{"id":1223292,"date":"2020-10-23T03:45:16","date_gmt":"2020-10-23T02:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1223292"},"modified":"2020-10-23T03:45:16","modified_gmt":"2020-10-23T02:45:16","slug":"as-bases-militares-nunca-ficam-sem-uso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/as-bases-militares-nunca-ficam-sem-uso\/","title":{"rendered":"As bases militares nunca ficam sem uso"},"content":{"rendered":"<p>Se, assim como eu, voc\u00ea tem o infeliz h\u00e1bito de apontar a desonestidade dos casos feitos para v\u00e1rias guerras, e come\u00e7a a persuadir as pessoas de que as guerras n\u00e3o s\u00e3o, na verdade, para a erradica\u00e7\u00e3o das armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa que elas proliferam, ou para a elimina\u00e7\u00e3o dos terroristas que geram, ou para a difus\u00e3o da democracia que sufocam, a maioria das pessoas logo perguntar\u00e1 &#8220;Bem, ent\u00e3o, para que as guerras servem?&#8221;.<\/p>\n<p>Neste ponto, h\u00e1 dois erros comuns. Um \u00e9 supor que h\u00e1 uma \u00fanica resposta. O outro \u00e9 supor que todas as respostas devem fazer sentido. Uma resposta b\u00e1sica que j\u00e1 dei um zilh\u00e3o de vezes \u00e9 que as guerras servem para lucro, poder e oleodutos, para o controle de combust\u00edveis f\u00f3sseis, territ\u00f3rios e governos, para c\u00e1lculos eleitorais, progress\u00e3o na carreira e avalia\u00e7\u00f5es da m\u00eddia, retorno para &#8220;contribui\u00e7\u00f5es&#8221; de campanha, para in\u00e9rcia do sistema atual, e para uma louca e s\u00e1dica lux\u00faria pelo poder e malevol\u00eancia xen\u00f3foba.<\/p>\n<p>Sabemos que as guerras n\u00e3o se correlacionam com a densidade populacional, a escassez de recursos ou com qualquer um dos fatores usados por alguns no meio acad\u00eamico estadunidense para tentar atribuir a culpa das guerras a suas v\u00edtimas. Sabemos que as guerras dificilmente se sobrep\u00f5em de forma alguma aos locais de fabrica\u00e7\u00e3o de armas. Sabemos que as guerras est\u00e3o fortemente correlacionadas com a presen\u00e7a de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Mas elas tamb\u00e9m se correlacionam com outra coisa que fornece um tipo diferente de resposta \u00e0 quest\u00e3o de para que servem as guerras: bases militares. Quero dizer, todos n\u00f3s sabemos h\u00e1 d\u00e9cadas que as \u00faltimas <em>permawars<\/em> estadunidenses consistem, em grande parte, em armar v\u00e1rios pa\u00edses com bases militares, e que os objetivos incluem a manuten\u00e7\u00e3o de um certo n\u00famero de bases permanentes e fortalezas de embaixadas de grandes dimens\u00f5es. Entretanto, e se as guerras n\u00e3o forem apenas motivadas pelo objetivo de novas bases, mas tamb\u00e9m impulsionadas de forma significativa pela exist\u00eancia das bases atuais?<\/p>\n<p>Em seu novo livro, <em>The United States of War <\/em>[Os Estados Unidos da Guerra, em tradu\u00e7\u00e3o literal], David Vine cita pesquisas do Ex\u00e9rcito dos EUA mostrando que, desde os anos 50, a presen\u00e7a militar do pa\u00eds tem se correlacionado com conflitos militares iniciados pelos estadunidenses. Vine modifica uma fala do filme Campo dos Sonhos para se referir n\u00e3o a um campo de beisebol, mas \u00e0s bases militares: &#8220;Se voc\u00ea as construir, as guerras vir\u00e3o&#8221;. O autor tamb\u00e9m registra in\u00fameros exemplos de guerras que geraram bases, que geraram guerras, que geraram bases, que n\u00e3o apenas geram mais guerras, mas tamb\u00e9m servem para justificar o gasto de mais armas e tropas para encher as bases, ao mesmo tempo em que produzem animosidade \u2014 todos os fatores que criam impulso para mais guerras.