\u00e3o, sobre o p\u00fablico. Diz muito sobre a vontade de sair do anonimato de ganhar pertencimento e atrair admiradores. N\u00e3o vai a\u00ed nenhuma cr\u00edtica sobre essa imers\u00e3o cotidiana na auto promo\u00e7\u00e3o de uma persona que investe o indiv\u00edduo como uma indument\u00e1ria para sua atua\u00e7\u00e3o no cotidiano.<\/p>\n<p>Fato mais antropol\u00f3gico com vieses psicol\u00f3gicos que nem me aventuro a interpretar. Observo a galeria de tipos que s\u00e3o criadas, criaturas ficcionais destinadas ao espet\u00e1culo vic\u00e1rio. Prato cheio para atores atentos esbo\u00e7arem personagens da contemporaneidade. Por outro lado gosto da democratiza\u00e7\u00e3o do gesto mim\u00e9tico ancestral de interpretar o que refor\u00e7a a necessidade ontol\u00f3gica do fen\u00f4meno, tanto pela expecta\u00e7\u00e3o, como pelo ator.<br \/>\nVejo que ainda h\u00e1 tra\u00e7os de teatralidade cotidianas e mesmo coletivas que ainda n\u00e3o foram suficientemente exercidas e valorizadas, como o carnaval e as escolas. Os folguedos e bailes de sub\u00farbio, a est\u00e9tica dos bailes charme\u00a0 que exibem uma teatralidade pr\u00f3pria , os blocos de Clovis. As folias de Reis ricas em conte\u00fados culturais, as festas juninas de Campina Grande, Tambor\u00e9 de Crioula, o Jongo de Madureira, os rituais de umbanda e candombl\u00e9. Essas manifesta\u00e7\u00f5es reunidas as vezes por uma categoria que ao meu ver reduz sua import\u00e2ncia s\u00e3o esquecidas e desvalorizadas mas fazem parte da fei\u00e7\u00e3o do povo brasileiro e a teatralidade n\u00e3o est\u00e1 nos livros ou nos textos escritos ela \u00e9 o fen\u00f4meno per si. Ela \u00e9 corp\u00f3rea e viva.<br \/>\nAlguns autores e grupos teatrais sabem aproveita essas informa\u00e7\u00f5es preciosas. Como o fizeram Shakespeare, lope de Vega e Suasuna, Patativa &#8230;<\/p>\n<p><em>Se o Brasil fosse um grande teatro, como\u00a0 seria a programa\u00e7\u00e3o de quinta a domingo?<\/em><\/p>\n<p>Seria imprescind\u00edvel a com\u00e9dia e a s\u00e1tira e mesmo a farsa, m\u00fasica e melodrama tamb\u00e9m parecem ser ao gosto do p\u00fablico, lasc\u00edvia e belas mulheres, muita m\u00fasica, negros e negras em min\u00fasculos biquinis de paet\u00ea e bateria de escolas de samba &#8230; brincadeira isso seria para agradar o p\u00fablico bem macho alfa &#8230;<br \/>\na poesia, slam, performances e pe\u00e7as de autores que promovesse a emancipa\u00e7\u00e3o feminina, diversidade \u00e9tnica, representatividade LGBTQ+, a\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica e diretrizes para a educa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Na medida em que as rela\u00e7\u00f5es sociais est\u00e3o cada vez mais pr\u00f3ximas da virtualidade da fic\u00e7\u00e3o, qual ser\u00e1 a fun\u00e7\u00e3o da arte, em 100 anos? <\/em><\/p>\n<p>Imagino que tornar-se-\u00e1 uma experi\u00eancia espiritual de ascese e evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Como subverter telas em palcos?<\/em><\/p>\n<p>Acho que \u00e9 o momento prop\u00edcio de fus\u00e3o das po\u00e9ticas , as artes est\u00e1ticas como a pintura nos ensinam as marca\u00e7\u00f5es c\u00eanicas e a ilumina\u00e7\u00e3o &#8230; precisam ser revisitadas e seriam bem-vindas experi\u00eancias e interven\u00e7\u00f5es em cl\u00e1ssicos como Guernica de Picasso e esculturas e instala\u00e7\u00f5es inspiram espa\u00e7os onde caberiam situa\u00e7\u00f5es c\u00eanicas interessantes . Tamb\u00e9m s\u00e3o promissoras as performances que resultam em produ\u00e7\u00e3o de telas carregadas de significado.<\/p>\n<p><em>Fale, comente sobre o que voc\u00ea quiser.<\/em><\/p>\n<p>Acredito que ressignificar a arte, emancipar vozes opressas, apoiar-nos mutuamente como artistas e irm\u00e3os, eleger l\u00edderes que reforcem nossos valores e padr\u00f5es art\u00edsticos e filos\u00f3ficos, significara um passo decisivo pra emancipa\u00e7\u00e3o e liberdade ser\u00e1 dado pelos jovens brasileiros, que viveram em 2020 e que ele sobreviveram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOTA PRETA &nbsp; &nbsp; Por Mauro Viana &nbsp; &nbsp; Atriz e professora de teatro, a Dra. Genilda Maria, entre ensaios e aulas, recebeu o jornalista Mauro Viana da coluna NOTA PRETA. 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