{"id":1275738,"date":"2021-01-11T01:53:59","date_gmt":"2021-01-11T01:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1275738"},"modified":"2021-01-11T01:53:59","modified_gmt":"2021-01-11T01:53:59","slug":"como-explodir-oleodutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/01\/como-explodir-oleodutos\/","title":{"rendered":"Como Explodir Oleodutos"},"content":{"rendered":"<p>A c\u00e9lebre reflex\u00e3o de Walter Benjamin definiu o progresso como a tentativa da humanidade de \u201cativar o freio de emerg\u00eancia\u201d na locomotiva da hist\u00f3ria. Suas palavras, escritas em meio \u00e0 turbul\u00eancia da Segunda Guerra Mundial, se mant\u00eam atuais em tempos de crise clim\u00e1tica e da descontrolada degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>O novo livro de Andreas Malm apresenta resultados expressivos pela luta em prol da justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A locomotiva da hist\u00f3ria parece ter acelerado mais do que nunca, aproximando-se rapidamente de uma grande variedade de limita\u00e7\u00f5es do planeta. Como podemos acionar esse freio?<\/p>\n<p>O oportuno livro de Andreas Malm, provocadoramente titulado, <a href=\"https:\/\/www.versobooks.com\/books\/3665-how-to-blow-up-a-pipeline\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>How to Blow Up a Pipeline<\/em><\/a> (tradu\u00e7\u00e3o nossa: <em>Como explodir um oleoduto<\/em>?), tem despertado um debate muito importante sobre a melhor estrat\u00e9gia de parar a &#8216;m\u00e1quina&#8217;. Malm \u00e9 professor de ecologia pol\u00edtica na Universidade de Lund\u00a0(Su\u00e9cia)\u00a0e \u00e9 conhecido como o autor dos t\u00edtulos: <a href=\"https:\/\/www.versobooks.com\/books\/2002-fossil-capital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Fossil Capital<\/em><\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.versobooks.com\/books\/3140-the-progress-of-this-storm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>The Progress of this Storm<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p><strong>Petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n<p>Em seu ensaio, Malm conduz a narrativa em seu tom habitual: l\u00facido e ardente, criticando com fervor aqueles que acreditam que o tempo j\u00e1 se esgotou e que a melhor op\u00e7\u00e3o para a humanidade \u00e9 simplesmente come\u00e7ar a se preparar para o apocalipse. Para Malm, esse fatalismo clim\u00e1tico, defendido por autores como Roy Scranton (\u201c<a href=\"https:\/\/opinionator.blogs.nytimes.com\/2013\/11\/10\/learning-how-to-die-in-the-anthropocene\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Learning to Die in the Antropocene<\/a><a href=\"https:\/\/opinionator.blogs.nytimes.com\/2013\/11\/10\/learning-how-to-die-in-the-anthropocene\/\">&#8220;: <\/a><a href=\"https:\/\/opinionator.blogs.nytimes.com\/2013\/11\/10\/learning-how-to-die-in-the-anthropocene\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Aprendendo a morrer no Antropoceno<\/em><\/a>), \u00e9 uma esp\u00e9cie de autopiedade privilegiada proporcionada ao primeiro mundo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, as grandes empresas n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis para atuarem de forma decisiva sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O interesse em manter a m\u00e1quina funcionando \u00e9 muito grande, mesmo \u00e0 custa de nossa exist\u00eancia. Como apresentado no livro, h\u00e1 pouco incentivo para eliminar os campos de petr\u00f3leo e outras formas de infraestrutura f\u00f3ssil (que s\u00e3o frequentemente associadas a grandes investimentos, em primeiro lugar), j\u00e1 que se trata de um sistema econ\u00f4mico que valoriza o lucro primeiro.<\/p>\n<p>Muitas grandes empresas de petr\u00f3leo (privadas e de propriedade estatal) planejam expandir significativamente suas capacidades de produ\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos, apesar do fato que a explora\u00e7\u00e3o de fontes de petr\u00f3leo existentes poderia <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1364-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">impulsionar o aquecimento global<\/a> e elevar as temperaturas a dois graus cent\u00edgrados no norte.