{"id":1214575,"date":"2020-10-11T03:51:46","date_gmt":"2020-10-11T02:51:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1214575"},"modified":"2020-10-10T23:49:04","modified_gmt":"2020-10-10T22:49:04","slug":"o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/","title":{"rendered":"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem da pel\u00edcula para o digital. Alguns autores passaram at\u00e9 a evitar a palavra filme, uma vez que n\u00e3o se trata mais do registro em pel\u00edcula, e adotaram o termo audiovisual. N\u00f3s continuamos a usar a palavra filme, pois, em nossa opini\u00e3o, o essencial na quest\u00e3o do cinema \u00e9 a linguagem e n\u00e3o o suporte. Esse processo de transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica veio acompanhado, paralelamente, de mudan\u00e7as na narrativa, com muitas dessas mudan\u00e7as tendo sido potencializadas, justamente, pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. As op\u00e7\u00f5es para abordarmos essas mudan\u00e7as s\u00e3o m\u00faltiplas, for\u00e7osamente teremos que fazer algumas escolhas.<\/p>\n<p>Talvez, o enfoque mais expressivo no que diz respeito \u00e0 quest\u00e3o do realismo a partir dos anos de 1990, esteja concentrado na supress\u00e3o da divis\u00e3o de g\u00eaneros. Se o cinema p\u00f3s-moderno, dos anos de 1980, j\u00e1 promoveu o interc\u00e2mbio entre os g\u00eaneros cinematogr\u00e1ficos (aventura, drama, com\u00e9dia, suspense, policial, terror etc.), dos anos de 1990 em diante o que esvanece \u00e9 a fronteira entre fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio, divis\u00e3o que sempre foi um dos pilares da hist\u00f3ria do cinema. De maneira crescente, a demarca\u00e7\u00e3o entre o car\u00e1ter ficcional ou documental de uma obra perde a transpar\u00eancia. Express\u00f5es tais como docudrama ou fic\u00e7\u00e3o-documental, por exemplo, passaram, cada vez mais, a fazer parte do l\u00e9xico cinematogr\u00e1fico, apontando para um \u201cnovo realismo\u201d. Diversas produ\u00e7\u00f5es, apesar de heterog\u00eaneas entre si, se nutriram desse esp\u00edrito. \u00c9 evidente que desde os prim\u00f3rdios do cinema podemos citar exemplos de fic\u00e7\u00f5es que adotam um car\u00e1ter documental (<em>Tabu<\/em> [1931] do cineasta alem\u00e3o F. W. Murnau), ou de document\u00e1rios que encenam determinadas situa\u00e7\u00f5es (<em>Nanook, o Esquim\u00f3<\/em> [1922], do diretor norte-americano Robert J. Flaherty), mas o que diferencia o cinema p\u00f3s-1990 dos anteriores \u00e9 o recurso ao \u201cchoque\u201d na abordagem da realidade, em detrimento da busca pela empatia. Essa postura passa a ser um denominador comum dessas produ\u00e7\u00f5es. \u00c9 como se no cinema ficcional, a fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse mais suficiente. De maneira inversa, no cinema documental, \u00e9 a realidade que n\u00e3o d\u00e1 mais conta da intensidade buscada. No fundo, o que entra em jogo \u00e9 uma mudan\u00e7a de c\u00f3digos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, uma vez que a composi\u00e7\u00e3o moderna da fic\u00e7\u00e3o como lugar da \u201cmentira\u201d e do document\u00e1rio como lugar da \u201cverdade\u201d (que, \u00e9 bom ressaltar, n\u00e3o passa de uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica) \u00e9 abandonada. Diversos filmes e cineastas poderiam ser citados para exemplificar essa condi\u00e7\u00e3o, vamos nos ater apenas a alguns que consideramos emblem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Um caso que vale a pena destacar \u00e9 o movimento lan\u00e7ado pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg, denominado <em>Dogma 95<\/em>. De maneira extremamente sucinta, podemos resumir o manifesto que embasa o movimento como uma cr\u00edtica a \u201cartificialidade dos filmes\u201d. Nas palavras do pr\u00f3prio manifesto: &#8220;Para o <em>Dogma 95<\/em> o filme n\u00e3o \u00e9 ilus\u00e3o!