{"id":122015,"date":"2014-07-26T21:56:50","date_gmt":"2014-07-26T20:56:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=122015"},"modified":"2014-07-26T22:17:41","modified_gmt":"2014-07-26T21:17:41","slug":"restauracao-conservadora-ameaca-ciclo-de-governos-progressistas-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2014\/07\/restauracao-conservadora-ameaca-ciclo-de-governos-progressistas-na-america-latina\/","title":{"rendered":"\u201cRestaura\u00e7\u00e3o conservadora\u201d amea\u00e7a ciclo de governos progressistas na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p>Para Rafael Correa, presidente do Equador, o aturdimento em que ca\u00edram as antigas direitas nacionais e internacionais depois da \u201cd\u00e9b\u00e2cle\u201d do neoliberalismo j\u00e1 foi superado; no momento, observa-se claramente uma coordena\u00e7\u00e3o das for\u00e7as reacion\u00e1rias mundiais, continentais e nacionais<\/p>\n<p>Por Beto Almeida,Emir Sader e Valter X\u00e9u &#8211; publicado pelo <a href=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/\" target=\"_blank\">Brasil de Fato<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em passagem recente pelo Brasil, o presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu entrevista exclusiva ao Bra\u00adsil de Fato. Al\u00e9m do jornalista Beto Al\u00admeida, que representava o jornal e a TV Cidade Livre, de Bras\u00edlia, tamb\u00e9m par\u00adticiparam dela o jornalista Valter X\u00e9u, da p\u00e1gina\u00a0<em>P\u00e1tria Latina<\/em>, e o soci\u00f3logo Emir Sader.<\/p>\n<p>Correa \u2013 que governa o Equador des\u00adde 2007 e pretende concorrer \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o em 2017 \u2013 esteve no Brasil para partici\u00adpar da reuni\u00e3o da Unasul, que re\u00fane pa\u00ed\u00adses da Am\u00e9rica do Sul, com os Brics, in\u00adtegrado por China, R\u00fassia, Brasil, \u00c1frica do Sul e \u00cdndia.<\/p>\n<p>O presidente equatoriano, que defen\u00adde a exist\u00eancia de leis que limitem o po\u00adder midi\u00e1tico, tamb\u00e9m acredita que, no momento, est\u00e1 em marcha na Am\u00e9rica Latina uma \u201crestaura\u00e7\u00e3o conservadora\u201d, que tem como objetivo p\u00f4r fim ao ciclo de governos progressistas que emergiu no continente nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p><strong>Emir Sader \u2013 Presidente, ap\u00f3s sua primeira elei\u00e7\u00e3o, o senhor disse que n\u00e3o era mais uma \u00e9poca de mudan\u00e7a, mas uma mudan\u00e7a de \u00e9poca para a Am\u00e9rica Latina e o Equador. Com esses \u00faltimos acontecimentos, podemos dizer que estamos come\u00e7ando a sair de um mundo unipolar, como o da Guerra Fria, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um mundo multipolar?<\/strong><\/p>\n<p>Rafael Correa \u2013 Existe uma mudan\u00ad\u00e7a de \u00e9poca. Come\u00e7amos um novo ci\u00adclo na Am\u00e9rica Latina, quando muitos governos progressistas chegaram \u00e0 re\u00adgi\u00e3o diante da\u00a0<em>d\u00e9b\u00e2cle<\/em>[mudan\u00e7a brus\u00adca que acarreta desordem ou ru\u00edna fi\u00adnanceira] neoliberal. As direitas nacio\u00adnais e internacionais estavam aturdidas por sua falta de projeto, por esse fracas\u00adso estrondoso do neoliberalismo, sobre\u00adtudo, na nossa Am\u00e9rica Latina. Por is\u00adso, falei de uma mudan\u00e7a de \u00e9poca. N\u00e3o eram simples reformas que se planeja\u00advam de acordo com os modos existen\u00adtes, mas mudan\u00e7as profundas, hist\u00f3ri\u00adcas. Mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es de poder, nas transforma\u00e7\u00f5es de nossos Estados burgueses em Estados populares com a chegada de Hugo Ch\u00e1vez, Lula da Silva, Partido dos Trabalhadores, Tabar\u00e9 Vas\u00adquez, no Uruguai, Evo Morales, na Bo\u00adl\u00edvia, Michelle Bachelet, no