{"id":1275378,"date":"2021-01-10T04:00:26","date_gmt":"2021-01-10T04:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1275378"},"modified":"2021-01-10T04:00:26","modified_gmt":"2021-01-10T04:00:26","slug":"voce%cc%82-sabe-o-que-e-ter-um-amor-meu-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/01\/voce%cc%82-sabe-o-que-e-ter-um-amor-meu-senhor\/","title":{"rendered":"Voce\u0302 sabe o que e\u0301 ter um amor, meu senhor"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Por Marco Dacosta<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Nosso amor est\u00e1 firme, como concreto armado, como uma viga de a\u00e7o que desliza o trem por onde passo&#8221; \u00a0 &#8211; o trecho da carta de amor manuscrita em um folha datilografada, amarelada, foi uma das poucas heran\u00e7as do meu pai.\u00a0 Ap\u00f3s sua morte, abri sua gaveta e s\u00f3 tinham manuscritos, a maioria cartas de amor datadas entre 1958 e 1961, quando finalmente se casou com minha m\u00e3e. Foi um romance que come\u00e7ou e terminou sob a malha ferrovi\u00e1ria do sub\u00farbio do Rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi mais ou menos assim&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trem lentamente chegou \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de Sampaio. Era tarde de muito calor no Rio, 1958. As portas se abriram com muita dificuldade. Os trens eram amarelos, antigos e sem manuten\u00e7\u00e3o. As janelas eram de um material branco muito arranhado, fosco. As duas adolescentes morenas entraram sorrindo. Uma outra, mais velha, de cabelo bem claro e olhos amendoados, entrou por \u00faltimo, quase prendendo sua saia na borracha envelhecida que separava as portas. Sorriam da sua lentid\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No canto direito do vag\u00e3o, um jovem lia um jornal. Um grupo de oper\u00e1rios, sujos de tinta, uma senhora bem vestida, uma negra com touca na cabe\u00e7a. Foi uma viagem silenciosa at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o Central do Brasil. N\u00e3o era hora de movimento.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As adolescentes se entreolharam e riram. Uma, de apar\u00eancia muito feliz, mostrava um recorte de revista. Era uma edi\u00e7\u00e3o de noivas. A mais velha que as acompanhava, olhava com indiferen\u00e7a. O balan\u00e7ar do trem, o vento quente que entrava no vag\u00e3o, o vai e vem nos trilhos. Tudo caminhava para uma tarde normal de ver\u00e3o, monotonia. Na esta\u00e7\u00e3o seguinte entrou um jovem esbaforido, parecia correndo, apostando com um amigo que entraria primeiro. Usava um terno mal distribu\u00eddo &#8211; aqueles que chegam de doa\u00e7\u00e3o e que por falta de alfaiate se adapta ao corpo. Era alto, bem magro, tinha cabelos negros e olhos profundamente azuis. Quase imediatamente os olhares se cruzaram. As adolescentes cochichavam &#8211; que homem bonito, disse uma delas. A mais velha olhou com reprova\u00e7\u00e3o, como se sua tarefa fosse tomar conta das meninas. E era mesmo, tarefa designada pela av\u00f3, muito rigorosa. Estavam indo \u00e0 costureira, na Rua do Ouvidor, para tratar do vestido de casamento de uma delas. Iria se casar no fim do ano com um jovem formado no Col\u00e9gio Militar, na Tijuca. Todos da fam\u00edlia, muito orgulhosos &#8211; menos aquela mais velha, j\u00e1 \u201csolteirona\u201d encarregada de levar e tratar sempre do casamento dos outros.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas foi para a mais velha, a solteirona da fam\u00edlia que o jovem de olhos azuis olhou. Sorriu e comentou a seu amigo &#8211; que broto, n\u00e3o \u00e9 ? E o olhar n\u00e3o saiu do alvo. O trem balan\u00e7ava, o sol entrava pelas janelas dificultando a vis\u00e3o, poeira. Ela olhava sem tr\u00e9gua. Os dois sorriram. &#8211; vou l\u00e1 dar meu telefone &#8211; disse o rapaz ao amigo. Que telefone? Voc\u00ea n\u00e3o tem telefone naquele barraco em Hon\u00f3rio Gurgel ! &#8211; Eu sei, respondeu ainda de olhos vidrados. O telefone da reparti\u00e7\u00e3o&#8230;da reparti\u00e7\u00e3o !