{"id":1257491,"date":"2020-12-09T00:43:16","date_gmt":"2020-12-09T00:43:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1257491"},"modified":"2020-12-09T00:43:16","modified_gmt":"2020-12-09T00:43:16","slug":"julio-condaque-um-caminho-pelos-classicos-da-militancia-popular-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/12\/julio-condaque-um-caminho-pelos-classicos-da-militancia-popular-negra\/","title":{"rendered":"Julio Condaque: um caminho pelos cl\u00e1ssicos da milit\u00e3ncia popular negra"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">NOTA PRETA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Autor de Hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da arte do saber africano no Rio de Janeiro (1870-1920) &#8211; A Origem dos Primeiros Trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e da Sa\u00fade P\u00fablica no Brasil, o escritor Julio C\u00e9sar Condaque Soares se aproxima dos cap\u00edtulos finais de seu novo trabalho. O t\u00edtulo do pr\u00f3ximo livro \u00e9 Vis\u00f5es dxs educadorxs e o Movimento Negro Combativo sem amarras com o estado genocida, no Brasil<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Na entrevista ao jornalista Mauro Viana, para a coluna Nota Preta, o sindicalista, professor de Hist\u00f3ria e pesquisador debate conceitos e teorias pela liberta\u00e7\u00e3o do povo negro, \u00e0 luz do movimentos sociais, como escola pol\u00edtica.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u2013 O sindicato ainda opera como Escola Pol\u00edtica?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O sindicato como Escola Pol\u00edtica foi definido pela classe trabalhadora, p\u00f3s Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e elaborado pelos setores prolet\u00e1rios dos partidos da esquerda socialistas e anarquistas e segmentos da classe trabalhadora independentes, que participavam dos sindicatos livres na Europa.<\/p>\n<p>Ligados ao ch\u00e3o da f\u00e1brica e aos processos de trabalho, a luta pela conscientiza\u00e7\u00e3o passava pelo controle dos excessos dos patr\u00f5es na l\u00f3gica da explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o para auferir seus lucros. A classe trabalhadora, nos processos de campanhas salariais e repress\u00e3o \u00e0s greves, que segundo Hobsbawm \u2013 obra O Capital e Na\u00e7\u00e3o e Nacionalismo (1990, 37-38)<\/p>\n<p>De modo mais \u00f3bvio, ainda, quando falamos de capitalismo mundial, no s\u00e9culo XIX e come\u00e7o do s\u00e9culo XX; falamos das suas unidades nacionais componentes no mundo desenvolvido da ind\u00fastria brit\u00e2nica, da economia americana, do capitalismo alem\u00e3o; diferente do franc\u00eas e assim por diante. Depois das 2\u00aa e 3\u00aa revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, dentro da revolu\u00e7\u00e3o industrial, os patr\u00f5es passaram, em meados do s\u00e9culo XVIII, a punir com demiss\u00f5es e a reduzir as condi\u00e7\u00f5es sociais da classe e seus direitos. Utilizam-se o estado, a justi\u00e7a e a pol\u00edcia ou a guarda nacional para reprimir as greves e os trabalhadores. Da\u00ed que, o papel do sindicato passou a ser instrumento de auto-organiza\u00e7\u00e3o e crescimento social. E de forma\u00e7\u00e3o para enfrentar o capital e os patr\u00f5es, no marco financeiriza\u00e7\u00e3o da vida. Assim, o sindicato usaria todos os meios legais para a defesa do trabalhador e das mulheres nos meios de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais adiante, os cartistas, segmento que buscou na Europa a lei e o parlamento para a prote\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios. Os prolet\u00e1rios eram presos e torturados pelo estado capitalista. Na Inglaterra surge o setor cartista onde h\u00e1 concep\u00e7\u00e3o do anarco-sindicalista, que pregava o fim do estado.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, os sindicatos passam a ser uma escola pol\u00edtica. Um lugar de ac\u00famulo de experi\u00eancias de lutas econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais. Podemos citar os trabalhistas ingleses. Eles eram organizados com legisla\u00e7\u00e3o sindical embora abrigassem muitos setores anarco-sindicalistas (Woodcock. 