{"id":1168875,"date":"2020-07-29T23:05:35","date_gmt":"2020-07-29T22:05:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1168875"},"modified":"2020-07-29T23:10:50","modified_gmt":"2020-07-29T22:10:50","slug":"uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/","title":{"rendered":"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho"},"content":{"rendered":"<p><em>Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas: viol\u00eancia institucional e \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica (em espa\u00e7os de priva\u00e7\u00f5es de liberdade); entre os defensores de direitos humanos, fazendo monitoramento e oficinas de prote\u00e7\u00e3o para defensores; os diretos econ\u00f4micos sociais, culturais e ambientais: trabalham com algumas estrat\u00e9gias como lit\u00edgio, trabalho em rede, comunica\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de dados, informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m nova parceira da Pressenza. Convidamos a ativista Glaucia Marinho para uma conversa sobre a situa\u00e7\u00e3o atual dos direitos humanos, bem descontra\u00edda, onde ela nos conta sua motiva\u00e7\u00e3o pela luta e sua trajet\u00f3ria.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u2013 Em seu perfil no twitter voc\u00ea se define como \u201caquele pessoal dos direitos humanos\u201d, uma ironia com o mote entrou em voga h\u00e1 poucos anos por ser usado de modo depreciativo por deputados e influenciadores de extrema direita. Por que os direitos humanos incomodam a estes setores da sociedade?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os direitos humanos s\u00e3o ferramentas que possibilitam uma vida digna. Incomodam porque versam sobre o direito de todas as pessoas, e se tem uma cren\u00e7a colonial no Brasil que as pessoas s\u00e3o divididas por categorias, organizadas racialmente e socialmente. Logo, supostamente, algumas pessoas teriam legitimidade a ter direitos enquanto para outras \u00e9 facultado ou apresentado como privil\u00e9gio. Outro motivo est\u00e1 ligado \u00e0 luta hist\u00f3rica do movimento de direitos humanos por condi\u00e7\u00f5es dignas no c\u00e1rcere, pelo desencarceramento e pela responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agentes estatais envolvidos em homic\u00eddios e outros crimes.<\/p>\n<p>No Brasil, s\u00e3o v\u00e1rios os casos de PMs envolvidos em assassinatos que s\u00e3o condecorados. Logo, quem denuncia as viola\u00e7\u00f5es cometidas pelo Estado brasileiro \u00e9 atacado e a v\u00edtima da viola\u00e7\u00e3o \u00e9 criminalizada. O mais tr\u00e1gico \u00e9 que na maioria dos casos sofre-se deslegitima\u00e7\u00e3o porque exige-se o cumprimento da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, nada de revolucion\u00e1rio, mas at\u00e9 isso \u00e9 recha\u00e7ado atualmente no pa\u00eds. Isso acontece porque a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 pol\u00edtica de Estado, apoiado pela m\u00eddia e por outros setores da sociedade, por isso s\u00e3o os negros e as negras as maiores v\u00edtimas da viol\u00eancia policial e do aprisionamento.<\/p>\n<p>As Pol\u00edcias Militares t\u00eam origem no s\u00e9culo 19 e foram reestruturadas durante a ditadura militar. Portanto, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o escravocrata e autorit\u00e1ria. Um levantamento do Jornal Extra publicado esse ano mostrou que de 2008 a 2018, 347 PMs foram afastados por les\u00f5es, estupros e tortura, isso d\u00e1 cerca de 30 por ano, um a cada 12 dias. Nos espa\u00e7os de priva\u00e7\u00e3o de liberdade a tortura \u00e9 pr\u00e1tica institucionalizada, as pessoas s\u00e3o submetidas a priva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, alimento e at\u00e9 luz solar.<\/p>\n<p>Outro exemplo que para mim \u00e9 chocante e ilustra o n\u00e3o reconhecimento de direitos e escancara a mentalidade colonial que encarna a sociedade brasileira \u00e9 que apenas nessa d\u00e9cada foi regulamentado o trabalho dom\u00e9stico. Um trabalho desenvolvido por quase na sua totalidade por mulheres, sobretudo negras. E ainda hoje sofre ataques. Bolsonaro, durante a campanha eleitoral, declarou que era contr\u00e1ria a PEC que regulamentou o trabalho.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Como chegou \u00e0 Justi\u00e7a Global?