{"id":1220225,"date":"2020-10-19T02:29:09","date_gmt":"2020-10-19T01:29:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1220225"},"modified":"2020-10-19T02:29:09","modified_gmt":"2020-10-19T01:29:09","slug":"surge-o-genero-literario-unico-nos-estados-unidos-o-livro-guerra-e-bom-para-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/surge-o-genero-literario-unico-nos-estados-unidos-o-livro-guerra-e-bom-para-voce\/","title":{"rendered":"Surge o G\u00eanero Liter\u00e1rio \u00danico nos Estados Unidos: O livro Guerra-\u00c9-Bom-para-Voc\u00ea"},"content":{"rendered":"<p>O <em>New York Times<\/em> tem uma adora\u00e7\u00e3o\u00a0pelo mais recente lan\u00e7amento do g\u00eanero liter\u00e1rio \u201c<em>War: How Conflict Shaped Us<\/em><em>, de <\/em>Margaret MacMillan\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref\">[1]<\/a>. O livro se enquadra perfeitamente em um g\u00eanero liter\u00e1rio crescente e cada vez mais exclusivo, que inclui Ian Morris e o seu <em>War: What Is It Good For? Conflict and Progress of Civilization from Primates to Robots<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref\">[2]<\/a><\/em> (Morris mudou-se do Reino Unido para os Estados Unidos h\u00e1 d\u00e9cadas) e Neil deGrasse Tyson com o seu <em>Accessory to War: The Unspoken Alliance Between Astrophysics and the Military<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref\">[3]<\/a><\/em>.<\/p>\n<p><em>De acordo <\/em>com Morris, a \u00fanica maneira de se alcan\u00e7ar a paz \u00e9 construindo grandes sociedades, e a \u00fanica maneira de construir grandes sociedades \u00e9 promovendo a guerra. E, quando uma sociedade \u00e9 grande o suficiente, ela pode descobrir como ignorar todas as guerras que est\u00e1 travando e alcan\u00e7ar um estado de felicidade. \u201cGuerras entre os Estados\u201d, como afirma Morris, sem comprova\u00e7\u00e3o alguma e sem notas de rodap\u00e9, \u201cquase sumiram do mapa\u201d.\u00a0Est\u00e3o vendo isso? Solenemente ignorado! Sabem o que tamb\u00e9m est\u00e1 desaparecendo da face da Terra, nas palavras do Morris? A desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de riqueza! Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 crise clim\u00e1tica que mere\u00e7a preocupa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as armas nucleares n\u00e3o podem mais nos matar \u2014 mas o Ir\u00e3 nos coloca a todos em perigo ao constru\u00ed-las \u2014 no entanto, a \u201cdefesa\u201d dos m\u00edsseis funciona! Todas essas not\u00edcias fant\u00e1sticas s\u00e3o um pouco atenuadas pela garantia de Morris de que a Terceira Guerra Mundial est\u00e1 logo ali na esquina \u2014 a menos que no seu entendimento isso seja uma coisa boa \u2014 o que talvez aconte\u00e7a, como Morris prev\u00ea, quando os programadores de computador fundirem os miolos de todos n\u00f3s em c\u00e9rebro \u00fanico.<\/p>\n<p>De acordo com o famoso astrof\u00edsico Neil deGrasse Tyson, pelo fato de a Europa do s\u00e9culo XVII ter investido em ci\u00eancia, como consequ\u00eancia do seu esfor\u00e7o de guerra, apenas o meio militar ser\u00e1 capaz de alavancar qualquer cultura e, portanto \u2014 o que \u00e9 bastante conveniente \u2014 os astrof\u00edsicos estar\u00e3o 100% justificados por trabalharem para o Pent\u00e1gono e levar\u00e3o o cr\u00e9dito por sonhar com um armamento militar que nos leve \u00e0 \u201cFor\u00e7a Espacial\u201d.<\/p>\n<p>Dentre os que tinham mais conhecimento em uma Era menos insana-por-guerra encontramos o <a href=\"https:\/\/twitter.com\/actdottv\/status\/1313671890683092997\">Carl Sagan<\/a>. Mas t\u00e3o louco e autojustificativo como esse novo g\u00eanero liter\u00e1rio possa ser, ningu\u00e9m jamais o questionaria se as pessoas s\u00f3 ouvissem falar dele por tabela, mais especificamente pela m\u00eddia corporativa chapa-branca, pela academia ou pelas institui\u00e7\u00f5es que concedem os pr\u00eamios liter\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ele nos diz que, na \u00e9poca de Teddy Roosevelt, a guerra foi uma coisa boa para n\u00f3s, porque a partir dela se construiu