{"id":1210541,"date":"2020-10-06T19:20:23","date_gmt":"2020-10-06T18:20:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1210541"},"modified":"2020-10-06T19:21:58","modified_gmt":"2020-10-06T18:21:58","slug":"e-superimportante-colocar-os-individuos-as-comunidades-no-centro-das-decisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/e-superimportante-colocar-os-individuos-as-comunidades-no-centro-das-decisoes\/","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 superimportante colocar os indiv\u00edduos, as comunidades no centro das decis\u00f5es\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Por <strong>Euro<\/strong><strong> Mascarenhas<\/strong><\/em>*<em><strong>\/NPC<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No final de maio, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) anunciou que a Am\u00e9rica Latina se tornou o novo epicentro da crise do Covid-19, tendo o Brasil como o cen\u00e1rio mais grave. A regi\u00e3o profundamente marcada pela desigualdade, viu todos os seus males serem potencializados pelo novo v\u00edrus. O que \u00e9 necess\u00e1rio para que um continente t\u00e3o vulner\u00e1vel possa se preparar para uma pandemia?<\/p>\n<p>Este \u00e9 o tema de um artigo publicado pela m\u00e9dica Carolina Batista, em parceria com Leire Paj\u00edn Iraola. O documento foi publicado na plataforma do Instituto de Sa\u00fade Global Barcelona (ISGlobal), com o t\u00edtulo original em espanhol <a href=\"https:\/\/www.isglobal.org\/es\/-\/covid-19-y-america-latina-que-es-necesario-para-que-una-region-muy-vulnerable-pase-a-estar-preparada-para-una-pandemia-?fbclid=IwAR2Fc4lw2i-rQBRzHJgQt1pZiTtxN_-fnPmKRKqcYDveYqrpglHuL-ag6O0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cCOVID-19 y Am\u00e9rica Latina: \u00bfQu\u00e9 es necesario para que una regi\u00f3n muy vulnerable pase a estar preparada para una pandemia?\u201d<\/a>. O documento coloca cinco eixos de vulnerabilidades da Am\u00e9rica Latina, apontando tamb\u00e9m algumas medidas de enfrentamento.<\/p>\n<p>Carolina \u00e9 o que se pode chamar de m\u00e9dica por voca\u00e7\u00e3o. Carioca, filha de m\u00e3e amazonense, cresceu com o sentimento de um dia ir viver e trabalhar na terra de sua m\u00e3e. \u201cEu sentia quase como uma obriga\u00e7\u00e3o de ir conhecer o universo dela, ela veio para o Rio muito jovem\u201d. A vontade se tornou realidade e Carolina trabalhou por muito tempo com a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena da Amaz\u00f4nia. Ela tamb\u00e9m atua na organiza\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria M\u00e9dicos Sem Fronteiras (MSF). \u201cEu virei m\u00e9dica por conta de MSF\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ao Di\u00e1rio da Pandemia na Periferia ela concedeu uma entrevista em que aborda mais detalhadamente alguns pontos de seu artigo, publicado em 31 de julho. Na conversa, Carolina destaca o protagonismo das favelas no combate ao v\u00edrus. Confira abaixo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DPP \u2013 Voc\u00ea atua em M\u00e9dicos Sem Fronteiras. Sabemos que a organiza\u00e7\u00e3o prioriza a atua\u00e7\u00e3o em pa\u00edses que vivem situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia de sa\u00fade e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de lidar com isso. Qual a especificidade que o Brasil vive para MSF estar presente no pa\u00eds neste per\u00edodo de pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>Carolina Batista \u2013 O Brasil tem um grande n\u00famero de pessoas sem acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade ou simplesmente n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua e saneamento, que vivem em locais pequenos e superlotados. Entre esses grupos est\u00e3o ind\u00edgenas, moradores de favelas, ribeirinhos, migrantes, pessoas privadas de liberdade, pessoas com comorbidades e idosos. O pa\u00eds atingiu um patamar muito alto de novos casos di\u00e1rios (mais de 50.000) e mortes di\u00e1rias (cerca de 1.000).