{"id":1234356,"date":"2020-11-08T03:53:04","date_gmt":"2020-11-08T03:53:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1234356"},"modified":"2020-11-07T14:02:41","modified_gmt":"2020-11-07T14:02:41","slug":"falando-de-flores-raras-e-perdas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/11\/falando-de-flores-raras-e-perdas\/","title":{"rendered":"Falando de flores raras e perdas"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Existem hist\u00f3rias de amor que nos desafiam a imaginar um mundo diferente. Recentemente lembrei da rela\u00e7\u00e3o de amor da famosa poetisa norte-americana Elizabeth Bishop e a artista pl\u00e1stica brasileira Maria Carlota de Macedo Soares, a Lotta.\u00a0 Sem forma\u00e7\u00e3o formal, ela foi uma das grandes arquitetas brasileiras &#8211; em um tempo que isso era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Me transportei para um Rio de janeiro que n\u00e3o conheci, uma cidade m\u00e1gica, ousada, quando bondes transitavam pelas ruas, onde milhares migraram do interior em busca de uma vida melhor, lugar onde jardins floresciam e talentos brotavam &#8211; pelo menos na imagina\u00e7\u00e3o saudosista de minha av\u00f3. Na verdade sei que era uma Parte Paris tropical para uma elite, parte inferno nos barracos de zinco dos morros.\u00a0 Vou adiantar: essa n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria de amor com final feliz e isso que faz dela interessante.<\/p>\n<p>Ambientada em lugares que conhe\u00e7o bem \u2013 a regi\u00e3o serrana carioca, a zona sul do Rio e Nova Iorque \u2013 essa rela\u00e7\u00e3o terminou exatamente quando nasci, na metade dos anos 60 e havia se arrastado dolorosamente e apaixonadamente por dezesseis\u00a0 anos. Acho que por n\u00e3o ser uma hist\u00f3ria de minha \u00e9poca, demorei tanto para conhec\u00ea-la. H\u00e1 pol\u00edtica, contradi\u00e7\u00f5es, raiva, desespero e abandono em cada linha da vida delas.<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 teve uma rela\u00e7\u00e3o para al\u00e9m das fronteiras sabe das dificuldades e desafios desse tipo de rela\u00e7\u00e3o intercultural e intercalada pela dist\u00e2ncia.\u00a0 Menos dram\u00e1tica hoje em tempos globalizados e de curtas dist\u00e2ncias, nos anos 50 e na \u00e9poca que cartas se perdiam nos correios \u2013\u00a0 cada separa\u00e7\u00e3o parecia ser uma perda dif\u00edcil de sobreviver. As drogas e o \u00e1lcool foram em muitos casos os combust\u00edveis dessas saudades e afastamentos. Algumas hist\u00f3rias como de Elizabeth e Lotta desrespeitaram fronteiras, tempo e conven\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Desde que buscando a \u201dcura geogr\u00e1fica\u201d a poetisa pisou pela primeira vez em terras Brasileiras, nos anos 50 \u2013 Bishop viveu uma paix\u00e3o avassaladora com Lotta, uma artista parisiense, educada na B\u00e9lgica e transplantada ao Rio, onde incorporou a alma e ironia carioca.\u00a0 Aluna de Portinari, ativista pol\u00edtica, Lotta de Macedo Soares era uma figura fascinante e complexa.\u00a0 \u00c9 preciso dizer que elas tamb\u00e9m testaram modelos audaciosos para a \u00e9poca, como um tri\u00e2ngulo amoroso a tamb\u00e9m artista pl\u00e1stica, Mary Marcy.<\/p>\n<p>O romance\u00a0 de Lotta e Bishop acabou de forma triste e violenta, depois de mais de uma d\u00e9cada, no entanto viveram anos de paix\u00e3o e criatividade. Ambas, produziram muito naqueles anos.\u00a0 Se tornaram refer\u00eancia para muitas mulheres libert\u00e1rias e que sonhavam com uma vida diferente do padr\u00e3o da \u00e9poca, quando a maioria delas dependiam de maridos e fam\u00edlia.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Lotta e Bishop talvez seja minha maior refer\u00eancia e aprendizado de que muitas vezes n\u00e3o &#8220;ficamos&#8221; para sempre com o amor da nossa vida \u2013 almas criativas e livres, n\u00e3o conseguimos manter rela\u00e7\u00f5es est\u00e1veis com essas paix\u00f5es fulminantes de maravilhosas, que nos d\u00e3o \u00eaxtase e alegrias e que desaparecem de nosso caminho.<\/p>\n<p>Descobri com Lotta e Bishop, uma forma de romper meus preconceitos tamb\u00e9m ideol\u00f3gicos. Conheci um outro Carlos Lacerda, o amigo delas e governador que aprendi desde cedo a rejeitar por quest\u00f5es pol\u00edticas, que mostra-se um conservador sem preconceitos e de conviv\u00eancia extremamente liberal em rela\u00e7\u00e3o a o que era um tabu na \u00e9poca, uma rela\u00e7\u00e3o entre mulheres. Enquanto na mesma \u00e9poca militantes de esquerda rejeitavam homossexuais e tinham posturas machistas, um pol\u00edtico de direita transitava com tranquilidade pelo universo de not\u00e1veis l\u00e9sbicas da elite carioca. Contradi\u00e7\u00f5es que s\u00f3 o Brasil consegue produzir.