2002,7-15). Os anarquistas v\u00e3o negar o estado e, progressivamente, romper com a t\u00e1tica e estrat\u00e9gia desses setores reformistas. J\u00e1 os anarcos e socialistas ut\u00f3picos\u00a0\u00a0 v\u00e3o defender a luta direta , e depois dos anos 1848 surgem as ideias de Marx \u2013 cria\u00e7\u00e3o do Manifesto Comunista e a 1\u00aa Internacional que vai discutir uni-Uni-vos todos os prolet\u00e1rios do mundo, pois o que passa de sofrimento laboral na Europa, passava a classe trabalhadora em todo o mundo e nas Am\u00e9ricas tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Marx tinha uma preocupa\u00e7\u00e3o com a liberta\u00e7\u00e3o dos negros e as marcas hist\u00f3ricas da escravid\u00e3o polemizando com que afirmam os africanistas culturais, que negam essa contribui\u00e7\u00e3o do marxismo, em plena guerra civil americana de 1865. E depois da constitui\u00e7\u00e3o do apartheid pela leis do New Deal \u2013 discutido com militantes negros estadunidenses, da \u00e9poca, como Marcos Garven e Du Bois. Vai estimular tamb\u00e9m o Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o de \u00c1frica, nos anos 1940 e 50\/60. O movimento africano ganha uma vis\u00e3o internacionalista de luta emancipat\u00f3ria entre os socialistas espanh\u00f3is, franceses, italianos e alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Segundo L\u00eanin, na obra O Que Fazer de 1890, diferenciava-se a fun\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e compreendia-se que, cada vez que havia muitas greves, poderiam-se unific\u00e1-las e construir uma greve geral, que poderia levar a derrubada do chefe do estado e , mais que em determinado momento da luta de classes poderiam com as greves gerais determinar o caminho da emancipa\u00e7\u00e3o da classe prolet\u00e1ria num processo revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os Lazaristas, revisionistas e os socialistas ut\u00f3picos definiam que os sindicatos deveriam serem espa\u00e7os exclusivos de lutas econ\u00f4micas, e n\u00e3o espa\u00e7o de concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica revolucion\u00e1ria e juntos com militantes prolet\u00e1rios , servidores p\u00fablicos e estudantes, oriundos dos partidos socialistas e determinavam que o sindicato fosse um escola de lutas econ\u00f4micas e de disputas entre o capital e o trabalho .<\/p>\n<p>E Marx , Hegel e L\u00eanin (1890, obra Que fazer ) de 1890 at\u00e9 1917, com a Revolu\u00e7\u00e3o Russa definiu-se que esse vi\u00e9s era acertado para os sindicatos e outras entidades sociais das lutas econ\u00f4micas e sociais. Lutas que poderiam chegar a n\u00edveis extremos. E que levariam a classe organizada a romper com o regime, o estado e os governos burgueses. O caminho era\u00a0\u00a0 uma dire\u00e7\u00e3o consciente de um programa revolucion\u00e1rio, que emancipasse a classe explorada e oprimida.<\/p>\n<p>O mesmo pensamento, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 linear, pois as disputas sempre ocorreram, no marco de seguir a luta de classes. E com ela, os privil\u00e9gios conquistados pelas coloca\u00e7\u00f5es sociais. Na integra\u00e7\u00e3o social abrem-se rachas e brigas de concep\u00e7\u00f5es que s\u00f3 ajudam as classes dominantes . As contradi\u00e7\u00f5es conceituais entre socialistas social-democratas, que acabaram cindindo entre os sociais-democratas alem\u00e3es e os bolcheviques russos, no final do s\u00e9culo XIX e iram se dividir , pois mesmo sendo os sindicatos uma escola de poder da classe prolet\u00e1ria; este era limitado para dirigir essa classe at\u00e9 a tomada do poder. Imprescind\u00edvel era a ajuda do partido revolucion\u00e1rio, como um instrumento que detinha um programa de transi\u00e7\u00e3o entre capitalismo e as ideias socialistas segundo L\u00eanin e Trotsky.