{"id":1209000,"date":"2020-10-04T03:59:35","date_gmt":"2020-10-04T02:59:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1209000"},"modified":"2020-10-04T13:55:22","modified_gmt":"2020-10-04T12:55:22","slug":"geometrias-da-imaginacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/geometrias-da-imaginacao\/","title":{"rendered":"Geometrias da imagina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">DAN\u00c7A <\/span><strong><em><br \/>\n<\/em><\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>imaginar<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imaginar\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>imaginaria<\/em><\/p>\n<p><em>imaginar\u00edamos<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imagina<\/em><\/p>\n<p>O medo do desemprego, da fome e da mis\u00e9ria assola o corpo ut\u00f3pico. Se vivemos uma realidade onde o prato de comida de grande parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 em xeque, como tratar de futuro e ainda dos sonhos e do imagin\u00e1rio? O futuro \u00e9 privil\u00e9gio de quem possui comida para amanh\u00e3, para quem est\u00e1 isento da assombra\u00e7\u00e3o do prato que pousar\u00e1 sobre a mesa hoje. Corpo, passado-presente-futuro, utopia, fome, sonho, imagina\u00e7\u00e3o dist\u00f3pica s\u00e3o prerrogativas que se juntam a mim, agora. A imagina\u00e7\u00e3o transporta-me ao privil\u00e9gio da coabita\u00e7\u00e3o do presente, passado e futuro no horizonte da for\u00e7a ut\u00f3pica do imagin\u00e1rio. E, ainda, sob a press\u00e3o cont\u00ednua do presencial em contraponto ao remoto, como (re)incidir na forma da realidade se a imers\u00e3o nos coloca no espa\u00e7o virtual das telas? Acrescento. N\u00e3o tenho respostas, somente perguntas que se desdobram em outras que questionam o corpo como possibilidade de troca do presente ao futuro, esse mais do que nunca imponder\u00e1vel. Na minha condi\u00e7\u00e3o, como branca de classe m\u00e9dia assalariada, n\u00e3o sei o que \u00e9 se ocupar com o prato de comida do jantar e fico atordoada de pensar sobre as fam\u00edlias que permanentemente confrontam-se com esse horror.<\/p>\n<p>Nada permanece no meu pensamento a n\u00e3o ser a garantia de um poss\u00edvel futuro como corpo de escuta diante de 140 mil mortos por Covid19 no Brasil. N\u00e3o se trata de pensar sobre as utopias do corpo presente, mas as utopias do corpo passado coadunadas \u00e0s utopias do corpo futuro frente a uma sociedade dist\u00f3pica por natureza. Insisto no corpo porque ele \u00e9 meu ve\u00edculo sempre. Da experi\u00eancia sens\u00edvel, extraio a imagina\u00e7\u00e3o incandescente, f\u00e9rtil por natureza, que me mant\u00e9m viva diante de um tempo-espa\u00e7o de cat\u00e1strofe. O desejo incide em ficcionar o corpo ou um espa\u00e7o qualquer.<\/p>\n<p>Relembro, ent\u00e3o, a pergunta que me fiz em maio deste ano, no in\u00edcio disso tudo, nas primeiras incurs\u00f5es de escrita em <em>Pressenza<\/em> na coluna &#8211; <a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/05\/desmorona-e-assopra-o-futuro-pode-esperar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Desmorona e assopra. O futuro pode esperar<\/em><\/a>: \u201cQue futuro \u00e9 esse que estamos falando? Em tempos de pandemia em que a no\u00e7\u00e3o de futuro se transmuta, privados de planos e da ideia de projeto, me pergunto qual seria o modo de a\u00e7\u00e3o. O que se faz sem rel\u00f3gio? Como evadir do progresso e se entregar a uma esp\u00e9cie de involu\u00e7\u00e3o que refute os pressupostos ditados a n\u00f3s?