Chile, a re\u00advolu\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 no Equador&#8230; Contudo, temos que estar muito atentos. Prova\u00advelmente, se inicia um novo ciclo con\u00adservador, no que chamam de restaura\u00ad\u00e7\u00e3o conservadora. Esse aturdimento em que ca\u00edram as antigas direitas nacionais e internacionais, depois da\u00a0<em>d\u00e9b\u00e2cle\u00a0<\/em>do neoliberalismo e da chegada de tantos governos progressistas, j\u00e1 foi superado. Claramente se v\u00ea uma coordena\u00e7\u00e3o das for\u00e7as reacion\u00e1rias mundiais, continen\u00adtais e nacionais. Eu creio que a Am\u00e9rica Latina jamais permitir\u00e1 retornar com\u00adpletamente ao passado. Mas muito do que foi ganho, sim, se pode perder. Es\u00adsa nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, em favor das grandes maiorias, que os governos progressistas conseguiram obter pode, sim, ser revertida. Com base nas men\u00adtiras \u2013 do que Gramsci chamava de cul\u00adtura hegem\u00f4nica \u2013 transmitidas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o que fazem os po\u00adbres acreditarem que o que \u00e9 bom para as elites \u00e9 bom para eles, ao passo que seguem nessa condi\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que sempre viveu nossa Am\u00e9\u00adrica. Temos que estar muito atentos a esse respeito. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outra per\u00adgunta, se esse encontro de blocos signi\u00adfica uma outra mudan\u00e7a de \u00e9poca. Po\u00adde ser. Estamos come\u00e7ando. Como vo\u00adc\u00ea disse, vivemos na \u00faltima d\u00e9cada em um mundo unipolar onde, claramente, a Am\u00e9rica Latina saiu prejudicada. Per\u00addemos import\u00e2ncia. Antes se preocupa\u00advam um pouco mais com a Am\u00e9rica La\u00adtina para evitar que se infiltrasse o co\u00admunismo e etc. Quando passamos a um mundo unipolar isso n\u00e3o era mais prio\u00adrit\u00e1rio. E a Am\u00e9rica Latina saiu perden\u00addo com esse mundo unipolar. A maneira de mudar essa ordem mundial, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 injusta, mas imoral, tudo em fun\u00ad\u00e7\u00e3o dos mais fortes, dos pa\u00edses hegem\u00f4\u00adnicos, do grande capital financeiro, o ca\u00adpital do pior tipo, o capital especulativo, o fundo\u00a0<em>buitre\u00a0<\/em>[abutre] \u2013 um exemplo clamoroso no caso da Argentina. A ma\u00adneira de mudar essa ordem mundial e transform\u00e1-la em um mundo multipolar com maior equil\u00edbrio de poder, maior justi\u00e7a, maior participa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pode ser em fun\u00e7\u00e3o de blocos. S\u00f3 o Equador n\u00e3o vai fazer absolutamente nada. Brasil um pouco, pode aumentar a economia, 200 milh\u00f5es de habitantes, mas o pa\u00eds \u00e9 co\u00admo o Equador e outros pa\u00edses latino-a\u00admericanos, \u00e9 pouco o que podemos fa\u00adzer ilhados. Ent\u00e3o, temos que consoli\u00addar nossos blocos, neste caso a Unasul. Que bom que os Brics est\u00e3o se consoli\u00addando. Que bom que existam encontros entre esses blocos. Ent\u00e3o \u00e9 uma grande esperan\u00e7a. Mas, no entanto, falta ver se, realmente, \u00e9 o in\u00edcio de um novo ciclo de transforma\u00e7\u00e3o da ordem mundial em uma ordem multipolar.<\/p>\n<p><strong>Beto Almeida \u2013 Essa reuni\u00e3o que aconteceu aqui, entre Brics e Unasul, que tem um desdobramento muito importante em escala internacional, pode reivindicar tamb\u00e9m uma articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O presidente Ch\u00e1vez falava de uma Quinta Internacional. Outros falam da conforma\u00e7\u00e3o de um campo anti-imperialista internacional. Como seria a conforma\u00e7\u00e3o de uma iniciativa, de escala internacional, pol\u00edtica, para iniciativas que sustentem as coordena\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, com os bancos que est\u00e3o nascendo, mas no campo exclusivamente da pol\u00edtica anti-imperialista?