<\/p>\n<p>O sindicato por ser uma superestrutura que detinha uma vanguarda sindicalista. Na origem ( dentro estrutura e da infra estrutura do capitalismo) sofria no campo econ\u00f4mico as press\u00f5es sociais e os efeitos que os marxistas defendiam. Quais eram: os mesmos poderiam se alienar frente ao trabalho do ch\u00e3o da f\u00e1brica e cometer desvios de acomoda\u00e7\u00e3o de classe, como o processo de burocratiza\u00e7\u00e3o. Consequ\u00eancia: debandada dos dirigentes para o lado daqueles que mandam. Em outras palavras: Para o lado do poder-aquisitivo, seja o patr\u00e3o ou o Estado. E assim. pactuar sa\u00eddas, no marco do sistema e do regime do capital \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o: o sindicalismo pelego ou de resultados s\u00f3 econ\u00f4micos, que desviam as lutas econ\u00f4micas e negam o papel de conscientizar a classe pobre a se insurgir contra o sistema que a oprime. Ao contr\u00e1rio, o corporativismo fala mais alto e esquece o papel do sindicato como escola pol\u00edtica, para que haja uma emancipa\u00e7\u00e3o coletiva. Afinal, a sociedade \u00e9 dividida, em classes, e n\u00e3o pela esquerda e direita como fala a ci\u00eancia pol\u00edtica. Importante destacar a dist\u00e2ncia entre a academia e os militantes socialistas. Nesse cen\u00e1rio os capitalistas e banqueiros se apropriam do estado, para que este, fortale\u00e7a o mercado e a financeiriza\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Com efeito, esses dirigentes passam a sustentar a ordem proposta pelo capital entre uma disputa de objetivos entre os donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o \u2013 os burgueses e os que vendiam sua for\u00e7a de trabalho &#8211; detinham um processo hist\u00f3rico onde a maioria poderia vencer a minoria que concentra as riquezas e a mais valia. A concep\u00e7\u00e3o de L\u00eanin e Trotsky vai revolucionar o fazer pedag\u00f3gico das lutas e da forma\u00e7\u00e3o sindical da vanguarda oper\u00e1ria e popular. E faz um divisor conceitual para que o sindicato seja uma escola pol\u00edtica e de poder. Na emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, a luta com a teoria revolucion\u00e1ria, deve ser permanente para constitui\u00e7\u00e3o de um sindicalismo combativo. Desvinculado do sistema capitalista para transformar a luta da classe oprimida e explorada em uma luta pol\u00edtica e revolucion\u00e1ria. Com a consci\u00eancia de conspirar contra aqueles que dominam a propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o e, n\u00e3o, o sindicalismo que quer ser um patr\u00e3o e pensa em ser o gerente do sistema capitalista e adquirir privil\u00e9gios materiais, numa luta que \u00e9 revolucion\u00e1ria e coletiva e n\u00e3o individual .<\/p>\n<p>No Brasil dos anos 1970, ocorreu um desenvolvimento dessa concep\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a e classe desenvolvida por Cl\u00f3vis Moura, D\u00e9cio de Freitas, L\u00e9lia Gonzalez, Hamilton Borges, Abdias Nascimento e Beatriz Nascimento. Ao analisar o Quilombo dos Palmares como uma Rep\u00fablica Socialista e que o estado escravista , atrasado e colonial, no Imp\u00e9rio se anexou \u00e0s grandes pot\u00eancias como Inglaterra e depois aos Estados Unidos. Objetivo: ac\u00famulo de terras e empr\u00e9stimos. Esta decis\u00e3o alimentou a depend\u00eancia estrangeira e a subservi\u00eancia ao imperialismo e ao colonialismo. Na contram\u00e3o das na\u00e7\u00f5es africanas, que no mesmo per\u00edodo hist\u00f3rico, irrompiam em guerras internas, expulsavam e se emancipavam, nos anos 1960 e 1970. Enquanto os africanos lutavam contra o colonialismo europeu , o governo brasileiro conciliava e homenageava a burguesia internacional, racista e elitista. J\u00e1 nossa burguesia nacional-parasit\u00e1ria, nunca abriu m\u00e3o da terra e do latif\u00fandio. Muito antes pelo contr\u00e1rio: explorou e oprimiu, por 388 anos, negros e negras e ind\u00edgenas. Na conta da escravid\u00e3o e da coloniza\u00e7\u00e3o, consta o sumi\u00e7o de centenas de na\u00e7\u00f5es e etnias ind\u00edgenas. O genoc\u00eddio de nossos ancestrais pavimentou o processo industrial. Na sequ\u00eancia, o estado, nos anos 1920 e 1930, trabalhou com o projeto de branqueamento da for\u00e7a de trabalho. Na outra ponta: o racismo como ferramenta pol\u00edtica de marginaliza\u00e7\u00e3o do enorme contingente de pessoas egressas do regime escravocrata. O resultado desta opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica perdura at\u00e9 os nossos dias: a comunidade afro-brasileira na periferia do capital<\/p>\n<p><strong>\u2013 Quais as interseccionalidades entre as escolas sindical e a escola da milit\u00e2ncia negra?