{"id":1214070,"date":"2020-10-11T03:56:16","date_gmt":"2020-10-11T02:56:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1214070"},"modified":"2020-10-10T22:41:51","modified_gmt":"2020-10-10T21:41:51","slug":"gemidos-na-staton-street","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/gemidos-na-staton-street\/","title":{"rendered":"Gemidos na Staton Street"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A id\u00e9ia era ficar s\u00f3 um m\u00eas, mas o apartamento de Melissa no Lower East Side era muito pr\u00e1tico naqueles primeiros tempos, no final dos anos 90. Ela estava na Fran\u00e7a, segundo meu amigo David, fazendo doutorado em alguma \u00e1rea de antropologia. O &#8220;sublet&#8221;, o costume de alugar um apartamento por temporada enquanto se est\u00e1 fora, \u00e9 muito comum em Nova York. Ficam os m\u00f3veis, a decora\u00e7\u00e3o, tudo. Muitas vezes o acordo n\u00e3o \u00e9 permitido pelo propriet\u00e1rio, por isso concordamos em dizer que \u00e9ramos amigos ou parentes, para que nenhum vizinho desconfiasse do aluguel a estranhos. David vinha de Los Angeles e eu do Rio.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o conhecia David e nem Melissa. Era tudo um arranjo virtual, numa \u00e9poca anterior as redes sociais, sem foto, sem v\u00eddeo, sem muita refer\u00eancia. O valor da hospedagem e a presen\u00e7a de algu\u00e9m da minha idade e perfil, que tamb\u00e9m estava reiniciando sua vida na cidade, acabou me convencendo. Dei a David um envelope com o valor adiantado para dois meses assim que o vi no aeroporto. Apertamos as m\u00e3os, pegamos um t\u00e1xi e chegamos juntos ao apartamento na Stanton Street. Na \u00e9poca o bairro ainda era confuso, gangs circulavam e havia sujeira por todo lado. &#8220;J\u00e1 foi muito pior&#8221;, garantiu-me Melissa, no an\u00fancio no Craigslist, na \u00e9poca o grande e \u00fanico classificados online.<\/p>\n<p>Todo o arranjo foi feito em um grupo do yahoo sobre a cidade. Uma americana em Paris, um nova iorquino voltando de Los Angeles depois de uma d\u00e9cada fora e um cara muito doido \u2013 eu \u2013, que aceitei embarcar nessa aventura. Fazendo as contas, eu s\u00f3 tinha 2 mil d\u00f3lares &#8220;para o resto da vida&#8221;, como costumava dizer sorrindo e ironizando da minha loucura. David me lembrou &#8220;isso n\u00e3o d\u00e1 para um m\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p>Como dizia minha av\u00f3, Deus protege os loucos. Partimos para o tal apartamento sem a menor ideia de como seria o lugar, sem saber quem era Melissa. Tudo que t\u00ednhamos era uma indica\u00e7\u00e3o de onde estava a chave e algumas recomenda\u00e7\u00f5es sobre o lugar : nunca falar aos vizinhos que n\u00e3o \u00e9ramos parentes, jamais mudar qualquer quadro ou m\u00f3vel de posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o atender o telefone fixo, nunca.<\/p>\n<p>Achei um pouco estranho, mas o valor do aluguel era modesto, estava a poucas esta\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o de Manhattan e com toda a energia e insanidade dos vinte e poucos anos. Tudo me pareceu normal, recomenda\u00e7\u00f5es rotineiras de aluguel de temporada, mas o telefone fixo era muito irritante. Tocava sem parar. Depois de dois dias resolvi atender e sempre um sil\u00eancio depois do meu &#8220;al\u00f4&#8221;.<\/p>\n<p>A decora\u00e7\u00e3o n\u00e3o me causava nenhum estranhamento. Se era antrop\u00f3loga, ent\u00e3o deveria ser comum aquelas gravuras de africanos nus, corpos gregos entrela\u00e7ados, e se n\u00e3o me engano, alguns \u00f3rg\u00e3os sexuais masculinos e femininos em pinturas orientais. Com certeza Melissa havia se especializado em algum estudo sobre comportamento er\u00f3tico ou mesmo estudos de g\u00eanero. At\u00e9 o quarto dia, era essa a minha sensa\u00e7\u00e3o. Uma antrop\u00f3loga, regras misteriosas, chamadas silenciosas e sorrisos t\u00edmidos de David, quando eu comentava qualquer coisa. Como n\u00e3o nos conhec\u00edamos, preferi n\u00e3o tentar interpretar suas rea\u00e7\u00f5es. Naqueles primeiros dias minha cabe\u00e7a estava em conseguir emprego, organizar minha vida e conhecer a cidade.