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eu comecei a minha atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no movimento estudantil secundarista, participei de algumas a\u00e7\u00f5es na escola, disputa de gr\u00eamio e depois na luta pelo passe livre, quando as roletas dos \u00f4nibus municipais do Rio de Janeiro foram transferidas da parte traseira para a dianteira e implementaram o \u201cRio Card\u201d. Antes, n\u00e3o havia limita\u00e7\u00e3o do n\u00famero de viagens por estudante por dia. Para a gente, a restri\u00e7\u00e3o representava um ataque ao direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, porque impedia a livre circula\u00e7\u00e3o dos estudantes pobres pela cidade e consequentemente o acesso a museus, centros culturais, bibliotecas e outros espa\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o. Do movimento estudantil passei a militar no movimento social. Numa passeata pelo passe livre conheci duas pessoas que foram super importantes na minha vida, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/poetisaelainefreitas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Elaine Freitas<\/a> e <a href=\"http:\/\/rodrigosilvadoo.blogspot.com\/2012\/04\/montagem-e-o-bicho-2001.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rodrigo do \u00d3<\/a>, eles estavam vendendo uma rifa para apoiar uma iniciativa de educa\u00e7\u00e3o popular que estavam construindo no Morro da Mineira, um grupo de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos e uma biblioteca. Eles me convidaram para ir em uma reuni\u00e3o de um movimento que se chamava Frente de Luta Popular, era pra organizar uma a\u00e7\u00e3o no primeiro de maio de 2003.<\/p>\n<p>Eu lembro que fui na reuni\u00e3o, mas n\u00e3o consegui ir na atividade, que foi numa f\u00e1brica abandonada em Benfica. No ano seguinte, j\u00e1 integrando a FLP, comecei a atuar na luta por moradia, no apoio as ocupa\u00e7\u00f5es sem teto aut\u00f4nomas que foram organizadas na regi\u00e3o da Central e na Zona Portu\u00e1ria nos anos 2000. Morei na Ocupa\u00e7\u00e3o Chiquinha Gonzaga e depois no Morro da Provid\u00eancia, onde estive envolvida na constru\u00e7\u00e3o do Grupo de Educa\u00e7\u00e3o Popular e atuei na luta contra a remo\u00e7\u00e3o do morro, na \u00e9poca da Copa e Olimp\u00edadas. A partir da FLP tamb\u00e9m comecei a apoiar a Rede de Comunidades e Movimentos de contra Viol\u00eancia, movimento de m\u00e3es e familiares de v\u00edtimas de viol\u00eancia do Estado. Em 2012, eu comecei a trabalhar na Justi\u00e7a Global na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o e hoje integro a coordena\u00e7\u00e3o colegiada.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Como vai a situa\u00e7\u00e3o dos defensores dos direitos humanos hoje, no Rio de Janeiro e no Brasil, neste momento t\u00e3o obscuro \u2013 sob ataque velado ou direto por parte do governo \u2013 onde atuam, quais os riscos e maiores dificuldades t\u00eam enfrentado?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 p\u00e9ssima. O Brasil conta com um n\u00famero alt\u00edssimo de defensoras e defensores de direitos humanos perseguidos, criminalizados e mortos, v\u00edtimas do racismo perpetuado pelo Estado brasileiro e das suas institui\u00e7\u00f5es, da economia capitalista, que privilegia o lucro em detrimento da vida e de um sistema de justi\u00e7a seletivo. Nesse contexto, os povos ind\u00edgenas, comunidades tradicionais e trabalhadoras e trabalhadores rurais s\u00e3o os mais afetados. Segundo a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, no ano passado foram registrados 1.833 conflitos no campo, isso ocorre devido o avan\u00e7o das fronteiras agr\u00edcolas; da flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o ambiental; da paralisa\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria e de demarca\u00e7\u00f5es e titula\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas e quilombolas; e da a\u00e7\u00e3o criminosa de garimpeiros, madeireiros e grileiros.