{"id":1180212,"date":"2020-08-16T21:18:33","date_gmt":"2020-08-16T20:18:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1180212"},"modified":"2020-08-16T21:18:33","modified_gmt":"2020-08-16T20:18:33","slug":"as-brumas-de-brumadinho-mariana-e-itabira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/08\/as-brumas-de-brumadinho-mariana-e-itabira\/","title":{"rendered":"As brumas de Brumadinho, Mariana e Itabira"},"content":{"rendered":"<p>A nebulosidade que origina o nome da cidade de Brumadinho ocupa de distintas formas e com variados impactos, tamb\u00e9m as cidades de Mariana e Itabira.\u00a0 Tanto as brumas quanto os rios e as pedras poderiam ser fontes de inspira\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas. E assim foram, pois se pode encontrar nos poemas de um dos mais potentes poetas de todos os tempos, nuvens, pedras e rios. Mineiro, de Itabira, Drummond j\u00e1 havia escrito o suficiente para contribuir com sentimentos e pensamentos das pessoas para entender que, na vida, o Rio Doce impactava mais que quaisquer brumas. E, como escrito pelo poeta, \u201cO Rio? \u00c9 doce. A Vale? Amarga\u201d. E era mesmo sua declarada posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 vida e contr\u00e1ria \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em curso, impactada ainda mais pela cria\u00e7\u00e3o da empresa que \u201cn\u00e3o vale\u201d, a Vale do Rio Doce. O poeta n\u00e3o aguentou e, ainda que n\u00e3o tenha deixado de olhar e sentir Itabira, foi ver o Brasil em suas formas f\u00edsicas por a\u00ed.<\/p>\n<p>Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira em 1902 e faleceu no Rio de Janeiro em 1987. A Vale do Rio Doce foi fundada em 1942, em Itabira, e at\u00e9 hoje segue minerando por a\u00ed. O quanto a empresa Vale j\u00e1 era amarga, desde o in\u00edcio, para o poeta, sua amargura se tornava mais evidente para as pessoas nos anos 2015 e 2019 quando ocorreram rompimentos de barragens que ceifaram a vida das pessoas em Mariana e Brumadinho. O impacto da vida em Minas chegou para todo mundo: deram-se conta de que um vale amargo j\u00e1 tinha sido anunciado pelo poeta muitos anos antes.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em quest\u00e3o, antes de mais nada, \u00e9 a necessidade mais que urgente de assumir uma posi\u00e7\u00e3o assertiva e combativa em defesa da vida. E, tratando-se de Brumadinho, sofre-se impacto na \u00e1gua, na minera\u00e7\u00e3o e sobretudo nas pessoas que est\u00e3o nesta segunda Unidade Federativa do Brasil e que nela ainda existem. Mas at\u00e9 quando existir\u00e3o? Palavras n\u00e3o resolvem nesse caso, o Estado precisa agir criando frestas de humanidade. Sabemos que o Estado seguir\u00e1 com seu papel e sua finalidade de exist\u00eancia, confirmadamente no capitalismo, mas podem ser criadas frestas de humanidade, frestas p\u00fablicas, para que as pessoas cuidem e preservem a vida em sua dignidade plena. Ao se juntar ao papel opressor do Estado, a ideologia populista que tomou a forma\u00e7\u00e3o brasileira, fomentada pelo projeto neocolonial de imp\u00e9rios em disputa, fomenta a necropol\u00edtica que explode em todas as dimens\u00f5es e contra a vida.<\/p>\n<p>Neste momento espec\u00edfico em que a pandemia toma o mundo e em que a pol\u00edtica brasileira estende o tapete para que o v\u00edrus massacre os mais empobrecidos, estes que fazem existir a vida de todos por meio de seu trabalho, as situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o ainda muito mais doloridas. Escrever para que o Estado brasileiro, e a Vale, ainda que faces de uma mesma \u201c<em>necromoeda<\/em>\u201d, se fa\u00e7am valer reparando a vida das pessoas que n\u00e3o a perderam com a morte dos corpos, \u00e9 uma exig\u00eancia fundamental. Urge, ainda mais, uma a\u00e7\u00e3o que precisa se consolidar como alimento de solidariedade e de unidade: os grupos pol\u00edticos brasileiros comprometidos com a vida precisam dar as m\u00e3os unificando uma grande onda e uma potente gira em favor das pessoas em Mariana e Brumadinho.<\/p>\n<p>A multid\u00e3o de cada local, que se unifica em organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, com diferen\u00e7as e recortes m\u00faltiplos, possui um centro de unidade que precisa ser descoberto por todas as pessoas: somos as pessoas que possuem a mercadoria for\u00e7a de trabalho para vender e para sobreviver. Dentro dessa unidade, h\u00e1 diferen\u00e7as e diversidades de humanidades e h\u00e1 v\u00e1rios direitos humanos a serem defendidos, bordados e conquistados. A vida \u00e9 mais ampla do que a da humanidade, e seres humanos como n\u00f3s, que se disp\u00f5em \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, \u00e0 a\u00e7\u00e3o, ao discurso e \u00e0 fala possuem a tarefa de defender toda a vida existente e senciente, n\u00e3o somente a <em>sapiens<\/em>, de modo a ampliar, radicalizar e aprofundar a defesa da vida humana e n\u00e3o humana em toda a sua plenitude.