<\/p>\n<p>Tudo parecia caminhar bem at\u00e9 que eu decidi parar na porta do edif\u00edcio para observar as pessoas \u2013 uma das minhas distra\u00e7\u00f5es favoritas. Eu olho e imagino quem \u00e9 aquela pessoa, onde vive, por que se veste assim. Quando estou em um lugar novo sempre tento me integrar fazendo esses mergulhos com o olhar. Vejo como se vestem, como seguram o cigarro, como caminham discretos com a bebida alco\u00f3lica escondida em um saco de papel. A ideia da antropologia de Melissa parece que havia me contaminado mas no fundo era puro fasc\u00ednio pela cidade. Minha alma carioca e suburbana n\u00e3o era compat\u00edvel com o sil\u00eancio e logo fiz amizades com as vizinhas dominicanas do primeiro andar: T\u00e2nia e Andrea, gordinhas simp\u00e1ticas, espont\u00e2neas e pareciam n\u00e3o fazer nada al\u00e9m de ficarem sentadas na porta do pr\u00e9dio a tarde toda, interagindo com os vizinhos. Elas me alertaram logo: &#8220;N\u00e3o d\u00ea muito papo para porto riquenhos&#8221; \u2013 e percebi a rivalidade no primeiro final de semana em que vi pela janela cadeiras voando e brigas de faca no final de uma festa de rua.<\/p>\n<p>Andrea, a gordinha divertida do 1A, foi quem me provocou logo de manh\u00e3, quando sa\u00eda para buscar emprego: &#8220;Cad\u00ea a americana sua amiga?&#8221;<\/p>\n<p>Timidamente respondi que estaria &#8220;viajando&#8221;, arrancando dela uma imensa gargalhada &#8220;T\u00e1 descansando, n\u00e9 tadinha&#8221;<\/p>\n<p>Confesso que caminhei uns quatro quarteir\u00f5es com aquela gargalhada na cabe\u00e7a &#8220;descansando de qu\u00ea?&#8221; Sabe quando voc\u00ea esquece de concluir o pensamento e sai da conversa com d\u00favidas? Na volta, tr\u00eas horas depois, resolvi matar minha curiosidade. Dessa vez era sua irm\u00e3 que avan\u00e7ou na conversa &#8220;\u00e9 um tal de entra e sai de homem nesse apartamento que Deus me livre&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Subi as escadas com a certeza que Melissa fazia programas naquele apartamento e logicamente seria conhecida por isso. A prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 proibida por lei nos Estados Unidos e talvez por isso David n\u00e3o teria comentado comigo. Como sou uma pessoa extremamente liberal, inclusive a favor da legaliza\u00e7\u00e3o desse tipo de &#8220;servi\u00e7o&#8221;, apenas sorri e me diverti com o fato.<\/p>\n<p>Andrea foi mais a fundo nos dias seguintes. Fez o sinal da cruz ao se referir a Melissa, falou dos gritos que ecoavam pelos corredores, relatou que sentia cheiro de vela queimada e que a vizinha americana colocava \u00f3peras altas no meio da noite. &#8220;Bruxaria&#8221; assegurou. S\u00f3 a magia explicava a clientela: homens bonitos e altos, executivos, um rabino que vinha toda semana, um casal que chegava em limusine com champagne na m\u00e3o. As vizinhas descreveram o perfil dos &#8220;clientes&#8221; como inexplic\u00e1vel para uma baixinha, sardenta e magrinha, sem &#8220;culo&#8221; e sem &#8220;peit\u00f5es&#8221;.\u00a0\u00a0 L\u00e1 na minha terra \u2013 explica \u2013 ela morreria de fome porque \u00e9 muito fraquinha, completou a dominicana, claramente invejosa da sofisticada clientela.