<\/p>\n<p>O livro anterior de Vine foi <em>Base Nation: How U.S. Military Bases Abroad Harm America and the World <\/em>[Na\u00e7\u00e3o base: Como as bases militares dos EUA no exterior prejudicam a Am\u00e9rica e o mundo, em tradu\u00e7\u00e3o literal]. O t\u00edtulo completo deste livro \u00e9 <em>The United States of War: A Global History of America&#8217;s Endless Conflicts, From Columbus to the Islamic State <\/em>[Os Estados Unidos da guerra: Uma hist\u00f3ria global dos conflitos sem fim da Am\u00e9rica, de Colombo ao Estado Isl\u00e2mico, em tradu\u00e7\u00e3o literal]. N\u00e3o \u00e9, entretanto, um relato detalhado de cada guerra dos EUA, o que exigiria milhares de p\u00e1ginas. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um afastamento do tema das bases militares. \u00c9 uma cr\u00f4nica do papel que as bases t\u00eam desempenhado e ainda desempenham na gera\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o das guerras.<\/p>\n<p>H\u00e1, no verso do livro, uma longa lista de guerras estadunidenses e de outros conflitos que, por alguma raz\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o rotulados como guerras. \u00c9 uma lista que vai desde antes do in\u00edcio dos Estados Unidos at\u00e9 hoje, e que n\u00e3o finge que as guerras contra os nativos americanos n\u00e3o existiram ou n\u00e3o foram guerras estrangeiras. \u00c9 uma lista que mostra guerras distantes ao redor do mundo, muito anteriores ao t\u00e9rmino da &#8220;doutrina do destino manifesto&#8221; na costa oeste dos EUA, e mostra desde pequenas guerras acontecendo em v\u00e1rios lugares de uma s\u00f3 vez at\u00e9 a ocorr\u00eancia de grandes guerras em outros lugares. Mostra guerras curtas e guerras extremamente longas (como uma guerra de 36 anos contra os Apaches) que tornam obscenos os constantes an\u00fancios de que a guerra atual no Afeganist\u00e3o \u00e9 a mais longa guerra dos EUA, e que tornam rid\u00edcula a ideia de que os \u00faltimos 19 anos de guerra s\u00e3o algo novo e diferente. Enquanto o Servi\u00e7o de Pesquisa do Congresso afirmou uma vez que os Estados Unidos estiveram em paz por 11 anos de sua exist\u00eancia, outros estudiosos dizem que o n\u00famero correto de anos pac\u00edficos \u00e9 zero at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Os pequenos para\u00edsos suburbanos dos Estados Unidos espalhados pelo mundo como bases militares s\u00e3o comunidades fechadas que se fundam em esteroides (e Apartheid). Seus residentes s\u00e3o frequentemente imunes a processos criminais por suas a\u00e7\u00f5es fora dos port\u00f5es, enquanto os moradores locais s\u00f3 t\u00eam permiss\u00e3o de entrar para cuidar do jardim e fazer a limpeza. As viagens e conveni\u00eancias s\u00e3o \u00f3timas vantagens para os recrutas militares e para os membros do Congresso que controlam o or\u00e7amento e visitam o mundo das bases. Mas a no\u00e7\u00e3o de que as bases militares t\u00eam um prop\u00f3sito protetor, de que fazem o oposto do que Eisenhower advertiu, est\u00e1 distante da realidade. Um dos principais produtos das bases estadunidenses em outros pa\u00edses \u00e9 o ressentimento amargo que os primeiros residentes sentiram em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o militar brit\u00e2nica das col\u00f4nias norte-americanas, como Vine nos recorda. Essas tropas brit\u00e2nicas se comportaram ignorando as leis, e os colonos registraram exatamente os mesmos