{"id":1269717,"date":"2020-12-29T18:00:44","date_gmt":"2020-12-29T18:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1269717"},"modified":"2020-12-29T18:00:44","modified_gmt":"2020-12-29T18:00:44","slug":"judeus-da-argelia-entre-o-desencanto-e-a-nostalgia-duelo-entre-desenraizar-e-se-arrepender-eternamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/12\/judeus-da-argelia-entre-o-desencanto-e-a-nostalgia-duelo-entre-desenraizar-e-se-arrepender-eternamente\/","title":{"rendered":"Judeus da Arg\u00e9lia entre o desencanto e a nostalgia: duelo entre desenraizar e se arrepender eternamente"},"content":{"rendered":"<p><strong>O desejo pela volta de um passado e a agonia de viver em uma terra distante: dois sentimentos que n\u00e3o s\u00e3o considerados patol\u00f3gicos. A origem dos judeus argelinos \u00e9 muito antiga e pouco conhecida. A presen\u00e7a dos judeus em solo argelino e em todo o Norte da \u00c1frica remete ao per\u00edodo Romano (Maurit\u00e2nia Cesariense). <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As terras berberes acolheram crist\u00e3os e judeus desde muito cedo, na \u00e9poca do Imp\u00e9rio Romano. Desde a Antiguidade, movimentos migrat\u00f3rios sucessivos os trouxeram da Palestina, Roma, Egito ou Cirenaica. A chegada desses povos est\u00e1 relacionada ao s\u00e9culo I da Era Crist\u00e3 e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do Segundo Templo de Jerusal\u00e9m, no ano 70 d.C., pelo imperador Tito Fl\u00e1vio C\u00e9sar Vespasiano Augusto. Esse evento causou a di\u00e1spora judaica pela costa do Mediterr\u00e2neo e a deporta\u00e7\u00e3o dos primeiros judeus para o Norte da \u00c1frica, na condi\u00e7\u00e3o de escravos ou prisioneiros de guerra. Acrescente-se a isso o fen\u00f4meno da convers\u00e3o de certas tribos berberes ao juda\u00edsmo. Entre os judeus berberes, destacou-se a tribo de Jerawa, que vivia na regi\u00e3o montanhosa de Aur\u00e8s. A rainha Kahina, morta pelos \u00e1rabes durante as primeiras invas\u00f5es, pertencia a essa tribo. As outras tribos judias berberes foram a Nefou\u00e7a, Berbere da Ifrikia, Fendelaoua, Mediouna, Behloula, Rhyata e Zayane.<\/p>\n<p>Depois da conquista \u00e1rabe e de um per\u00edodo inicial de relativa toler\u00e2ncia no s\u00e9culo XII, os judeus do Norte da \u00c1frica passaram a sofrer uma terr\u00edvel persegui\u00e7\u00e3o pelos alm\u00f3adas. A partir de 1165, uma pol\u00edtica de convers\u00e3o for\u00e7ada foi institu\u00edda. Al\u00e9m disso, ocorreu a proibi\u00e7\u00e3o do casamento com mu\u00e7ulmanos e da pr\u00e1tica do com\u00e9rcio em grande escala. Com isso, os judeus tiveram que praticar sua religi\u00e3o de maneira clandestina ou exilar-se na Palestina, It\u00e1lia ou Egito (para onde foi Maim\u00f4nides, o m\u00e9dico, fil\u00f3sofo e estudioso do Talmude). Em paralelo, a partir do ano de 1198, sob o governo do califa alm\u00f3ada Al-Mansur, os judeus tiveram que passar a usar um traje especial de cor amarela. Essa tend\u00eancia de destacar os judeus com uma cor ou s\u00edmbolo, que variou ao longo da hist\u00f3ria conforme o pa\u00eds e a \u00e9poca, repetiu-se na Europa a partir da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>Na virada do s\u00e9culo XVI, nos anos que sucederam as \u00faltimas expuls\u00f5es dos judeus da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, a