{"id":1200475,"date":"2020-09-20T03:53:36","date_gmt":"2020-09-20T02:53:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1200475"},"modified":"2020-09-19T20:53:40","modified_gmt":"2020-09-19T19:53:40","slug":"ruy-guerra-por-inteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/09\/ruy-guerra-por-inteiro\/","title":{"rendered":"Ruy Guerra por inteiro"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><strong><br \/>\n<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira coisa que me veio \u00e0 cabe\u00e7a quando assisti aos planos iniciais de <em>Aos Peda\u00e7os<\/em>, novo filme de Ruy Guerra, foi Orson Welles. E Welles invadiu meus pensamentos de v\u00e1rias maneiras. Na narra\u00e7\u00e3o inicial, com o narrador (Arnaldo Antunes) modulando as sensa\u00e7\u00f5es do protagonista pelo discurso indireto; ou no clima on\u00edrico, muito pr\u00f3ximo ao de um pesadelo, que me remeteram a <em>O Processo<\/em>. No minimalismo do cen\u00e1rio, no preto e branco altamente contrastado, nos planos fechados nos mon\u00f3logos dos personagens, que associei a <em>Macbeth<\/em>. E, claro, a crise existencial de Eurico Cruz (Emilio de Mello), o personagem principal, que me trouxe \u00e0 lembran\u00e7a Charles Foster Kane (<em>Cidad\u00e3o Kane<\/em>), enclausurado em sua mans\u00e3o, com suas mem\u00f3rias e rel\u00edquias. Por\u00e9m, quase que simultaneamente, um turbilh\u00e3o de outras refer\u00eancias me invadiram o pensamento. As personagens femininas, Ana (Simone Spoladore) e Anna (Christiana Ubach), uma habitando uma praia tropical, a outra o deserto, me fizeram estabelecer uma conex\u00e3o imediata com Elizabet e Alma, em <em>Persona<\/em>, de Ingmar Bergman, quando as identidades das mulheres parecem se fundir em uma s\u00f3. E o fluxo n\u00e3o cessava. Os dem\u00f4nios de Eurico, representados por um \u201cmonstro\u201d disforme projetado numa sombra expressionista, me fez pensar em <em>Possess\u00e3o<\/em>, de Andrzej Zulawski, uma tentativa do personagem unificar sua identidade, de dar uma forma ao disforme. Foi a\u00ed que percebi que esse turbilh\u00e3o de imagens que me invadia possu\u00eda, na verdade, um sinal invertido, isto \u00e9, n\u00e3o \u00e9 o filme do Ruy que cont\u00e9m todas essas refer\u00eancias, mas se trata do contr\u00e1rio, \u00e9 o Cinema que \u00e9 integralmente habitado por Ruy. Se voc\u00ea se deixar levar, as refer\u00eancias tender\u00e3o ao infinito, pois o pensamento de Ruy rasga transversalmente o Cinema de forma intensa e criativa. No fundo, n\u00e3o \u00e9 Ruy que se reinventa a cada filme, mas o Cinema que \u00e9 reinventado em cada filme dele.<\/p>\n<p><em>Aos Peda\u00e7os<\/em> n\u00e3o foge a essa regra e traz um forte componente experimental nas suas escolhas. O filme narra a agonia existencial de Eurico Cruz atrav\u00e9s de uma esp\u00e9cie de pesadelo, ou da alucina\u00e7\u00e3o que precede a morte. Os cortes s\u00e3o, em sua maioria, efetuados em movimentos rumo a um fundo escuro, passando a sensa\u00e7\u00e3o de um <em>continuum<\/em>, de um fluxo incessante de pensamento e ang\u00fastia. Os poucos planos externos, no deserto ou na praia, t\u00eam sempre o branco estourado, mantendo, mesmo no exterior, a sensa\u00e7\u00e3o de <em>continuum<\/em>.<\/p>\n<p>A narra\u00e7\u00e3o, logo no in\u00edcio, anuncia Eurico: <em>\u201cEle \u00e9 casado com duas mulheres que, curiosamente, t\u00eam o mesmo nome e o mesmo signo. Duas vi\u00favas. Eurico vive com cada uma delas em casas separadas. As casas em que eles vivem s\u00e3o surpreendentemente iguais. Inexoravelmente iguais. Doentiamente iguais.