<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do outro lado do vag\u00e3o as meninas seguiam encantadas com as revistas, escolhendo os modelos, os cortes de tecido e as cores para o casamento. No canto, a jovem solteira da fam\u00edlia, sorrindo para seu pretendente. Ele se aproximou com um papel meio amassado, escrito a l\u00e1pis. Tinha varios no bolso para suas conquistas, mas nunca tinha feito isso no trem. Seu trajeto favorito era a Gafieira Estudantina, onde dan\u00e7ava at\u00e9 o amanhecer para cair de amor na Pra\u00e7a Tiradentes, cercado de meretrizes e b\u00eabados. &#8211; Essa \u00e9 mo\u00e7a de fam\u00edlia, vai com calma, alertou o amigo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a surpresa das meninas, a mais velha aceitou o bilhete, dobrou e colocou na bolsa. Tinha que tentar, afinal estava chegando aos trinta e todas suas irm\u00e3s e primas estavam casadas. As \u00faltimas, ali no vag\u00e3o, estavam a caminho do altar. Sa\u00edram as tr\u00eas sorrindo &#8211; os rapazes acenaram com o chap\u00e9u. Em uma tr\u00eamula chamada telef\u00f4nica, ela o convidou para uma festa de santo Ant\u00f4nio &#8211; na verdade, seu anivers\u00e1rio. Tinha bal\u00f5es, bandeirinhas coloridas, fogueiras.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se casariam nas festas juninas do ano seguinte em uma cerim\u00f4nia simples, para poucos convidados como permitia o or\u00e7amento do ent\u00e3o funcion\u00e1rio da ferrovia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi um casamento desastroso na maior parte, n\u00e3o deslizou suave como os trens, mas durou d\u00e9cadas at\u00e9 a morte dele nos anos 90. A lembran\u00e7a daquele encontro e das cartas de amor datilografadas, a hist\u00f3ria do encontro nos vag\u00f5es e plataformas ficaram na minha imagina\u00e7\u00e3o e moldaram o romantismo na minha inf\u00e2ncia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele chegou a ser apelidado de &#8220;Central&#8221; em refer\u00eancia ao pr\u00e9dio onde trabalhou por toda a vida e que por coincid\u00eancia do destino eu mesmo iria ter minha mesa e cadeira, inclusive no mesmo andar e tamb\u00e9m como servidor p\u00fablico.\u00a0 A ferrovia era pra ele mais do que o caminho at\u00e9 o trabalho, uma paix\u00e3o retratada nas fotos e postais de m\u00e1quinas incr\u00edveis a vapor e el\u00e9tricas que circulavam no mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ferrovia \u00e9 o pano de fundo da hist\u00f3ria deles &#8211; e tamb\u00e9m da minha.\u00a0 Nasci dessa rela\u00e7\u00e3o conturbada em um hospital na frente de uma esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, em uma noite de trovoadas em que os raios pareciam brincar de beijar os cabos de eletricidade, iluminando o quarto onde eu abri os olhos pela primeira vez. \u00a0 Passei minha inf\u00e2ncia viajando pela serra da Mantiqueira, cortando os vales e montanhas que ligavam a esta\u00e7\u00e3o Central do Brasil a Minas, para visitar meus av\u00f3s em Juiz de Fora.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com poucos meses de vida, diziam, eu gritava a noite toda provocando a revolta dos passageiros da Litorina, um velho trem italiano, recauchutado para a RFFS &#8211;\u00a0 mas confort\u00e1vel,\u00a0 que seguia trilhos, t\u00faneis e muitas curvas que separam as duas cidades, com uma parada em Petr\u00f3polis.\u00a0 Eu n\u00e3o me lembro bem, mas minha m\u00e3e garante que a \u00fanica que conseguia me fazer parar de chorar era minha bisav\u00f3 Virginia, uma &#8220;nonna&#8221; italiana de temperamento dif\u00edcil que se derretia quando me tinha em seus bra\u00e7os.\u00a0 N\u00e3o tenho lembran\u00e7as concretas dela, apenas vultos, mem\u00f3ria fragmentada de uma casa grande de ch\u00e3o de madeira que fazia ru\u00eddos quando and\u00e1vamos nos primeiros da inf\u00e2ncia.\u00a0 Lembro-me de entrar correndo com minhas botas ortop\u00e9dicas e de uma festa de anivers\u00e1rio em especial, quando sem que percebessem e numa cozinha dos fundos comi todo o confeito feito de estrelinhas que havia no bolo. Horas antes da festa lembro da confus\u00e3o para refazer o estrago. Afinal, como essa crian\u00e7a conseguiu subir numa mesa ?<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia dessa festa, meu tio Ricardo, um jovem de vinte e poucos anos, me segurou na cintura e me levantou. Ele tinha um arco e flecha na parede do quarto, fotos de viol\u00e3o e uma namorada de cabelos longos e negros, como uma \u00edndia. Foi a \u00faltima lembran\u00e7a dele, que morreria em um acidente de carro naquele mesmo ano de 1971.\u00a0 Novamente fragmentos, gritos e sussurros.