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, nos deparamos ainda com o aumento da militariza\u00e7\u00e3o e avan\u00e7o das mil\u00edcias. Os riscos s\u00e3o de todas as ordens, desde a falta de uma pol\u00edtica p\u00fablica adequada para a prote\u00e7\u00e3o at\u00e9 a omiss\u00e3o do Estado brasileiro em resolver a quest\u00e3o que gera a viola\u00e7\u00e3o. Outro problema que enfrentam as defensoras e defensores de direitos humanos, nesse contexto, \u00e9 a viol\u00eancia difusa e a produ\u00e7\u00e3o de \u201cfake news\u201d sobre a sua atua\u00e7\u00e3o. Integrantes do governo tamb\u00e9m t\u00eam caluniado e perseguido organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, principalmente as que atuam na defesa da floresta e dos povos que vivem nela. Algumas, inclusive, foram alvo de CPIs e processos judiciais. Nesse momento, precisamos ficar atento as a\u00e7\u00f5es que ampliam o vigilantismo e aos projetos de leis que tramitam no Congresso que pretendem endurecer ainda mais a Lei Antiterror a fim de silenciar vozes dissonantes e criminalizar os movimentos sociais, como por exemplo o PL que pretende enquadrar ocupa\u00e7\u00f5es urbanas ou rurais como atos de terrorismo.<\/p>\n<div id=\"attachment_1168896\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1168896\" class=\"wp-image-1168896 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Rio-de-Janeiro-2017-Valdir-Silveira.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"538\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Rio-de-Janeiro-2017-Valdir-Silveira.jpg 1024w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Rio-de-Janeiro-2017-Valdir-Silveira-300x158.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Rio-de-Janeiro-2017-Valdir-Silveira-720x378.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Rio-de-Janeiro-2017-Valdir-Silveira-768x404.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-1168896\" class=\"wp-caption-text\">Repress\u00e3o no centro do Rio de Janeiro. 2017. Foto Valdir Silveira<\/p><\/div>\n<p><strong>\u2013 Qual o papel das pol\u00edticas de \u201cpacifica\u00e7\u00e3o\u201d nas favelas, ao longo dos \u00faltimos dez ou quinze anos no recrudescimento do bolsonarismo e na configura\u00e7\u00e3o de um Estado Policial?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eu nunca pensei em que medida as UPP\u00b4s fortaleceram ou desaguaram no bolsonarismo&#8230; As pol\u00edticas de militariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios negros s\u00e3o antigas, elas reproduzem as formas coloniais de controle, aprofundam a desigualdade e segregam a cidade, constituindo territ\u00f3rios de exce\u00e7\u00e3o onde a pol\u00edcia faz a gest\u00e3o, exercendo controle inclusive de express\u00f5es culturais da juventude. Tudo isso legitimado pelo discurso da guerra \u00e0s drogas, que na verdade trata-se de uma \u201ca guerra contra as comunidades negras\u201d, parafraseando Angela Davis. Recentemente, Wilson Witzel anunciou que retomaria as UPPs, o que evidencia o car\u00e1ter violento e b\u00e9lico do projeto, j\u00e1 que o governador tem se destacado por a\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias aos direitos humanos. Importante lembrar tamb\u00e9m que as UPPs foram o carro-chefe do governo do (P)MDB no Rio de Janeiro dos megaeventos, apoiado pelo governo federal, na \u00e9poca o PT. O modelo foi importado da Col\u00f4mbia para o Rio e do Rio para o resto do pa\u00eds, como exemplo de sucesso.<\/p>\n<p>Para mim, em vez de pensar como linearmente essa pol\u00edtica serviu ao bolsonarismo, acho mais interessante discutir como essa pol\u00edtica racista, de controle de territ\u00f3rios negros e empobrecidos, servem tanto a governos dispares, esse ponto de interse\u00e7\u00e3o \u00e9 que precisa ser discutido, que para mim evidencia o racismo. Outro desafio \u00e9 como a gente rompe a militariza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>\u2013 Desapari\u00e7\u00f5es, assassinatos e \u201cauto de resist\u00eancia\u201d. Ainda se pode falar de democracia no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Vivemos um apartheid no Brasil que n\u00e3o tem forma jur\u00eddica, mas \u00e9 percept\u00edvel ao analisamos os desenhos das cidades e se comparamos indicadores a partir da categoria ra\u00e7a e cor. Um ex-secret\u00e1rio de seguran\u00e7a do Rio disse uma vez que \u201cUm tiro em Copacabana \u00e9 uma coisa. Na Favela da Cor\u00e9ia \u00e9 outra\u201d. Vera L\u00facia Rodrigues, av\u00f3 do adolescente negro Guilherme da Silva Guedes, de 15 anos, que foi sequestrado ao lado de casa e executado por PMs em SP disse ao Fant\u00e1stico \u201cVoc\u00ea nunca escuta num bairro de rico que a pol\u00edcia matou por engano\u201d. As pr\u00e1ticas do Estado consolidam o genoc\u00eddio negro, que se manifesta de diversas formas, al\u00e9m da segrega\u00e7\u00e3o espacial, da viol\u00eancia policial e do aprisionamento, atrav\u00e9s da esteriliza\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e precariza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica, nutric\u00eddio, epistemic\u00eddio, racismo religioso, entre outras tantas formas de fazer morrer.