{"id":1234373,"date":"2020-11-08T03:59:55","date_gmt":"2020-11-08T03:59:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1234373"},"modified":"2020-11-07T13:58:01","modified_gmt":"2020-11-07T13:58:01","slug":"e-foi-sera-teatro-to-be-continued","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/11\/e-foi-sera-teatro-to-be-continued\/","title":{"rendered":"\u00c9. Foi. Ser\u00e1. Teatro? To be continued"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">DAN\u00c7A<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este texto continua a <a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/e-foi-sera-teatro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">minha coluna<\/a> publicada na semana de 25\/10\/2020 em Pressenza. Tanto a anterior quanto esta versam sobre as obras apresentadas na Mostra Nordeste, a qual tive a grande honra de curar junto com Paula de Renor (PE) e Celso Curi (SP), integrante do 27\u00ba Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, realizado entre 26\/9 e 1\/10\/2020, todo ele no modo remoto. Corpo, presencialidade, dramaturgia expandida s\u00e3o temas da reflex\u00e3o sobre o estatuto da cena nas plataformas digitais. A programa\u00e7\u00e3o contava com dez obras que foram subdivididas no texto em tr\u00eas eixos: apresenta\u00e7\u00e3o na \u00edntegra de performances filmadas; adapta\u00e7\u00f5es de obras originariamente c\u00eanicas para as plataformas; proposi\u00e7\u00f5es gestadas de sa\u00edda para os suportes digitais. Desse \u00faltimo eixo, cabe-nos aqui comentar ainda tr\u00eas trabalhos e caminhar para um balan\u00e7o final. (A imagem de capa \u00e9 uma releitura do artista Simon Schubert da obra <em>A reprodu\u00e7\u00e3o proibida<\/em>, obra de 1937 de Ren\u00e9 Magritte, que abria a coluna anterior.)<\/p>\n<h4>Das cria\u00e7\u00f5es j\u00e1 remoto-digitais (continua\u00e7\u00e3o)<\/h4>\n<p>6 agentes conduzem 6 viajantes: a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 1\/1 mas h\u00e1 uma comunidade de fundo entretanto insuspeita durante a primeira parte da travessia. O ano \u00e9 2045, vivemos em um mundo dist\u00f3pico e ele tem alguma rela\u00e7\u00e3o com a data de 28 de outubro de 2018. Neste outro tempo, palavras ca\u00edram em desuso porque foram proibidas. Algumas tecnologias sociais tamb\u00e9m. \u00c9 preciso retomar o uso de ferramentas obsoletas de comunica\u00e7\u00e3o como o WhatsApp e o Instagram que, de t\u00e3o antigas, n\u00e3o s\u00e3o rastre\u00e1veis. Atrav\u00e9s delas seremos levados a embarcar na viagem clandestina para a qual reservamos secretamente o bilhete. A <em>passagem<\/em>, entretanto, n\u00e3o est\u00e1 de pronto assegurada: tudo depende de nossa desenvoltura em uma esp\u00e9cie de teste para o qual n\u00e3o h\u00e1 manual dispon\u00edvel, cujas regras perderam-se no tempo. As tomadas de decis\u00e3o s\u00e3o todas muito urgentes. \u00c9 importante levar consigo um disfarce. A atmosfera de risco e amea\u00e7a \u00e9 constante.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 mais ou menos o argumento de Cl\u00e3_Destin@: Uma Viagem C\u00eanico-Cibern\u00e9tica, obra imersiva, interativa, multiplataforma (60min de dura\u00e7\u00e3o) do grupo Clowns de Shakespeare (RN), criada especialmente para esses tempos de confinamento, calcada, por\u00e9m, em \u201cmais de dez anos mergulhando no universo da Am\u00e9rica Latina, em seus festejos populares\u201d, pesquisa apoiada inclusive pelo RUMOS Ita\u00fa Cultural. Sob a dire\u00e7\u00e3o de Fernando Yamamoto, o(a)s int\u00e9rpretes Camille Carvalho, Diogo Spinelli, Dudu Galv\u00e3o, Nicoli Dichoff, Paula Queiroz e Rena Kaiser transformam-se em agentes cuja caracteriza\u00e7\u00e3o (bel\u00edssima) oblitera a identidade. Eles e elas s\u00e3o respons\u00e1veis por conduzir os seis supostos espectadores atrav\u00e9s da porta pequena demais ou grande demais de entrada no mundo da fic\u00e7\u00e3o. \u00c9 