<\/strong><\/p>\n<p>Veja, devemos ser bem realistas. S\u00e3o boas not\u00edcias as conforma\u00e7\u00f5es desses blocos alternativos que buscam romper a hegemonia de um ou dois pa\u00edses ou re\u00adgi\u00f5es em n\u00edvel mundial. Mas n\u00e3o quer di\u00adzer que todos os Brics t\u00eam governos pro\u00adgressistas. N\u00e3o \u00e9 que dentro da Unasul todos s\u00e3o governos progressistas. Temos que estar muito atentos e saber at\u00e9 on\u00adde podemos chegar. Mas j\u00e1 \u00e9 muito apre\u00adsentar alternativas, por exemplo, em ar\u00adquitetura financeira regional. Para n\u00e3o depender dos mesmos todo o tempo. Isso est\u00e3o propondo os Brics com seu fundo de reservas, com seu banco de desenvol\u00advimento, incluindo o interc\u00e2mbio, com<\/p>\n<p>a compensa\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio, e com\u00e9rcio em moeda pr\u00f3pria, como j\u00e1 estabeleceu o Brasil com a China. Ent\u00e3o, independen\u00adtemente da orienta\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica de de\u00adterminados governos dentro dos Brics, esses j\u00e1 s\u00e3o passos importantes para um mundo um pouco mais justo, um mun\u00addo menos concentrado, com menos con\u00adcentra\u00e7\u00e3o de poder. Oxal\u00e1, tamb\u00e9m pos\u00adsamos aprofundar o di\u00e1logo pol\u00edtico, mas insisto, n\u00e3o nos enganemos. Nem todos os governos do Brics ou da Unasul s\u00e3o progressistas, contudo, chegaremos a um consenso em fun\u00e7\u00e3o de nossos inte\u00adresses, se \u00e9 um governo de direita ou es\u00adquerda, buscando uma nova arquitetura financeira, buscando que os meios de pa\u00adgamentos internacionais n\u00e3o passem pe\u00adlos Estados Unidos, porque uma decis\u00e3o dos Estados Unidos pode ser quebrar a Argentina. Sinceramente, porque tem a capacidade de apreender todos os paga\u00admentos que passam por esse pa\u00eds. Ent\u00e3o, buscando alternativas, apenas isso, j\u00e1 se\u00adriam passos gigantescos para um mundo menos injusto e para mais oportunida\u00addes \u00e0s novas economias emergentes.<\/p>\n<p><strong>Valter X\u00e9u \u2013 Senhor presidente, durante o seu mandato, os \u00edndices de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o no seu pa\u00eds cresceram muito. Tamb\u00e9m a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. Como o senhor explica o Equador, uma economia pequena, e o senhor consegue atingir \u00edndices que pa\u00edses de economia muito mais forte n\u00e3o conseguiram ainda?<\/strong><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es de poder. O desenvolvimento \u00e9 basicamente um pro\u00adcesso pol\u00edtico. Por que a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o se desenvolveu e a Am\u00e9rica do Nor\u00adte sim? Tendo mais recursos, tendo mais tecnologia, tendo civiliza\u00e7\u00f5es consoli\u00addadas como os maias, astecas, incas&#8230; A pergunta e a resposta s\u00e3o complexas, o grande enigma do desenvolvimento. Mas certamente, uma das respostas \u00e9 o tipo de elite que nos dominou historicamen\u00adte. Uma elite excludente, que concentrou o poder, que impediu que os outros des\u00adfrutassem do progresso t\u00e9cnico&#8230; Por is\u00adso, o in\u00edcio do processo de desenvolvi\u00admento \u00e9 pol\u00edtico. A mudan\u00e7a das rela\u00e7\u00f5es de poder. O que alcan\u00e7amos no Equador \u00e9 porque j\u00e1 quem manda \u00e9 o povo equa\u00adtoriano. Porque de um Estado burgu\u00eas o estamos convertendo em um Estado po\u00adpular em fun\u00e7\u00e3o das grandes maiorias. Muitos dos recursos estavam a\u00ed, como, por exemplo, o recurso petrol\u00edfero. De cada 100 barris, 80 ficavam