<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos normalizar uma trag\u00e9dia que tende a atingir com mais for\u00e7a a popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel, que tem menos condi\u00e7\u00f5es de seguir as recomenda\u00e7\u00f5es de distanciamento social porque precisam de sair de casa para ganhar a vida. O v\u00edrus j\u00e1 se espalhou para as periferias das cidades e para regi\u00f5es mais remotas, onde o acesso aos cuidados de sa\u00fade \u00e9 mais dif\u00edcil. Apesar disso, ainda n\u00e3o existe uma resposta coordenada \u00e0 Covid-19 por parte dos diferentes atores atuando no pa\u00eds. Um cen\u00e1rio desses, com tamanhos desafios e vulnerabilidades&#8230; nos pareceu relevante que trabalh\u00e1ssemos aqui e pud\u00e9ssemos colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a nossa compet\u00eancia em atuar em resposta a grandes epidemias e crises, al\u00e9m de j\u00e1 termos adquirido o conhecimento para responder \u00e0 pandemia do Covid-19, desde quando a crise teve in\u00edcio nos pa\u00edses da Europa e Estados Unidos \u2014 contextos tamb\u00e9m n\u00e3o comuns para nossa atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nossas atividades no pa\u00eds come\u00e7aram no in\u00edcio de abril e atualmente temos projetos ativos em S\u00e3o Paulo, Boa Vista, Roraima, e Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. Como a epidemia \u00e9 muito din\u00e2mica e a progress\u00e3o do v\u00edrus varia de estado a estado, seguimos avaliando continuamente a sua evolu\u00e7\u00e3o para eventualmente enviar equipes a novas localidades. Temos um grupo muito competente, formado por diferentes profissionais, que t\u00eam atuado de maneira incessante no Brasil desde o in\u00edcio de nossa interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1210607 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf1-NPC.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf1-NPC.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf1-NPC-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u2013 No documento que voc\u00ea publicou, vemos o Brasil, Peru, Chile e M\u00e9xico com os piores \u00edndices do combate ao Covid-19 da Am\u00e9rica Latina. O que h\u00e1 em comum entre estes pa\u00edses para que estejam indo t\u00e3o mal?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Desde a publica\u00e7\u00e3o do artigo, a distribui\u00e7\u00e3o e ranking dos pa\u00edses mais afetados na regi\u00e3o mudou um pouco. Hoje os pa\u00edses mais afetados na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o (em ordem decrescente) Brasil, com mais de 4 milh\u00f5es de casos; seguido do Peru, com mais de 691.000 casos; Col\u00f4mbia, com 679.000 casos; M\u00e9xico, com 642.000; depois Argentina, com mais de 500.000 casos; e o Chile, com mais de 427.000 casos. Juntos, estes pa\u00edses contam com a preocupante cifra de mais de 7 milh\u00f5es de casos confirmados.<\/p>\n<p>Ao observarmos o que estes pa\u00edses t\u00eam em comum, podemos citar algumas caracter\u00edsticas importantes: uma grande desigualdade socioecon\u00f4mica, que se traduz em acesso e iniquidade a servi\u00e7os de sa\u00fade; um processo de urbaniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o planejado, for\u00e7ando muitas pessoas em \u00e1reas urbanas a viverem em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis do ponto de vista de saneamento; acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel; aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas em condi\u00e7\u00f5es onde o isolamento e distanciamento sociais, importantes medidas para o controle do Covid-19, n\u00e3o se fazem poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Aliado a isto h\u00e1 tamb\u00e9m uma propor\u00e7\u00e3o enorme dessas pessoas no trabalho informal. