{"id":1271908,"date":"2021-01-03T03:23:20","date_gmt":"2021-01-03T03:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1271908"},"modified":"2021-01-04T14:23:51","modified_gmt":"2021-01-04T14:23:51","slug":"estatuas-e-bandeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2021\/01\/estatuas-e-bandeiras\/","title":{"rendered":"Esta\u0301tuas e bandeiras"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Por Marco Dacosta<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dona Aracy, minha professora de Hist\u00f3ria, na antiga oitava s\u00e9rie, sugeriu-me um trabalho sobre a Guerra de Secess\u00e3o. Era o primeiro t\u00f3pico da mat\u00e9ria sobre hist\u00f3ria norte-americana, que ela fazia quest\u00e3o de destacar, de forma incomum naqueles tempos, especialmente para a nossa idade. Foi com ela que descobri onde ficava o Sri Lanka e que na \u00cdndia tamb\u00e9m se falava portugu\u00eas.\u00a0 No final dos anos 70, a senhorinha professora de voz suave e olhar curioso dava aulas com um caderno de notas amarelado, com as marcas de tantos anos de magist\u00e9rio.\u00a0 Foi ela a primeira a ouvir minhas grava\u00e7\u00f5es dos programas da r\u00e1dio Moscou, cujas transmiss\u00f5es eram censuradas pelo regime militar e que eu levava escondidas em fitas cassetes para a escola. Seus olhos brilhavam quando percebia que seus alunos desafiavam as regras, mas sempre alertando &#8220;N\u00e3o fale pra ningu\u00e9m que voc\u00ea se interessa por isso &#8211; n\u00e3o podemos falar de pol\u00edtica.\u00a0 As aulas de Moral e C\u00edvica eram puramente pol\u00edticas, descrevendo as fun\u00e7\u00f5es de governo, mas n\u00e3o havia espa\u00e7o para cr\u00edtica, n\u00e3o nos estimulava a pensar.\u00a0 Era um manual de como ser cidad\u00e3o obediente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, mesmo sem nunca ter sa\u00eddo do Brasil, o mundo estaria cheio de conhecimento e contradi\u00e7\u00f5es que n\u00f3s precis\u00e1vamos experimentar. Dona Aracy n\u00e3o tinha carro e nem apartamento, vivia de aluguel, entre livros e mem\u00f3rias, mas era categ\u00f3rica em afirmar que o melhor da vida era ter experi\u00eancias de vida e n\u00e3o bens. Acreditava que a curiosidade pelo mundo nos faria explorar todas as culturas e formas de pensar.\u00a0 Eu tive muitos professores depois dela, que igualmente me inspiraram, mas nenhum como ela, nesse sentido de me despertar uma intensa curiosidade pelo mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, foi nela que pensei naquela tarde, quarenta anos depois,\u00a0 quando vi uma placa hist\u00f3rica em Charleston, na Carolina do Sul, onde eu vivia,\u00a0 que registrava aquele local como a instala\u00e7\u00e3o militar onde foi executado primeiro tiro da guerra que eu havia estudado na pequena escola, em Rocha Miranda, no Rio.\u00a0 De certa forma segui os conselhos de Dona Aracy\u00a0 por toda minha vida, me integrando a outras culturas, saindo do Brasil e perdido no mundo, coletando sons, cores e cheiros, como se ainda estivesse preparando trabalho escolar, com cola e tesoura, para grudar na cartolina e apresentar na escola.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse caminho por descobertas sensoriais, cortei os p\u00e2ntanos e as planta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o do sul dos Estados Unidos, ouvindo no ipod c\u00e2nticos e blues, enquanto o velho Greyhound, um \u00f4nibus &#8220;pau de arara&#8221;, circulava pelas longas estradas da Ge\u00f3rgia.\u00a0 Um dia, na pequena Delonegah, um vilarejo cheio de antiqu\u00e1rios,\u00a0 me transportei para as telas de &#8220;O vento levou&#8221;, filmado por ali, com mans\u00f5es e suas colunas gregas brancas, que hospedaram as elites brancas do s\u00e9culo dezenove e onde a escravid\u00e3o fez suas maldades mais cinematogr\u00e1ficas.\u00a0 As cicatrizes dos tempos de secess\u00e3o ficaram e as bandeiras confederadas ainda flutuam em algumas varandas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o muito longe de Dalonegah fica Stone Mountain e uma trilha dos \u00edndios Cherokees, O caminho fica a poucos metros da gigantesca pedra onde est\u00e3o gravadas as silhuetas de tr\u00eas homens a cavalo: s\u00e3o eles <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Robert E. Lee, Stonewall Jackson e Jefferson Davis &#8211; \u00edcones da conturbada e complexa guerra que at\u00e9 hoje assombra milh\u00f5es. Em junho de 2015 um jovem branco entrou em uma Igreja na Carolina do Sul e disparou contra v\u00e1rias pessoas, causando como\u00e7\u00e3o nacional e colocando fogo nos conflitos raciais. Descobriu-se depois que em seu quarto havia uma grande bandeira confederada, fato que aumentou ainda mais os movimentos que pedem a remo\u00e7\u00e3o de bandeiras e s\u00edmbolos supremacistas brancos, dos grupos derrotados na guerra que abalou o pa\u00eds entre <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">1861 a 1865.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nasci exatamente cem anos depois do conflito mais complexo da sociedade norte-americana. Quando ainda iniciava a andar no distante Rio de Janeiro,\u00a0 a Ge\u00f3rgia ardia em conflitos de rua e sob a lideran\u00e7a de Martin Luther King e sob as l\u00e1grimas e revoltas causadas pela morte de Malcolm X.