com as pe\u00adtroleiras. Em tr\u00eas anos, renegociamos os contratos e quatro petroleiras deixaram o pa\u00eds, que v\u00e3o com Deus&#8230; Mas agora \u00e9 exatamente a raz\u00e3o inversa. De cada 100, 80 ficam para o povo equatoriano. Se pa\u00adgava uma d\u00edvida ileg\u00edtima at\u00e9 por anteci\u00adpa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o eram recursos que estavam a\u00ed, mas nas m\u00e3os erradas. E como alcan\u00ad\u00e7amos isso? Porque agora h\u00e1 um governo e um Estado que reflete o bem comum. Funciona com base nas grandes maio\u00adrias, houve uma mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o de poder em fun\u00e7\u00e3o do poder popular. Con\u00adtudo, esse processo tem um limite, limi\u00adtes externos. Quando virem que o suces\u00adso do Equador \u00e9 perigoso, seremos ata\u00adcados por todos os lados. Que ningu\u00e9m duvide. Muito depende de n\u00f3s, mas exis\u00adtem restri\u00e7\u00f5es externas. Esses tratados de prote\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de invers\u00f5es como acontece com o caso Chevron que pode\u00adria ter quebrado o Equador. O Grupo de A\u00e7\u00e3o Financeira (Gafi) que nos imp\u00f5em, aos pa\u00edses de Terceiro Mundo, o que nunca cumprem os pa\u00edses desenvolvidos. Ah, \u00e9 para controlar a lavagem de dinhei\u00adro, o financiamento de terroristas, uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o cumprem os pa\u00edses desenvolvidos. E esses s\u00e3o os pa\u00ed\u00adses onde est\u00e3o os para\u00edsos fiscais. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma dulpa moral internacional terr\u00ed\u00advel. E todos os direitos de propriedade&#8230; o conhecimento se privatiza. Quando o conhecimento, que \u00e9 um bem p\u00fablico, enquanto mais gente tenha acesso a esse conhecimento j\u00e1 criado, maior o bem es\u00adtar social. Mas os bens ambientais devem ser consumidos gratuitamente, nem se\u00adquer se fala em Kyoto. E os bens ambien\u00adtais n\u00f3s produzimos. E \u00e9 caro produzir bens ambientais. Conservar a selva etc, porque \u00e9 um recuso natural e tal. Ent\u00e3o, existem restri\u00e7\u00f5es externas que s\u00f3 pode\u00adremos enfrentar com a integra\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o s\u00f3 isso. Um primeiro passo no nosso pro\u00adcesso tem sido assegurar da melhor ma\u00adneira os recursos existentes. J\u00e1 uma se\u00adguinte etapa, criar mais recursos, criar mais riquezas. E a\u00ed \u00e9 onde o socialismo sempre falhou um pouco. E devemos fa\u00adlar dessas coisas. O socialismo falou mui\u00adto em justi\u00e7a social, mas falou pouco em efici\u00eancia. E o socialismo moderno tem que falar em efici\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Emir Sader \u2013 Frente \u00e0 debilidade dos partidos de direita latino-americanos em particular, os monop\u00f3lios dos meios de comunica\u00e7\u00e3o fazem as vezes de partidos de oposi\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas avan\u00e7aram bastante na democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Qual o modelo atual de forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o p\u00fablica democr\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p>Nossos principais advers\u00e1rios s\u00e3o os meios de comunica\u00e7\u00e3o que, como voc\u00ea mesmo disse, h\u00e3o tomado, descarada\u00admente, o lugar os partidos pol\u00edticos de di\u00adreita. Porque a quem pertencem os meios de comunica\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina? Aos pobres ou \u00e0s oligarquias? Esse \u00e9 um ins\u00adtrumento para manter o\u00a0<em>status quo<\/em>. Mas temos que avan\u00e7ar com muito cuidado. Tem sido uma luta enorme. N\u00e3o conse\u00adguiram vencer o governo, pela credibi\u00adlidade que esse