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), aproximadamente 54% dos trabalhadores da Am\u00e9rica Latina s\u00e3o informais, o que significa que se encontram em condi\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis e dependem do dia a dia para a gera\u00e7\u00e3o de renda suficiente para alimenta\u00e7\u00e3o e outras necessidades b\u00e1sicas, estando em sua grande maioria exclu\u00eddos de pol\u00edticas de apoio social ou outros programas de renda m\u00ednima. Essas pessoas, de maneira geral, n\u00e3o podem cumprir com as medidas de confinamento e isolamento social.<\/p>\n<p>Segundo a Unicef, mais de 65 milh\u00f5es de pessoas em nossa regi\u00e3o n\u00e3o t\u00eam acesso a \u00e1gua e sab\u00e3o. Al\u00e9m disso os sistemas de sa\u00fade v\u00eam sofrendo ao longo dos \u00faltimos anos uma enorme sobrecarga por conta de epidemias recentes como dengue e zika. H\u00e1 tamb\u00e9m um aumento no n\u00famero de pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes, hipertens\u00e3o e outras, al\u00e9m da falta de investimento cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>Se a pandemia gerou uma crise sem precedentes em pa\u00edses com sistemas de sa\u00fade robustos, com alto investimento em sa\u00fade p\u00fablica e acesso universal a seus cidad\u00e3os, as consequ\u00eancias na Am\u00e9rica Latina, com uma situa\u00e7\u00e3o de enorme vulnerabilidade e sistemas n\u00e3o equipados e preparados para absorver a carga pesada de uma pandemia, como a do coronav\u00edrus, seriam ainda mais graves.<\/p>\n<p>Esses pa\u00edses compartilham n\u00e3o somente essas caracter\u00edsticas como tamb\u00e9m a falta de coordena\u00e7\u00e3o e alinhamento entre as diferentes institui\u00e7\u00f5es p\u00fablico e privadas, que se traduz em mensagens contradit\u00f3rias a respeito de isolamento, medidas preventivas e tratamentos para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1210597 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf2-NPC.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf2-NPC.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf2-NPC-300x124.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u2013 Ao ler o documento, a gente v\u00ea que sa\u00fade e economia n\u00e3o se separam. Como o artigo bem informa: \u201ca Am\u00e9rica Latina segue sendo a regi\u00e3o mais desigual do mundo\u201d. De um modo geral, como essa desigualdade atrapalha a resposta a uma pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 De fato, a economia, sa\u00fade e desenvolvimento humano n\u00e3o se separam. Sofrendo com um legado de desigualdade, a regi\u00e3o segue sendo a mais desigual do mundo. Isto significa que a lacuna entre o mais rico e o mais pobre \u00e9 a maior no mundo.<\/p>\n<p>Obviamente, essas desigualdades n\u00e3o existem somente no quesito renda e econ\u00f4mico, mas se traduzem em diferen\u00e7as significativas no acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, seja por raz\u00f5es pelas quais os indiv\u00edduos n\u00e3o podem pagar por servi\u00e7os de sa\u00fade, seja por raz\u00f5es de acesso geogr\u00e1fico enfrentadas por aqueles que vivem em \u00e1reas remotas e mais empobrecidas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a recess\u00e3o econ\u00f4mica adicionar\u00e1 12 milh\u00f5es de pessoas aos n\u00fameros do desemprego (chegando a um total de 37,7 milh\u00f5es), empurrando 28,7 milh\u00f5es de pessoas para a pobreza (at\u00e9 215 milh\u00f5es de pessoas) e 15,9 milh\u00f5es \u00e0 pobreza extrema (at\u00e9 87 milh\u00f5es). Por sua vez, isso condicionar\u00e1 determinantes cr\u00edticos da epidemia, como habita\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>Seguindo um processo de urbaniza\u00e7\u00e3o intenso e n\u00e3o planejado, as periferias urbanas (ou favelas) s\u00e3o um padr\u00e3o comum em muitas cidades latino-americanas. Um em cada cinco moradores de cidade mora nesses locais. Esses \u201ccintur\u00f5es de pobreza\u201d n\u00e3o t\u00eam acesso a saneamento adequado ou cuidados b\u00e1sicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Este \u00faltimo dado que voc\u00ea falou sobre moradia tamb\u00e9m consta no seu artigo. Esses lugares n\u00e3o oferecem as condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para se fazer o isolamento social, at\u00e9 aqui a melhor forma de preven\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus. O que se pode fazer pela popula\u00e7\u00e3o que vive nessas regi\u00f5es, j\u00e1 que pedir para ficar em casa n\u00e3o \u00e9 suficiente?