\u00a0 Mais quatro d\u00e9cadas se passaram desde as conquistas de direitos civis e quebra da segrega\u00e7\u00e3o racial, e ainda vejo nos olhares e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e expl\u00edcitas de orgulho racial branco em muitas cidades que passei na Fl\u00f3rida, Ge\u00f3rgia e em South Carolina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caminhei na trilha dos Cherokees e a \u00fanica refer\u00eancia que me vinha em mente era a fantasia do Cacique de Ramos.\u00a0 Que ir\u00f4nico ter sido criado vestido de \u00edndio americano no carnaval carioca e descobrir-se nas terras onde os inspiradores da fantasia circulavam por centenas de anos. Todo o trajeto foi contemplando a impressionante montanha &#8211; e ouvir que h\u00e1 quem a deseje destru\u00edda porque o lugar atrai milhares de supremacistas em busca de identidade e for\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Meus sentimentos pelas andan\u00e7as no sul s\u00e3o mistos: de um lado me encanto com a generosidade, a hospitalidade e a comida. A mistura de Minas com a Bahia n\u00e3o me sai da cabe\u00e7a, mas ao mesmo tempo percebo que as feridas daquela guerra ainda est\u00e3o bem presentes e \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o nova e diferente para quem foi criado sem consci\u00eancia racial. Ciente da minha latinidade, de pele branca que engana ao olhar, tenho meu tr\u00e2nsito facilitado e consigo ouvir e perceber coisas que algu\u00e9m de pele negra n\u00e3o teria acesso. Alguns racistas parecem confidentes em compartilhar certos pensamentos quando o outro &#8220;parece&#8221; ligado a sua ancestralidade. No Brasil, meus privil\u00e9gios sempre me impediram de perceber certas coisas. Aqui \u00e9 um aprendizado di\u00e1rio como a quest\u00e3o racial molda o pa\u00eds, sua est\u00e9tica e at\u00e9 como as casas s\u00e3o feitas e onde as pessoas moram.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes do almo\u00e7o, no dia que caminhei pela primeira vez nos passos dos Cherokees,\u00a0 parei para descansar em um banco de pedra, na frente de uma casa vitoriana, cheia de \u00e1rvores e flores.\u00a0 Posicionei-me para fazer umas fotos e um homem se aproximou<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Linda n\u00e3o \u00e9 ?<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sim &#8211; respondi e segui fotografando.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Thomas, como se identificou, disse-me que seu pai sempre o trazia l\u00e1 quando ele era crian\u00e7a.\u00a0 Agora retornava pela primeira vez, j\u00e1 adulto, para trazer os filhos. J\u00e1 estava voltando para seu carro em dire\u00e7\u00e3o a Atlanta e se ofereceu para tirar uma foto minha &#8211; est\u00e1vamos naquele per\u00edodo hist\u00f3rico que futuramente se chamar\u00e1 &#8220;Pr\u00e9-selfie&#8221; &#8211; e quando pedimos a todos na rua o favor de tirar nossa fotografia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele fez a foto, me devolveu a c\u00e2mera.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois da revela\u00e7\u00e3o do filme, prestei aten\u00e7\u00e3o na placa logo \u00e0 direita, na outra parte do port\u00e3o. &#8220;Lugar de funda\u00e7\u00e3o da Ku Klux Klan&#8221;. S\u00f3 ent\u00e3o entendi o significado daquele lugar e porque Thomas estava por ali com seus filhos, ensinando a intoler\u00e2ncia que aprendeu com os pais.\u00a0 Provavelmente seus filhos tamb\u00e9m voltar\u00e3o a Stone Mountain e grupos ainda estar\u00e3o lutando para apagar da pedra a grande escultura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A minha foto foi destru\u00edda assim que percebi do que se tratava o lugar.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um gesto solit\u00e1rio, apaguei a mem\u00f3ria daquele momento, como derrubando uma est\u00e1tua de um general confederado, ou rasgando uma bandeira. Lembrei de uma tarde na Buxton Books, em Charleston, quando vendia livros\u00a0 e uma cliente comentava a retirada de bandeiras confederadas da cidade: &#8220;derrubar est\u00e1tuas \u00e9 tentar apagar a hist\u00f3ria\u00a0 &#8211; disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sem medo de perder a venda, retruquei &#8220;derrubar est\u00e1tuas tamb\u00e9m \u00e9 fazer hist\u00f3ria&#8221;.\u00a0 Ela sorriu sem gra\u00e7a, pagou e se foi.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dona Aracy &#8211; de onde estiver &#8211; vai me entender. N\u00e3o basta conhecer o mundo. \u00c9 necess\u00e1rio seguir estimulando a imagina\u00e7\u00e3o e a que as pessoas valorizem as experi\u00eancias de vida.\u00a0 \u00c9 preciso seguir derrubando preconceitos e certas est\u00e1tuas e ainda ter coragem para rasgar certas bandeiras. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Por Marco Dacosta &nbsp; &nbsp; Dona Aracy, minha professora de Hist\u00f3ria, na antiga oitava s\u00e9rie, sugeriu-me um trabalho sobre a Guerra de Secess\u00e3o. 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