<\/p>\n<p>Eu tive que concordar com a an\u00e1lise. Pelas fotos que vi, Melissa parecia uma freirinha, uma criatura angelical e fr\u00e1gil, longe do estere\u00f3tipo da prostituta que eu conhecia, com corp\u00e3o e sedutora. Vindo do Brasil, onde as fotos de mulheres lindas de corpos esculturais se exibiam nos an\u00fancios de jornais, a imagem e a profiss\u00e3o de Melissa \u2013 uma professora de antropologia \u2013, n\u00e3o combinavam com esse of\u00edcio. Com o tempo e maturidade fui entendendo que tudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade na sociedade americana parecia distante do meu conhecimento er\u00f3tico. N\u00e3o era apenas a comida, os cheiros, as cores e a forma de vestir que eram diferentes. O conceito de sexy tamb\u00e9m aqui teria uma outra maneira de se expressar \u2013 e por ser ilegal, o com\u00e9rcio dos corpos teria outros apelos e atrativos.<\/p>\n<p>Estere\u00f3tipos n\u00e3o s\u00e3o mentiras \u2013 j\u00e1 dizia a escritora nigeriana Chinamanda Adiche \u2013, s\u00e3o apenas verdades incompletas. E a imagem que tinha das trabalhadoras sexuais estava em parte, alimentada por anos e anos da minha cultura latino americana de corpos exuberantes.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o \u00e9 prostituta \u2013 garantiu David, causando uma enorme confus\u00e3o mental. Como n\u00e3o \u00e9 ? Ela recebe muitos homens, casais, h\u00e1 gritos e gemidos, as vizinhas tem certeza de que este apartamento \u00e9 um prost\u00edbulo. Deixei claro que eu n\u00e3o tinha nada contra \u2013 s\u00f3 que era engra\u00e7ado e explicava as liga\u00e7\u00f5es de telefone que n\u00e3o completavam e os coment\u00e1rios das vizinhas.<\/p>\n<p>David continuava negando, rondando a sala em busca de palavras mais adequadas.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 uma dominatrix, n\u00e3o faz sexo com ningu\u00e9m. Apenas bate, espanca seus clientes. Disse David em posi\u00e7\u00e3o defensiva.<\/p>\n<p>E pagou a faculdade toda com isso \u2013 completou.<\/p>\n<p>Nesse momento, Melissa se tornou uma hero\u00edna \u2013 pagou a faculdade toda, foi para a Europa estudar, era uma antrop\u00f3loga e vivia em Nova York. Um perfil que eu admirava muito \u2013 e ainda por cima batia nos outros e ainda ganhava dinheiro? Ah n\u00e3o, era demais pra mim. Melissa era o sonho americano.<\/p>\n<p>Rimos muito dos coment\u00e1rios das vizinhas, inclusive dos gritos e gemidos \u2013 quem seria o cliente mais escandaloso? Achamos nos dias seguintes alguns &#8220;equipamentos&#8221; da menina no arm\u00e1rio do corredor: correntes, m\u00e1scaras e uma variedade de cintos e chicotes. Foi o melhor mergulho cultural na sociedade americana que fiz e na \u00e9poca uma novidade. N\u00e3o sei porque, mas o sadomasoquismo era at\u00e9, nos anos 90, uma novidade enquanto pr\u00e1tica na Am\u00e9rica Latina, mas nos Estados Unidos e Europa j\u00e1 existiam casas especializadas e at\u00e9 profissionais como Melissa, que atendiam em casa, em sess\u00f5es de gritos e dor. Primeira li\u00e7\u00e3o de imigrante: o desejo, fora dos tr\u00f3picos, pode ser diferente.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do apartamento na data combinada e nunca me encontrei pessoalmente com Melissa. Sempre deixei essa hist\u00f3ria da Stanton Street \u2013 meu primeiro lar em Nova York \u2013 como uma passagem engra\u00e7ada para contar a amigos. Miss Hope \u2013 como era seu sobrenome \u2013 ilustrou dezenas de conversas em que eu retratava as diferen\u00e7as e diversidade de sexualidades entre americanos e latinos em geral. Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois, o filme &#8220;Cinquenta tons de cinza&#8221; levaria ao grande p\u00fablico o que eu havia presenciado naqueles anos. Um apartamento adaptado, mas sem milion\u00e1rios tarad\u00f5es e jovens inocentes seduzidas. Na pr\u00e1tica, os tons da Stanton Street eram bem mais abertos, divertidos, coloridos e menos sofisticados do que na obra de E. L. James. Ainda bem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; A id\u00e9ia era ficar s\u00f3 um m\u00eas, mas o apartamento de Melissa no Lower East Side era muito pr\u00e1tico naqueles primeiros tempos, no final dos anos 90. 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