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Essa \u00e9 uma excelente pergunta. Na realidade o Covid-19 propiciou que as pessoas que vivem nessas favelas e sob essas condi\u00e7\u00f5es adotassem um protagonismo que j\u00e1 foi citado como destaque por \u00f3rg\u00e3os internacionais. Atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de redes comunit\u00e1rias j\u00e1 existentes, canais de comunica\u00e7\u00e3o como r\u00e1dios comunit\u00e1rias, dentre outros, algumas destas comunidades tiveram uma resposta muito importante e lograram controlar melhor a pandemia que outras regi\u00f5es do Brasil por exemplo.<\/p>\n<p>Com certeza ficar em casa n\u00e3o \u00e9 suficiente para essa popula\u00e7\u00e3o. Quase sempre na pr\u00f3pria casa elas est\u00e3o expostas; as condi\u00e7\u00f5es de moradia n\u00e3o s\u00e3o prop\u00edcias para que mantenham um distanciamento, muitas vezes sem uma ventila\u00e7\u00e3o adequada. Eu acho que uma das medidas importantes \u00e9 realizar campanhas de informa\u00e7\u00e3o espec\u00edficas, utilizando, por exemplo, as redes comunit\u00e1rias que j\u00e1 existem, grupos e associa\u00e7\u00f5es locais para que eles possam adotar medidas de preven\u00e7\u00e3o que s\u00e3o aceitas como o padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem diferen\u00e7as entre certos grupos. \u00c0s vezes, a pessoa mora mais perto do asfalto e tem uma qualidade melhor do que algu\u00e9m que mora mais para cima. Mas tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o do acesso \u00e0 \u00e1gua. Acho que isso tudo precisa ser levado em conta.<\/p>\n<p>Outra coisa \u00e9 que muitas dessas pessoas que moram nessas comunidades trabalham no mercado informal \u2014 como eu falei na resposta anterior \u2014, o que as for\u00e7a a uma exposi\u00e7\u00e3o constante. Isto \u00e9 algo a ser levado em conta: utilizar essa oportunidade para pensar em pol\u00edticas p\u00fablicas para essas pessoas&#8230; que tipos de incentivos econ\u00f4micos podem existir para que elas n\u00e3o precisem ter uma exposi\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande. Para aquele que vende algo e que precisa daquele dinheiro no fim do dia para colocar a comida na mesa para o filho.<\/p>\n<p>Em muitas dessas casas \u201co l\u00edder\u201d, ou a pessoa que \u00e9 respons\u00e1vel pelo lar e pelo ganha-p\u00e3o \u00e9 a mulher, e muitas delas trabalham n\u00e3o necessariamente no servi\u00e7o informal, mas no setor de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os como dom\u00e9stica \u2014 servi\u00e7os nos quais tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vincula\u00e7\u00e3o. Dessa maneira, n\u00e3o contam com nenhuma prote\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica para um tempo como este. Ent\u00e3o, muitas pessoas ou perderam os seus trabalhos ou tiveram que se manter ativas.<\/p>\n<p>Eu acho que o cerne disso \u00e9 o trabalho com a comunidade tendo protagonismo. \u00c9 superimportante colocar os indiv\u00edduos, as comunidades no centro das decis\u00f5es, para que eles possam ser coautores de qualquer a\u00e7\u00e3o que ocorrer em suas localidades. Uma vez que eles tenham essa coautoria, elas podem tamb\u00e9m assegurar a implementa\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>A gente viu no Rio, mas tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, exemplos muito bem-sucedidos disso. Uma vez que a gente tem o protagonismo das comunidades, as respostas foram muito positivas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1210587 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf3-NPC.