\u201d<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imagines<\/em><\/p>\n<p><em>imagine<\/em><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imaginemos<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em> imagineis<\/em><\/p>\n<p><strong><em>imaginem<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sempre me faltam as palavras. A pandemia colocou-me a postos para a imagina\u00e7\u00e3o, aberta aos ares do pensamento. Os sonhos, agora mundialmente em \u00eanfase, esp\u00e9cie de sintoma da \u00e9poca pand\u00eamica, despertam-me as for\u00e7as imaginativas como esperan\u00e7a de uma esfera poss\u00edvel acerca do corpo n\u00e3o palp\u00e1vel, artigo imprescind\u00edvel dos meus estudos nos \u00faltimos anos (em torno da dan\u00e7a). Seria utopia o engajamento pela for\u00e7a da imagina\u00e7\u00e3o no estudo com o corpo em tempos atuais?<\/p>\n<p>Em 2012, iniciei uma <a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=508578)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pesquisa de mestrado<\/a> junto ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Artes Visuais da UFRJ, na interface da dan\u00e7a com as artes visuais onde a vis\u00e3o n\u00e3o era protagonista mas, sobretudo, a pele que, metaforicamente, funcionava como um grande olho. \u201cA reflexa\u0303o se inicia em uma explorac\u0327a\u0303o ta\u0301til do corpo, de natureza proprioceptiva a partir da emerg\u00eancia do movimento, dos acionamentos invisi\u0301veis que o preparam, na busca de uma <em>danc<\/em><em>\u0327<\/em><em>a de dentro<\/em>, oculta, que percorre trajetos imagina\u0301rios tendo a escuta como si\u0301mbolo, dadas as suas caracteri\u0301sticas de receptividade e direcionalidade irrestritas\u201d.<\/p>\n<p>Buscava nas artes visuais justamente a problematiza\u00e7\u00e3o do visual, um paradoxo de partida. Ali, a estrat\u00e9gia era tra\u00e7ar sob|sobre um corpo imaginado impulsionada pela hip\u00f3tese de uma imagem interna do movimento. Assim, o tra\u00e7ado dava-se com a pele imagin\u00e1ria que percorria o espa\u00e7o dentro e fora do corpo e, contudo, a pele tornava-se espa\u00e7o, conforme cunhado pelo fil\u00f3sofo Jos\u00e9 Gil. O espa\u00e7o, percebo ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 dado, ele surge \u00e0 medida que o corpo avan\u00e7a, recua, sendo inventado a cada vez na\/pela diferen\u00e7a imanente. A busca por uma cartografia do espa\u00e7o interior revelou-se em um processo investigativo de in\u00fameras descobertas para al\u00e9m das notas agudas e para aqu\u00e9m das graves, o que me levou ao encantamento pela palavra e pela escrita. Desde ent\u00e3o fui abduzida pelo encontro do movimento com a escrita po\u00e9tica em uma recondu\u00e7\u00e3o do corpo dan\u00e7ante tornado corpo de texto.<\/p>\n<p>imaginando<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imaginado<\/strong><\/p>\n<p>imaginante<\/p>\n<p>Em di\u00e1logo constante com os meus alunos dos Cursos de Dan\u00e7a da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desde 2010, aprendo sobre como perceber o mundo sob outras perspectivas a partir de diferentes contextos, culturas e dan\u00e7as. A diversidade de corpos e corporeidades (precisaria de um outro texto para descrev\u00ea-las) incitam em mim provoca\u00e7\u00f5es, proposi\u00e7\u00f5es que me d\u00e3o sempre frio na barriga. Agora em situa\u00e7\u00e3o de aulas remotas, a pesquisa do corpo imaginado serve-me como um dispositivo necess\u00e1rio e urgente que coaduna a possibilidade ficcional sobre esses tantos corpos e express\u00f5es sem poder, contudo, toc\u00e1-los. Se a maquinaria do ensino remoto se revela como um imenso desafio, imagine isso no campo da dan\u00e7a em que a lida com pr\u00e1ticas corporais e criativas parecia anteriormente impens\u00e1vel sem o toque das peles?