<\/p>\n<p>Eu entendo que a permissividade a respeito da orienta\u00e7\u00e3o sexual era fruto do fato de ambas serem da elite intelectual e branca, mas analisando outros nomes da \u00e9poca que fizeram parte do governo Lacerda parece claro que n\u00e3o havia patrulhamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual nas equipes.\u00a0 Uma pol\u00edtica inexplic\u00e1vel onde progressistas eram\u00a0 caretas e os conservadores nomeavam a cargos e tarefas importantes homossexuais \u2013 como foi o caso de Lotta, apontada pelo governador para liderar o planejamento e constru\u00e7\u00e3o do Aterro do Flamengo.<\/p>\n<p>A obra do aterro era o maior parque urbano do mundo. Embora inspirado numa uma vis\u00e3o &#8220;central Park&#8221; da classe m\u00e9dia carioca, o projeto acabou como um espa\u00e7o de toda a cidade, lazer tamb\u00e9m da classe trabalhadora, de porteiros e empregadas dom\u00e9sticas. O Aterro se converteria d\u00e9cadas depois em uma \u00e1rea popular, bem diferente do que foi idealizado pela elite carioca. Tudo isso n\u00e3o tira o m\u00e9rito e a coragem e protagonismo de uma mulher que foi a respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o dessa obra gigantesca e hist\u00f3rica, que mudou a geografia da cidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas injusti\u00e7as a se corrigir na hist\u00f3ria do Rio, muitas mulheres esquecidas nos livros, poucas est\u00e1tuas e lugares destinados a homenagear essas personagens incr\u00edveis femininos. A rigidez ideol\u00f3gica me tirou muitas vezes a possibilidade de ver al\u00e9m da pol\u00edtica e apreciar as complexidades do ser humano.\u00a0 A quest\u00e3o da \u201dperda\u201d nessa hist\u00f3ria \u00e9\u00a0 um tema de todos n\u00f3s, independente da forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e cren\u00e7as de como a sociedade deve se comportar. No amor, todos somos seres atormentados e confusos, na esquerda ou na direita.<\/p>\n<p>Bishop era uma inc\u00f3gnita. Parecia n\u00e3o entender, no entanto, as din\u00e2micas da pol\u00edtica latino americana. Lotta era sua int\u00e9rprete e por ser conservadora, uma tradutora incompleta da realidade de fora da sua bolha de classe m\u00e9dia alta.\u00a0 A poesia da escritora norte-americana, como j\u00e1 disse Howard Moss, editor de poesia da revista New Yorker, \u201cn\u00e3o \u00e9 acad\u00eamica. \u00c9 beat, experiente novata, m\u00e9trica, sil\u00e1bica. Para o jornalista \u201c\u00c9 pura e no tom perfeito\u201d. Comprei alguns de seus trabalhos e hoje fazem parte de minhas leituras preferidas.<\/p>\n<p>Bishop falava muito de rupturas, mas a perda\u00a0 que me refiro neste texto sobre Lotta e ela, n\u00e3o tem cor, tem dor \u2013 se me permite a rima po\u00e9tica e a calhar.\u00a0 Esse romance n\u00e3o tem nada de incomum, n\u00e3o carrega nenhuma novidade em mat\u00e9ria de rela\u00e7\u00e3o entre mulheres \u2013 nem mesmo o tri\u00e2ngulo amoroso e uma filha adotiva.\u00a0 A trama tamb\u00e9m n\u00e3o me parece nada de diferente a milhares de hist\u00f3rias de amor n\u00e3o aceitas pela sociedade. Ent\u00e3o, por que \u00e9 uma hist\u00f3ria que vale a pena ser contada?<\/p>\n<p>O que mais me chama a aten\u00e7\u00e3o nessa rela\u00e7\u00e3o foram os aspectos que n\u00e3o est\u00e3o ligados a sua caracter\u00edstica sensual de seus encontros e que s\u00e3o comuns a todos n\u00f3s:\u00a0 o sentimento e a dor da dist\u00e2ncia, da solid\u00e3o acompanhada, de estar dividido entre a seguran\u00e7a e a monotonia de uma rela\u00e7\u00e3o e a aventura de outra pautada pela euforia, a separa\u00e7\u00e3o cultural entre os amantes, o sentir-se estrangeiro, a\u00a0 partida e o retorno. Todos temas que nos acompanham a humanidade independente de orienta\u00e7\u00e3o sexual ou posi\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Alguns de n\u00f3s.vivemos a beleza e a tristeza de perder algu\u00e9m ou um sentimento e nunca mais conseguimos recuper\u00e1-lo. Todos podemos ter rela\u00e7\u00f5es como plantas delicadas que devido a nossa inabilidade e desleixo, deixamos sem cuidado. Almas imaturas muitas vezes, deixam escapar esses amores.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de tristeza que h\u00e1 nessa hist\u00f3ria de final infeliz de Lotta e Bishop \u00e9 percebemos que na vida\u00a0 achamos pessoas \u201dflores raras\u201d e que muitas vezes as deixamos morrer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Existem hist\u00f3rias de amor que nos desafiam a imaginar um mundo diferente. 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