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf3-NPC.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf3-NPC-300x118.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u2013 O Uruguai, ao lado de Cuba e Paraguai, \u00e9 colocado como exemplo de sucesso na regi\u00e3o. Uma das medidas adotadas pelo pa\u00eds diz respeito ao aumento da viol\u00eancia de g\u00eanero durante o isolamento. Voc\u00ea pode explicar melhor as a\u00e7\u00f5es adotadas em rela\u00e7\u00e3o a este caso e tra\u00e7ar um paralelo com o Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Verificou-se n\u00e3o s\u00f3 na Am\u00e9rica Latina, mas em outros lugares, alguns pa\u00edses da Europa e Estados Unidos, um aumento da incid\u00eancia da viol\u00eancia de g\u00eanero como efeito da pandemia. Vimos que mulheres foram for\u00e7adas a ficar confinadas com os seus agressores. E no caso do Uruguai, quando eles perceberam isso no come\u00e7o de mar\u00e7o, criaram uma linha de chamada para que as pessoas pudessem ligar e denunciar essa ocorr\u00eancia de aumentos de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>O Brasil levou um tempo, mas esses dias andando na rua eu vi uma propaganda de \u00f4nibus que tinha o dizer: \u201ca m\u00e1scara n\u00e3o pode te calar\u201d. Eu acho que isso \u00e9 uma coisa muito boa. E esse ponto s\u00f3 refor\u00e7a uma vez mais que o Covid-19 est\u00e1 tendo esta caracter\u00edstica de amplificar as vulnerabilidades. Ent\u00e3o, popula\u00e7\u00f5es que j\u00e1 experimentavam vulnerabilidades como as mulheres, que j\u00e1 sofriam agress\u00f5es&#8230; houve como se fosse uma lupa, amplificando isso; incluindo quest\u00f5es de viol\u00eancia de g\u00eanero. Isso \u00e9 algo a ser tomado em conta. Como \u00e9 que se pode mitigar isso? Talvez grupos de Whatsapp, telefones; achar maneiras que s\u00e3o adequadas a mulheres que vivem em espa\u00e7os muito pequenos, como em uma comunidade. Como uma mulher vai entrar em um site com o cara na nuca dela?<\/p>\n<p>\u00c9 preciso tamb\u00e9m achar maneiras que sejam seguras para que elas possam denunciar isso e gerar informa\u00e7\u00e3o na televis\u00e3o, nas r\u00e1dios comunit\u00e1rias e nos interiores. \u00c9 inundar a popula\u00e7\u00e3o com informa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a isso para que ela saiba o trajeto seguro para adotar essas medidas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u2013 O que \u00e9 a abordagem multidisciplinar adotada por Cuba?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Bom, primeiro \u00e9 importante dizer que no dia de hoje segundo o portal da Johns Hopkins (universidade norte-americana), que tem uma atualiza\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com o mapa mundi do Covid-19, Cuba tem registrado 4377 casos. \u00c9 um contraste importante com o Brasil que tem 4 milh\u00f5es de casos registrados. J\u00e1 tem a\u00ed uma diferen\u00e7a muito grande, um percentual enorme.<\/p>\n<p>Isto se deve a alguns fatores, um deles \u00e9 essa abordagem multidisciplinar pela qual Cuba \u00e9 conhecida. Um pa\u00eds que tem um sistema de sa\u00fade p\u00fablico muito forte baseado no conceito de sa\u00fade da fam\u00edlia. Ent\u00e3o voc\u00ea tem essas equipes que s\u00e3o m\u00e9dicos, enfermeiros, odont\u00f3logos, assistentes sociais, epidemiologistas, que fazem parte desse n\u00facleo que atende a certas fam\u00edlias. Aqui no Brasil a gente tem o programa de sa\u00fade da fam\u00edlia que em alguns aspectos tem similaridades com o modelo cubano.