&#8221; O manifesto, composto por dez regras de conduta (o \u201cvoto de castidade\u201d), inclui, entre outras propostas, a n\u00e3o-aliena\u00e7\u00e3o temporal ou espacial dos filmes, o uso de c\u00e2mera na m\u00e3o, a proibi\u00e7\u00e3o de utilizar som produzido separadamente das imagens, a desaprova\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o de truques fotogr\u00e1ficos ou filtros etc. A cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, primeira mulher a dirigir um filme sob as regras do <em>Dogma 95<\/em>, sintetiza a ideia do movimento: &#8220;Rodagem r\u00e1pida, ligeira, o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da realidade. Enquanto cineastas, desembara\u00e7amo-nos de uns quantos artif\u00edcios para chegar ao essencial: confiar no real, acreditar na vida e aceit\u00e1-la&#8221;. (Os filmes que seguissem as condutas do manifesto recebiam um \u201ccertificado\u201d, o filme de Scherfig, <em>Italiano para principiantes<\/em> [2000], \u00e9 o <em>Dogme#12<\/em>). A concep\u00e7\u00e3o de um cinema de fic\u00e7\u00e3o que utiliza v\u00e1rios conceitos do document\u00e1rio \u00e9 evidente nessa busca por um \u201cnovo realismo\u201d. Assim como fica patente a relev\u00e2ncia do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, uma vez que a maioria das condutas impostas s\u00f3 \u00e9 pass\u00edvel de aplica\u00e7\u00e3o a partir do desenvolvimento de novos equipamentos, tais como c\u00e2meras e gravadores port\u00e1teis, f\u00e1ceis de manusear e com custo baixo (no in\u00edcio, a <em>regra#9<\/em> exigia que os filmes fossem rodados em 35mm, mas os integrantes do movimento logo perceberam os benef\u00edcios agregados pelos novos equipamentos).<\/p>\n<div id=\"attachment_1214599\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1214599\" class=\"wp-image-1214599 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Julien-donkey-boy.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Julien-donkey-boy.jpg 800w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Julien-donkey-boy-300x165.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Julien-donkey-boy-720x395.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Julien-donkey-boy-768x421.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-1214599\" class=\"wp-caption-text\">Julien donkey-boy (1999), de Harmony Korine<\/p><\/div>\n<p>Os filmes do cineasta independente norte-americano Harmony Korine tamb\u00e9m se encaixam nos crit\u00e9rios desse \u201cnovo realismo\u201d. Seus filmes, centrados em narrativas realistas urbanas, trabalham a ideia do choque atrav\u00e9s de cenas \u201creais demais\u201d para uma fic\u00e7\u00e3o, provocando impacto pelo uso da viol\u00eancia, do sexo e de \u201cexcentricidades\u201d que s\u00e3o apresentadas de forma crua, sem nenhuma \u201cglamouriza\u00e7\u00e3o\u201d. Invariavelmente, seus filmes acabam sendo alvo de pol\u00eamicas moralistas. Korine, inclusive, tem um filme \u201ccarimbado\u201d pelo <em>Dogma 95<\/em>, <em>Julien donkey-boy<\/em> (1999), que recebeu o certificado <em>Dogme#6<\/em>. Nesse filme, Korine aborda os efeitos da esquizofrenia em uma fam\u00edlia (tendo como base a hist\u00f3ria do seu pr\u00f3prio tio) e o \u201ccar\u00e1ter documental\u201d \u00e9 fortemente presente. Som e imagem foram obtidos diretamente com a c\u00e2mera, sem p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, assim como as vozes em <em>off<\/em> e a m\u00fasica foram gravados no momento das filmagens.<\/p>\n<p>Numa linha completamente diferente do car\u00e1ter \u201cexperimental\u201d de Korine, com uma narrativa bem mais tradicional, mas ainda dentro dos princ\u00edpios desse \u201cnovo realismo\u201d, podemos citar o filme norte-americano <em>A Bruxa de Blair <\/em>(1999), de Eduardo S\u00e1nchez e Daniel Myrick, que simula o documental a partir de uma proposta de \u201catordoar\u201d o espectador apoiando-se na utiliza\u00e7\u00e3o de recursos de v\u00eddeo amador, o que acaba tendo um efeito muito intenso, uma vez que, nessa \u00e9poca, ocorria o <em>boom<\/em> dos v\u00eddeos dom\u00e9sticos, fazendo com que a identifica\u00e7\u00e3o do filme com um relato factual fosse imediata.