{"id":1249886,"date":"2020-11-29T02:57:25","date_gmt":"2020-11-29T02:57:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1249886"},"modified":"2020-11-28T18:17:41","modified_gmt":"2020-11-28T18:17:41","slug":"a-polonesa-que-ensinava-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/11\/a-polonesa-que-ensinava-portugues\/","title":{"rendered":"A polonesa que ensinava Portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os grandes olhos azuis de Rosa me acompanhavam com aten\u00e7\u00e3o desde o primeiro dia de aula. Era nossa professora de reda\u00e7\u00e3o e a primeira a me apresentar a Vin\u00edcius de Moraes, a quem ela tinha imensa devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rosa n\u00e3o era alta, mas tinha corpo de atleta de nata\u00e7\u00e3o, ombros largos e os cabelos bem curtos, grisalhos. N\u00e3o era tamb\u00e9m nativa da l\u00edngua portuguesa e tinha sobrenome estranho para n\u00f3s: Herman. Quando se apresentou na sala de aula, com forte sotaque estrangeiro, duvidei que pudesse nos ensinar o idioma que nem ela parecia dominar. Olhei para os lados esperando confirma\u00e7\u00e3o dos colegas de classe. De onde ela vinha? Tinha certeza que era mais um erro daquela escola sem recursos no sub\u00farbio de Marechal Hermes, no Rio. Al\u00e9m das infiltra\u00e7\u00f5es, das aulas de tecnologia sem computadores, do teatro sem palco, a escola sobrevivia prec\u00e1ria e limitada a paralisa\u00e7\u00f5es e greves, naquele fim do regime militar nos anos 80.<\/p>\n<p>Ao ver seu nome na lista, com toda nossa crueldade adolescente, cant\u00e1vamos &#8220;Secos e Molhados&#8221;, a &#8220;Rosa&#8221; radioativa, sem cheiro, sem cor, sem rosa, sem nada. Apelidamos professores e em especial os fiscais que circulavam nos corredores para garantir que estiv\u00e9ssemos em aula e n\u00e3o fumando no p\u00e1tio ou namorando atr\u00e1s das pilastras de concreto. Incontrol\u00e1veis anos rebeldes, como nossos cabelos encaracolados, cheios de areia quando fug\u00edamos para a praia, \u201c matando\u201d aula e um pouco das nossas chances de um bom trabalho no futuro. Quem ligava para o futuro? \u00c9ramos na maioria condenados a repetir o trabalho prec\u00e1rio de nossos pais e tios, morando todos da fam\u00edlia no mesmo terreno.<\/p>\n<p>Ela nos surpreendeu logo na primeira aula, desafiando um aluno no quadro negro, ao explicar o que eram adv\u00e9rbios: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanh\u00e3, cedo, dantes.\u00a0 E assim foi a aula toda, desfilando nosso conhecimento. E aos poucos, ganhando meu respeito e admira\u00e7\u00e3o. Sabia todos os nomes de nossos escritores, t\u00edtulos de livros e corrigia meus textos com caneta vermelha &#8211; &#8220;Olhe isso aqui, por que voc\u00ea repete tanto as palavras?\u00a0 &#8211; Conhece a v\u00edrgula?<\/p>\n<p>Os olhos azuis da mestre e seus cabelos loiros e grisalhos se sobressa\u00edam naquele mar de cabe\u00e7as negras e peles morenas. E ela circulava por toda escola substituindo professores de portugu\u00eas que faltavam. Na sua aus\u00eancia eu fazia a minha reda\u00e7\u00e3o e ainda dava tempo para &#8220;vender&#8221; outras duas. Com os poucos trocados, comprava coca-cola e uma coxinha na cantina.<\/p>\n<p>A venda de reda\u00e7\u00f5es era devido a minha rapidez em escrever, mas s\u00f3 a primeira era bem escrita. As seguintes sa\u00edam cansadas, repetitivas, mas com mesmo estilo, o que gerou desconfian\u00e7a.\u00a0 Um dia ela me mostrou duas e disse: &#8220;Voc\u00ea escreveu isso, n\u00e3o foi?&#8221; Rosa havia aprendido a reconhecer os estilos de seus alunos e ao contr\u00e1rio do que se esperava, chamou-me para uma conversa &#8211; &#8220;Se voc\u00ea quer escrever bem, eu te ajudo, mas pare de fazer isso porque esses seus colegas sair\u00e3o do curso sem saber escrever.&#8221;\u00a0 E Rosa passou a me encontrar nos intervalos e ap\u00f3s a aula, corrigindo e me orientando. Tamb\u00e9m aproveitava para desabafar: n\u00e3o dormia bem com tantos pernilongos, falava mal do Brasil e de meus planos de morar na Argentina depois do ensino m\u00e9dio. &#8220;Se \u00e9 para imigrar, v\u00e1 para um pa\u00eds rico, com oportunidades, de pobreza j\u00e1 basta aqui.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Tenho uma p\u00e9ssima not\u00edcia a te dar&#8221;, ela me disse um dia. &#8220;Voc\u00ea vai ser um escritor. Meu pai era um, sei reconhecer esse talento, mas ele morreu pobre e exilado.&#8221; &#8220;Escreva por prazer, mas tente uma profiss\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Engoli seco e decepcionado. Ela era extremamente pragm\u00e1tica e fria, oscilando entre momentos de extrema sinceridade com pausas para falar.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia Hermann havia fugido da Pol\u00f4nia ocupada pelos nazistas e encontrou abrigo no Brasil. Parte de seus parentes foram viver em um lugar distante, um enclave judeu em Nova Iorque.