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ao desenvolver o processo de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero de L\u00e9lia Gonzalez, o Movimento Negro Unificado &#8211; MNU &#8211; desenvolveu uma vis\u00e3o marxista na qual, classe e ra\u00e7a no Brasil andavam juntas. Eram insepar\u00e1veis, pois, a escravid\u00e3o n\u00e3o indenizou os filhos e filhas de ex- escravizados com terra, trabalho, moradia e educa\u00e7\u00e3o. O MNU defendeu que teria de haver uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a negras e negros. A repara\u00e7\u00e3o est\u00e1 contida na luta pela igualdade racial. Luta que implica no desenvolvimento socioecon\u00f4mico e pluri\u00e9tnico do povo brasileiro.\u00a0\u00a0 Deste modo, emergir desse atraso hist\u00f3rico e econ\u00f4mico frente \u00e0 explora\u00e7\u00e3o milenar do estado nacional racista. E sem uma identidade \u00e9tnicorracial pela Rep\u00fablica de 138 anos de instala\u00e7\u00e3o da meritocracia e do racismo moderno. Afinal, n\u00e3o h\u00e1 democracia sem oportunidades para os negros e negras cuja farsa da Aboli\u00e7\u00e3o alimenta o monolitismo das elites brancas. \u00c0 comunidade negra, cabe ocupar espa\u00e7os de integra\u00e7\u00e3o individual. A coopta\u00e7\u00e3o estrutural de talentos intelectuais negros encobre a manobra de institui\u00e7\u00f5es burguesas. Se por um lado, h\u00e1 uma reserva de mercado para a branquidade.\u00a0\u00a0 Por outro lado, a maioria esmagadora de afro-descendentes ocupa as margens do capitalismo.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na base da pir\u00e2mide social e, nos trabalhos mais pesados, situam-se as popula\u00e7\u00f5es afro-ind\u00edgenas. Embora pequeno, o impacto das a\u00e7\u00f5es afirmativas tende a alterar esta configura\u00e7\u00e3o secular. No entanto, o percentual da popula\u00e7\u00e3o negra sem emprego contabiliza um gigantesco ex\u00e9rcito de reserva de m\u00e3o de obra: 75 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Historicamente, a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira sempre esteve fora da mobilidade social. Nos postos de atividades intelectuais, em profiss\u00f5es como medicina e engenharia espacial ou na \u00e1rea tecnol\u00f3gica, qu\u00edmica, petroqu\u00edmica ou biom\u00e9dica o Brasil \u00e9 n\u00f3rdico.<\/p>\n<p>Dando sempre ao estado nacional e ao capital um caminho largo onde existem os privil\u00e9gios da branquitude meritocr\u00e1tica e de fam\u00edlias ricas e de familiares europeus. S\u00e3o a casta com pr\u00eamios de academias de letras e of\u00edcios nobres. Tem ainda: empresas de grandes portes, que vem com seu staff de engenheiros brancos, e uma hegemonia branca e de muitos privil\u00e9gios de classe burguesa e elitista nacional e internacional.<\/p>\n<p>S\u00e3o 50 multinacionais e bancos que mandam no Brasil. Pensam que mandam na classe trabalhadora. Na verdade a mulheres e negros, em servicos subalternizados e de ensino fundamental e m\u00e9dio. S\u00e3o empregados desses empres\u00e1rios que usam o racismo para explorar e oprimir. N\u00e3o d\u00e3o sal\u00e1rios iguais aos LGBTQI + , nem aos negros e s negras.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1257492 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Libroo-Codaque.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Libroo-Codaque.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Libroo-Codaque-300x250.