essa chave que torna operativa a inteligente dramaturgia do trabalho (autoria tamb\u00e9m de Yamamoto): o tema \u00e9 a pr\u00f3pria engrenagem. Vive-se um tempo (2045 ou 2020?) no qual a palavra \u201calegria\u201d foi extinta, a imagina\u00e7\u00e3o foi sequestrada e, com ela, a capacidade de fabular. Assim, no lugar da especta\u00e7\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o de expecta\u00e7\u00e3o, bilhete necess\u00e1rio para que o <em>embarque<\/em> cumpra seu duplo sentido: ir a bordo e deixar-se iludir. Somos instados em nosso engajamento responsivo e respons\u00e1vel no jogo. Uma vez que nele tenhamos sido aceitos, chegaremos \u00e0 plataforma Zoom onde partilharemos um comum. Viajantes (disfar\u00e7ados) e agentes (mascarados) comp\u00f5em entre si um pequeno cl\u00e3 cujo destino emula nas festividades, a utopia de uma latinoam\u00e9rica justa, liberta e federada. Alegre, de novo. Nela podem dan\u00e7ar juntos a Macarena que emula no modo remoto a celebra\u00e7\u00e3o de um \u201cteatro poss\u00edvel\u201d, diz o diretor, lugar onde a imagina\u00e7\u00e3o tomada de volta dos tempos sombrios o torna, ent\u00e3o, um teatro <em>do<\/em> poss\u00edvel.<\/p>\n<div id=\"attachment_1234374\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1234374\" class=\"wp-image-1234374 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cla\u0303_Destin@-Uma-Viagem-Ce\u0302nico-Ciberne\u0301tica-foto-de-cena.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cla\u0303_Destin@-Uma-Viagem-Ce\u0302nico-Ciberne\u0301tica-foto-de-cena.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cla\u0303_Destin@-Uma-Viagem-Ce\u0302nico-Ciberne\u0301tica-foto-de-cena-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1234374\" class=\"wp-caption-text\">Cla\u0303_Destin@: Uma Viagem Ce\u0302nico-Ciberne\u0301tica. Foto de cena<\/p><\/div>\n<p>\u201cVoc\u00ea imaginava um ano atr\u00e1s que estaria vivendo isso que a gente t\u00e1 vivendo agora?\u201d Melhor dizendo, voc\u00ea consegue imaginar um <em>blockbuster<\/em> com 30min de dura\u00e7\u00e3o no qual somente 12 pessoas (entre 6 performers e 6 participantes) s\u00e3o admitidas a cada vez? Pois \u00e9, tenho certeza de que o grupo teatral Magiluth (PE) n\u00e3o poderia supor, em 2019, o que lhe aconteceria apenas um ano depois. Desde a estreia de Tudo Que Coube Numa VHS (foto 3), em 7\/5\/2020, eles se tornaram a coqueluche da temporada, com cerca de 1.600 apresenta\u00e7\u00f5es realizadas em quase todo o Brasil e outros 18 pa\u00edses. A urg\u00eancia de criar um novo trabalho cuja execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 atendesse \u00e0s prerrogativas sanit\u00e1rias recomendadas pela OMS, mas refletisse a condi\u00e7\u00e3o de confinamento e criasse condi\u00e7\u00f5es de encontro na reclus\u00e3o, n\u00e3o denega a qualidade que sempre acompanha as obras do grupo em seus 15 anos de exist\u00eancia e pesquisa continuada. Agora, numa rela\u00e7\u00e3o 1 a 1, importava, diz o diretor, \u201cfazer conex\u00e3o com aquela pessoa [<em>o\/a participante<\/em>], n\u00e3o perd\u00ea-la neste vasto mundo das redes sociais que t\u00e1 sempre lhe chamando para alguma coisa\u201d. Giordano Castro, al\u00e9m da dire\u00e7\u00e3o, assina tamb\u00e9m a dramaturgia e integra o grupo de seis performers junto com\u00a0Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Lucas Torres, M\u00e1rio Sergio Cabral e Pedro Wagner. A solu\u00e7\u00e3o inventiva e inteligente \u00e9 uma excelente s\u00edntese do que pode a dramaturgia \u00e0s expensas da presencialidade c\u00eanica; do que pode a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, n\u00e3o apesar das restri\u00e7\u00f5es, mas <em>com<\/em> elas.<\/p>\n<div id=\"attachment_1234384\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1234384\" class=\"wp-image-1234384 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Tudo-o-Que-Coube-Numa-VHS.