\u00a0 &#8220;Meu pai escolheu ser escritor e olhe aqui pra mim, tamb\u00e9m apaixonada por escrever e ensinar&#8221;.\u00a0 N\u00e3o tem &#8220;futurrro&#8221;, dizia com seu forte sotaque.\u00a0 Eu, de certa forma, segui seu conselho e de muitos outros que diziam que &#8220;escritor morre de fome no Brasil&#8221;.\u00a0 Tudo que eu imaginava ser e fazer n\u00e3o tinha futuro, n\u00e3o dava dinheiro. Nos anos seguintes aos meus encontros did\u00e1ticos com Rosa Hermann, enquanto amigos estudavam medicina, primas se dedicavam a engenharia e inform\u00e1tica, eu insistia em escrever e sonhar em um dia publicar um livro.<\/p>\n<p>Perdi contato com a professora Rosa Herman \u2013 a polonesa que me ensinou Portugu\u00eas \u2013 mas soube que ela comeu suas pr\u00f3prias palavras e orienta\u00e7\u00f5es e seguiu a trajet\u00f3ria do pai, publicando livros e se tornando uma refer\u00eancia para outros tantos estudantes por onde passava, geralmente escolas p\u00fablicas de bairros distantes, perif\u00e9ricos e esquecidos.\u00a0 Antes de morrer, nos anos 90, j\u00e1 era uma consagrada escritora de l\u00edngua portuguesa e havia lan\u00e7ado alguns livros did\u00e1ticos.\u00a0 Sempre tive muito orgulho de ter sido seu favorito naqueles anos e que suas aulas e conselhos tenham me influenciado na busca por um texto melhor e na busca de um lar, mesmo que muito distante daquela escola e do lugar onde nasci.<\/p>\n<p>Ela sabia que nosso caminho era inevit\u00e1vel, como eu me tornaria tamb\u00e9m imigrante em algum momento, curioso sobre a vida no estrangeiro e ansioso por me exilar. Rosa fez o papel genial de todo bom professor &#8211; jogou em mim uma semente, um desafio.<\/p>\n<p>A arte de escrever \u00e9 algo que desenvolvemos, aprimoramos &#8211; mas em muitos parece ser uma for\u00e7a interna incontrol\u00e1vel. Deve ser assim tamb\u00e9m com a m\u00fasica e pintura. Quando isso se junta ao ex\u00edlio e a dist\u00e2ncia do que um dia chamamos lar, parece que as lembran\u00e7as brotam mais f\u00e1cil e que o afastamento apimenta nossa lembran\u00e7a.<\/p>\n<p>Por ironia do destino, trinta anos depois, daqueles anos famintos que vendia reda\u00e7\u00f5es para fazer lanche, eu me vi sentado em um banco em Brighton Beach, em Nova iorque, onde os familiares de Rosa se exilaram e onde ela tamb\u00e9m sonhava em viver. \u00c9 uma faixa de areia cercada por casas e pr\u00e9dios antigos, lojinhas e mercados, com maioria de russos e outros imigrantes da antiga URSS, como Ge\u00f3rgia e Azerbaij\u00e3o. Muitos a chamam tamb\u00e9m &#8220;pequena Odessa&#8221;, em refer\u00eancia a uma cidade na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Eu me lembrei da fam\u00edlia Herman quando cheguei numa manh\u00e3 quente de agosto, das andan\u00e7as pelas ruas, do cheiro \u00fanico e indescrit\u00edvel das esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4. O caminho at\u00e9 o Lower East side, que de gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es abriga levas de imigrantes. Primeiro foram as ondas de italianos, depois chineses, espanh\u00f3is e por \u00faltimo os latino-americanos, que como eu, chegavam para encontrar uma sa\u00edda e justificar aquela frase bonita na base da est\u00e1tua da liberdade &#8211; Que venham os que fogem de guerras coletivas e pessoais, que venham os que s\u00f3 querem um pouco dessa energia que flui como aquele feixe de luz.<\/p>\n<p>O escritor franc\u00eas Marcel Proust j\u00e1 disse que a real viagem da descoberta n\u00e3o consiste apenas em lugares novos, mas em passar a ver com outros olhos. Para quem j\u00e1 viveu o afastamento de sua terra, h\u00e1 para sempre um sentimento de busca por um lar. Depois que deixamos o lugar onde nascemos e tivemos inf\u00e2ncia, passamos a viver em um limbo \u2013 j\u00e1 n\u00e3o somos mais de onde viemos e tamb\u00e9m n\u00e3o pertencemos plenamente ao lugar que adotamos. Quase todo imigrante j\u00e1 tem essa sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-pertencimento. Afinal, onde \u00e9 que fica o conceito de &#8220;lar&#8221; para quem \u00e9 n\u00f4made e exilado ?<\/p>\n<p>Rosa mudou o meu olhar \u2013 mesmo no seu pessimismo e nas canetadas vermelhas em meu texto. Ela era a pr\u00f3pria inspira\u00e7\u00e3o por ser imigrante, desafiar e ensinar um idioma que n\u00e3o era nativo de sua educa\u00e7\u00e3o, deixar uma vida confort\u00e1vel para ir ao sub\u00farbio ensinar jovens a escrever melhor e contar sua hist\u00f3rias. Gra\u00e7as a ela hoje sei que todos temos hist\u00f3rias para contar. Rosa me ajudou a entender que somos mosaico, cujo lar n\u00e3o \u00e9 mais f\u00edsico. O lar somos n\u00f3s mesmos. E escrever \u00e9 um ato de rebeldia, que nos leva ao para\u00edso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Os grandes olhos azuis de Rosa me acompanhavam com aten\u00e7\u00e3o desde o primeiro dia de aula. 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