<\/p>\n<p>Esse modelo multidisciplinar foi importante porque isso permitiu que eles fossem de casa em casa. Eles utilizaram essa rede de acessos \u00e0s fam\u00edlias que j\u00e1 existia, sendo que durante a pandemia o fizeram de uma maneira refor\u00e7ada ainda no in\u00edcio dos casos no pa\u00eds, o que fez com que todas as pessoas fossem monitoradas muito de perto. Algu\u00e9m apresentava o sintoma, eles j\u00e1 faziam logo o teste.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, outro componente, al\u00e9m dessa abordagem multidisciplinar, \u00e9 a testagem em massa da popula\u00e7\u00e3o. Todo mundo que apresentasse qualquer sintoma era testado imediatamente. Outro elemento importante tamb\u00e9m \u00e9 a vigil\u00e2ncia de casos, monitora-se onde est\u00e3o aparecendo os casos para que aquilo servisse como um caso sentinela e deflagrasse um efeito domin\u00f3, que levasse a a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas ao redor daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>E um \u00faltimo fator \u00e9 o rastreio de casos (contact tracing), ou seja, se uma pessoa testa positivo, eles logo fazem o isolamento dessa pessoa para assegurar que ela n\u00e3o iria infectar outras. Mas n\u00e3o s\u00f3 isso: perguntam a essa pessoa sobre todo mundo com que ela teve contato nas \u00faltimas duas semanas, que \u00e9 o tempo de cont\u00e1gio do v\u00edrus. Ent\u00e3o fazia-se o rastreio dessas pessoas com as quais houve contato. Parece complicado, mas muitos pa\u00edses fizeram isso.<\/p>\n<p>Em Cuba, evidentemente por ser um pa\u00eds de dimens\u00e3o menor, uma ilha, \u00e9 muito mais f\u00e1cil esse controle. E, al\u00e9m disso, j\u00e1 tem muito bem implementado e consolidado essas equipes multidisciplinares de sa\u00fade da fam\u00edlia. Isso fez com que houvesse um mapa em que eles conseguiam tra\u00e7ar esse raio-x de quem havia sido o contato e desta maneira fechar o ciclo.<\/p>\n<p>\u00c9 um modelo que est\u00e1 sendo muito comentado e certamente vai servir muito como algo a ser estudado, pois os n\u00fameros est\u00e3o a\u00ed muito evidentes para demonstrar o sucesso dessa iniciativa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1210577 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf4-NPC.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf4-NPC.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/graf4-NPC-300x118.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u2013 Voc\u00ea poderia explicar o \u201ceixo 4\u201d apresentado no seu artigo, que trata da \u201cmaldi\u00e7\u00e3o\u201d dos pa\u00edses de renda m\u00e9dia na resposta global \u00e0 pandemia? O que seria esse conceito de renda m\u00e9dia e por que ele influencia nos p\u00e9ssimos resultados da regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A maioria da regi\u00e3o latino-americana segue caracterizada, segundo as defini\u00e7\u00f5es do Banco Mundial e outros organismos internacionais, como pa\u00edses de renda m\u00e9dia, acho que com a exce\u00e7\u00e3o da Bol\u00edvia e Haiti, que s\u00e3o considerados pa\u00edses com renda baixa, pobres. Mas quase todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina est\u00e3o dentro dessa categoria (renda m\u00e9dia). O que de alguma forma nos coloca em um limbo, no que diz respeito ao acesso a fundos emergenciais, ou financiamentos para garantir a revitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Os pa\u00edses muito pobres do mundo j\u00e1 est\u00e3o se beneficiando desses fundos internacionais, justamente por estarem categorizados como muito pobres.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses ricos obviamente j\u00e1 conseguem resolver os seus problemas dom\u00e9sticos. Por exemplo, a Uni\u00e3o Europeia criou um fundo comum da regi\u00e3o que garante a renda m\u00ednima aos seus cidad\u00e3os, seguro desemprego e acesso gratuito \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00f3s da Am\u00e9rica Latina ficamos ali no meio, que \u00e9 o que eu chamo de limbo. Ou seja, a gente n\u00e3o \u00e9 pobre o suficiente para receber uma ajuda internacional, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 rico o bastante para garantir uma resposta adequada aos nossos problemas dom\u00e9sticos, ent\u00e3o quem paga essa conta?