tem, mas mais de 90% dos meios de comunica\u00e7\u00e3o no Equador est\u00e3o em m\u00e3os privadas. Claro que h\u00e1 toda uma propaganda de que o Correa tem acumulado meios de comunica\u00e7\u00e3o porque temos um dos peri\u00f3dicos nacio\u00adnais dos seis existentes \u2013 locais e regio\u00adnais existem mais de duzentos. Porque temos dois canais, de banqueiros que fu\u00adgiram e encampamos os canais, dos seis ou sete canais nacionais, mas existem de\u00adzenas de canais regionais. Porque resga\u00adtamos a R\u00e1dio Nacional, mas existem umas mil esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio. Ent\u00e3o, com isso engana o povo. \u201cQuanto poder acu\u00admulado pelo governo e todos os meios est\u00e3o em m\u00e3os p\u00fablicas\u201d. Mas a reali\u00addade \u00e9 que nem 10% dos meios de comu\u00adnica\u00e7\u00e3o s\u00e3o p\u00fablicos, e n\u00e3o falo s\u00f3 gover\u00adno central, mas de munic\u00edpios, assem\u00adbleias, universidades p\u00fablicas&#8230; O resto segue em m\u00e3os privadas. Uma luta enor\u00adme na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma con\u00adtradi\u00e7\u00e3o de base. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um di\u00adreito. E \u00e9 algo fundamental para a coes\u00e3o social, para a conviv\u00eancia. E de acordo com modelo capitalista, esse direito, es\u00adse servi\u00e7o, \u00e9 provido por neg\u00f3cios priva\u00addos que visam o lucro, uma contradi\u00e7\u00e3o em si mesmo. Entre lucro e direito. E por defini\u00e7\u00e3o entram em conflito. Entre ga\u00adrantir um direito e um neg\u00f3cio que visa lucro, por defini\u00e7\u00e3o, vai prevalecer o que visa o lucro. Mas \u00e9 claro que n\u00e3o se bus\u00adca apenas lucro. Busca-se poder. Essa \u00e9 uma forma de dominar. Todo poder deve ter controle social. Poder pol\u00edtico, poder econ\u00f4mico, poder social, poder religio\u00adso, poder midi\u00e1tico. Mas quando se tra\u00adta de colocar limites a esse poder midi\u00e1\u00adtico \u00e9 um atentado \u00e0 liberdade de expres\u00ads\u00e3o. \u00c9 totalmente inconsistente. Quando falamos de p\u00f4r limites ao poder pol\u00edtico todos aplaudem, inclusive o poder finan\u00adceiro aplaude. Quando se fala em p\u00f4r li\u00admites ao poder midi\u00e1tico, \u00e9 um atentado \u00e0 liberdade de express\u00e3o. \u00c9 a capacidade que esses neg\u00f3cios t\u00eam para, defenden\u00addo seus interesses, fazer com que o povo acredite \u2013 o que falava Gramsci quanto \u00e0 cultura hegem\u00f4nica \u2013, de que est\u00e3o de\u00adfendendo os direitos do povo. Ent\u00e3o, te\u00admos que falar claramente que isto \u00e9 um problema planet\u00e1rio, mas, sobretudo, na Am\u00e9rica Latina porque a imprensa lati\u00adno-americana ultrapassa todos os recor\u00addes quanto \u00e0 falta de \u00e9tica, concentra\u00e7\u00e3o de propriedade, falta de profissionalis\u00admo, manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica etc&#8230;<\/p>\n<p><strong>Beto Almeida \u2013 Diante dessas articula\u00e7\u00f5es no campo monet\u00e1rio, econ\u00f4mico, financeiro que representam a Celac, a Unasul, o Mercosul&#8230; parece haver tamb\u00e9m uma necessidade de nascer um jornalismo de integra\u00e7\u00e3o porque s\u00f3 h\u00e1 um jornalismo de desintegra\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Copa, parecia que seria um fracasso porque os meios a apresentaram como se fosse ser um fracasso inevit\u00e1vel, e n\u00e3o o foi. Tamb\u00e9m apresentam todos esses eventos, como a reuni\u00e3o dos Brics com a Unasul como se n\u00e3o fosse nada, como se n\u00e3o fosse um momento hist\u00f3rico porque o tipo de jornalismo \u00e9 o de desintegrar, separar, como se o povo n\u00e3o pudesse ter uma aptid\u00e3o para a solidariedade, coopera\u00e7\u00e3o. Como o senhor v\u00ea a necessidade de um outro jornalismo?