\u201d<\/em> Eurico, como uma esp\u00e9cie de Howard Hughes, quer imobilizar o tempo. As duas casas iguais, as duas mulheres parecidas s\u00e3o uma tentativa de parar o impar\u00e1vel. Ao repetir cen\u00e1rios e personagens, Eurico busca uma experi\u00eancia-limite do espa\u00e7o e do tempo, tentando suprimir todas as incertezas. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel domar o tempo. A seguran\u00e7a de habitar sempre o mesmo lugar \u00e9 uma ilus\u00e3o. Como habitar a in\u00e9rcia? No fundo sua ang\u00fastia \u00e9 a express\u00e3o do \u201cilocaliz\u00e1vel\u201d, o Eterno. N\u00e3o por acaso, o \u201cconfidente\u201d de Eurico \u00e9 uma lagosta, animal pr\u00e9-hist\u00f3rico que remonta ao per\u00edodo jur\u00e1ssico, ser imut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Eurico pressente o seu desastre e ainda tenta lutar contra o Destino, ainda busca decifr\u00e1-lo, mas a trag\u00e9dia \u00e9 a resposta de todos os or\u00e1culos. O seu duplo Eleno (J\u00falio Adri\u00e3o) \u00e9 sua tentativa de acerto de contas com o passado, mas as contas n\u00e3o fecham. A corporifica\u00e7\u00e3o desse passado toma a forma de um pastor, um anjo negro, um coletor de almas, mas \u00e9 imposs\u00edvel um pacto com o Diabo, assim como \u00e9 imposs\u00edvel \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o com o passado, pois o passado est\u00e1 sempre se atualizando nos dem\u00f4nios do presente. Algo indescrit\u00edvel, armazenado no inconsciente e que atinge os sentimentos mais \u00edntimos para trazer \u00e0 tona algumas mem\u00f3rias e experi\u00eancias obscuras. Eurico busca intensamente alcan\u00e7ar a sua inalcan\u00e7\u00e1vel imagem \u201cverdadeira\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1200486 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/cartaz-min-scaled-1.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"1057\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/cartaz-min-scaled-1.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/cartaz-min-scaled-1-204x300.jpg 204w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/cartaz-min-scaled-1-698x1024.jpg 698w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p>A fotografia de Pablo Bai\u00e3o utiliza, em grande parte dos planos, a contra-luz, o que n\u00e3o apenas faz com que o filme se torne sombrio, mas transforma os personagens em silhuetas que, n\u00e3o raro, ainda perdem o foco, real\u00e7ando ainda mais seu car\u00e1ter et\u00e9reo, sua condi\u00e7\u00e3o de fantasmas \u201cem negativo\u201d. Os personagens se movem pelo espa\u00e7o como almas atormentadas que de alguma forma est\u00e3o enclausuradas, sem poderem escapar. Os rostos, eventualmente, ganham m\u00e1xima express\u00e3o ao se aproximarem em <em>big close<\/em> da c\u00e2mera sob pontuais feixes de luz, para enfatizar determinada passagem do texto e, paralelamente, adquirem uma pot\u00eancia n\u00e3o-lingu\u00edstica, um pensamento cinematogr\u00e1fico puro. Em determinados momentos, a c\u00e2mera faz um \u201cchicote\u201d, enquadrando certos objetos tais como um cigarro aceso, um copo com bebida, um cinzeiro cheio de guimbas, como a procurar algum real na materialidade desses elementos. A trilha musical do grupo <em>Fracktura<\/em> salienta essa sensa\u00e7\u00e3o vol\u00e1til ao alternar entre momentos em que o som exterioriza a subjetividade do ambiente, acompanhando a arrastada afli\u00e7\u00e3o dos personagens e outros em que ganha contornos quase sobrenaturais, conferindo \u00e0 imagem estranheza e reitera\u00e7\u00e3o (especialmente na fantasmag\u00f3rica sequ\u00eancia do jantar).