<\/p>\n<p>Privados do contato direto, pele a pele, ve\u00edculo deflagrador do nosso campo de conhecimento, reinventamos o sentido do tato apesar da pele, dirigindo-nos para aqu\u00e9m e para al\u00e9m dela na tentativa de uma esfera poss\u00edvel de intera\u00e7\u00e3o. A escuta aberta e o olhar atento propiciam vac\u00e2ncias experimentais sobre os tons das ondas vibracionais que nos comportam nesse n\u00e3o-lugar da experi\u00eancia virtual, atual. No dia a dia presencial somos pele a pele de corpos estrangeiros, advindos de estruturas s\u00f3cio-culturais adversas e a heterogeneidade nos d\u00e1 acesso a um dos princ\u00edpios mais caros da dan\u00e7a contempor\u00e2nea que \u00e9 a possibilidade de expressar o singular, sob a cust\u00f3dia de um toque (met\u00e1fora que englobaria os 5 sentidos) que age como gesto de permiss\u00e3o, acolhimento, entendimento, instrumentaliza\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre corpos e suas adversidades. O comum que h\u00e1 entre n\u00f3s alarga os horizontes de nossos pontos de vista e gesta a promessa de um amanh\u00e3 pervertido pela aus\u00eancia de ontem e pela presen\u00e7a ausente de hoje.<\/p>\n<p>Agora penso: O futuro n\u00e3o pode esperar pois o presente grita e o passado desencanta! Assim, passado, presente e futuro s\u00f3 podem existir sob outra l\u00f3gica que n\u00e3o a do tempo cronol\u00f3gico. O sonho clama por um espa\u00e7o outro exorcizando esse tal de futuro que ainda nos assombra para, ent\u00e3o, pin\u00e7ar estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia do que n\u00e3o se sabe, e isso \u00e9 incessante. De uma forma geral, o meu exerc\u00edcio como professora e artista da dan\u00e7a se d\u00e1 pela entrega e escuta irrestrita \u00e0s demandas do presente, pela aten\u00e7\u00e3o ao lastro hist\u00f3rico que me cerca, em conson\u00e2ncia com o que nos coloca ali, na primeira universidade p\u00fablica deste pa\u00eds, gratuita e de qualidade. Por fim, para onde e como aponto o conte\u00fado de pr\u00e1ticas e estudos em quest\u00e3o, hesito sobre a forma de tratar cada um destes conte\u00fados e busco privilegiar os caminhos \u00e0s cartilhas (prontas), que incluem seus desvios e frustra\u00e7\u00f5es, suas magias e desencantos.<\/p>\n<p>O gesto imaginativo pode atuar de forma contundente na dan\u00e7a. A bailarina Denise Stutz incita a imagina\u00e7\u00e3o como motiva\u00e7\u00e3o em seu instigante trabalho <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/15163175\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Entre ver<\/em><\/a> de 2015. <em>Entre ver<\/em> afirma a dan\u00e7a sem coloc\u00e1-la como presen\u00e7a tampouco como aus\u00eancia, o que, paradoxalmente, a artista chama de um convite ao imagin\u00e1rio (atrav\u00e9s da dan\u00e7a e com o corpo que dan\u00e7a). Stutz exercita incessantemente a descri\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria se d\u00e1 como gatilho nesse processo que garante a cria\u00e7\u00e3o feita pelo espectador ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, uma vez que a cena acontece no imagin\u00e1rio de cada um, guiada pela labir\u00edntica constru\u00e7\u00e3o r\u00edtmica de sua fala.<\/p>\n<div id=\"attachment_1209011\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1209011\" class=\"wp-image-1209011 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Denise-Stutz.-Foto-de-Mauri\u0301cio-Pokemon.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"659\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Denise-Stutz.-Foto-de-Mauri\u0301cio-Pokemon.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Denise-Stutz.-Foto-de-Mauri\u0301cio-Pokemon-300x275.