tipos de queixas de saque, estupro e ass\u00e9dio que as pessoas que vivem perto das bases dos EUA v\u00eam apresentando h\u00e1 muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>As bases estrangeiras estadunidenses, longe de terem surgido pela primeira vez em 1898, foram constru\u00eddas pela nova na\u00e7\u00e3o em desenvolvimento no Canad\u00e1 antes da Declara\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia de 1776, e cresceram rapidamente a partir da\u00ed. Nos Estados Unidos, existem mais de 800 \u00e1reas militares atuais e antigas com a palavra &#8220;forte&#8221; em seus nomes. Elas eram bases militares em territ\u00f3rio estrangeiro, assim como in\u00fameros outros locais sem &#8220;forte&#8221; em seus nomes atuais. Elas precederam os colonizadores, provocaram retalia\u00e7\u00e3o e geraram guerras. E essas guerras geraram mais bases, \u00e0 medida que a fronteira era empurrada para fora. Durante a guerra pela independ\u00eancia da Gr\u00e3-Bretanha, como na maioria das grandes guerras de que a maioria das pessoas ouviu falar, os Estados Unidos continuaram travando v\u00e1rias guerras menores, neste caso contra os nativos americanos no Vale do Ohio, no oeste de Nova Iorque e em outros lugares. Onde vivo, na Virg\u00ednia, monumentos, escolas prim\u00e1rias e cidades t\u00eam nomes de pessoas creditadas pela expans\u00e3o do imp\u00e9rio dos EUA (e do imp\u00e9rio da Virg\u00ednia) para o oeste durante a &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Americana&#8221;.<\/p>\n<p>Nem a constru\u00e7\u00e3o de bases militares, nem o surgimento de guerras diminu\u00edram. Para a Guerra de 1812, quando os EUA queimaram o Parlamento canadense, levando os brit\u00e2nicos a queimarem Washington em seguida, os estadunidenses constru\u00edram bases defensivas ao redor de Washington, D.C., as quais, diferentemente da maioria das suas bases ao redor do mundo, n\u00e3o serviram ao seu prop\u00f3sito. A maioria das bases estadunidenses s\u00e3o projetadas para o ataque, n\u00e3o para a defesa.<\/p>\n<p>Dez dias ap\u00f3s o fim da Guerra de 1812, o Congresso dos Estados Unidos declarou guerra ao estado norte-africano de Argel. Foi nesse momento, e n\u00e3o em 1898, que a Marinha dos EUA come\u00e7ou a estabelecer esta\u00e7\u00f5es para seus navios nos cinco continentes \u2014 que usou durante o s\u00e9culo 19 para atacar Taiwan, Uruguai, Jap\u00e3o, Holanda, M\u00e9xico, Equador, China, Panam\u00e1 e Cor\u00e9ia.<\/p>\n<p>A Guerra Civil Americana, travada porque o Norte e o Sul podiam concordar com uma expans\u00e3o sem fim, mas n\u00e3o com o status de escravo ou livre dos novos territ\u00f3rios, n\u00e3o foi apenas uma guerra entre o Norte e o Sul, mas tamb\u00e9m uma guerra travada pelo Norte contra os Shoshone, Bannock, Ute, Apache e Navajo em Nevada, Utah, Arizona e Novo M\u00e9xico \u2014 uma guerra que matou, conquistou territ\u00f3rios e for\u00e7ou milhares de pessoas a entrar em um campo de concentra\u00e7\u00e3o militar, o Bosque Redondo, do tipo que mais tarde inspiraria os nazistas.<\/p>\n<p>Novas bases significavam novas guerras al\u00e9m das bases. O Pres\u00eddio de S\u00e3o Francisco foi tirado do M\u00e9xico e usado para atacar as Filipinas, onde bases seriam usadas para atacar a Cor\u00e9ia e o Vietn\u00e3. A Ba\u00eda de Tampa, tirada dos espanh\u00f3is, foi usada para atacar Cuba. A Ba\u00eda de Guant\u00e1namo, tirada de Cuba, foi usada para atacar Porto Rico. E assim por diante. Em 1844, os militares dos EUA tinham acesso a cinco portos na China. A Concess\u00e3o Internacional de Xangai entre os EUA e a Gr\u00e3-Bretanha, em 1863, foi a &#8220;Chinatown invertida&#8221; \u2014 muito parecida com as bases dos EUA em todo o mundo neste momento.