{"id":1170873,"date":"2020-08-02T03:58:13","date_gmt":"2020-08-02T02:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1170873"},"modified":"2020-08-01T21:12:23","modified_gmt":"2020-08-01T20:12:23","slug":"mascaras-parte-2-o-clovis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/08\/mascaras-parte-2-o-clovis\/","title":{"rendered":"M\u00e1scaras. Parte 2. O Cl\u00f3vis"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">OLHARES<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cO cotidiano sup\u00f5e o passado como heran\u00e7a. O cotidiano sup\u00f5e o futuro como projeto. O presente \u00e9 esta estreita nesga entre o passado e o futuro e cuja defini\u00e7\u00e3o depende das defini\u00e7\u00f5es de passado e de futuro: desta exist\u00eancia do passado, da qual n\u00e3o nos podemos libertar porque j\u00e1 se deu; e desse futuro, que oferece margem para todas as nossas esperan\u00e7as, exatamente porque ainda n\u00e3o existe.\u201d<\/em> (Milton Santos, Por uma Geografia Cidad\u00e3, por uma Epistemologia da Exist\u00eancia, 1988)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do <strong>carnelev\u0101re<\/strong> (Carnaval) \u00e0 chegada do v\u00edrus e o in\u00edcio do distanciamento social, as m\u00e1scaras perderam paulatinamente as <strong>cores<\/strong> e os paet\u00eas, assim como a folia se tornou terror, e as ruas cheias do Rio ficaram\u2026 bom, a\u00ed a compara\u00e7\u00e3o tem suas nuances.<\/p>\n<p>As <strong>m\u00e1scaras<\/strong> v\u00eam recuperando suas cores aos poucos, com estampas e siglas, mas falarei mais sobre esse tipo de cores e caracter\u00edsticas no texto seguinte. Quero falar agora sobre uma <strong>\u201cm\u00e1scara democr\u00e1tica\u201d<\/strong> que marcou os meus finais de semana no sub\u00farbio, em especial no per\u00edodo do Carnaval.<\/p>\n<p>Durante uma fase da minha inf\u00e2ncia, na <strong>d\u00e9cada de 70<\/strong>, alguns finais de semana daquela fam\u00edlia de pretos altos, que se aglomeravam no Fusca \u201ccaf\u00e9 com leite\u201d, e posteriormente na Bras\u00edlia Azul Marinho, era ir para <strong>Umbanda<\/strong> na casa de Seu Bernardo em Bonsucesso ou de Dona Agigad\u00ea em <strong>Anchieta<\/strong>. Quando n\u00e3o era final de semana de <strong>curimba<\/strong>, \u00edamos tamb\u00e9m \u00e0 casa de meu padrinho <strong>Cl\u00f3vis<\/strong> na altura do <strong>Realengo<\/strong>, numa casa alta no morro, atr\u00e1s daqueles mot\u00e9is da Avenida Brasil, que o menino imaginava ser um lugar de pecado, e outros valores que \u201cgra\u00e7as a Deus\u201d eu abandonei. Gra\u00e7as a Deus, pois o pecado, parodiando a can\u00e7\u00e3o na voz de Ney Matogrosso, s\u00f3 existe do lado de cima do <strong>Equador<\/strong>, mas querem crer que os pecaminosos est\u00e3o do outro lado. S\u00f3 recentemente, descobri que onde meu padrinho Cl\u00f3vis morava, antes de ir viver conosco no nosso terreno em <strong>Sepetiba<\/strong>, j\u00e1 na <strong>d\u00e9cada de 80<\/strong>, se chama hoje <strong>Batan<\/strong>.<\/p>\n<p>Essas mem\u00f3rias me v\u00eam por descobrir que essas vizinhan\u00e7as suburbanas em minha inf\u00e2ncia foram onde tive contato pela primeira vez com o \u201cxar\u00e1\u201d do meu padrinho baiano durante o Carnaval.<strong> O Cl\u00f3vis<\/strong>.<\/p>\n<p>O foli\u00e3o fantasiado com <strong>roupas coloridas<\/strong>, uma <strong>m\u00e1scara estampada com fei\u00e7\u00f5es assustadoras<\/strong>, normalmente com um buraco para respirar ou para uso de um apito para fazer barulho, e portando um cord\u00e3o ou vara com uma \u201cbexiga\u201d, a <strong>bola<\/strong> com a qual batiam \u201cagressivamente\u201d no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Consultando o <strong><em>Or\u00e1cgoogle <\/em><\/strong>encontrei informa\u00e7\u00f5es interessantes sobre o Cl\u00f3vis, ou como eu chamava <strong>\u201cBate-bola\u201d<\/strong> na folia. Ali\u00e1s \u201cnas <strong>folias<\/strong>\u201d. Ele se v\u00ea presente, com