<\/p>\n<p>Outro filme que se encaixa nessa proposta de embaralhar fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio \u00e9 <em>Guerra sem Cortes<\/em> (2007), do veterano cineasta norte-americano Brian De Palma, s\u00f3 que, nesse caso, diferentemente de filmes como <em>A Bruxa de Blair<\/em> e seus pastiches, tais como <em>O olho que tudo v\u00ea<\/em> (2002), do cineasta gal\u00eas Marc Evans, que s\u00e3o filmes cujo \u00fanico atrativo \u00e9 a op\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, De Palma nos oferece uma instigante reflex\u00e3o sobre o que \u00e9 uma imagem. Mais do que denunciar a criminosa atua\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito norte-americano no Iraque, o filme evidencia a ideia de que uma imagem (seja ela ficcional ou documental, profissional ou amadora) \u00e9 sempre fruto de uma escolha, de um recorte e \u00e9 totalmente dependente do uso que se faz dela. Segundo De Palma, o filme \u00e9 composto por reprodu\u00e7\u00f5es de imagens que ele encontrou na internet, reencenadas com atores.<\/p>\n<p>V\u00e1rios outros exemplos poderiam ser citados como, no caso do cinema document\u00e1rio, o filme <em>\u00d4nibus 174<\/em> (2002), de Jos\u00e9 Padilha, que se utiliza de efeitos t\u00edpicos da fic\u00e7\u00e3o (c\u00e2mera lenta, trilha musical dram\u00e1tica etc.) para apresentar cenas reais de um sequestro (sintomaticamente, em seu longa-metragem de fic\u00e7\u00e3o <em>Tropa de Elite<\/em> [2007], ele utiliza o recurso inverso, filma cenas ficcionais com ar documental). Por\u00e9m, \u00e9 mais relevante destacar nesse momento a repercuss\u00e3o desencadeada por esse hibridismo.<\/p>\n<p>Num certo sentido, essa quest\u00e3o retoma a cis\u00e3o efetuada pelo conceito de p\u00f3s-modernismo, com alguns autores enxergando positivamente suas consequ\u00eancias, enquanto outros atribuem um car\u00e1ter totalmente negativo a essa nova pr\u00e1tica. Os entusiastas desse \u201cnovo realismo\u201d enxergam na ruptura com os c\u00e2nones realistas da modernidade o germe para tamb\u00e9m romper com o simulacro do real vigente na p\u00f3s-modernidade, na medida em que um dos tra\u00e7os do cinema contempor\u00e2neo seria evidenciar o esgotamento do simulacro, provocando um revigoramento da discuss\u00e3o acerca da representa\u00e7\u00e3o do real. J\u00e1 os que avaliam negativamente esse \u201cnovo realismo\u201d indicam um paralelo entre essa nova condi\u00e7\u00e3o e a prolifera\u00e7\u00e3o no meio audiovisual de <em>reality shows<\/em>, de programas policiais baseados em flagrantes da \u201cvida real\u201d e de cenas \u201cpicantes\u201d em imagens amadoras dispon\u00edveis na internet, para fundamentarem suas cr\u00edticas. De uma maneira geral, essa nova condi\u00e7\u00e3o \u00e9 criticada como sendo um sintoma da din\u00e2mica capitalista p\u00f3s-industrial, cujo controle biopol\u00edtico opera tamb\u00e9m esteticamente, ocultando, no fundo, uma pretens\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um regime de visibilidade hegem\u00f4nico.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma pol\u00eamica que ainda est\u00e1 em aberto e comporta v\u00e1rias grada\u00e7\u00f5es, uma vez que \u00e9 muito dif\u00edcil tra\u00e7ar uma linha totalmente reta entre os conceitos colocados em discuss\u00e3o e os diversos exemplos citados. A partir de uma an\u00e1lise molar, a aplica\u00e7\u00e3o de um conceito amplo como o de hibridismo na an\u00e1lise da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica contempor\u00e2nea soa totalmente consistente. Por\u00e9m, partindo de uma perspectiva molecular, ele se torna insuficiente para constituir uma costura entre os filmes citados. Da mesma forma, a afirma\u00e7\u00e3o de que a estetiza\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 uma das principais pr\u00e1ticas do capitalismo p\u00f3s-industrial, \u00e9 um excelente ponto de partida para a an\u00e1lise dos produtos audiovisuais contempor\u00e2neos, contudo, para estabelecer uma compara\u00e7\u00e3o entre os diversos produtos que comp\u00f5em essa rede, \u00e9 preciso se debru\u00e7ar sobre as especificidades de cada um.<\/p>\n<div id=\"attachment_1214579\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1214579\" class=\"wp-image-1214579 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Tio-Boonmee-2010.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Tio-Boonmee-2010.jpeg 800w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Tio-Boonmee-2010-300x186.jpeg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Tio-Boonmee-2010-720x446.jpeg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Tio-Boonmee-2010-768x475.