-foto-Levy-Mota.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"481\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Tudo-o-Que-Coube-Numa-VHS.-foto-Levy-Mota.png 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Tudo-o-Que-Coube-Numa-VHS.-foto-Levy-Mota-300x200.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1234384\" class=\"wp-caption-text\">Tudo o Que Coube Numa VHS. Foto deLevy Mota<\/p><\/div>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada para ver no sentido estrito da teatralidade. O experimento acontece em v\u00e1rias plataformas, mas WhastApp, Instagram, liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, e-mail, YouTube e Deezer ou Spotify n\u00e3o s\u00e3o meros meios condutores. Como dizia MacLuhan, o meio \u00e9 a pr\u00f3pria mensagem. Assim, tudo come\u00e7a desde o primeiro contato para aquisi\u00e7\u00e3o do ingresso onde a rela\u00e7\u00e3o um a um j\u00e1 se estabelece. Na melhor forma <em>indie<\/em> de promo\u00e7\u00e3o, conversamos no direct do Instagram, admitimos os dados banc\u00e1rios para dep\u00f3sito, voltamos a mensagem com o recibo e a partir da\u00ed entregamos alguns de nossos dados sociais para que o contato possa acontecer<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref\">[1]<\/a>. \u00c9 um <em>date<\/em>, com dia e hora marcada, mas ele \u00e9 <em>blind<\/em> porque a gente n\u00e3o sabe com quem, e melhor, o que \u00e9. Recebemos uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica e o que se segue a partir da\u00ed ainda procura o seu nome. Haver\u00e1 trocas de mensagens em uma sequ\u00eancia dramat\u00fargica que encontra no fragment\u00e1rio, o seu sentido. Executamos gestos conhecidos de idas e vindas entre plataformas sociais e obtemos justamente aquilo que esses pr\u00f3prios gestos cotidianamente obliteram. Assim, \u00e9 de dentro dos pr\u00f3prios dispositivos que o trabalho consegue criar sua narrativa \u00ad\u2013 uma contracaptura da distra\u00e7\u00e3o que se tornou <em>mais valor<\/em> no capitalismo neoliberal disfar\u00e7ado de redes (antis)sociais. Durante 30min, n\u00f3s de fato prestamos aten\u00e7\u00e3o (isso \u00e9 pol\u00edtico, percebe?). O grupo define o trabalho como um \u201cexperimento sensorial em tempos de confinamento\u201d. Eu diria que se trata de um experimento social. \u00c9 tamb\u00e9m um <em>date<\/em> art\u00edstico (que privil\u00e9gio!), porque aquela sess\u00e3o em tempo real \u00e9 \u00fanica: foi feita estritamente por aquele performer <em>com<\/em> aquele(a) participante. Um <em>imprinting<\/em> acontece. Quando nos damos conta de termos encontrado nossa alma g\u00eamea, ela esvanece entre pixels e algoritmos. Acaba o trabalho e somos (gentilmente) deixados ao abandono de algo absolutamente in\u00e9dito que ali mesmo, onde menos se esperava, se construiu: um v\u00ednculo. Eu chorei baldes. Quem nunca?<\/p>\n<p>10 atores e atrizes comp\u00f5em o elenco de Fragmentos de um Teatro Decomposto (BA) (foto 4), o que para Marcio Meireles, diretor afeito \u00e0 multid\u00e3o, \u201cequivale a um mon\u00f3logo\u201d. Como acontece com quase todo grande artista, a restri\u00e7\u00e3o, seja num\u00e9rica, espa\u00e7o-temporal ou de qualquer outro tipo, \u00e9 oportunidade inteligente de composi\u00e7\u00e3o. A encena\u00e7\u00e3o de 70min de dura\u00e7\u00e3o \u00e9 sofisticada, proveniente de longos estudos e experimentos do inquieto Meireles realizados muito antes do confinamento social acerca do que ele chama de <em>Webteatro. <\/em>Interessa-lhe \u201cessa presen\u00e7a virtual do ator e do p\u00fablico\u201d que \u201cespalha na rede o tradicional lugar de onde se v\u00ea\u201d, defini\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica da palavra teatro. No processo de pesquisa e montagem, v\u00e1rias experi\u00eancias foram tentadas, dentre elas o investimento mais direto na linguagem audiovisual, a montagem de cenas pr\u00e9-gravadas, at\u00e9 mesmo o radioteatro. Todas elas foram abandonadas em favor da encena\u00e7\u00e3o digital em tempo real no Zoom, plataforma que n\u00e3o serve apenas de ferramenta. Tamb\u00e9m aqui, como em Tudo o Que Coube Numa VHS, mas em bitola est\u00e9tica completamente distinta, o meio \u00e9 a mensagem.