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 que, precisamente, do diagn\u00f3sti\u00adco sairia uma solu\u00e7\u00e3o. O problema ba\u00adse \u00e9 que seja um direito, j\u00e1 que este bem fundamental para a quest\u00e3o social es\u00adt\u00e1 em m\u00e3os privadas. \u00c9 um neg\u00f3cio pri\u00advado visando lucro. Ademais, uma pro\u00adpriedade privada altamente concentrada nas m\u00e3os das oligarquias. No Equador, os meios nacionais s\u00e3o propriedade de meia d\u00fazia de fam\u00edlias. Me disseram que no Brasil, um pa\u00eds muito maior, s\u00e3o pro\u00adpriedade de at\u00e9 menos fam\u00edlias. Da\u00ed, se deriva a solu\u00e7\u00e3o. Ter muito mais meios comunit\u00e1rios, sem fins lucrativos, que busquem realizar o verdadeiro jornalis\u00admo sem essa contradi\u00e7\u00e3o fundamental entre o lucro e a garantia de um direito. Ter mais meios p\u00fablicos, o que n\u00e3o sig\u00adnifica serem meios do governo, mas da sociedade, da cidadania, com controle social. N\u00e3o s\u00f3 meios p\u00fablicos do gover\u00adno central, mas de governos municipais, de universidades. Com a nova Consti\u00adtui\u00e7\u00e3o do Equador se regula que ao me\u00adnos a frequ\u00eancia para meios audiovisu\u00adais no espectro radioel\u00e9trico se distri\u00adbua um ter\u00e7o para o setor privado com fins lucrativos, um ter\u00e7o para o setor p\u00fa\u00adblico e um ter\u00e7o para o setor comunit\u00e1\u00adrio, sem fins lucrativos. Trata-se de uma luta dur\u00edssima porque significa quebrar a espinha dorsal do poder midi\u00e1tico no pa\u00eds. Ou seja, a grande parte desse es\u00adpectro, que \u00e9 propriedade de todo o povo equatoriano, ainda est\u00e1 concentrado em meios privados. Ent\u00e3o, temos que ir di\u00adminuindo a propor\u00e7\u00e3o de privados, au\u00admentando a propor\u00e7\u00e3o de comunit\u00e1rios e p\u00fablicos. Mas ter\u00e3o den\u00fancias de que estamos atentando contra a liberdade de express\u00e3o porque reduzimos a propor\u00ad\u00e7\u00e3o de meios privados audiovisuais pa\u00adra repartir o espectro em setores comu\u00adnit\u00e1rios e p\u00fablicos. \u00c9 uma das respostas dentre outras medidas mais que se po\u00addem tomar para termos um jornalismo muito melhor, que no lugar de desinte\u00adgrar, integre; n\u00e3o desinforme; n\u00e3o ma\u00adnipule; comunique.<\/p>\n<p><strong>Beto Almeida \u2013 Porque h\u00e1 uma universidade para a integra\u00e7\u00e3o criada por Lula aqui no Brasil, a Unila; a Escola Latino-americana de Medicina, em Cuba, mas tamb\u00e9m seria necess\u00e1rio um jornalismo com outra perspectiva&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 fundamental. Um dos grandes desa\u00adfios da humanidade do s\u00e9culo 21 \u00e9 ven\u00adcer esse poder midi\u00e1tico que tem fortes mecanismos para fazer crer que criticar esses neg\u00f3cios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 atentar contra a liberdade de express\u00e3o. Ou seja, se voc\u00ea critica o poder financeiro, prati\u00adcamente, todo mundo vai aplaudir. Mas quando se critica o poder midi\u00e1tico, mui\u00adta gente vai dizer que estamos cometen\u00addo um atentado \u00e0 liberdade de expres\u00ads\u00e3o. Temos que superar esse engano.<\/p>\n<p><strong>Emir Sader \u2013 Recentemente, voc\u00eas fundaram uma nova universidade, baseada na ideia do \u201cconhecer bem\u201d, do saber comum. Qual \u00e9 a natureza deste projeto novo que est\u00e3o desenvolvendo?