caracter\u00edsticas semelhantes na manifesta\u00e7\u00e3o tradicional e religiosa da Folia de Reis, como <strong>Palha\u00e7o <\/strong>ou <strong>\u201cBasti\u00e3o\u201d<\/strong>, como uma figura mascarada que entra na casa das pessoas com os m\u00fasicos, e que recita poesias, provoca\u00e7\u00f5es e brincadeiras. Os anfitri\u00f5es compuls\u00f3rios desta visita dos foli\u00f5es d\u00e3o comida, bebida (inclusive alco\u00f3lica) para os m\u00fasicos, e \u00e9 algo que at\u00e9 em favelas da <strong>Zona Sul<\/strong> voc\u00ea ainda encontra. Tamb\u00e9m h\u00e1 sugest\u00f5es hist\u00f3ricas de que no final do <strong>s\u00e9culo XIX<\/strong>, <strong>negros libertos<\/strong>, por\u00e9m perseguidos pela pol\u00edcia, se fantasiavam assim para poder pular o carnaval, e que a tal \u201cbexiga de boi\u201d que eles batiam seria uma forma de protestar contra a viol\u00eancia policial. Outras referenciam o surgimento do Bate-bola nas vizinhan\u00e7as do bairro de <strong>Santa Cruz,<\/strong> onde havia um matadouro, e da\u00ed as bexigas eram mais acess\u00edveis para fazer as bolas. O fato \u00e9 que o <strong>\u201cbicho pap\u00e3o mascarado\u201d <\/strong>corria atr\u00e1s das crian\u00e7as e eu morria de medo deles\u2026 mas era um medo infantil e divertido\u2026 um motivo para correr, em um momento e local <strong>onde crian\u00e7as pretas como eu podiam correr, sem medo de ser ferido por uma \u201cbala perdida\u201d, mais do que a bolada do Cl\u00f3vis.<\/strong><\/p>\n<p>L\u00f3gico que toda a comunidade de onde sa\u00edam as turmas ou indiv\u00edduos travestidos de Cl\u00f3vis conhecia quem se escondia embaixo das fantasias, falseando suas vozes, para manter um ilus\u00f3rio anonimato para brincar com vizinhos e pular carnaval. Minha mem\u00f3ria dos anos 70 e 80 com fantasias fedendo a naftalina, pois era uma fantasia usada anualmente, s\u00f3 nos meses de carnaval, por pessoas invariavelmente pobres. Esse h\u00e1bito foi se transformando para uma <strong>estrutura <\/strong>de bloco carnavalesco. As \u201cturmas\u201d criavam temas que eram preparados ao longo do ano, para atualizar as fantasias no carnaval seguinte, fen\u00f4meno mais recente. A <strong>democracia <\/strong>a que me referi anteriormente das fantasias de Cl\u00f3vis, \u00e9 que \u00e9 <strong>um tipo de fantasia onde a \u00faltima coisa que se percebe \u00e9 a cor da pele do foli\u00e3o.<\/strong> \u00d3bvio que dependendo da regi\u00e3o e de sua diversidade, n\u00f3s sabemos, mas \u00e9 um detalhe secund\u00e1rio na <strong>identidade desse mascarado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Democracia <\/strong>n\u00e3o \u00e9 o que se percebe na cabe\u00e7a das pessoas, principalmente em \u00e1reas onde o Cl\u00f3vis n\u00e3o se fez presente, e <strong>onde as cores atr\u00e1s das m\u00e1scaras fazem mais diferen\u00e7a do que as m\u00e1scaras coloridas.<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de abril, o jornalista Marcos Furtado fez uma mat\u00e9ria em um jornal de grande circula\u00e7\u00e3o <em>(link no final do texto)<\/em> sobre um <strong>estudante<\/strong>, preto, de <strong>rela\u00e7\u00f5es internacionais da UFRJ<\/strong>, que sofreu racismo pelo uso de m\u00e1scara e capuz numa grande loja de artigos dom\u00e9sticos. A abordagem da seguran\u00e7a foi <strong>inconveniente<\/strong>, e ap\u00f3s a acusa\u00e7\u00e3o a mesma lei foi usada como argumento por ambas as partes, sobre a proibi\u00e7\u00e3o de uso de chap\u00e9u ou gorro no interior da loja, para justificar ou repudiar a abordagem. O que fica \u201cclaro\u201d \u00e9 que,<strong> mudando a cor de quem est\u00e1 por tr\u00e1s da m\u00e1scara de pano, mudaria a forma como este seria, se fosse, abordado.<\/strong> Outros relatos de l\u00e1 para c\u00e1 come\u00e7am a pipocar nas redes sociais, e em uma semana um contato que \u00e9 <strong>produtor musical<\/strong> \u00e9 abordado pela pol\u00edcia em <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti<\/strong>, e for\u00e7ado a tirar a m\u00e1scara de pano para se identificar, e<strong> expor sua sa\u00fade ao v\u00edrus enquanto os policiais podem, ou n\u00e3o, permanecer mascarados na abordagem.