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p>Segundo e as Pedagogias de Emancipat\u00f3rias de Paulo Freire,(FREIRE,1987-62-68) n\u00e3o podemos deixar que os dominadores e opressores definam a transforma\u00e7\u00e3o do processo hist\u00f3rico, pela inst\u00e2ncia da hist\u00f3ria dos vencedores. Por isso, os oprimidos devem ser educados numa pedagogia libertadora onde possam analisar a realidade pol\u00edtica e conscientizar -se que a hist\u00f3ria pode ser transformada. A tomada de consci\u00eancia dos oprimidos e a autonomia do fazer consciente de quem s\u00e3o os pilares da transforma\u00e7\u00e3o social. E descobrir que pode ser um agente de mudan\u00e7a pelo saber e pelo ato pol\u00edtico. A tese \u00e9 a uni\u00e3o da teoria com as pr\u00e1ticas libertadoras pela a\u00e7\u00e3o direta das massas conscientes de si e para si. Ou seja: o oprimido deve se despertar pela consci\u00eancia pol\u00edtica e cr\u00edtica no processo educacional entre educador e o educando que segundo, Boaventura de Souza. O professor portugu\u00eas definiu como um rompimento metodol\u00f3gico de pr\u00e1ticas positivistas e conservadoras. No fazer da ci\u00eancia e da tecnologia e, na cr\u00edtica \u00e0s escolas cl\u00e1ssicas de nega\u00e7\u00e3o de descobertas dial\u00e9ticas entre o objeto da ci\u00eancia e sujeitos sociais, a invers\u00e3o de perspectiva \u00e9 imperativa.<\/p>\n<p>Afinal, a sociedade est\u00e1 em constante movimento consciente ou n\u00e3o. Para aqueles que pregavam que a ci\u00eancia s\u00f3 poderia ser desenvolvida, na academia, atrav\u00e9s de um grupo de eleitos, descendentes de colonizadores e\/ou escravocratas. Hoje, no s\u00e9culo XXI, sabe-se que a aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos excludentes-academicistas-positivistas- cegos n\u00e3o trouxeram respostas \u00e0 humanidade. Onde est\u00e3o, por exemplo, as solu\u00e7\u00f5es para a fome? Para as pandemias, como a covid 19? E para os fen\u00f4menos da natureza?<\/p>\n<p>Boaventura de Souza e Santos vai desenvolver a cr\u00edtica dial\u00e9tica. Ele defende a conviv\u00eancia-problematizada com os objetos observados pela ci\u00eancia. Ele entende que somente a intera\u00e7\u00e3o com os atores, em rebeli\u00e3o constante, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver solu\u00e7\u00f5es para os fatos e feitos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Mais ainda: desmistificar as teorias emp\u00edricas sem provar, na realidade, sua efic\u00e1cia, como diz Milton Santos, na obra Espa\u00e7o dos Cidad\u00e3os, que precisa ser testada e aprovada socialmente pela sociedade. E sair do laborat\u00f3rio, que aliena a ci\u00eancia e os cientistas sociais e das ci\u00eancias tecnol\u00f3gicas exatas e naturais, e fazer ci\u00eancias e descobertas\u00a0\u00a0 n\u00e3o elitistas.<\/p>\n<p>A pesquisadora Nilma Lino Gomes ( 2017. 47-59) ao ter contato com a dial\u00e9tica da constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia contempor\u00e2nea de Boaventura de Souza Santos, desenvolveu uma metodologia de an\u00e1lise. A doutora que foi da Secretaria da Igualdade Racial no Brasil \u00e9 do MNU. Ela conhece o Movimento Negro e a Academia e por isso, faz uma an\u00e1lise e a transforma em uma tese, na qual, os afro-brasileiros devem construir estrat\u00e9gias pela Educa\u00e7\u00e3o Nacional. S\u00e3o estrat\u00e9gias bloqueadas pelo racismo. Vale tamb\u00e9m a constitui\u00e7\u00e3o de um processo de vis\u00e3o societ\u00e1ria, dentro do capitalismo e do racismo, \u00e0 moda brasileira. Ao entendimento de ocupa\u00e7\u00e3o em perspectivas culturais na abordagem de Nilma Lino corresponde a dizer que as a\u00e7\u00f5es afirmativas devem caminhar, no sentido de Pol\u00edticas de Estado. Por outra: sem romper com o capital onde possa contemplar a a\u00e7\u00e3o do cotidiano de nosso povo negro. Este &#8211; deduz-se &#8211; deve adquirir uma vis\u00e3o \u00e9tnico-identit\u00e1ria para ordem do dia. E na esteira, aproveitar a Repara\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica e galgar mobilidade dentro da sociedade capitalista e classes. No mesmo ambiente onde a hegemonia da branquitude impede esses avan\u00e7os sociais, econ\u00f4micos e culturais. Na minha compreens\u00e3o, a sa\u00edda \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um saber cient\u00edfico e propositivo atrav\u00e9s do Movimento pelas Repara\u00e7\u00f5es. Na base, a estrat\u00e9gia da emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora pela a\u00e7\u00e3o educac\u00e3o formal e pela educa\u00e7\u00e3o emancipadora dos Movimentos Sociais Negros.