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1209011\" class=\"wp-caption-text\">Denise Stutz. Foto de Mauri\u0301cio Pokemon<\/p><\/div>\n<p>Denise Stutz convida-nos inicialmente a um \u201ctempo do teatro\u201d, ao tempo do espa\u00e7o imagin\u00e1rio. O enlace entre hist\u00f3ria e vida, presen\u00e7a e aus\u00eancia, pulso e passo, perturba qualquer possibilidade de controle do autor (no caso da pr\u00f3pria Denise) sobre sua obra. O espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 dado, mais uma vez. O tempo \u00e9 tempo descrito. A bailarina refere-se ao pr\u00f3prio trabalho como uma cria\u00e7\u00e3o com o espectador e n\u00e3o para ele. O espectador constr\u00f3i assim a sua pr\u00f3pria obra. <em>Entre ver<\/em> \u00e9 parte de uma trilogia junto de <em>DeCor<\/em> e<em> Finita<\/em> que, como conjunto de pe\u00e7as, resgata o processo de mem\u00f3ria, hist\u00f3ria e presen\u00e7a, reposicionando o p\u00fablico como cocriador de sua obra atrav\u00e9s de um percurso imaginativo que de alguma maneira se (re)constr\u00f3i a cada vez, por cada um, imbu\u00eddos da trajet\u00f3ria de vida de Denise. A arquitetura sugerida por ela viaja desde os passos de uma dan\u00e7a cl\u00e1ssica porvir que j\u00e1 passou, por casas onde morou, m\u00fasicas e sonoridades que perpassam seus trajetos ao longo de sua vida, at\u00e9 tra\u00e7os marcantes de seus familiares e suas idiossincrasias not\u00e1veis. A costura de <em>Entre ver<\/em> utiliza uma linha male\u00e1vel que tece a vida \u00e0 arte e vice-versa. A cena abre com o palco, grande e vazio, com uma luz que, embora t\u00eanue, ilumina todo o espa\u00e7o da cena que promete ali acontecer. A luz apaga. A dan\u00e7a come\u00e7a.<\/p>\n<p><em>Imaginando<\/em><\/p>\n<p><em> \u00a0\u00a0 topografias do pensamento-movimento<\/em><\/p>\n<p>Por dentro da fala de Denise Stutz transportamo-nos \u00e0s cores, formas, sabores e cheiros de uma dan\u00e7a-hist\u00f3ria imaginada que correlaciono \u00e0 certa geometria da imagina\u00e7\u00e3o presente na obra do artista Marcel Duchamp. Duchamp refere-se ao calor deixado em um assento recentemente ocupado ou ao som do veludo das cal\u00e7as que ro\u00e7am umas nas outras de modo a tratar uma no\u00e7\u00e3o fulcral em sua obra, o <em>Inframince<\/em>. Considerado o pai da arte contempor\u00e2nea, Duchamp inaugura com o conceito de <em>Inframince<\/em> o pensamento sobre uma realidade ligada a pequenas nuances surgidas entre as coisas enquanto qualidade do sens\u00edvel pelo devir, uma esp\u00e9cie de m\u00e9todo da imagina\u00e7\u00e3o calcado na espacialidade quadridimensional. Do que \u00e9 vis\u00edvel resta o sens\u00edvel, \u201ca luz fica mais clara e a valsa \u00e9 brilhante\u201d (diz Denise Stutz em sua fala-dan\u00e7a), o tremor do espa\u00e7o decorre de uma ocupa\u00e7\u00e3o repentina de tanto som que perturba as t\u00e1buas de madeira do palco vazio, e cheio de tanta hist\u00f3ria. Um ch\u00e3o calcado, recalcado de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Assim, imbu\u00edda de pensar que o futuro n\u00e3o vai ser melhor do que o presente, como o pessimismo alegre mencionado por Eduardo Viveiros de Castro ao referir-se \u00e0 fala dos ind\u00edgenas, busco um tempo que acelera o futuro na dire\u00e7\u00e3o do passado ou ralenta o presente para imaginar o que nunca aconteceu. Apesar de tudo, o futuro ainda \u00e9 sobre o prato de comida do jantar. N\u00e3o posso esquecer, n\u00e3o consigo esquecer! Termino com a voz de Denise Stutz cantando no meu ouvido um trecho de Baden Powell: \u201cSe n\u00e3o tivesse o amor, se n\u00e3o tivesse essa dor&#8230;\u201d<a href=\"#_ftnref\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAN\u00c7A &nbsp; &nbsp; imaginar \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imaginar\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imaginaria imaginar\u00edamos \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 imagina O medo do desemprego, da fome e da mis\u00e9ria assola o corpo ut\u00f3pico. 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