<\/p>\n<p>A narrativa dominante sobre as trag\u00e9dias possui ideologicamente a tarefa de esconder a natureza hist\u00f3rica, social e fundamentalmente econ\u00f4mica delas, dando-lhes o car\u00e1ter de fatalidade naturalizada. E assim tem sido o v\u00e9u m\u00edstico ideol\u00f3gico deste modelo societ\u00e1rio: a Natureza, o acaso e a conting\u00eancia se personificam como sujeitos causais das trag\u00e9dias e os verdadeiros sujeitos respons\u00e1veis por elas se <em>coisificam<\/em> como objetos de seus efeitos, nesta invers\u00e3o cotidiana a partir da qual opera a ideologia. Sabemos que nada h\u00e1 de natural nas trag\u00e9dias em Mariana e Brumadinho: possuem, sim, sujeitos que as fizeram existir e seguem estes sujeitos, num rod\u00edzio fantasmag\u00f3rico, a fazer existir ainda mais trag\u00e9dias, incluindo as m\u00faltiplas trag\u00e9dias da pandemia. Esses sujeitos s\u00e3o dominantes na economia e, como tais, se apropriaram privadamente da Natureza sobre qual a destruidora minera\u00e7\u00e3o sempre ocorreu e segue existindo.<\/p>\n<p>Um basta na destrui\u00e7\u00e3o da Natureza e da vida \u00e9 clamado no momento. Tal basta s\u00f3 pode ser feito por sujeitos sociais, esses que s\u00e3o impactados por toda a destrui\u00e7\u00e3o da natureza e da vida, em todas as suas dimens\u00f5es, e transformam os seres humanos em objetos e em insetos.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o esses mesmo seres humanos objetificados que s\u00e3o os verdadeiros sujeitos de toda a produ\u00e7\u00e3o social e que possuem o potencial criativo para transformar a Natureza sem lhe esgotar e para que a transforma\u00e7\u00e3o do grande COMUM seja apropriado de forma coletiva e solid\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 mais tempo para as destrui\u00e7\u00f5es. Precisamos viver um tempo das repara\u00e7\u00f5es, mas, sobretudo, de avan\u00e7os. Reparar o que a empresa multinacional de minera\u00e7\u00e3o chamada Vale fez em 2015 e 2019 \u00e9 mais do que necess\u00e1rio, \u00e9 urgente. Mas essa empresa que opera sobre os caminhos e sobre as condi\u00e7\u00f5es para a morte n\u00e3o o fez sozinha e o Estado precisa ser responsabilizado e compromissado pelos e com os sujeitos humanos que sofrem seus impactos. Somos n\u00f3s os sujeitos que sofrem os maiores impactos deste modelo estatal e econ\u00f4mico e os mesmos que produzem, pelo trabalho, todas as coisas necess\u00e1rias \u00e0 vida planet\u00e1ria, portanto, somos quem possui a for\u00e7a, a pot\u00eancia e as condi\u00e7\u00f5es para mudar o mundo. Eis o tempo de fazer com que o rio que nos atravessa seja realmente doce e de tirar toda a amargura que condena a humanidade.<\/p>\n<p>Vamos, unificados, realizar uma grande gira de defesa da vida e que fa\u00e7a a solidariedade avan\u00e7ar para que viver seja um ato de cria\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de escravid\u00e3o, como tem predominado no mundo e principalmente nesta neocol\u00f4nia chamada Brasil. Vamos seguir, como sujeitos humanos, sociais e pol\u00edticos solid\u00e1rios, exigir todas as repara\u00e7\u00f5es nas cidades de Minas Gerais, para que sejam \u201ccidades gerais\u201d em vidas e n\u00e3o em coisas. E, nessa mesma trilha, potente e criativa, vamos superar as ondas de mortes da pandemia, abra\u00e7ar toda a periferia que traz o viver espalhado por todo o Brasil e fazer acontecer a dignidade humana em todas as suas dimens\u00f5es. Vamos ultrapassar fazendo a vit\u00f3ria em favor da grande maioria de pessoas brilhar em nosso Brum\u00e1rio. \u00c9 hora de fazer a vida valer!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nebulosidade que origina o nome da cidade de Brumadinho ocupa de distintas formas e com variados impactos, tamb\u00e9m as cidades de Mariana e Itabira.\u00a0 Tanto as brumas quanto os rios e as pedras poderiam ser fontes de inspira\u00e7\u00f5es 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Fez parte da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o e atua com forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica desde os 18 anos, em partidos de esquerda, movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. Cursou Ci\u00eancias Econ\u00f4micas na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Ci\u00eancias Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi da dire\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio de Favelas, coordenador da ESPOCC \u2013 Escola Popular de Comunica\u00e7\u00e3o Cr\u00edtica \u2013 e colaborador do IMJA-Instituto Maria e Jo\u00e3o Aleixo - desde a sua funda\u00e7\u00e3o. Nos dias atuais \u00e9 colaborador e organizador do IPAD e identifica-se como intelectual org\u00e2nico da periferia. 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