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim do governo militar temos aprofundado o exterm\u00ednio f\u00edsico da popula\u00e7\u00e3o negra. Para se ter uma ideia nos anos 1980 a taxa de homic\u00eddio a cada 100 mil habitantes era de 11.69, em 2017, segundo dados do IPEA, passou para 31.59. De acordo com a OMS, a situa\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 epid\u00eamica. O perfil da imensa maioria das v\u00edtimas \u00e9 de homens negros jovens, nos \u00faltimos anos temos acompanhado a ado\u00e7\u00e3o de diversas pol\u00edticas para a redu\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios e quando verificamos o resultado percebemos redu\u00e7\u00e3o da letalidade dos brancos e aumento da morte dos negros. Aqui as mortes provocadas pela pol\u00edcia podem ser enquadradas como \u201cmorte decorrente de interven\u00e7\u00e3o policial\u201d, categoria que visa proteger os policiais que teoricamente teriam agido em \u201cleg\u00edtima defesa\u201d, mas na maioria dos casos se tratam de execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e a v\u00edtima passa por um processo de criminaliza\u00e7\u00e3o na hora da morte. A morte desse sujeito \u201cmat\u00e1vel\u201d n\u00e3o costuma gerar responsabiliza\u00e7\u00e3o dos executores nem da cadeia de comando, muito pelo contr\u00e1rio, institucionalizando essa pr\u00e1tica. No Rio de Janeiro j\u00e1 tivemos at\u00e9 gratifica\u00e7\u00e3o para os agentes que participassem de opera\u00e7\u00f5es policiais na d\u00e9cada de 1990, o que fez aumentar os \u00edndices de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia ainda faz uso de instrumentos de terror: helic\u00f3pteros que atiram a esmo nas favelas; blindados, do mesmo tipo que eram usados na \u00e9poca do <a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/geografia\/apartheid.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apartheid da \u00c1frica do Sul<\/a>; touca ninja, roupas e armas de guerra. A popula\u00e7\u00e3o negra, principalmente a residente de favelas e periferias, est\u00e1 submetida a um regime de exce\u00e7\u00e3o. \u00c9 facultado a possibilidade de uma vida digna. Diante desse cen\u00e1rio, creio que precisamos urgentemente construir novas formas de organiza\u00e7\u00e3o social. N\u00e3o cabemos nesse mundo e n\u00e3o adianta mais remed\u00e1-lo. Contudo, estamos tamb\u00e9m vivendo um momento de avan\u00e7o do neofascismo, n\u00e3o podemos fechar os olhos para o que est\u00e1 em disputa. Todo esse cen\u00e1rio que descrevi pode acirrar.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Qual o papel dos coletivos e da luta, frente a situa\u00e7\u00e3o devastadora de m\u00e3es e pais de jovens mortos nestes atropelos a todos os direitos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os familiares de v\u00edtimas de viol\u00eancia escancaram a brutalidade do Estado brasileiro e se constituem como uma voz legitima para falar por algu\u00e9m que foi violado e n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s. A viol\u00eancia estatal \u00e9 respons\u00e1vel por ter deixado milhares de crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s, meninas vi\u00favas e senhoras adoecidas ap\u00f3s a morte dos seus filhos. Enfatizo a situa\u00e7\u00e3o das mulheres porque s\u00e3o os homens as maiores v\u00edtimas da viol\u00eancia letal e s\u00e3o as mulheres que est\u00e3o na linha de frente na luta por justi\u00e7a, mem\u00f3ria e repara\u00e7\u00e3o. Quem n\u00e3o morre de bala adoece e morre de tristeza, como Dona Jozelita, m\u00e3e do menino Roberto, um dos cinco jovens assassinados por PM&#8217;s na chacina de Costa Barros. Segundo o seu ex-marido, ap\u00f3s a morte do seu filho, ela teve pneumonia e anemia, j\u00e1 n\u00e3o se alimentava bem, s\u00f3 tomava sopa. J\u00e1 tinha perdido a vontade viver. Morreu de banzo. N\u00e3o \u00e0 toa a maior prevalecia de diabetes e press\u00e3o alta s\u00e3o nas mulheres negras que historicamente s\u00e3o v\u00edtimas da desumaniza\u00e7\u00e3o e das viola\u00e7\u00f5es de direitos. Apoiar a luta dessas mulheres contra a viol\u00eancia racial e de Estado \u00e9 um compromisso \u00e9tico e humano. Importante destacar tamb\u00e9m o trabalho realizado pelos coletivos de comunica\u00e7\u00e3o e de educa\u00e7\u00e3o popular nas favelas, que atuam lado a lado dos grupos de m\u00e3es. Foram eles que organizaram os \u00faltimos atos de enfrentamento ao racismo no Rio e est\u00e3o na linha de frente na luta contra a Covid-19 nas favelas e outras \u00e1reas empobrecidas.