<\/strong> Um dos<strong> maiores atores de cinema deste pa\u00eds,<\/strong> preto, \u00e9 abordado e \u201cintimidado\u201d por policiais a tirar sua m\u00e1scara de pano, \u00e0 noite na <strong>Barra da Tijuca<\/strong>, pr\u00f3ximo ao local onde mora, a t\u00edtulo de <strong>\u201co que est\u00e1 fazendo aqui\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O status de sa\u00fade protegida por m\u00e1scaras de pano ser\u00e1 atualizado quando nossos corpos pretos estiverem igualmente protegidos pelos olhares que se preocupam n\u00e3o com a prud\u00eancia no uso da m\u00e1scara, mas com o pr\u00e9-julgamento de quem oferece perigo por estar usando a m\u00e1scara.<\/strong><\/p>\n<p>Um garoto de <strong>4 anos<\/strong>, que sa\u00eda de <strong>bate-bola<\/strong> com o pai no carnaval, <strong>morreu v\u00edtima dos sintomas do Covid 19.<\/strong> A <strong>m\u00e1scara da alegria de fevereiro<\/strong> ficar\u00e1 na mem\u00f3ria da fam\u00edlia, mas n\u00e3o h\u00e1 m\u00e1scara que esconda a dor de ver uma crian\u00e7a morrer pela imprud\u00eancia de quem n\u00e3o a utiliza; n\u00e3o falo de familiares, mas de grande parcela dos bairros de periferia que, <strong>por n\u00e3o querer ou n\u00e3o poder<\/strong>, permanece circulando nas ruas e mantendo o contato social como se ainda fosse dia comum. <strong>Como se ainda fosse Carnaval. E em um lugar onde normalmente a viol\u00eancia do estado vem matando muitas crian\u00e7as antes do Covid 19.<\/strong><\/p>\n<p>Para encerrar, me lembro de uma iniciativa <strong>no Santa Marta<\/strong>, favela na<strong> Zona Sul<\/strong>, onde vestimentas <strong>sem cor, mas nas mesmas dimens\u00f5es de um bate-bola<\/strong>, protegem <strong>dois irm\u00e3os <\/strong>que por iniciativa pr\u00f3pria, usam <strong>m\u00e1scaras e equipamento de higieniza\u00e7\u00e3o<\/strong>, saem diariamente subindo e descendo a favela, <strong>desinfetando <\/strong>os becos, portas de casa, e principais acessos. Recebem \u00e1gua de moradores para encher seus equipamentos e <strong>fazem pela sua comunidade o que o Estado n\u00e3o faz.<\/strong><\/p>\n<p>Acabou o carnaval, <strong>acabou a quaresma sinistra pela qual passamos<\/strong>, mas esses <strong>dois \u201cfoli\u00f5es\u201d<\/strong>, na mesma <strong>comunidade da Zona Sul que mant\u00e9m essa tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica<\/strong>, v\u00e3o de casa em casa como na folia trazendo alegria, <strong>sem bolas mas com jatos qu\u00edmicos<\/strong>, mas <strong>todos os (re)conhecem por tr\u00e1s de suas m\u00e1scaras. Como o Cl\u00f3vis. Como o Basti\u00e3o. Como um dos seus.<\/strong> O problema sempre esteve na qualidade dos olhos de quem v\u00ea al\u00e9m da m\u00e1scara\u2026 e esse problema n\u00e3o se resolve com o isolamento.<\/p>\n<p><strong>Se n\u00e3o plantarmos este desafio no presente, essa tal nesga entre o passado que j\u00e1 se deu, onde se marginalizavam as pessoas por sua cor, ou pelo futuro onde est\u00e3o todas as esperan\u00e7as, fica dif\u00edcil construir juntos uma futura exist\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2020\/04\/estudante-diz-ter-sofrido-racismo-por-usar-mascara-de-protecao-contra-coronavirus.shtml?utm_source=mail&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=compmail\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Texto de Marcos Furtado<\/a><\/p>\n<p>Link para <a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/mascaras-parte-1-o-palhaco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">M\u00e1scaras. Parte I<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OLHARES &nbsp; &nbsp; \u201cO cotidiano sup\u00f5e o passado como heran\u00e7a. O cotidiano sup\u00f5e o futuro como projeto. 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