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-1214579\" class=\"wp-caption-text\">Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (2010) de Apichatpong Weerasethakul<\/p><\/div>\n<p>O realismo contempor\u00e2neo, todavia, n\u00e3o se limita a esse \u201cnovo realismo\u201d que procura apagar a linha divis\u00f3ria entre fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio, outros caminhos tamb\u00e9m contribu\u00edram para essa discuss\u00e3o a partir da d\u00e9cada de 1990. Destacaremos aqui, sumariamente, duas filmografias que merecem ser olhadas com aten\u00e7\u00e3o: o chamado \u201ccinema de fluxo\u201d, express\u00e3o cunhada pelo cr\u00edtico franc\u00eas da <em>Cahiers du Cin\u00e9ma<\/em>, St\u00e9phane Bouquet, no in\u00edcio dos anos de 2000; e os filmes do cineasta h\u00fangaro B\u00e9la Tarr.<\/p>\n<p>O cinema de fluxo, tamb\u00e9m chamado de cinema sensorial, \u00e9 composto por um conjunto variado de filmes e diretores que, de forma bem condensada, poder\u00edamos dizer que relativiza a narrativa em prol de uma experi\u00eancia sens\u00f3ria, com os elementos do filme estabelecendo um verdadeiro ambiente de imers\u00e3o, ao engendrar um ritmo aonde o componente primordial n\u00e3o \u00e9 o plano, mas, justamente, o fluxo de imagens e sons. Para al\u00e9m do entendimento meramente racional dos eventos e das rela\u00e7\u00f5es, a est\u00e9tica do fluxo prop\u00f5e outra maneira de experimentar o espa\u00e7o e o tempo e, consequentemente, o mundo e seus acontecimentos. O cineasta tailand\u00eas Apichatpong Weerasethakul, de filmes como <em>Eternamente Sua<\/em> (2002), <em>Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas<\/em> (2010), <em>Cemit\u00e9rio do Esplendor<\/em> (2015), e o diretor norte-americano Gus Van Sant, especialmente em <em>Gerry<\/em> (2002), <em>Elefante<\/em> (2003) e <em>\u00daltimos Dias<\/em> (2005), surgem como dois dos principais nomes da est\u00e9tica do fluxo.<\/p>\n<p>O que dizer, ent\u00e3o, dos filmes do chamado \u201csegundo ciclo\u201d do cineasta h\u00fangaro B\u00e9la Tarr? (Tarr rejeita essa divis\u00e3o de sua filmografia em dois ciclos, mas a diferen\u00e7a dos seus filmes a partir de 1988, com rela\u00e7\u00e3o aos anteriores, \u00e9 marcante). <em>Maldi\u00e7\u00e3o<\/em> (1988), <em>O Tango de Sat\u00e3<\/em> (1994), <em>Harmonias Werckmeister<\/em> (2000), <em>O Homem de Londres<\/em> (2007) e <em>O Cavalo de Turim<\/em> (2011), todos filmados em preto e branco, n\u00e3o se encaixam na defini\u00e7\u00e3o de realistas, nem de n\u00e3o-realistas, exigindo uma outra categoriza\u00e7\u00e3o. Vamos, no entanto, evitar nos alongarmos agora na filmografia de B\u00e9la Tarr, pois seus filmes s\u00e3o dignos de uma an\u00e1lise mais detalhada, ficando a promessa de, num futuro pr\u00f3ximo, dedicarmos um texto exclusivo para eles.<\/p>\n<p>Portanto, certos filmes e diretores contempor\u00e2neos, apesar do risco que o apelo da excel\u00eancia t\u00e9cnica atual traz, ao possibilitar efeitos que, por si s\u00f3, s\u00e3o espetaculares, n\u00e3o sucumbem a um mero deslumbramento com as novas tecnologias e conseguem renovar a linguagem cinematogr\u00e1fica, reavivando uma discuss\u00e3o que, em determinados momentos dos anos de 1980, parecia exaurida.<\/p>\n<p>Com esse texto encerramos nossa s\u00e9rie sobre o realismo no cinema. Poder\u00edamos continuar a conversar sobre esse tema indefinidamente, pois, desde o seu surgimento, o cinema tem na quest\u00e3o do realismo a sua principal indaga\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma inquiri\u00e7\u00e3o intermin\u00e1vel para quem se interessa por cinema. Sem d\u00favida, n\u00e3o faltar\u00e1 oportunidade de retomarmos esse assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem da pel\u00edcula para o digital. Alguns autores passaram at\u00e9 a evitar a palavra filme, uma vez que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1820,"featured_media":1214589,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112,165],"tags":[75238,476,80251],"class_list":["post-1214575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","category-opiniao","tag-caderno-de-cultura","tag-cinema","tag-realismo-no-cinema"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-10-11T02:51:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"576\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Clodoaldo