{"id":1208643,"date":"2020-10-04T03:21:03","date_gmt":"2020-10-04T02:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1208643"},"modified":"2020-10-03T22:49:23","modified_gmt":"2020-10-03T21:49:23","slug":"o-realismo-no-cinema-a-chegada-do-digital-parte-iv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/10\/o-realismo-no-cinema-a-chegada-do-digital-parte-iv\/","title":{"rendered":"O realismo no cinema: a chegada do digital. Parte IV"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos anos de 1990 a quest\u00e3o do realismo no cinema come\u00e7a a passar por significativas transforma\u00e7\u00f5es. No campo tecnol\u00f3gico acontece uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o, que teve inicio na d\u00e9cada de 1960 com o uso progressivo da imagem eletr\u00f4nica (v\u00eddeo) e que na d\u00e9cada de 1990 entra em processo de consolida\u00e7\u00e3o com a gradual passagem para o digital.<\/p>\n<p>A imagem cinematogr\u00e1fica \u201coriginal\u201d \u00e9 composta de v\u00e1rias fotografias (fotogramas) sensibilizadas num suporte (pel\u00edcula), que atrav\u00e9s de sua exibi\u00e7\u00e3o ritmada criam o movimento aos nossos olhos e mente. A imagem eletr\u00f4nica (v\u00eddeo) \u00e9 um sinal eletromagn\u00e9tico composto de v\u00e1rias linhas sincronizadas em alt\u00edssima velocidade. A imagem digital, por sua vez, \u00e9 constitu\u00edda por pontos (<em>pixels<\/em>, abrevia\u00e7\u00e3o de <em>picture element<\/em>) que d\u00e3o origem a uma matriz num\u00e9rica. Uma das principais implica\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o aos diferentes formatos da imagem vai ser a possibilidade de manipula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na imagem em pel\u00edcula essa manipula\u00e7\u00e3o \u00e9 mec\u00e2nica, limitando as vari\u00e1veis. Por exemplo, para retirar um personagem de um espa\u00e7o e coloc\u00e1-lo em outro, \u00e9 necess\u00e1rio fazer um recorte mec\u00e2nico, depois fazer uma m\u00e1scara e uma contra-m\u00e1scara para ent\u00e3o inseri-lo no espa\u00e7o desejado, e o resultado nem sempre fica satisfat\u00f3rio. Outras t\u00e9cnicas muito utilizadas no cinema sempre foram a pintura em vidro, com o vidro pintado sendo colocado na frente da c\u00e2mera criando um espa\u00e7o ilus\u00f3rio e a perspectiva for\u00e7ada, quando a c\u00e2mera \u00e9 posicionada em determinados \u00e2ngulos e dist\u00e2ncias espec\u00edficas produzindo uma ilus\u00e3o de \u00f3tica.<\/p>\n<p>J\u00e1 na imagem eletr\u00f4nica as alternativas de efeitos e modelagem se multiplicam e, ao mesmo tempo, se tornam muito mais f\u00e1ceis de aplicar. Com o aux\u00edlio de equipamentos apropriados passa a ser poss\u00edvel, por exemplo, modificar \u00e1reas inteiras de cores, ou introduzir e retirar objetos e personagens atrav\u00e9s do <em>chromakey<\/em>, que \u00e9 um dos recursos mais populares do v\u00eddeo (t\u00e9cnica de supress\u00e3o de uma cor padr\u00e3o, geralmente verde ou azul).<\/p>\n<div id=\"attachment_1208901\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1208901\" class=\"wp-image-1208901 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/o-terror-das-mulheres-2-Jerry-Lewis.jpg\" alt=\"\" width=\"1021\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/o-terror-das-mulheres-2-Jerry-Lewis.jpg 1021w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/o-terror-das-mulheres-2-Jerry-Lewis-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/o-terror-das-mulheres-2-Jerry-Lewis-720x406.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/o-terror-das-mulheres-2-Jerry-Lewis-768x433.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/o-terror-das-mulheres-2-Jerry-Lewis-750x422.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1021px) 100vw, 1021px\" \/><p id=\"caption-attachment-1208901\" class=\"wp-caption-text\">Jerry Lewis em cena de &#8220;O Terror das Mulhers&#8221;.