o conceito de ra\u00e7a e com isso se acelerou a erradica\u00e7\u00e3o das ra\u00e7as inferiores. Essas raz\u00f5es pelas quais a guerra seria boa para n\u00f3s n\u00e3o s\u00e3o mais consideradas aceit\u00e1veis, mas est\u00e3o sendo substitu\u00eddas por novas que s\u00e3o exatamente t\u00e3o rid\u00edculas \u2014 e elas recebem exatamente tanto respeito quanto as antigas costumavam ser, pelo menos aqui, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Vejamos o livro de Margaret MacMillan, por exemplo, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o idiota quanto o do Ian Morris, isso porque a maior parte dele \u00e9 enrola\u00e7\u00e3o, ou conte\u00fado irrelevante. Uma pequena fra\u00e7\u00e3o do livro vai direto ao ponto sobre a guerra-ser-uma-coisa-boa-para-n\u00f3s. O restante do livro se preocupa em empilhar piadas curtas e prontas, em se\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, que apresentam superficialmente todos os temas relacionados \u00e0 guerra de sol a sol. Cabe ressaltar que o livro n\u00e3o faz conex\u00e3o alguma que permita ao leitor construir qualquer argumento l\u00f3gico a partir dos temas controversos apresentados, em um igualmente controverso espet\u00e1culo de bipartidarismo, vale dizer de polariza\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 deixando as pessoas enlouquecidas. Estariam Rousseau ou Hobbes certos sobre a \u201cnatureza humana\u201d? Sim! Steven Pinker est\u00e1 certo ou errado, ao afirmar que a guerra est\u00e1 desaparecendo, mesmo que os fatos digam exatamente o contr\u00e1rio? Sim!<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que nenhum desses livros sequer toca <a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/alternative\/\">nos poderes da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta<\/a>. Nesse novo g\u00eanero liter\u00e1rio, como na \u201ccobertura\u201d de \u201cnot\u00edcias\u201d nos Estados Unidos, ser engajado em debates sobre exterm\u00ednio em massa \u00e9 \u201cfazer alguma coisa\u201d. A alternativa \u00e9 \u201cn\u00e3o fazer nada\u201d. Nenhum desses livros sequer examina <a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/2trillion\">as concess\u00f5es econ\u00f4micas mortais<\/a>, os bilh\u00f5es de vidas que poderiam ser beneficiadas pela redu\u00e7\u00e3o dos gastos com a guerra, <a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/environment\">os danos clim\u00e1ticos<\/a> da ind\u00fastria da guerra, a justificativa de tanto sigilo governamental, <a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/liberties\">a eros\u00e3o dos direitos<\/a>, a <a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/bigotry\">propaga\u00e7\u00e3o do \u00f3dio<\/a>, ou mesmo \u2014 e agora falando muito s\u00e9rio \u2014<a href=\"https:\/\/worldbeyondwar.org\/immoral\">os mortos e feridos<\/a> gerados pela guerra.<\/p>\n<p>MacMillan se prop\u00f5e a dizer a uma sociedade absolutamente saturada pela cultura da guerra (e a um p\u00fablico leitor com quem ela pode contar previsivelmente para devorar p\u00e1gina por p\u00e1gina de puro fasc\u00ednio pela guerra, sem nenhuma obje\u00e7\u00e3o ao tema) que \u2014 esperava por isso? \u2014 a guerra \u00e9 uma coisa muito importante. Passando batida por cima desse ponto tremendamente controverso, MacMillan ainda consegue se perder, ao confundir a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental ou mesmo a sociedade estadunidense com o conceito de \u201chumanidade\u201d. Quando a China investe em grandes projetos, apesar de n\u00e3o entrar diretamente nas guerras, aparentemente devemos pensar que o povo chin\u00eas n\u00e3o \u00e9 humano, porque, de acordo com a MacMillan, apenas a guerra concentra a aten\u00e7\u00e3o das pessoas o suficiente para que elas concretizem algo de muito significativo.