<\/p>\n<div id=\"attachment_1168916\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1168916\" class=\"wp-image-1168916 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mae-2.jpg\" alt=\"\" width=\"920\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mae-2.jpg 920w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mae-2-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mae-2-720x495.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mae-2-768x528.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><p id=\"caption-attachment-1168916\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o Dayse Gomis<\/p><\/div>\n<p><strong>\u2013 Neste ano proliferam nas redes sociais os debates sobre as manifesta\u00e7\u00f5es #VidasNegrasImportam que no Rio de Janeiro t\u00eam se caracterizado por uma organiza\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel mesmo sob forte tens\u00e3o, rodeadas de um mar de coturnos e amea\u00e7as de repress\u00e3o. Influenciadores digitais, alguns deles contratados pela m\u00eddia corporativa se reservam o direito de opinar quando e como os movimentos devem sair \u00e0s ruas; com o dedo em riste, criticam uma \u201cesquerda branca\u201d, falam de um modo muito difuso, indefinido e at\u00e9 gelatinoso, eu diria \u2013 cheios de clich\u00e9s, que s\u00e3o a marca das pol\u00eamicas midi\u00e1ticas &#8211; referindo-se \u00e0s ideias marxistas e anarquistas que pautam que o racismo \u00e9 inerente ao capitalismo, pois foi com genoc\u00eddio e invas\u00e3o que se montaram as primeiras grandes fortunas. D\u00e1 para pensar em luta contra o racismo sem pensar na luta de classes e na derrubada de institui\u00e7\u00f5es fundadas na escraviza\u00e7\u00e3o de seres humanos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O racismo estrutura o capitalismo. No Brasil \u00e9 a ra\u00e7a que determina a classe, ent\u00e3o as lutas est\u00e3o ligadas. Aqui os negros ocupam os postos de trabalho de menos prest\u00edgio, de menores sal\u00e1rios e muitas vezes sem regulamenta\u00e7\u00e3o; habitam locais mais desestruturados, onde o acesso \u00e0 \u00e1gua e a esgoto s\u00e3o prec\u00e1rios;\u00a0 n\u00e3o \u00e0 toa a educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablica s\u00e3o alvos de ataques constantes e desmontes, entre outras a\u00e7\u00f5es que precarizam a vida da popula\u00e7\u00e3o negra. Contudo, n\u00e3o quero dizer que o fim do capitalismo acaba com o racismo e todas as outras formas de opress\u00e3o automaticamente. \u00c9 necess\u00e1rio que a luta anticapitalista se vista de preto e se comprometa eticamente e politicamente com o antirracismo, que implica repensar valores, conhecimento, o papel da terra, do alimento e da cosmovis\u00e3o para a integralidade do ser. \u00c9 abandonar a ideia de um mundo compartimentado para abra\u00e7ar sua integralidade. Sou tudo que faz parte de mim.<\/p>\n<p>Para mim a luta anticapitalista precisa estar conectada com o quilombismo e o bem-viver. Assim de fato conseguiremos construir um mundo que caiba todo mundo, sem opress\u00f5es e outros tipos de viol\u00eancias. Sobre as \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es, o movimento negro e de moradores de favelas, na minha opini\u00e3o, fizeram o que deveria ser feito. A imprensa corporativa e os \u201cinfluenciadores\u201d est\u00e3o fazendo o papel deles. O nosso \u00e9 ocupar as ruas e resistir e lutar, seguros da nossa estrat\u00e9gia.<\/p>\n<div id=\"attachment_1168876\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1168876\" class=\"wp-image-1168876 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Vendedores-ambulantes-jean-baptiste-debret.