<\/p><\/div>\n<p>O cinema, desde a d\u00e9cada de 1960, come\u00e7ou timidamente a incorporar o v\u00eddeo. No princ\u00edpio, com o objetivo de otimizar a produ\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do uso do v\u00eddeo-assiste, que consiste no procedimento de acoplar uma c\u00e2mera de v\u00eddeo \u00e0 c\u00e2mera de filmar, possibilitando a checagem das imagens de maneira imediata, sem precisar esperar a revela\u00e7\u00e3o da pel\u00edcula (segundo consta, o comediante Jerry Lewis foi o primeiro a utilizar esse procedimento no seu filme <em>O Terror das Mulheres<\/em> [1961]). Aos poucos, os recursos da imagem eletr\u00f4nica come\u00e7aram a ser utilizados para a execu\u00e7\u00e3o de efeitos especiais pontuais, at\u00e9 que no in\u00edcio dos anos de 1980 o diretor italiano Michelangelo Antonioni foi o respons\u00e1vel por fazer o primeiro filme de cinema inteiramente em imagem eletr\u00f4nica, ou seja, gravado em uma fita magn\u00e9tica ao inv\u00e9s de pel\u00edcula. O filme, <em>O Mist\u00e9rio de Oberwald<\/em> (1981), foi gravado em televis\u00e3o de alta defini\u00e7\u00e3o (HDTV), com algo em torno de \u201cincr\u00edveis\u201d 1000 linhas de defini\u00e7\u00e3o (sim, hoje soa engra\u00e7ado). O problema era que, na \u00e9poca, para o filme ser exibido em salas de cinema era necess\u00e1rio um processo chamado quinescopagem, que consiste em passar o material do v\u00eddeo para pel\u00edcula. Esse processo \u00e9, at\u00e9 hoje, muito caro, inviabilizando essa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A passagem para a imagem digital se deu de forma acelerada e \u201cnatural\u201d a partir da d\u00e9cada de 1990, uma vez que os equipamentos que permitiam a manipula\u00e7\u00e3o das imagens eletr\u00f4nicas j\u00e1 eram oriundos de tecnologia digital (o citado <em>chromakey<\/em>; o TBC [<em>Timing Base Correct<\/em>] que corrige a sincroniza\u00e7\u00e3o das linhas; o ADO [<em>Ampex Digital Optics<\/em>] muito usado em efeitos especiais etc.). A origem das imagens digitais est\u00e1 relacionada com as sondas espaciais lan\u00e7adas pela NASA (ag\u00eancia espacial norte-americana), uma vez que o envio de imagens eletromagn\u00e9ticas atrav\u00e9s do espa\u00e7o era inviabilizado pelas distor\u00e7\u00f5es causadas pelo campo magn\u00e9tico da Terra. Foi preciso digitalizar essas imagens para evitar as distor\u00e7\u00f5es, ou seja, as imagens foram transformadas em c\u00f3digos bin\u00e1rios. Com o desenvolvimento dos computadores pessoais e de programas que realizam os c\u00e1lculos alg\u00e9bricos de forma autom\u00e1tica, a digitaliza\u00e7\u00e3o das imagens logrou um crescimento r\u00e1pido e cont\u00ednuo. Esse processo de digitaliza\u00e7\u00e3o passa a permitir o controle sobre cada um dos pontos que constituem a imagem, portanto, n\u00e3o h\u00e1 limite para a manipula\u00e7\u00e3o que, potencialmente, torna-se ininterrupta, desde o momento da produ\u00e7\u00e3o da imagem at\u00e9 a p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, aonde a imagem poder\u00e1 ser editada, montada, reenquadrada, refocada, ter as cores modificadas, ter som inserido, sem contar a possibilidade de manipula\u00e7\u00e3o no momento da visualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_1208921\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1208921\" class=\"wp-image-1208921 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/il-mistero-di-oberwald2-720x375.jpeg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/il-mistero-di-oberwald2-720x375.jpeg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/il-mistero-di-oberwald2-300x156.jpeg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/il-mistero-di-oberwald2-768x400.jpeg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/il-mistero-di-oberwald2.jpeg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1208921\" class=\"wp-caption-text\">O Mist\u00e9rio de Oberwald, 1981, de Michelangelo Antonioni<\/p><\/div>\n<p>O cinema come\u00e7ou o processo de incorpora\u00e7\u00e3o das imagens digitais tamb\u00e9m atrav\u00e9s da sua utiliza\u00e7\u00e3o apenas em determinadas partes dos filmes, geralmente para fins de efeito especial. Comumente se atribui ao cineasta brit\u00e2nico Peter Greenaway, um entusiasta da experimenta\u00e7\u00e3o no cinema, a iniciativa do uso abundante de processos digitais em um filme, no caso, <em>A \u00daltima Tempestade <\/em>(1991). Por\u00e9m, na \u00e9poca, o mesmo problema do filme de Antonioni persistia, isto \u00e9, para ser exibido no cinema era necess\u00e1ria a transfer\u00eancia para a pel\u00edcula. Com o desenvolvimento