<\/p>\n<p>A alternativa mais adequada encontra-se em um movimento p\u00fablico que obrigue os governos a atuarem de forma respons\u00e1vel, estabelecendo limites rigorosos aos excessos do capitalismo alimentado por combust\u00edveis f\u00f3sseis \u2014 o movimento por justi\u00e7a clim\u00e1tica. O ensaio esbo\u00e7a as tr\u00eas ondas pelas quais este jovem movimento j\u00e1 passou: desde o seu in\u00edcio nos anos 1990; passando pelas mobiliza\u00e7\u00f5es em torno da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2009, realizada em Copenhague; at\u00e9 as mais recentes greves e grandes manifesta\u00e7\u00f5es pelo clima, lideradas por movimentos como Fridays for Future (Sextas-feiras pelo Futuro) e Extinction Rebellion (Rebeli\u00e3o ou Extin\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Em muitos aspectos, essas sucessivas ondas de ativismo t\u00eam conseguido sensibilizar o p\u00fablico sobre o impacto catastr\u00f3fico das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Tamb\u00e9m, elas ajudaram a aumentar a <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/live\/2014\/sep\/21\/peoples-climate-march-live\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">press\u00e3o<\/a> sobre negociadores internacionais do clima, que acabaram por levar \u00e0 ado\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris em 2015, bem como sucessivos compromissos de governos regionais e nacionais.<\/p>\n<p><strong>Protesto<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, at\u00e9 mesmo as maiores manifesta\u00e7\u00f5es contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam tido um impacto pequeno nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa pelo mundo, que continuam sendo lan\u00e7ados. Em outras palavras, os passageiros da locomotiva da hist\u00f3ria est\u00e3o mais informados do que nunca e concordam que algo deve ser feito, no entanto, a m\u00e1quina continua a acelerar.<\/p>\n<p>Os movimentos em prol do clima n\u00e3o conseguem impedir totalmente o funcionamento do motor e seu trabalho di\u00e1rio de destruir o planeta para fins de lucro privado. Mesmo em dias de extensas greves pelo clima, os grandes poluidores ainda conduzem seus neg\u00f3cios t\u00f3xicos implac\u00e1veis.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel, ent\u00e3o, que o movimento por justi\u00e7a clim\u00e1tica intervenha na sala de m\u00e1quinas do capitalismo? Como um movimento popular poderia se tornar um \u201crisco de investimento\u201d s\u00e9rio o suficiente para impulsionar os grandes poluidores a tomar medidas dr\u00e1sticas? Certamente, isso exigiria a revis\u00e3o de algumas estrat\u00e9gicas fundamentais e de quest\u00f5es morais.<\/p>\n<p>O livro de Malm reconta a hist\u00f3ria tocante de duas trabalhadoras cat\u00f3licas, Jessica Reznicek e Ruby Montoya, que enfrentam pegar at\u00e9 110 anos de pris\u00e3o por queimarem pequenos buracos nos dutos da Dakota Access Pipeline, os quais impediram por muitos meses a constru\u00e7\u00e3o do projeto controverso.<\/p>\n<p>Jessica e Ruby, como muitos no movimento pelo clima, passaram anos em campanha contra o projeto perigoso e prematuro de oleoduto. Centenas de peti\u00e7\u00f5es, processos, protestos e at\u00e9 mesmo a grande resist\u00eancia da lideran\u00e7a ind\u00edgena em torno da reserva Standing Rock n\u00e3o tiveram resultado, sendo o projeto de oleoduto aprovado pelo presidente Donald Trump em 2017.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Diante de um projeto t\u00e3o destrutivo, a sabotagem foi a \u00fanica op\u00e7\u00e3o restante. Nenhuma vida foi prejudicada nas a\u00e7\u00f5es de Jessica Reznicek e Ruby Montoya, mas seus m\u00e9todos abandonaram qualquer compromisso com a ideia de que certos limites, como a santidade da propriedade, deveriam ser preservados de modo a manter o apoio popular.<\/p>\n<p>Malm chama essa posi\u00e7\u00e3o de \u201cestrat\u00e9gia da n\u00e3o-viol\u00eancia\u201d. Ele oferece em seu livro uma leitura detalhada da hist\u00f3ria dos movimentos sociais, revelando que Jessica e Ruby est\u00e3o longe de serem as \u00fanicas a cruzar os limites da n\u00e3o-viol\u00eancia na luta pela justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>De fato, a maioria dos movimentos sociais de mobiliza\u00e7\u00e3o de massa que atingiram significativas mudan\u00e7as ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos aumentaram o alcance ao adotarem estrat\u00e9gias mais radicais. Como mostra Malm, o fato certamente se aplica ao movimento sufragista na Gr\u00e3-Bretanha, ao movimento anti-apartheid na \u00c1frica do Sul ou ao movimento de direitos civis nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No caso, o livro \u00e9 interpretado como uma resposta concreta aos fundadores da Extinction Rebellion, que usaram justamente esses exemplos para defender a estrat\u00e9gia de pacifica\u00e7\u00e3o do movimento.