<\/p>\n<p>No meu livro digo que nos anos 90, a juventude universit\u00e1ria, movimentos\u00a0\u00a0 sindicais e culturais desenvolveram um programa pol\u00edtico m\u00ednimo para lutar pela condi\u00e7\u00e3o do negro brasileiro. E usou taticamente as a\u00e7\u00f5es afirmativas e repara\u00e7\u00f5es. A disputa geral da sociedade ficou de fora. Importante: faz-se necess\u00e1rio romper com esse sistema capitalista e com os pactos sociais que fortalecem o poder dominante imperialista. A outro op\u00e7\u00e3o \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um Movimento Negro domesticado para ser inclu\u00eddo e integrado \u00e0 sociedade capitalista. Ou seja: dramaticamente devemos ouvir Cl\u00f3vis Moura radicalmente. &#8220;A auto-organiza\u00e7\u00e3o do povo negro, n\u00e3o letrado, poder\u00e1 ser a ess\u00eancia daqueles que tem que dar a \u00faltima palavra final para a condu\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o do fim do racismo e do capitalismo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Vis\u00f5es dxs educadorxs e o Movimento Negro Combativo Sem Amarras com o Estado Genocida no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Esse \u00e9 o titulo de minha obra onde a frente popular inviablizou as pautas do Movimento Negro como o avan\u00e7o das politicas de cotas raciais , titula\u00e7\u00e3o de terras e da educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablica para a popula\u00e7\u00e3o negra. Pior: justificaram leis como lei anti-drogas e anti-terrorismo. Mais: o PT e PSOL votaram com Moro na lei anti-crimes que acentuou o encarceramento, em massa. Estruturou o genoc\u00eddio atrav\u00e9s das investidas as pol\u00edcias. Este quadro nos explica que &#8220;para termos uma a\u00e7\u00e3o direta, com dire\u00e7\u00f5es consequentes e a emancipa\u00e7\u00e3o negra, n\u00e3o se pode ter amarras ou pactuar com as elites dominantes&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u2013 E quem \u00e9 o bode na sala?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A direita fica mais forte quando a esquerda permite, pois, os governos de pacto como os sul-africanos s\u00f3 prejudicaram os africanos em Angola, \u00c1frica do Sul, Mo\u00e7ambique. Est\u00e1 provado: &#8220;n\u00e3o h\u00e1 desenvolvimento em dire\u00e7\u00e3o como socialismo se a classe dominada sede para que os dominantes possam explorar e oprimir&#8221;<\/p>\n<p>No Governo Lula e Dilma e Evo Morales, na Venezuela onde os bancos foram os que mais lucraram e o povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica Latina e as negras e os negros com os governos frente popular ganharam migalhas do estado brasileiro. Nas am\u00e9ricas vide EUA , com a morte de George Floyd, abriu-se uma conjuntura de mobiliza\u00e7\u00f5es, que questionam o poder do imp\u00e9rio e de Trump. Nas elei\u00e7\u00f5es, os democratas como Obama e o Joe Biden, Presidente-eleito n\u00e3o tem um programa para emancipa\u00e7\u00e3o dos negros americanos. Carece de constru\u00e7\u00e3o nas ruas, pela base do Movimento Lives Black Matter (Vidas Negras Importam), pois sua dire\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo desviada das ruas. A manobra enfraquece a\u00a0\u00a0 luta pelo rompimento com o capital. E quem s\u00e3o os protagonistas desta luta? Os imigrantes, negros e latinos mais massacrados nos Estados Unidos com milhares de mortos por Covid-19.<\/p>\n<p>Muitos dizem que os processos de corrup\u00e7\u00e3o levaram \u00e0 desconfian\u00e7a das massas pobres no Brasil. E que e do Movimento Sindical e o Movimento Negro sustentaram as reformas da previd\u00eancia e trabalhista. E que isso deu subst\u00e2ncia \u00e0 classe oper\u00e1ria a dar o voto de castigo ao bolsonarismo. O bolsonarismo se converteu em c\u00e2ncer social. Na pandemia, n\u00e3o apresentou solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas como em Angola. O pa\u00eds africano , por exemplo, construiu\u00a0\u00a0 fronteiras sanit\u00e1rias. No Brasil, o descaso do fascismo pode resultar na morte de mais de 50 mil pessoas por covid-19. O governo ultra-liberal s\u00f3 ajudou a aumentar o racismo e fortalecer a elite branca capitalista. Todas as medidas deste desgoverno s\u00e3o desfavor\u00e1veis \u00e0 classe trabalhadora preta e ind\u00edgena. Veja o aumento dos pre\u00e7os dos alimentos. Com isso, o Brasil volta ao mapa da mis\u00e9ria absoluta. No mundo, os famintos contablizam mais de 10 milh\u00f5es de pessoas. 