<\/p>\n<p>E eis que MacMillan surge para nos livrar do perigo de a guerra ser deixada de fora do estudo da hist\u00f3ria \u2014 uma amea\u00e7a bizarra em uma terra onde os textos de hist\u00f3ria s\u00e3o geralmente dominados por uma guerra atr\u00e1s da outra, isso sem falar nos monumentos de guerra, que j\u00e1 fazem parte da nossa paisagem cotidiana. A guerra n\u00e3o apenas \u00e9 importante, como nos revela MacMillan, mas por meio dela se chega \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao seguro de desemprego, bem como \u00e0s \u201chist\u00f3rias\u201d que as na\u00e7\u00f5es supostamente exigem para que possam se manter \u201ccoesas\u201d.<\/p>\n<p>MacMillan coloca no mesmo balaio mitos antigos, fic\u00e7\u00e3o e relatos hist\u00f3ricos \u2014 e a mistura resultante, eu acho, vai para a conta dessas tais hist\u00f3rias. Mais ainda. Ela traz tudo isso para o tempo presente e afirma estar estabelecendo leis permanentes. \u201c[F]ronteiras foram definidas pela guerra\u201d. \u201c[G]uerras trouxeram a reboque o progresso e, com ele, as mudan\u00e7as\u2026 mais rigor na aplica\u00e7\u00e3o da lei e da ordem, \u2026 mais democracia, benef\u00edcios sociais, melhorias na educa\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as no papel das mulheres ou do trabalho, avan\u00e7os na medicina, na ci\u00eancia e tecnologia\u201d. MacMillan faz coro com o outro autor, que argumenta que a guerra n\u00e3o \u00e9 apenas um crime, mas \u201c\u00e9 tamb\u00e9m a puni\u00e7\u00e3o de um crime\u201d. Grandes na\u00e7\u00f5es, diz MacMillan, assim como Morris, \u201cs\u00e3o, muitas vezes, frutos da guerra\u201d. Baseando-se nos escritos de v\u00e1rios imp\u00e9rios antigos, MacMillan nos diz que as \u201cgrandes pot\u00eancias\u201d \u201cproporcionam um m\u00ednimo de seguran\u00e7a e estabilidade\u201d. Depois de relatos mais do seculares de guerras, MacMillan nos diz que o mundo \u201cretorna com surpreendente facilidade ao estado de anarquia proposto por Hobbes\u201d.<\/p>\n<p>Acontece que as guerras <a href=\"https:\/\/davidswanson.org\/how-outlawing-war-changed-the-world-in-1928\/\">n\u00e3o est\u00e3o<\/a> servindo nem mais para definir as fronteiras, o que j\u00e1 n\u00e3o o fazem h\u00e1 quase um s\u00e9culo. As guerras n\u00e3o est\u00e3o criando nada de valor, que n\u00e3o pudesse ter sido mais bem produzido sem que elas ocorressem. Neil deGrasse Tyson pode at\u00e9 pensar que, somente criando um projeto sobre a guerra, conseguir\u00e1 obter financiamento do governo estadunidense. O que ele n\u00e3o pode pensar \u00e9 que esteja fazendo um tratado sobre a humanidade, mas sim sobre o governo dos Estados Unidos e sobre o pr\u00f3prio Neil deGrasse Tyson. Outro argumento que cai por terra \u00e9 o de que a guerra sirva como puni\u00e7\u00e3o para um crime. E olhe que isso j\u00e1 faz quase um s\u00e9culo. A Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o foi formada pela guerra, mas, sim, para evit\u00e1-la. Nenhuma \u201cpot\u00eancia\u201d, seja \u201cgrande\u201d ou nem tanto, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 capaz de proporcionar um m\u00ednimo de seguran\u00e7a, o que n\u00e3o \u00e9 novidade, pois os <em>a\u00e7ougueiros<\/em> dos antigos imp\u00e9rios tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiram prover mais nada a ningu\u00e9m, e isso j\u00e1 vem desde os tempos imemoriais.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero crer que a MacMillan nos tenha dito que o povo chin\u00eas n\u00e3o \u00e9 humano. Mas ou\u00e7a esta afirma\u00e7\u00e3o t\u00e3o-familiar-sen\u00e3o-grotesca-e-genocida que ela faz em seu livro: \u201cA Guerra Civil Americana provavelmente teve mais baixas do que todas as outras guerras americanas juntas\u201d. Se os nativos americanos e filipinos e coreanos e alem\u00e3es e vietnamitas e iraquianos e afeg\u00e3os e assim por diante e sucessivamente s\u00e3o humanos, por que eles nunca foram computados como baixas? Por que a MacMillan afirma que os Estados Unidos s\u00f3 come\u00e7aram a atacar fora de suas fronteiras no final do s\u00e9culo XIX, se os \u00edndios americanos eram\/s\u00e3o seres humanos? Por que ela afirma que uma guerra \u201cquase que por acidente\u201d \u201cdeu\u201d aos Estados Unidos as Filipinas, se a grande massa de gente que os Estados Unidos tiveram que matar para tomar as Filipinas