Arg\u00e9lia havia se transformado em um mosaico pol\u00edtico fragmentado. Entre 1505 e 1510, os reis cat\u00f3licos lan\u00e7aram uma nova &#8220;Cruzada&#8221; e conquistaram v\u00e1rios portos na Arg\u00e9lia (Mers el Kebir, Or\u00e3 e Bugia), onde estabeleceram guarni\u00e7\u00f5es fortificadas. Em manobra contr\u00e1ria, os cors\u00e1rios mu\u00e7ulmanos, os &#8220;ra\u00efs&#8221; se organizaram e, em 1516, os ra\u00efs Aruj e Khair ed-Din, que ficou conhecido no Ocidente como Barba Ruiva, conquistaram Argel. Em 1518, Khair ed-Din prestou um juramento de lealdade ao sult\u00e3o otomano, quem, ent\u00e3o, outorgou-lhe o alto posto de Beilerbei e o nomeou almirante da sua frota.<\/p>\n<p>Durante o Imp\u00e9rio Otomano, os judeus argelinos estiveram estritamente sujeitos ao status protegido de &#8220;dhimmi&#8221;. Era poss\u00edvel ter bons relacionamentos com vizinhos de outras religi\u00f5es e at\u00e9 mesmo estabelecer la\u00e7os de amizade, principalmente por ocasi\u00e3o das celebra\u00e7\u00f5es das festividades judaicas. Em 1830, no per\u00edodo que se seguiu \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o da Arg\u00e9lia pela Fran\u00e7a, os judeus foram liberados do status de &#8220;dhimmi&#8221;: inicialmente, tiveram direitos iguais aos &#8220;nativos&#8221; mu\u00e7ulmanos, em cumprimento ao ato de capitula\u00e7\u00e3o, assinado entre o General Bourmont e o Dey da Arg\u00e9lia, que garantia o respeito a todas as religi\u00f5es.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, assim que as primeiras escolas francesas foram abertas na Arg\u00e9lia, em 1831, os judeus mandaram seus filhos para estudar l\u00e1. Ao contr\u00e1rio dos mu\u00e7ulmanos, os judeus rapidamente abandonaram seus tribunais religiosos e passaram a se sujeitar aos tribunais franceses, aplicando a Lei Mosaica (com a presen\u00e7a de um rabino com conhecimento sobre a mat\u00e9ria). O governo franc\u00eas concedeu cidadania aos judeus argelinos pelo Decreto de Cr\u00e9mieux, de 24 de outubro de 1870. Naquela ocasi\u00e3o, o decreto n\u00e3o poderia favorecer os \u00e1rabes mu\u00e7ulmanos j\u00e1 que, ao contr\u00e1rio do que fizeram os judeus, eles n\u00e3o apoiariam a retirada do seu status religioso protegido nem teriam o menor interesse em obrigar os cidad\u00e3os franceses a cumprirem com as obriga\u00e7\u00f5es do servi\u00e7o militar.<\/p>\n<p>O Decreto de Cr\u00e9mieux foi, ent\u00e3o, o gatilho para muitas rea\u00e7\u00f5es antissemitas, as quais, alimentadas por Edouard Drumont durante o Caso Dreyfus, duraram at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. A partir desse per\u00edodo, os judeus puderam levar uma vida normal. Por\u00e9m, depois da Queda da Fran\u00e7a, em junho de 1940, houve um recrudescimento do antissemitismo na Arg\u00e9lia, momento em que numerosos panfletos, p\u00f4steres e picha\u00e7\u00f5es apareceram nas cidades durante o ver\u00e3o. Com essas manifesta\u00e7\u00f5es, foi declarado o boicote do com\u00e9rcio judeu e come\u00e7aram a circular cal\u00fanias que favoreciam a anula\u00e7\u00e3o do Decreto de Cr\u00e9mieux e a expuls\u00e3o dos judeus argelinos.