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, criamos quatro novas uni\u00adversidades. A qual se refere? Acredito que voc\u00ea se refira \u00e0 Ikiam [Universidade Regional Amaz\u00f4nica], na selva. Aprovei\u00adtando essa vantagem enorme que \u00e9 a sel\u00adva amaz\u00f4nica, maior e melhor laborat\u00f3\u00adrio natural do mundo, e diferentemente do Brasil onde a floresta amaz\u00f4nica fica bastante distante das grandes cidades, aqui no Equador, em tr\u00eas horas e meia, a partir de Quito, pode-se estar em plena selva amaz\u00f4nica, onde a Ikiam est\u00e1 lo\u00adcalizada. Criamos essa nova universida\u00adde, chamada Ikiam, que na l\u00edngua shuar, uma das tantas l\u00ednguas ancestrais que t\u00eam nosso pa\u00eds, significa \u201cselva\u201d, que fica no meio de uma reserva natural de cerca de 900 km\u00b2, para ser uma universidade de n\u00edvel mundial, basicamente, para no caso nacional atender a regi\u00e3o amaz\u00f4ni\u00adca que, praticamente, carecia de univer\u00adsidades ou eram universidades de p\u00e9ssi\u00adma qualidade&#8230; no meio da selva, orien\u00adtada ao bioconhecimento. Ent\u00e3o, posso lhes garantir que ser\u00e1 uma universidade \u00fanica e com vantagens irrepet\u00edveis nessa classe de estudo: de biodiversidade, de bioconhecimento.<\/p>\n<p><strong>Valter X\u00e9u \u2013 Voltando a falar sobre o terrorismo midi\u00e1tico. No in\u00edcio do seu governo, houve um atrito com a empresa brasileira Norberto Odebrecht e a imprensa brasileira s\u00f3 faltou dizer ao Planalto que invadisse o Equador. A imprensa independente foi a que compreendeu as raz\u00f5es do Equador e o defendeu. Naquela \u00e9poca, isso criou um certo mal-estar dentro do governo e hoje como est\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es bilaterais entre Equador e Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, s\u00e3o extradiordin\u00e1rias, com Dilma e com Lula tamb\u00e9m. Mas nesse momento, l\u00e1 atr\u00e1s, nos tiraram at\u00e9 o embaixador, contudo, o tempo nos deu absolutamente toda a raz\u00e3o. A Odebre\u00adcht reconheceu o seu erro. Era uma hi\u00addroel\u00e9trica mal constru\u00edda, que entrou em colapso. Reparou a hidroel\u00e9trica, as\u00adsumindo os custos como tinha que ser. E agora est\u00e1 trabalhando normalmente no Equador e ganhando muitos contratos.<\/p>\n<p><strong>Beto Almeida \u2013 Sabemos que o senhor gosta bastante de falar sobre o papel das ONGs porque h\u00e1 ONGs e ONGs&#8230; Aqui tivemos uma experi\u00eancia muito sinistra. Algumas ONGs est\u00e3o promovendo manifesta\u00e7\u00f5es que promovem a viol\u00eancia gratuitamente para destruir pr\u00e9dios p\u00fablicos, instala\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, metr\u00f4s&#8230; Na Venezuela, sabemos o que aconteceu&#8230; as guarimbas [protestos e bloqueios], com muitas ONGs financiadas por funda\u00e7\u00f5es externas de pa\u00edses ricos que est\u00e3o atuando. Mas esse \u00e9 um novo processo que alguns chamam de \u201ca cara social do neoliberalismo\u201d&#8230; porque estamos tamb\u00e9m enfrentando isso aqui no Brasil no momento..<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um problema grav\u00edssimo, com bo\u00adnitas embalagens, porque quem vai cha\u00adm\u00e1-lo de, por exemplo, aqui temos nos\u00adso grupo de \u201cdesistabiliza\u00e7\u00e3o de gover\u00adnos progressistas\u201d&#8230; l\u00f3gico que n\u00e3o, v\u00e3o colocar nomes bonitos: ONG, organi\u00adza\u00e7\u00f5es sociais, representantes da socie\u00addade civil. Lembrem-se que sempre se apresentam com nomes bonitos. O Chi\u00adle de Pinochet falava-se de um Chile li\u00adbert\u00e1rio&#8230; Nossas elites sempre falaram de democracia, mas quando a democra\u00adcia podia mudar algo se acabava com a democracia, uma democracia de conve\u00adni\u00eancias. Temos que estar atentos com isso. Todos cremos na a\u00e7\u00e3o das organi\u00adza\u00e7\u00f5es sociais, n\u00e3o governamentais, mas cuidado porque essa \u00e9 uma nova estrat\u00e9\u00adgia de inflitra\u00e7\u00e3o em nossos pa\u00edses. Co\u00admo j\u00e1 disse \u00c1lvaro