<\/p>\n<p>Desde o princ\u00edpio, o filme nos afasta do dom\u00ednio da representa\u00e7\u00e3o e se torna uma experi\u00eancia. O imagin\u00e1rio e o real se tornam indiscern\u00edveis. Os tempos se fundem ou se trocam gerando uma sensa\u00e7\u00e3o de atordoamento. N\u00e3o se trata de uma constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica espec\u00edfica, ou de uma periodiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica particular, mas qualquer \u00e9poca deste mundo. O cen\u00e1rio minimalista de Cedric Aveline ao utilizar certos elementos extempor\u00e2neos, como um candelabro com velas acesas, ou telefones de discar, pontua essa suspens\u00e3o temporal em que os personagens se encontram. Da mesma forma, o figurino de Kika Lopes e R\u00f4 Nascimento \u00e9 predominantemente neutro, tamb\u00e9m real\u00e7ando seu car\u00e1ter extempor\u00e2neo (a exce\u00e7\u00e3o fica por conta da caracteriza\u00e7\u00e3o do pastor Eleno, que inclui em sua composi\u00e7\u00e3o elementos do diabo crist\u00e3o e de Papa Legba, uma entidade vodu que habita a encruzilhada espiritual, respons\u00e1vel pela comunica\u00e7\u00e3o entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos).<\/p>\n<p>O Destino, em Ruy, \u00e9 mulher. As Anas s\u00e3o o Destino, s\u00e3o elas que v\u00e3o traduzir e concentrar o desassossego de Eurico em um deserto estanciado por serpentes e um mar de tubar\u00f5es de olhos tristes. S\u00e3o elas que carregam a Verdade de Eurico, que ele, obsessivamente, acreditava ocultar. N\u00e3o h\u00e1 mais retorno ao lar, pois qualquer lugar \u00e9 lugar nenhum. Ana, num mon\u00f3logo j\u00e1 perto do final, decreta: <em>\u201cOlho pra ti e te vejo envelhecer debaixo dos meus olhos. Vejo as rugas saltarem por debaixo da tua pele. Vejo teus cabelos se tornarem raros e foscos. Vejo as suas costas irem se vergando e a gordura te invadir lentamente, como um cad\u00e1ver que incha. Vejo os teus gestos se tornarem lentos como se a morte j\u00e1 se acomodasse no teu corpo. Vejo o teu vigor te abandonar. Vejo teu sexo murchar dentro de mim, exausto. Vejo o prazer que eu te dou ao te sugar. Sanguessuga faminta!\u201d<\/em> O Destino de Eurico est\u00e1 selado. Como acreditar na sua pr\u00f3pria exist\u00eancia se o que resta \u00e9 o saltar de uma imagem mental \u00e0 outra?<\/p>\n<p>Em mais de uma oportunidade o cinema \u00e9 mencionado ao longo do filme. No ter\u00e7o final, os personagens de Eurico, Ana e Anna, em diferentes momentos, quebram a quarta parede e transformam o espectador em c\u00famplice, como a afirmar uma imagem que vai al\u00e9m das apar\u00eancias e que nada transcende. \u201cCom o cinema \u00e9 o mundo que se torna a sua pr\u00f3pria imagem e n\u00e3o uma imagem que se torna o mundo\u201d.<\/p>\n<p>A busca da plenitude, do controle do tempo e do movimento \u00e9 a pedra de toque do cinema. <em>Aos Peda\u00e7os<\/em>, no final das contas, \u00e9 um filme sobre o Cinema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; A primeira coisa que me veio \u00e0 cabe\u00e7a quando assisti aos planos iniciais de Aos Peda\u00e7os, novo filme de Ruy Guerra, foi Orson Welles. E Welles invadiu meus pensamentos de v\u00e1rias maneiras. 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