eram pessoas? Por que a destrui\u00e7\u00e3o do Iraque por uma coaliz\u00e3o liderada pelos Estados Unidos \u00e9 apresentada como uma <em>opera\u00e7\u00e3o de araque<\/em>, por ter sido baseada em uma estrat\u00e9gia equivocada? E se fosse o contr\u00e1rio? MacMillan apresentaria a destrui\u00e7\u00e3o iraquiana dos Estados Unidos desse jeito? Por que ela afirma que o mundo atualmente testemunha as chamadas guerras religiosas, sem nomear uma delas sequer ou explicar o porqu\u00ea dessa denomina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Guerras, como a que foi travada contra o Iraque, afirma MacMillan, ganham seu pr\u00f3prio impulso. No entanto, os 535 membros do Congresso dos EUA poderiam optar por acabar com qualquer guerra a qualquer momento, mas entra legislatura sai legislatura, os congressistas optam por n\u00e3o sair da in\u00e9rcia. O lado humano est\u00e1 fazendo falta em qualquer livro escrito por um ser humano.<\/p>\n<p>A guerra, como se fosse um organismo vivo, tal como a MacMillan quer que suponhamos, adquire vida pr\u00f3pria. Mas como assim? Bem, MacMillan nos diz que \u201cas provas parecem estar do lado\u201d dos que afirmam que foram os seres humanos que fizeram as guerras, \u201cat\u00e9 onde podemos afirmar\u201d. Mas, voltando no tempo, at\u00e9 onde podemos afirmar isso? Quem saber\u00e1? O livro n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o exatamente a nenhuma evid\u00eancia probat\u00f3ria e cont\u00e9m \u2014 tente cont\u00e1-las! \u2014 zero nota de rodap\u00e9. \u00c9 claro que a ideia de que a guerra sempre existiu e sempre existir\u00e1 \u00e9 lugar comum nos Estados Unidos, e \u00e9 presumivelmente por isso que ela pode acontecer sem ind\u00edcios ou provas, mesmo quando \u00e9 apresentada como um ato de ruptura extrema.<\/p>\n<p>MacMillan admite que os seres humanos perambulam por este planeta j\u00e1 faz uns 350.000 anos. S\u00f3 que ela afirma que a guerra \u201cse tornou mais sistem\u00e1tica\u201d h\u00e1 uns 10.000 anos, argumentando que h\u00e1 comprova\u00e7\u00f5es n\u00e3o especificadas, que alegam que os seres humanos come\u00e7aram a produzir armas l\u00e1 pelo \u201cfinal da Idade da Pedra\u201d \u2014 o que nos leva a mensurar como algo em torno de 5.000 anos atr\u00e1s, mais ou menos por a\u00ed (n\u00e3o esperem por dados num\u00e9ricos). Tudo isso refor\u00e7a o argumento de que alguns seres humanos, \u00e0s vezes, fizeram alguma coisa parecida com as guerras que foram travadas h\u00e1 alguns s\u00e9culos, por aproximadamente 3% da exist\u00eancia do homem na Terra ou, quem sabe, muito antes disso.<\/p>\n<p>Sabemos pelos escritos de estudiosos como <a href=\"https:\/\/davidswanson.org\/talk-nation-radio-doug-fry-humans-have-not-evolved-for-war-3\/\">Douglas Fry<\/a> que um caso pode ser levantado, citando exemplos espec\u00edficos, a partir do fato de que houve sociedades nos \u00faltimos tempos que sequer sabiam o que fosse uma guerra, e que a maior parte da exist\u00eancia da humanidade pela pr\u00e9-hist\u00f3ria transcorreu sem guerras. \u00c9 dif\u00edcil ponderar esse caso contra um argumento que n\u00e3o se baseia em comprova\u00e7\u00e3o alguma. Sabemos, olhando o mundo a nossa volta, que mais de 90% da humanidade \u00e9 governada agora por Estados que investem infimamente menos na guerra do que os Estados Unidos. Sabemos que h\u00e1 muito pouca sobreposi\u00e7\u00e3o entre territ\u00f3rios pelos quais os pa\u00edses entram em guerra \u2014 e geralmente s\u00e3o culpados por elas \u2014 e as regi\u00f5es do planeta em que h\u00e1 pa\u00edses que produzem e exportam armas \u2014 uma ind\u00fastria que, por motivos alheios a nossa vontade, est\u00e1 ausente desse tipo de literatura. Sabemos que a gan\u00e2ncia, a autodefesa e as emo\u00e7\u00f5es infantis n\u00e3o podem explicar as guerras, como a MacMillan insiste em nos dizer, a menos que ela possa explicar por que os Estados Unidos t\u00eam muito mais dessas coisas do que outros pa\u00edses, e a menos que ela consiga explicar as teorias que dizem que construir bases militares, posicionar navios e