Garc\u00eda Linera, o vice\u00ad-presidente da Bol\u00edvia, n\u00e3o \u00e9 que sejam organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, mas sim organiza\u00e7\u00f5es de outros governos tra\u00adbalhando em nossos territ\u00f3rios para im\u00adpor uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es e condicio\u00adnamentos em fun\u00e7\u00e3o dos interesses das grandes pot\u00eancias. Por exemplo, tudo is\u00adso quanto ao \u201cn\u00e3o toquem nos recursos naturais\u201d, \u201cmantenham a selva intacta\u201d&#8230; Claro, e n\u00f3s, tontos \u00fateis lhes produzin\u00addo bens ambientais para que os grandes contaminadores sigam consumindo seus bens ambientais de forma absolutamen\u00adte gratuita porque nem sequer se com\u00adprometem com Kyoto. Ent\u00e3o, n\u00e3o po\u00addemos cumprir esse papel que nos que\u00adrem designar na nova divis\u00e3o do traba\u00adlho em n\u00edvel internacional. Eles produ\u00adzindo conhecimento que privatizam e n\u00f3s produzindo bens ambientais que eles consomem gratuitamente. Mas essas ONGs n\u00e3o funcionam s\u00f3 neste sentido, mas, claramente, n\u00f3s temos ONGs ain\u00adda no Equador, n\u00e3o mais financiadas pe\u00adla USAID que j\u00e1 se foi do Equador, mas pela NED, da extrema-direita estaduni\u00addense, para \u201ccapacita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, \u201caper\u00adfei\u00e7oamento da democracia\u201d, em outras palavras, ativar l\u00edderes locais de oposi\u00e7\u00e3o ao nosso governo para ver se nos deses\u00adtabilizam. Ent\u00e3o, a Am\u00e9rica Latina deve estar muito atenta. E as pr\u00f3prias orga\u00adniza\u00e7\u00f5es sociais, as verdadeiras ONGs e as ONGs patriotas, nacionalistas, devem estar muito atentas a isso porque muitas vezes se cai no engano, e com um esp\u00edri\u00adto de corpo, defendem esse \u201conguismo\u201d, que \u00e9 uma maneira de inflitrar em nossos governos. E j\u00e1 que tocou no tema, as or\u00adganiza\u00e7\u00f5es sociais de esquerda na Am\u00e9\u00adrica Latina deveriam falar de maneira clara porque composi\u00e7\u00f5es, algumas ve\u00adzes extremas, prejudicam esses proces\u00adsos progressistas. Veja o reconhecimen\u00adto que tem alcan\u00e7ado o processo equato\u00adriano e, mesmo assim, quanto cr\u00edtica te\u00admos de supostas organiza\u00e7\u00f5es sociais de esquerda no Equador que n\u00e3o entendem o que \u00e9 governar, n\u00e3o entendem os dile\u00admas, as decis\u00f5es que t\u00eam que tomar e de\u00adfendem a natureza firmemente como se n\u00f3s n\u00e3o a defend\u00eassemos. E que at\u00e9 mes\u00admo para defend\u00ea-la, necessitam de re\u00adcursos e para isso n\u00e3o se hesita em apro\u00adveitar seus recursos naturais. Ent\u00e3o, essa posi\u00e7\u00e3o de supostas ONGs, organiza\u00e7\u00f5es sociais de esquerda nacionais \u2013 equato\u00adrianas, bolivianas, venezuelanas \u2013 que dizem para \u201cn\u00e3o tocar nos recursos natu\u00adrais\u201d&#8230; Imagina o que seria da Venezuela sem o petr\u00f3leo. Imagina o que seria a Bo\u00adl\u00edvia sem o g\u00e1s. Isso \u00e9 suic\u00edda e prop\u00f5em essas coisas. H\u00e1 pronunciamentos cla\u00adros de organiza\u00e7\u00f5es sociais de esquerda nesse sentido&#8230; Porque mesmo que voc\u00ea n\u00e3o creia, no caso equatoriano, provavel\u00admente, nos criam maior oposi\u00e7\u00e3o do que a pr\u00f3pria direita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Rafael Correa, presidente do Equador, o aturdimento em que ca\u00edram as antigas direitas nacionais e internacionais depois da \u201cd\u00e9b\u00e2cle\u201d do neoliberalismo j\u00e1 foi superado; no momento, observa-se claramente uma coordena\u00e7\u00e3o das for\u00e7as reacion\u00e1rias mundiais, continentais e nacionais Por 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