<\/p>\n<p>A nossa regi\u00e3o, se voc\u00ea olhar todos os dados internacionais, ela j\u00e1 vinha passando por um per\u00edodo de recess\u00e3o muito forte antes disso. Um cen\u00e1rio de crise econ\u00f4mica, erup\u00e7\u00e3o de movimentos populares na rua&#8230; J\u00e1 havia uma tormenta com n\u00edveis muito baixos de crescimento econ\u00f4mico, quase uma estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Veio o Covid-19 e todas as estimativas \u00e9 que o impacto econ\u00f4mico vai ter uma consequ\u00eancia muito grave, sem precedentes. As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito negativas, desde o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que aponta uma retra\u00e7\u00e3o de &#8211; 2,1%, ou seja, a economia vai encolher, at\u00e9 uma ag\u00eancia da ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas), que projeta um decr\u00e9scimo de &#8211; 5%.<\/p>\n<p>Por fazer parte desta categoria, isso nos exclui de alguns benef\u00edcios que est\u00e3o sendo criados para suprir necessidades mais urgentes de alguns pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>\u2013 O seu estudo aponta que 17% da popula\u00e7\u00e3o latino-americana vivendo na extrema pobreza \u00e9 ind\u00edgena. A expectativa de vida deste grupo \u00e9 20 anos menor do que n\u00e3o-ind\u00edgenas. H\u00e1 tamb\u00e9m o fato de que as pessoas negras t\u00eam 2,5 vezes mais chances de serem pobres do que as n\u00e3o-negras. Como a maior vulnerabilidade desses grupos sociais precisa ser enfrentada em caso de pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Esses fatos, independente da pandemia, j\u00e1 seriam indignantes e entristecedores. E, sem d\u00favida alguma, como eu j\u00e1 citei, o Covid-19 vem como um amplificador de vulnerabilidades j\u00e1 existentes. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que esses grupos, se voc\u00ea olhar o extrato de distribui\u00e7\u00e3o de casos, de mortalidade e gravidade, ele \u00e9 muito maior entre essas pessoas. \u00c9 a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena com mortalidade muito maior do que a n\u00e3o-ind\u00edgena, e a popula\u00e7\u00e3o negra tamb\u00e9m com mortalidade maior do que a n\u00e3o-negra.<\/p>\n<p>Isso tem a ver tamb\u00e9m com os dados de que falamos antes. A maior exposi\u00e7\u00e3o a subemprego, a condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o dignas de trabalho, de moradia, condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias muito inferiores que os exp\u00f5em a situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, que impendem que medidas t\u00e3o simples para mitigar o v\u00edrus, como lavar as m\u00e3os, sejam levadas a cabo.<\/p>\n<p>Eu trabalhei durante muitos anos com popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no Amazonas. Em todas as aldeias nas quais eu ficava n\u00e3o havia \u00e1gua corrente; a gente usava o rio, n\u00e3o tinha banheiro. Ent\u00e3o como voc\u00ea pode pedir para essas pessoas: \u2014 \u201cOlha, lava as m\u00e3os com sab\u00e3o!\u201d, quando na verdade materiais como o sab\u00e3o \u00e9 quase como um luxo nessas regi\u00f5es? O tipo de moradia tamb\u00e9m influi, j\u00e1 que elas s\u00e3o moradias mais coletivas.<\/p>\n<p>Com a popula\u00e7\u00e3o negra, a gente a viu tendo de trabalhar durante a pandemia, sem se dar ao \u201cluxo\u201d de fazer o confinamento social; trabalhando em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e pegando o transporte p\u00fablico. Inclusive, houve um estudo demonstrando que um dos fatores principais para maior taxa de infec\u00e7\u00e3o e mortalidade dentro de certos grupos \u00e9 justamente o uso de transporte p\u00fablico. Se voc\u00ea olhar as pessoas que durante a pandemia n\u00e3o puderam ficar em casa, tiveram que trabalhar e pegar transporte, muitas delas s\u00e3o da periferia e negras.