Lino\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Clodoaldo Lino\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\"},\"author\":{\"name\":\"Clodoaldo Lino\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ffc4f033a0f603386e8da1f3caf1d0cf\"},\"headline\":\"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V\",\"datePublished\":\"2020-10-11T02:51:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\"},\"wordCount\":2097,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg\",\"keywords\":[\"caderno de cultura\",\"cinema\",\"realismo no cinema\"],\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Conte\u00fado Original\",\"Cultura e M\u00eddia\",\"Opini\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\",\"name\":\"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg\",\"datePublished\":\"2020-10-11T02:51:46+00:00\",\"description\":\"CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg\",\"width\":1024,\"height\":576},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ffc4f033a0f603386e8da1f3caf1d0cf\",\"name\":\"Clodoaldo Lino\",\"description\":\"Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura pela UFRJ, Bacharel em Psicologia tamb\u00e9m pela UFRJ e Graduado em Dire\u00e7\u00e3o Cinematogr\u00e1fica pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro.\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/clodoaldo-lino\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V","description":"CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V","og_description":"CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_published_time":"2020-10-11T02:51:46+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":576,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Clodoaldo Lino","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PressenzaIPA","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Clodoaldo Lino","Tempo estimado de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/"},"author":{"name":"Clodoaldo Lino","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ffc4f033a0f603386e8da1f3caf1d0cf"},"headline":"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V","datePublished":"2020-10-11T02:51:46+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/"},"wordCount":2097,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg","keywords":["caderno de cultura","cinema","realismo no cinema"],"articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Conte\u00fado Original","Cultura e M\u00eddia","Opini\u00e3o"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/","name":"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg","datePublished":"2020-10-11T02:51:46+00:00","description":"CINEMA &nbsp; &nbsp; Como abordamos no texto anterior, a d\u00e9cada de 1990 consolidou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cinema com a gradual passagem","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Blair-Witch.jpg","width":1024,"height":576},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-o-novo-realismo-parte-v\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O realismo no cinema: o \u201cnovo realismo\u201d. Parte V"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ffc4f033a0f603386e8da1f3caf1d0cf","name":"Clodoaldo Lino","description":"Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura pela UFRJ, Bacharel em Psicologia tamb\u00e9m pela UFRJ e Graduado em Dire\u00e7\u00e3o Cinematogr\u00e1fica pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro.","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/clodoaldo-lino\/"}]}},"place":"Rio de Janeiro, Brasil","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1214575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1820"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1214575"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1214575\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1214589"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1214575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1214575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1214575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}