\u00a0 Ao mesmo tempo, os leitores s\u00e3o advertidos de que abra\u00e7ar uma teoria de car\u00e1ter radical n\u00e3o significa aceitar o ativismo por si s\u00f3. O livro dispensa cr\u00edticas a not\u00f3rios grupos ambientais como: Frente de Liberta\u00e7\u00e3o da Terra (FLT) e Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Animal (FLA), que agiam isoladamente e n\u00e3o tinham fundamento suficiente em um movimento de massa.<\/p>\n<p>Como mostra o ensaio, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente para o atual movimento por justi\u00e7a clim\u00e1tica, que tem mostrado grande paci\u00eancia na defesa de sua causa e j\u00e1 trouxe milh\u00f5es de pessoas para a rua. Malm argumenta que a vanguarda da pr\u00f3xima revolu\u00e7\u00e3o por justi\u00e7a clim\u00e1tica pode ser encontrada em campos clim\u00e1ticos que canalizam o apoio p\u00fablico para experimenta\u00e7\u00e3o de formas mais radicais de a\u00e7\u00e3o, como a ocupa\u00e7\u00e3o anual das minas de carv\u00e3o pela coaliz\u00e3o <em>de <\/em><em>Ende <\/em><em>Gelaende<\/em>, na Alemanha.<\/p>\n<p><strong>Luta<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, no entanto, o livro apenas mostra brevemente que as lutas socioecol\u00f3gicas nos pa\u00edses em desenvolvimento e de terceiro mundo fortalecem um repert\u00f3rio sofisticado de estrat\u00e9gias radicais direcionadas \u00e0 infraestrutura dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Situadas no nexo do colonialismo, do capitalismo e da ecologia, essas lutas apontam para uma linhagem muito diferente de movimentos, do apartheid <a href=\"https:\/\/www.csmonitor.com\/1980\/0603\/060327.html\">da<\/a><a href=\"https:\/\/www.csmonitor.com\/1980\/0603\/060327.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> \u00c1frica do Sul<\/a> \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/features\/2017\/4\/26\/indias-maoist-rebels-an-explainer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reservas de carv\u00e3o<\/a> da \u00cdndia, do <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-14116590\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Egito<\/a> e do <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-africa-11467394\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Delta do Rio N\u00edger<\/a> na Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>Malm, certamente, n\u00e3o \u00e9 o primeiro autor a afirmar o fim das pol\u00edticas revolucion\u00e1rias nos pa\u00edses em desenvolvimento e de terceiro mundo. Mas eventos como o fechamento de bombas de petr\u00f3leo e de rodovias por agricultores indianos em <a href=\"https:\/\/www.nationalheraldindia.com\/india\/protests-against-farm-laws-take-anti-ambani-anti-adani-turn-in-punjab\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">protestos recentes, <\/a><a href=\"https:\/\/www.nationalheraldindia.com\/india\/protests-against-farm-laws-take-anti-ambani-anti-adani-turn-in-punjab\">ou<\/a> <a href=\"http:\/\/unistoten.camp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os<\/a> vigentes protestos em torno do <a href=\"https:\/\/ejatlas.org\/\">mundo<\/a><a href=\"https:\/\/ejatlas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> a favor dos direitos dos povos ind\u00edgenas sobre suas terras e contra os oleodutos, s\u00e3o importantes lembretes de que temos muito a aprender com hist\u00f3rias de luta pelo mundo<\/a>.<\/p>\n<p>Por fim, esse lembrete s\u00f3 confirma a principal provoca\u00e7\u00e3o do livro, a qual bem provavelmente nos assombrar\u00e1 na pr\u00f3xima d\u00e9cada: ap\u00f3s anos de negocia\u00e7\u00f5es inconclusivas, quando finalmente ser\u00e1 a hora de tomar a sala de m\u00e1quinas?<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Traduzido do ingl\u00eas por Rubia Gomes \/ Revisado por Luma Garcia Camargo<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong>Sobre o autor<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/theecologist.org\/profile\/elias-koenig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elias K\u00f6enig<\/a> \u00e9 estudante de filosofia da Universidade Livre de Berlim. Sua pesquisa se enquadra em filosofia ambiental n\u00e3o-ocidental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A c\u00e9lebre reflex\u00e3o de Walter Benjamin definiu o progresso como a tentativa da humanidade de \u201cativar o freio de emerg\u00eancia\u201d na locomotiva da hist\u00f3ria. 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