<\/p>\n<div id=\"attachment_1234394\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1234394\" class=\"wp-image-1234394 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Fragmentos-de-um-Teatro-Decomposto-foto-Ananda-Brasileiro.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Fragmentos-de-um-Teatro-Decomposto-foto-Ananda-Brasileiro.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Fragmentos-de-um-Teatro-Decomposto-foto-Ananda-Brasileiro-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1234394\" class=\"wp-caption-text\">Fragmentos de um Teatro Decomposto. Foto de Ananda Brasileiro<\/p><\/div>\n<p>O texto original do escritor e jornalista romeno\/franc\u00eas Mat\u00e9i Visniec, intitulado <em>Th\u00e9\u00e2tre d\u00e9compos\u00e9 ou l\u2019homme-poubelle<\/em> (<em>Teatro decomposto ou o homem lata de lixo<\/em>, tradu\u00e7\u00e3o de Alexandre David), escrito em franc\u00eas e romeno e traduzido para 9 l\u00ednguas, j\u00e1 oferece no resumo uma chave para a encena\u00e7\u00e3o digital de Meireles: \u201cOs textos reunidos sob este t\u00edtulo s\u00e3o na verdade blocos teatrais de montar.\u201d N\u00e3o se trata, entretanto, de um quebra-cabe\u00e7a j\u00e1 que \u201co autor n\u00e3o imp\u00f4s uma ordem espec\u00edfica\u201d. Dele foram, ent\u00e3o, extra\u00eddos 10 mon\u00f3logos, um para cada int\u00e9rprete, um para cada janela apartada e apertada do Zoom. Ananda Brasileiro, Anne Cardoso, Clara Torres, Clara Romariz, Loi\u00e1 Fernandes, Meniky Marla, Rodrigo Lelis e Vick Nefertiti saem-se muit\u00edssimo bem na tarefa empreendida pela Companhia Teatro dos Novos<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref\">[2]<\/a>, fruto de sua excelente forma\u00e7\u00e3o teatral na Universidade Livre<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref\">[3]<\/a> do Teatro Vila Velha, onde foram orientados pelos experientes Chica Carelli e Miguel Campelo que tamb\u00e9m integram o elenco. A disposi\u00e7\u00e3o c\u00eanica afirma o apartamento de cada uma das 10 pessoas\/personagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras. H\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o entre eles, mas ela \u00e9 intertextual: o contato se d\u00e1 no territ\u00f3rio da palavra. Cabe a n\u00f3s escutar e depreende-lo.<\/p>\n<p>A frontalidade dos int\u00e9rpretes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas c\u00e2meras e a dedica\u00e7\u00e3o esmerada de cada um(a) ao ato de falar tornam operativo o pr\u00f3prio Zoom. Fragmentos de um Teatro Decomposto usa a plataforma ao mesmo tempo em que a desusa quando d\u00e1 \u00e0 linguagem ali comumente professada, outro fim. Destaca-se o uso inteligente do <em>delay<\/em> (que, na rede, \u00e9 de lei) abrindo temporalidade entre cada um dos fragmentos e espa\u00e7ando, por rebote, a temporalidade interna de cada mon\u00f3logo. A atmosfera \u00e9 desolada e um tanto opressora, trazida j\u00e1 pelo texto denso, brutal, mas n\u00e3o menos po\u00e9tico, que, junto com a encena\u00e7\u00e3o, nos coloca n\u00e3o diante de um mundo dist\u00f3pico, mas pertencentes a ele. Ponto para outra intertextualidade do trabalho (o texto \u00e9 de 1994), essa com a nossa circunst\u00e2ncia social em plena pandemia pelo Covid-19, vigente neste tempo de depois do fim. Ainda antes do fim (da obra), entretanto, ela nos premia com um belo momento de evas\u00e3o do olhar e da aten\u00e7\u00e3o quando somos conduzidos por um passeio pelas palavras em voz off do artigo <em>Andando pela Paris deserta ou o mundo de Chirico <\/em>(2020), tamb\u00e9m de Visniec, enquanto imagens evanescentes da cidade-luz sob severo <em>lockdown <\/em>nos s\u00e3o lenta e suavemente apresentadas.