\u00a0 Ficou a lembran\u00e7a apenas daquele bolo desfigurado, dos objetos hippies e do ch\u00e3o de madeira que estalava. Novamente o trem me levou embora e a cada volta eu estava mais alto, mais magro e mais indiferente a fam\u00edlia.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trem e as viagens eram como as balas que minha m\u00e3e e tias faziam na cozinha antes do Natal, balas de &#8220;puxa-puxa&#8221;, quentes e escorregando manteiga nas m\u00e3os, moldando e esticando, mudando a cada volta que fazia nas m\u00e3os enrugadas de minha av\u00f3.\u00a0 Assim como a bala, eu ia e voltava naquela estrada de ferro, estava meu corpo e crescia, sentia dores nas juntas, passava \u00e1lcool para atenuar as dores\u00a0 &#8220;Ele est\u00e1 virando um homenzinho&#8221; disse um m\u00e9dico ao ouvir meu pai relatar o sofrimento durante as noites quando minhas pernas pareciam reproduzir os movimentos do confeito das balas, estica..estica&#8230;e se transforma em outra coisa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cresci e de novo fui morar pr\u00f3ximo a uma esta\u00e7\u00e3o de trem, no sub\u00farbio do Rio, em Oswaldo Cruz, um bairro onde a vida girava em torno de sua esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria e era dividido pela linha do trem.\u00a0 Ou voc\u00ea morava aqui, ou &#8220;do lado de l\u00e1&#8221;.\u00a0 Meu trajeto at\u00e9 a escola, minhas visitas a amigos, tudo era mais r\u00e1pido e f\u00e1cil com o trem &#8211; especialmente no in\u00edcio dos anos 80, quando nos surpreendiam os chamados &#8220;trens japoneses&#8221;, met\u00e1licos e brilhantes, que come\u00e7aram a substituir os antigos trens azuis e vermelhos, sem portas e sem esperan\u00e7a. Foi tamb\u00e9m encharcado de perfume e com cal\u00e7a boca de sino que pegava o trem para o baile de charme e soul na adolesc\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Garotos de classe m\u00e9dia suburbanos sonham com carros e sabem as marcas de v\u00e1rios de mem\u00f3ria.\u00a0 Eu confesso que era tudo muito distante de mim. Minha \u00fanica experi\u00eancia com carro foi um velho landau que troquei por uma c\u00e2mera de super oito e que nunca saiu da cal\u00e7ada. Era um lugar para encontrar amigos, para ouvir m\u00fasica e fingir que dirigia.\u00a0 Virou um monumento a nossa monotonia e nem me lembro que fim levou, mas desapareceu de nossas cal\u00e7adas, assim como as brigas de rua, a festa junina e as rodas de samba.\u00a0 Tudo se foi em um piscar de olhos, e quase todos casados e com filhos, repetindo os rituais. Eu n\u00e3o fiz parte desse processo, peguei o trem e fui para todas as esta\u00e7\u00f5es de trem que meu pai sonhava e imaginava nos cart\u00f5es postais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lembrei dele quando pisei na esta\u00e7\u00e3o central em Berlim, na Gare Du Nord em Paris, na Victoria Station em Londres.\u00a0 A Grande Central Station em Nova Iorque tem os mesmos cheiros das plataformas, dos bancos de madeira e da graxa. Segui percorrendo estradas de ferro e de ar. As ferrovias n\u00e3o s\u00f3 carregam pessoas de um lugar para o outro.\u00a0 Elas s\u00e3o as art\u00e9rias de um pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu mesmo sou uma prova dessa m\u00e1gica que \u00e9 essa rede de trilhos.\u00a0 Me foi dito que sou filho de uma estrada de ferro,\u00a0 do ranger dos trilhos nas tardes quentes da estrada de ferro Central do Brasil.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Marco Dacosta &nbsp; &nbsp; &#8220;Nosso amor est\u00e1 firme, como concreto armado, como uma viga de a\u00e7o que desliza o trem por onde passo&#8221; \u00a0 &#8211; o trecho da carta de amor manuscrita em um folha datilografada,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1826,"featured_media":1275379,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[105,104,11390,112],"tags":[83178,75238,75338],"class_list":["post-1275378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-norte","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","tag-amor-pt-pt","tag-caderno-de-cultura","tag-cronica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Voce\u0302 sabe o que e\u0301 ter um amor, meu senhor<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CR\u00d4NICA &nbsp; 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