<\/p>\n<p>Antes da Segunda Guerra Mundial, mesmo incluindo grande parte da expans\u00e3o de base da Primeira Guerra Mundial, muitas bases n\u00e3o eram permanentes. Algumas eram, mas outras, incluindo a maioria na Am\u00e9rica Central e no Caribe, eram consideradas tempor\u00e1rias. A Segunda Guerra Mundial mudaria tudo isso. O status padr\u00e3o de qualquer base seria permanente. Isto come\u00e7ou com a negocia\u00e7\u00e3o de navios antigos feita entre o presidente Franklin Roosevelt e a Gr\u00e3-Bretanha em troca de bases em oito col\u00f4nias brit\u00e2nicas \u2014 nenhuma das quais tinha qualquer palavra a dizer sobre o assunto. Nem o Congresso, pois Roosevelt agiu sozinho, o que criou um precedente horr\u00edvel. Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos constru\u00edram e ocuparam 30.000 instala\u00e7\u00f5es em 2.000 bases em todos os continentes.<\/p>\n<p>Uma base em Dhahran, na Ar\u00e1bia Saudita, era supostamente para combater os nazistas, mas ap\u00f3s a rendi\u00e7\u00e3o da Alemanha, a constru\u00e7\u00e3o da base ainda estava conclu\u00edda. O petr\u00f3leo ainda estava l\u00e1. A necessidade de avi\u00f5es aterrissarem naquela parte do globo ainda estava l\u00e1. A necessidade de justificar a compra de mais avi\u00f5es ainda estava l\u00e1. E as guerras estariam l\u00e1 com a mesma certeza de que a chuva segue as nuvens de tempestade.<\/p>\n<p>A Segunda Guerra Mundial foi apenas parcialmente encerrada. Enormes for\u00e7as militares foram mantidas permanentemente estacionadas no exterior. Henry Wallace pensou que as bases estrangeiras deveriam ser entregues \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas. Em vez disso, ele foi rapidamente arrastado para fora do palco. Vine escreve que centenas de clubes &#8220;<em>Bring Back Daddy<\/em>&#8221; [Traga de volta o papai, em tradu\u00e7\u00e3o literal] foram formados ao longo dos Estados Unidos. Nem todos eles conseguiram o que queriam. Em vez disso, foi iniciada a nova pr\u00e1tica radical de enviar fam\u00edlias para se juntarem a seus patriarcas em ocupa\u00e7\u00f5es permanentes \u2014 um movimento em grande parte destinado a reduzir os estupros de residentes locais.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que o ex\u00e9rcito dos EUA foi significativamente reduzido ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, mas n\u00e3o tanto quanto tinha sido ap\u00f3s outras guerras, e muito disso foi revertido assim que uma guerra p\u00f4de ser iniciada na Cor\u00e9ia. A guerra coreana levou a um aumento de 40% nas bases militares dos EUA no exterior. Alguns poderiam chamar a guerra contra a Cor\u00e9ia de um horror imoral ou um ultraje criminoso, enquanto outros a chamariam de um empate ou um erro estrat\u00e9gico. Mas, do ponto de vista da constru\u00e7\u00e3o de bases e do estabelecimento do poder da ind\u00fastria de armas sobre o governo dos Estados Unidos, foi exatamente como Barack Obama alegou durante sua presid\u00eancia: um tremendo sucesso.