<\/p>\n<p>Obviamente, isso representa um fator importante, como se fosse um fator de \u201crisco social\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eu acho que n\u00e3o tem como pensar nessa doen\u00e7a, nessa pandemia e no retrato que ela mostra, sem olhar a quest\u00e3o dos determinantes sociais da sa\u00fade, que s\u00e3o justamente os fatores enfrentados por certos grupos: socioecon\u00f4mico e g\u00eanero, que os exp\u00f5em mais ao risco de serem infectados, terem complica\u00e7\u00f5es ou uma evolu\u00e7\u00e3o mais grave da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O Covid-19 oferece uma oportunidade \u2014 agora que isso est\u00e1 t\u00e3o expl\u00edcito \u2014, de favorecer um olhar que n\u00e3o ignore esses determinantes sociais e essas vulnerabilidades cr\u00f4nicas de certos grupos de popula\u00e7\u00e3o, como ind\u00edgenas e negros. Como se pode, fora de um contexto pand\u00eamico, enfrentar isso? Talvez criar pol\u00edticas p\u00fablicas de moradia melhor, melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, melhor acesso a sistemas de sa\u00fade j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>O coronav\u00edrus n\u00e3o \u00e9 esse equalizador que se achava antes: \u201cAh, estamos todos com o mesmo risco\u201d, ou ainda: \u201cA doen\u00e7a n\u00e3o respeita pobre, rico, preto ou branco\u201d. Bom, as vulnerabilidades e o impacto dessa doen\u00e7a nesses grupos populacionais, eles variam, e variam muito! Se voc\u00ea \u00e9 uma mulher negra, perif\u00e9rica, ou se voc\u00ea \u00e9 uma mulher ind\u00edgena que mora em uma aldeia remota, obviamente o impacto \u00e9 muito diferente do que se voc\u00ea \u00e9 uma pessoa branca, classe m\u00e9dia alta com acesso \u00e0 sa\u00fade garantido e condi\u00e7\u00f5es de moradia adequadas.<\/p>\n<p><strong>\u2013 \u00danico destaque positivo feito ao Brasil \u00e9 a resposta comunit\u00e1ria que as favelas est\u00e3o dando em meio \u00e0 crise. Voc\u00ea acha que isso pode servir como um marco que possibilite ao SUS ter uma maior capilaridade na sua atua\u00e7\u00e3o? De que forma o estado pode absorver essa responsabilidade, que foi assumida pelas periferias?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eu acho que \u00e9 v\u00e1lido citar isso: a import\u00e2ncia dessas comunidades estarem no centro da resposta, de serem coautoras de qualquer resposta a uma situa\u00e7\u00e3o como essa. Ent\u00e3o como \u00e9 que voc\u00ea pode envolver essas pessoas no desenho de uma a\u00e7\u00e3o adequada? O que serve em um condom\u00ednio de classe m\u00e9dia alta em zona rica \u00e9 totalmente diferente do que vai servir para uma favela. J\u00e1 existem ali redes bem estabelecidas, redes de comunica\u00e7\u00e3o, apoio, associa\u00e7\u00f5es. Fazer uso disso \u00e9 algo extremamente importante.<\/p>\n<p>E acho que para o Estado fica uma li\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas. Como ele, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es capilarizadas, pode ampliar o programa de sa\u00fade da fam\u00edlia, incorporando essas redes? Talvez com agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade, agentes comunit\u00e1rios de mudan\u00e7a social. Ent\u00e3o acho que \u00e9 uma boa li\u00e7\u00e3o aprendida de uma boa pr\u00e1tica. N\u00e3o se pode negligenciar isso.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>* Euro Mascarenhas faz parte da Rede de Comunicadores do NPC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Euro Mascarenhas*\/NPC No final de maio, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) anunciou que a Am\u00e9rica Latina se tornou o novo epicentro da crise do Covid-19, tendo o Brasil como o cen\u00e1rio mais grave. 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