<\/p>\n<p>A maior parte das leis discriminat\u00f3rias que afetaram o Juda\u00edsmo franc\u00eas, a partir de 3 de outubro de 1940 (data da promulga\u00e7\u00e3o da lei que estabelecia o Estatuto dos Judeus em Vichy), tamb\u00e9m foi aplicada na Arg\u00e9lia, com um atraso que variou, de acordo com os casos, de dias a meses. O governo de Vichy anulou o Decreto de Cr\u00e9mieux no dia 7 de outubro de 1940. Anulou tamb\u00e9m a concess\u00e3o de direitos civis que os judeus argelinos haviam usufru\u00eddo durante setenta anos. A lei de 2 de junho de 1941 impediu os judeus de atuarem em v\u00e1rios cargos e de exercerem diversas profiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 20 de outubro de 1943, quase um ano depois do Desembarque dos Aliados, a cidadania francesa foi devolvida aos judeus argelinos de maneira oficial e, entre 1943 e 1945, muitos judeus participaram das batalhas na Tun\u00edsia, It\u00e1lia, Franca e Alemanha. Ao final da guerra, os judeus argelinos sentiram que haviam recuperado seu bem mais precioso: sua identidade francesa.<\/p>\n<p>Quando foi deflagrada a Guerra de Independ\u00eancia da Arg\u00e9lia, os judeus de todas as regi\u00f5es foram chamados a lutar. Eles enfrentaram o confronto em meio a um turbilh\u00e3o de instabilidade, \u00e0s vezes, inclusive, com peso na consci\u00eancia. Em 22 de junho de 1961, o cantor e m\u00fasico Raymond Leyris, conhecido como &#8220;Xeique Raymond&#8221;, um dos grandes mestres da m\u00fasica \u00e1rabe-andaluz, foi morto a tiros no bairro judeu de Constantina.<\/p>\n<p>Depois da independ\u00eancia da Arg\u00e9lia, o novo governo adotou o C\u00f3digo de Nacionalidade de 1963, que concedeu a cidadania argelina apenas aos mu\u00e7ulmanos. Esta lei ampliava esse benef\u00edcio apenas \u00e0s pessoas cujos pai e av\u00f4 paterno fossem mu\u00e7ulmanos. Cerca de noventa por cento dos 140.000 judeus argelinos partiram para o ex\u00edlio depois da aprova\u00e7\u00e3o da lei. Com isso, esse \u00eaxodo foi de, aproximadamente, 130.000 judeus a deixarem a Arg\u00e9lia. Judeus marroquinos que moravam na Arg\u00e9lia e judeus do vale do Mzab (Saara argelino meridional), que n\u00e3o tinham a nacionalidade francesa, bem como um pequeno n\u00famero de judeus argelinos de Constatina, tamb\u00e9m imigraram para Israel nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Com a chegada ao poder do ditador Mohammed Boukharouba, conhecido como Houari Boumedienne, coincidiu a instaura\u00e7\u00e3o de um regime militar no poder. O golpe de Estado de 19 de junho de 1965 empossou um regime autorit\u00e1rio em torno do qual o poder do Estado foi perpetuado, exclusiva e hierarquicamente, de cima para baixo, atrav\u00e9s da coopta\u00e7\u00e3o dentro de um grupo que det\u00e9m a for\u00e7a armada e que marcou o come\u00e7o da elimina\u00e7\u00e3o gradual dos oponentes e de outros que conseguiram escapar para viver no ex\u00edlio. Os judeus argelinos e berberes foram perseguidos na Arg\u00e9lia (presos ou executados) e, desde ent\u00e3o, foram estabelecidas medidas de discrimina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, al\u00e9m da cobran\u00e7a de impostos elevados. Em 1967-1968, o governo se apoderou da maioria das sinagogas do pa\u00eds e as transformou em mesquitas. Em 1969, menos de mil judeus viviam na Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, desde a independ\u00eancia em 1962, a hist\u00f3ria da Arg\u00e9lia coincide com a da forma\u00e7\u00e3o de uma &#8220;identidade argelina&#8221;, que toma emprestado, simultaneamente, alguns elementos dos modelos federal, republicano, isl\u00e2mico e nacionalista. Diante de contradi\u00e7\u00f5es e d\u00favidas, essa s\u00edntese resulta ser o modelo mais dif\u00edcil para que o regime autorit\u00e1rio ceda poder.