80% s\u00e3o negros e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Quem s\u00e3o as elites ilustradas?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 S\u00e3o aquelas que est\u00e3o nas academias mandando nos conselhos de reitores e obedecendo Bolsonaro e seus ministros do PSL. S\u00e3o os demais partidos de direita. S\u00e3o os grupos que defendem os reitores e o plano de privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os donos da educa\u00e7\u00e3o privada e do governo Bolsonaro. S\u00e3o\u00a0\u00a0 a Unesco e os mantenedores particulares. Estes s\u00e3o os tubar\u00f5es privados da Educa\u00e7\u00e3o. E 1% da elite, detentora de latif\u00fandios, f\u00e1bricas e bancos.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Qual a import\u00e2ncia da contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de Cl\u00f3vis Moura para o Movimento Negro?<\/strong><\/p>\n<p>O Dr. Cl\u00f3vis Moura diz que &#8220;h\u00e1 o universo dos letrados negros que est\u00e3o acomodados a viver a ilus\u00e3o&#8221;. Acreditam que os brancos (da elite) s\u00e3o seus aliados no combate ao racismo. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o fazem nada para mudar a realidade&#8221; porque \u00e9 &#8220;o universo, n\u00e3o letrado, que luta pelo prato de comida . Por um peda\u00e7o de terra para plantar e morar.&#8221; Essa \u00e9 a ess\u00eancia do processo emancipat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O Dr. Cl\u00f3vis Moura escreveu a Sociologia do Negro Brasileiro e muitas obras ligadas \u00e0 Hist\u00f3ria do Quilombo dos Palmares. Enquanto isso, a academia brasileira promove o apagamento de intelectuais como Cl\u00f3vis Moura. Na mesma dire\u00e7\u00e3o est\u00e3o as ag\u00eancias internacionais de fomento.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Por que o conceito de quilombismo de Abdias Nascimento n\u00e3o reverbera na comunidade acad\u00eamica?<\/strong><\/p>\n<p>Porque n\u00e3o interessa ao universo letrado a constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica dos movimentos sociais negros e marxistas. O conceito de quilombismo \u00e9 a contra-hegem\u00f4nico, em rela\u00e7\u00e3o ao academicismo-cego-acad\u00eamico. Aqui, cabe uma ressalva: H\u00e1 um equ\u00edvoco, na teoria do quilombismo, quando pensa que a maioria de negros, seria capaz de repetir a saga de Quilombo dos Palmares. Hoje, cabe uma autocritica das primeiras gera\u00e7\u00f5es do Movinmento Negro. Essa gera\u00e7\u00e3o trocou a luta por um cargo governamental. Por um pequeno sal\u00e1rio em gabinetes no congresso e nas bancadas parlamentares.<\/p>\n<p>A Hist\u00f3ria nos ensina que, ao romper com o regime de escravid\u00e3o, os negros perderam a uma unidade de luta. Sou partid\u00e1rio da turma que defende que &#8220;o racismo articulado ao capitalismo&#8221;, poderia ser essa teoria. Faz-se necess\u00e1rio, contudo, a luta direta pela emerg\u00eancia pol\u00edtico-ideol\u00f3gica dos conceitos de ra\u00e7a e classe. De novo, ra\u00e7a e classe \u00e9 uma consci\u00eancia de dentro pra fora. Sucede que o esfarelamento do Movimento Negro \u00e9 o principal impedimento para mobiliza\u00e7\u00e3o do povo negro em favor da\u00a0\u00a0 revolu\u00e7\u00e3o negra no Brasil. Na verdade,\u00a0\u00a0 essa \u00e9 a tarefa das entidades negras. Em meio a tantas obriga\u00e7\u00f5es, metas e miss\u00f5es, as entidades negras contempor\u00e2neas &#8220;esquecem que o racismo e o capitalismo precisam ser destru\u00eddos de forma direta&#8221;. Ou algu\u00e9m acredita que, pelas formas institucionais da democracia burguesa, como as elei\u00e7\u00f5es ou Ong &#8216;s alcan\u00e7aremos a t\u00e3o propalada &#8220;justi\u00e7a social?