<\/p>\n<p>\u201cO que acontece hoje \u00e0 esp\u00e9cie humana \u00e9 algo enorme, grave, alucinante. Quando de uma cidade desaparecem os seus habitantes, a pr\u00f3pria cidade come\u00e7a a n\u00e3o fazer mais sentido. E as poucas pessoas que encontrei em vez de salvar a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o faziam sen\u00e3o aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de vazio, pois tinham algo fantasmag\u00f3rico. \u00c9 poss\u00edvel que os parisienses fechados nos seus apartamentos ainda n\u00e3o percebam a natureza apocal\u00edptica do momento; seria necess\u00e1rio que cada um pudesse sair, pelo menos uma vez e atravessar a cidade deserta, para entender que estamos numa encruzilhada da civiliza\u00e7\u00e3o.\u201d, diz de modo contundente o autor. Ao que Meireles, tornado agora minha personagem, responde de dentro de seu texto escrito para o<a href=\"https:\/\/issuu.com\/teatrovilavelha\/docs\/teatro_decomposto_programa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> programa do trabalho<\/a>: \u201c\u00e9 preciso tornar este tempo em poesia para poder encontrar raz\u00f5es para seguir\/\u00e9 preciso perceber o que se passa enquanto passa\/\u00e9 preciso acreditar que o teatro s\u00f3 acontece aqui e agora\/que n\u00e3o podemos esperar depois quando as coisas voltarem\/as coisas n\u00e3o voltam as coisas seguem o tempo \u00e9 e n\u00f3s passamos\u201d. Todos, todas e todes participantes do 27\u00ba Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, assim como sua equipe organizadora, que cabe a nota \u00e9 composta exclusivamente por bravas mulheres, parecem ter ouvido seu chamado apresentando cada qual suas perguntas ao tempo com formula\u00e7\u00f5es t\u00e3o ricas, corajosas e diversas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma dramaturgia neofascista acontecente em nosso pa\u00eds que insiste em querer nos matar. H\u00e1 uma contranarrativa, t\u00e3o viral quanto vital, das artes vivas que insistem em n\u00e3o morrer. Ser\u00e1.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Assim aconteceu a primeira temporada que catapultou as outras e as participa\u00e7\u00f5es em festivais.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Com mais de 60 anos de exist\u00eancia, a Companhia Teatro dos Novos foi fundada por uma dissid\u00eancia da primeira turma da Escola de Teatro da UFBA (forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica) que contava com nada mais nada menos que o jovem Othon Bastos entre os revoltosos. Entre idas e vindas administrativas no decorrer de sua longa hist\u00f3ria, desde 1994, \u00e9 dirigida por Marcio Meireles e tem sede no Teatro Vila Velha, em Salvador.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Fundada em 2013, a Universidade Livre iniciou uma nova etapa da Companhia Teatro dos Novos que passou a formar novas gera\u00e7\u00f5es de artistas capazes de levar o grupo adiante. Trata-se de um programa pedag\u00f3gico que inclui diversos fazeres t\u00e9cnicos e art\u00edsticos das artes do palco. Al\u00e9m de atuarem nas montagens da companhia (uma a cada ano, desde ent\u00e3o), os integrantes tamb\u00e9m exercitam a cenografia, o figurino, a maquiagem, o som, a m\u00fasica, o v\u00eddeo, a gest\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o. E participam de experimentos produzidos a partir do trabalho com colaboradores de v\u00e1rias \u00e1reas da arte, atrav\u00e9s de oficinas. (Dados obtidos no <a href=\"https:\/\/www.teatrovilavelha.com.br\/programa_formacao.php?id=7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site da escola<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAN\u00c7A &nbsp; &nbsp; Este texto continua a minha coluna publicada na semana de 25\/10\/2020 em Pressenza. 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