<\/p>\n<p>Passados 58 anos dessa ditadura que se instaurou no poder central, a crise atual ainda d\u00e1 testemunhos do seu fracasso. Baseado na mentira da &#8220;unanimidade&#8221; e reivindicando a heran\u00e7a exclusiva da luta pela independ\u00eancia, o regime autorit\u00e1rio argelino n\u00e3o consegue compensar a falta de legitimidade democr\u00e1tica nem mesmo esconder a sombra tutelar e onipresente da c\u00fapula militar.<\/p>\n<p>Considerando a hegemonia da ideia de na\u00e7\u00e3o e o modelo pol\u00edtico de &#8220;Estado-Na\u00e7\u00e3o&#8221;. O problema da defini\u00e7\u00e3o do conceito de na\u00e7\u00e3o, objeto de controv\u00e9rsias recorrentes, nunca gerou um debate real substancial por causa da rigidez doutrin\u00e1ria e organizacional do regime autorit\u00e1rio argelino.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o motivo pelo qual esse regime continua a dominar e a instrumentalizar o &#8220;povo&#8221; que, por conta de n\u00e3o estar constitu\u00eddo em torno do conceito de na\u00e7\u00e3o e em seus diferentes componentes, n\u00e3o pode alcan\u00e7ar os objetivos que conhecemos.<\/p>\n<p>As pessoas, quando n\u00e3o fazem parte de uma na\u00e7\u00e3o, n\u00e3o t\u00eam peso pol\u00edtico e nem constituem uma for\u00e7a. Em resumo, n\u00e3o representam uma &#8220;entidade pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p>Atualmente, quase todos os judeus argelinos deixaram sua terra natal, com feridas na alma e no cora\u00e7\u00e3o, que nunca cicatrizaram. Ainda assim, a maioria exprime um sentimento de pertencimento com a Arg\u00e9lia, ou seja, com a sua p\u00e1tria. Muitos t\u00eam um sentimento muito arraigado de fam\u00edlia e vivem permanentemente nas sombras, geralmente por tr\u00e1s de um pseud\u00f4nimo, tudo isso por medo da persegui\u00e7\u00e3o pelo regime ditatorial.<\/p>\n<p>Portanto, para entender que se o objetivo dessa &#8220;democracia&#8221; for o de abarcar as realidades de uma Arg\u00e9lia sem na\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o seu conceito deve ser revisto etimologicamente para que se refira \u00e0 &#8220;na\u00e7\u00e3o&#8221; e n\u00e3o ao &#8220;povo&#8221;. Isto permitir\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de uma nova perspectiva sobre o futuro da Arg\u00e9lia. Permitir\u00e1 que todas as crian\u00e7as argelinas, os berberes (Kabyle, Chawis, Targui, Mzabi, Chelhi) oriundos de povos ind\u00edgenas, bem como judeus, \u00e1rabes e pied-noirs (como s\u00e3o conhecidos os p\u00e9s pretos) argelinos possam viver em um Estado livre, onde haja o respeito m\u00fatuo e que realmente permita criar uma Arg\u00e9lia pujante.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Traduzido do ingl\u00eas por Gra\u00e7a Pinheiro \/ Revisado por Jos\u00e9 Luiz Corr\u00eaa da Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desejo pela volta de um passado e a agonia de viver em uma terra distante: dois sentimentos que n\u00e3o s\u00e3o considerados patol\u00f3gicos. A origem dos judeus argelinos \u00e9 muito antiga e pouco conhecida. 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