<\/p>\n<p>Eisenhower falou sobre o complexo industrial militar que corrompe o governo. Um dos muitos exemplos oferecidos por Vine \u00e9 o das rela\u00e7\u00f5es dos EUA com Portugal. Os militares dos EUA queriam bases nos A\u00e7ores, ent\u00e3o o governo estadunidense concordou em apoiar o ditador portugu\u00eas, o colonialismo portugu\u00eas e a ades\u00e3o de Portugal \u00e0 OTAN. E que se dane o povo de Angola, Mo\u00e7ambique e Cabo Verde \u2014 ou melhor, que desenvolvam hostilidade contra os Estados Unidos, como um pre\u00e7o a pagar para manter os EUA &#8220;defendidos&#8221; por um conjunto global de bases militares. Vine cita 17 casos de constru\u00e7\u00e3o de bases estadunidenses que deslocam popula\u00e7\u00f5es locais ao redor do mundo, uma situa\u00e7\u00e3o que existe simultaneamente aos livros did\u00e1ticos estadunidenses afirmarem que a era da conquista acabou.<\/p>\n<p>A OTAN serviu para facilitar a constru\u00e7\u00e3o de bases dos Estados Unidos na It\u00e1lia, que os italianos poderiam nunca ter defendido se tivessem sido chamadas de &#8220;bases dos EUA&#8221; em vez de serem comercializadas sob a falsa bandeira de &#8220;bases da OTAN&#8221;.<\/p>\n<p>As bases continuam a proliferar em todo o mundo, com protestos geralmente as acompanhando. Os protestos contra as bases dos EUA, muitas vezes bem sucedidos, muitas vezes mal sucedidos, s\u00e3o uma parte importante do s\u00e9culo passado da hist\u00f3ria mundial raramente ensinada nos Estados Unidos. At\u00e9 mesmo o conhecido sinal de paz foi usado pela primeira vez em um protesto de uma base militar dos EUA. Agora, as bases est\u00e3o se espalhando pela \u00c1frica e pelas fronteiras da China e da R\u00fassia enquanto armas nucleares est\u00e3o sendo constru\u00eddas desenfreadamente, o militarismo \u00e9 inquestion\u00e1vel por qualquer um dos dois grandes partidos pol\u00edticos dos EUA e a cultura americana se acostuma a guerras cada vez mais rotineiras travadas por &#8220;for\u00e7as especiais&#8221; e avi\u00f5es rob\u00f4s.<\/p>\n<p>Se as guerras s\u00e3o \u2014 em parte \u2014 para as bases militares, n\u00e3o dever\u00edamos ainda perguntar para que servem estas? Vine relata que investigadores do Congresso chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que muitas das bases s\u00e3o mantidas num lugar por &#8220;in\u00e9rcia&#8221;. E ele relata v\u00e1rios oficiais militares que se entregam ao medo (ou, mais precisamente, \u00e0 paranoia) e que veem a cria\u00e7\u00e3o de uma guerra agressiva como uma forma de defesa. Ambos s\u00e3o fen\u00f4menos muito reais, mas creio que dependem de um impulso predominante para a domina\u00e7\u00e3o global e o lucro, combinado com uma vontade (ou anseio) sociopata de gerar guerras.<\/p>\n<p>Algo que eu nunca acho que qualquer livro enfoca o suficiente \u00e9 o papel da venda de armas. Essas bases criam clientes de armas \u2014 d\u00e9spotas e funcion\u00e1rios &#8220;democr\u00e1ticos&#8221; que podem ser <a href=\"https:\/\/davidswanson.org\/20dictators\">armados, treinados, financiados e tornados dependentes dos<\/a> militares estadunidenses, o que torna o governo dos EUA cada vez mais dependente dos que lucram com a guerra.<\/p>\n<p>Espero que cada pessoa na terra leia <em>The United States of War<\/em>. No mundo AL\u00c9M da guerra, fizemos do <a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/bases\/\">trabalho de fechamento de bases<\/a> uma prioridade m\u00e1xima.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Traduzido do ingl\u00eas por Marcella Santiago \/ Revisado por Gabriela Assis Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se, assim como eu, voc\u00ea tem o infeliz h\u00e1bito de apontar a desonestidade dos casos feitos para v\u00e1rias guerras, e come\u00e7a a persuadir as pessoas de que as guerras n\u00e3o s\u00e3o, na verdade, para a erradica\u00e7\u00e3o das armas de 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