vertiginoso dos equipamentos digitais, em especial na quest\u00e3o do desaparecimento do suporte, uma vez que a imagem torna-se processual, sendo armazenada em mem\u00f3rias digitais, o movimento de abandono da pel\u00edcula em prol do digital foi definitivamente conclu\u00eddo nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI. Hoje, os filmes rodados em pel\u00edcula representam um pequeno nicho das produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>V\u00e1rios aspectos poderiam ser ressaltados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o da imagem, como, por exemplo, o desaparecimento do suporte, a quest\u00e3o da interatividade, a possibilidade de se trabalhar em rede e em tempo real, a elimina\u00e7\u00e3o da distin\u00e7\u00e3o entre original e c\u00f3pia, uma vez que as c\u00f3pias digitais n\u00e3o oferecem \u201cperda\u201d em rela\u00e7\u00e3o a um \u201coriginal\u201d etc. Por\u00e9m, o que mais nos chama aten\u00e7\u00e3o aqui, uma vez que nosso assunto \u00e9 o realismo, \u00e9 a possibilidade praticamente infinita de manipula\u00e7\u00e3o da imagem digital. A digitaliza\u00e7\u00e3o, ao reduzir a imagem ao seu elemento m\u00ednimo, o ponto, permite a produ\u00e7\u00e3o do que se convencionou chamar de \u201crealidade virtual\u201d, isto \u00e9, a constru\u00e7\u00e3o de mundos paralelos aonde \u00e9 poss\u00edvel fabricar imagens sem nenhum referente no mundo real. A imagem digital \u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o e, portanto, completamente autorreferente, o que n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possua nenhuma liga\u00e7\u00e3o com a realidade, mas apenas que ela n\u00e3o \u00e9 mais a representa\u00e7\u00e3o de realidades vis\u00edveis preexistentes. Segundo o franc\u00eas Edmond Couchot, artista e te\u00f3rico das artes digitais, a imagem digital n\u00e3o representa mais a experi\u00eancia sens\u00edvel, mas a experi\u00eancia poss\u00edvel, o que nos coloca uma importante quest\u00e3o, pois, se por um lado, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a imagina\u00e7\u00e3o do artista passa a ser a fronteira entre o poss\u00edvel e o imposs\u00edvel, por outro lado, h\u00e1 sempre o perigo da imagem virtual, ao perder o referencial do real, apenas reproduzir conven\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas preestabelecidas. Especificamente com rela\u00e7\u00e3o ao cinema, podemos afirmar que se a ferramenta do digital for usada meramente para copiar modelos hegem\u00f4nicos do realismo, da verossimilhan\u00e7a e da identifica\u00e7\u00e3o com protagonistas, ou ainda, apenas para provocar respostas sens\u00f3rio-motoras, como num <em>videogame<\/em>, o cinema digital em nada se diferenciar\u00e1 do cinema \u201ctradicional\u201d e a quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre cinema e realismo corre o risco de ficar restrita ao enfoque tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1208891 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/the-final-storm1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/the-final-storm1.jpg 750w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/the-final-storm1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/the-final-storm1-720x960.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>Mas um dos aspectos mais fascinantes do cinema \u00e9 que ele \u00e9, antes de tudo, pensamento, o que faz com que as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas acabem sempre sendo incorporadas pela discuss\u00e3o da linguagem cinematogr\u00e1fica e seus conceitos. Sem d\u00favida, a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica desencadeada no final do s\u00e9culo XX e consolidada nessas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI \u00e9 um dos marcos mais importantes no debate sobre o realismo no cinema, contudo, tamb\u00e9m no \u00e2mbito do discurso, ou seja, da narrativa, a d\u00e9cada de 1990 estimulou intensos debates. Mas vamos deixar essa parte para o pr\u00f3ximo texto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; Nos anos de 1990 a quest\u00e3o do realismo no cinema come\u00e7a a passar por significativas transforma\u00e7\u00f5es. 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