&#8221;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Entendo que somente a consci\u00eancia de classe e ra\u00e7a nos empurrar\u00e1 para quebra dos grilh\u00f5es imperialistas. No lugar da opress\u00e3o, o socialismo pluri\u00e9tnico, multicultural e com democracia<\/p>\n<p><strong>\u2013 Quais as perspectivas do Movimento pela Repara\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o Negra, no Brasil e no Mundo?<\/strong><\/p>\n<p>Temos de construir bases sociais para fazer avan\u00e7ar, em nossas entidades negras, o debate pela repara\u00e7\u00e3o como est\u00e3o fazendo os l\u00edderes da Nam\u00edbia. L\u00e1, eles reivindicam seus mortos. Exigem indeniza\u00e7\u00e3o pelas pol\u00edticas de estado. A Alemanha paga ao estado da Nam\u00edbia mas o governo desvia esse dinheiro para sua caixa-preta da corrup\u00e7\u00e3o. Por isso, nosso caminho \u00e9 classista. \u00c9 a transforma\u00e7\u00e3o das em entidades como milit\u00e2ncia de massas. Nas favelas e no Movimento Sindical e, entre os Povos Origin\u00e1rios com programas como CNA. N\u00e3o podemos acabar, contudo, nos bra\u00e7os da burguesia internacional com Mandela e o governo de Declerck . Nossa concep\u00e7\u00f5es s\u00e3o id\u00eanticas a de Malcolm X. O l\u00edder americano defendia o ataque como a melhor defesa. Devemos ser parte da constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Zumbi e de Dandara. Ter organiza\u00e7\u00f5es de quadros qualificados para entender o Estado e n\u00e3o se seduzir. Por que o estado burgu\u00eas privilegia os corruptos e os corruptores em detrimento dos movimentos sociais . \u00c9 construir a luta direta e a\u00a0\u00a0 auto-organiza\u00e7\u00e3o negra. Sempre construindo com a classe trabalhadora, visando a \u00e9tnicorracial contra a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o das mulheres negras.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Minha abordagem fez um caminho pelos cl\u00e1ssicos em favor de uma vis\u00e3o militante e popular negra. Para mim, faz sentido estudar as evolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, as quais, possam auxiliar o motor da hist\u00f3ria. A luta de classes \u00e9 o motor dos movimentos sociais. Como militante e pesquisador do Quilombo Ra\u00e7a e Classe espero que minhas reflex\u00f5es e posicionamentos ajudem na liberta\u00e7\u00e3o do povo negro.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Bibliograf\u00eda:<\/strong><\/p>\n<p>HOBSBAWM.Eric J. Era do Capital . Ed. Paz e Terra. S.Paulo.1970.&#8212;&#8211;Na\u00e7\u00e3o e Nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidades.1990.<br \/>\nWoodcock.George,1912-1995.Hist\u00f3ria das ideias anarquistas v.2 .O movimento .ed. L&amp;PM Porto Alegre . 2002.<br \/>\nLENIN.V.I.Que fazer? As Quest\u00f5es Palpitantes do Nosso Movimento. Ed.Hucitec S.Paulo. 1988. Obra teoria e Hist\u00f3ria E sobre os Sindicatos .ed.polis.S\u00e3o Paulo. 1979.<br \/>\nFREIRE.Paulo.Pedagogia do oprimido.17\u00aa ed. PAZ E Terra.SP.1987.<br \/>\nFreitas.D\u00e9cio. Palmares a guerra dos escravos.3 ed.Graal.R.J.1978.<br \/>\nGomes.Nilma Lino. O movimento Negro educador. Saberes constru\u00eddos nas lutas por emancipa\u00e7\u00e3o. Ed. Vozes . Petr\u00f3polis.2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOTA PRETA &nbsp; Autor de Hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da arte do saber africano no Rio de Janeiro (1870-1920) &#8211; A Origem dos Primeiros Trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e da Sa\u00fade P\u00fablica no Brasil, o escritor Julio C\u00e9sar Condaque Soares se&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1923,"featured_media":1257502,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,1255,159],"tags":[2744,6386,8051,84925,84926],"class_list":["post-1257491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-diversidade","category-entrevista-pt-pt","tag-brasil","tag-capitalismo-pt-pt","tag-escravidao","tag-militancia-negra","tag-saber-africana"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Julio Condaque: um caminho pelos cl\u00e1ssicos da milit\u00e3ncia popular negra<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"NOTA PRETA &nbsp; 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