se preparar para guerras seja uma das causas prim\u00e1rias das guerras (basta ler o livro de David Vine, que est\u00e1 saindo do forno, e que tem como t\u00edtulo: <em>The United States of War<\/em>)<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Se os Estados Unidos reduzissem seu potencial b\u00e9lico proporcionalmente ao de outras na\u00e7\u00f5es, em termos absolutos ou per capita, estar\u00edamos no caminho certo para a erradica\u00e7\u00e3o das guerras. Mas a\u00ed surge esse novo g\u00eanero liter\u00e1rio aqui nos Estados Unidos sobre a inevitabilidade e os benef\u00edcios da guerra (por que ser\u00e1 que algu\u00e9m pensa ser inevit\u00e1vel que realmente tenhamos que acreditar em benef\u00edcios?), parecem insistir em querer revisitar o termo \u201cnatureza humana\u201d, que a essa altura parece ser irrelevante, como justificativa. Como \u00e9 que 4% da humanidade podem definir o que \u00e9 e sempre ser\u00e1 humano?<\/p>\n<p>A \u00fanica natureza dos seres humanos, como Jean-Paul Sartre tentou explicar h\u00e1 um bom tempo, \u00e9 ter o livre arb\u00edtrio \u2014 o que inclui ser capaz de, inclusive, fazer m\u00e1s escolhas e inventar desculpas para tentar justific\u00e1-las. Vamos supor que tudo o que os amantes da guerra nos dizem seja verdade. Vamos supor que a guerra existe h\u00e1 muito mais tempo do que algu\u00e9m jamais imaginou. Vamos supor que os chimpanz\u00e9s violentos sejam nossos meios-irm\u00e3os e irm\u00e3s, enquanto os amorosos bonobos sejam todos secretamente maldosos. Vamos supor que a n\u00e3o viol\u00eancia nunca funcionou. Vamos supor que ningu\u00e9m nunca se incomodou em fazer nada ou inventar qualquer coisa, ou pensar qualquer coisa, a n\u00e3o ser como parte de uma guerra.<\/p>\n<p>Sinto muito, mas por que logo eu deveria me importar se todas essas coisas fossem verdade? Como voc\u00ea faria para que eu me preocupasse com tudo isso? Se eu posso escolher n\u00e3o comer, fazer amor ou respirar, como voc\u00ea vai me convencer de que eu n\u00e3o posso escolher trabalhar para erradicar a guerra? E se eu posso trabalhar para erradicar a guerra, por que todo o mundo n\u00e3o pode fazer o mesmo?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o alguma, \u00e9 claro, para que as pessoas n\u00e3o se engajem. O que h\u00e1 \u00e9 apenas a sugest\u00e3o, apenas mitologia barata e confusa; mera propaganda.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> NT.: Ainda sem tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. A tirar pelo t\u00edtulo, a autora convida os leitores a pensar como os seres humanos s\u00e3o moldados pelos conflitos, em um contexto de guerra.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> NT.: Tamb\u00e9m sem tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. Aqui, o autor tamb\u00e9m aborda a guerra como algo bom para os seres humanos, tra\u00e7ando considera\u00e7\u00f5es sobre o conflito, desde os primatas (o in\u00edcio da civiliza\u00e7\u00e3o) aos rob\u00f4s (uma refer\u00eancia a um futuro cada vez mais pr\u00f3ximo).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> NT.: Mais um livro que busca olhar as vantagens de se ter que passar por guerras, pois como efeitos colaterais (<em>accessory to war<\/em>), ele parece tra\u00e7ar uma paralelo entre os avan\u00e7os na Astrof\u00edsica como decorr\u00eancia do seu emprego no campo militar, a ponto de estabelecer uma alian\u00e7a entre as duas \u00e1reas de conhecimento.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> NT.: Os Estados Unidos da Guerra. O autor faz um intrigante jogo de palavras com o nome do pa\u00eds, substituindo a Am\u00e9rica pela Guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Traduzido do ingl\u00eas por Jos\u00e9 Luiz Corr\u00eaa \/ Revisado por Isabela Gon\u00e7alves<\/em><a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O New York Times tem uma adora\u00e7\u00e3o\u00a0pelo mais recente lan\u00e7amento do g\u00eanero liter\u00e1rio \u201cWar: How Conflict Shaped Us, de Margaret MacMillan\u201d[1]. 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