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"615\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Vendedores-ambulantes-jean-baptiste-debret.jpg 1024w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Vendedores-ambulantes-jean-baptiste-debret-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Vendedores-ambulantes-jean-baptiste-debret-720x432.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Vendedores-ambulantes-jean-baptiste-debret-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-1168876\" class=\"wp-caption-text\">Vendedores ambulantes. Aquarela. Jean Baptiste Debret. 1827<\/p><\/div>\n<p><strong>\u2013 Ao que parece as ditas democracias liberais caminham para um incremento da vigil\u00e2ncia, controle e por uma viol\u00eancia maior nas zonas de excess\u00e3o que elas criam. Um endurecimento da criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza, onde pobres s\u00e3o contratados para vigiar e matar outros pobres, a fim de proteger a propriedade&#8230; e isto \u00e9 um grande mercado. Que caminhos poss\u00edveis para resistir a esta militariza\u00e7\u00e3o do cotidiano?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A ideologia dominante \u00e9 a ideologia da classe dominante, j\u00e1 diria Marx. Pobres s\u00e3o contratados para matar outros pobres sob ordem dos ricos. Digo isso, porque constantemente ou\u00e7o a afirma\u00e7\u00e3o \u201cmas o policial tamb\u00e9m \u00e9 preto\u201d, numa tentativa de desqualificar o debate racial. O policial \u00e9 preto, mas o comandante do batalh\u00e3o \u00e9 branco, o governador, o MP e assim por diante. Como j\u00e1 discutimos, a militariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um projeto racista de controle de corpos, favelas, periferias e outras \u00e1reas empobrecidas, transformando regi\u00f5es inteiras em pris\u00f5es a c\u00e9u aberto, onde o direito de ir e vir \u00e9 impedido e \u00e0 vida a todo momento \u00e9 amea\u00e7ada. Nessa conjuntura, seguran\u00e7a p\u00fablica se tornou um grande mercado porque serve tanto para elimina\u00e7\u00e3o dos corpos indesej\u00e1veis quanto para lucrar com isso.<\/p>\n<p>Para resistir a militariza\u00e7\u00e3o do cotidiano \u00e9 necess\u00e1rio se despir do medo produzido a partir do racismo; desassociar a ideia de seguran\u00e7a e policiamento ostensivo e vigil\u00e2ncia; ser cr\u00edtico a militariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e da educa\u00e7\u00e3o, que crescem no governo Bolsonaro, e do papel da pol\u00edcia na organiza\u00e7\u00e3o da vida. Exemplo, no final de semana passado uma live do Renan da Penha que aconteceria na Rocinha para arrecadar fundos para atingidos pelo coronav\u00edrus foi impedida de acontecer pela UPP porque n\u00e3o teve autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da pol\u00edcia. S\u00e3o raros no mundo os pa\u00edses que ainda t\u00eam um modelo de pol\u00edcia militarizado como o nosso, e j\u00e1 houve at\u00e9 recomenda\u00e7\u00e3o da ONU para a desmilitariza\u00e7\u00e3o e o Brasil recha\u00e7ou. Preferiu a l\u00f3gica militar, do advers\u00e1rio, do inimigo a ser abatido. Um modelo que rende ao pa\u00eds o status de ter a pol\u00edcia mais letal do mundo. Nada acontece por acaso (\u2026)<\/p>\n<p><strong>\u2013 Que articula\u00e7\u00f5es a Justi\u00e7a Global realiza com outras organiza\u00e7\u00f5es e coletivos no sentido de cobrar do Estado assegurar o direito \u00e0 vida?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Todas as a\u00e7\u00f5es da Justi\u00e7a Global visam garantir o direito \u00e0 vida, nem um outro direito pode ser efetivado se este n\u00e3o for garantido. A Justi\u00e7a Global atuou em quatro condena\u00e7\u00f5es do Estado brasileiro na Corte Interamericana por graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Recentemente, levou \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana o caso do rompimento da barragem do Fund\u00e3o, em Mariana. Participou da implementa\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Prote\u00e7\u00e3o aos Defensores de Direitos Humanos. Faz monitoramento de viola\u00e7\u00f5es em espa\u00e7os de priva\u00e7\u00e3o de liberdade no Esp\u00edrito Santo, Maranh\u00e3o e Pernambuco. Nesse momento, somos amicus curie na ADPF 635, que questiona a pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica adotada por Wilson Witzel no Rio de Janeiro. Uma liminar do ministro Fachin, no \u00e2mbito do julgamento da ADPF, proibiu opera\u00e7\u00f5es policiais durante a pandemia, essa medida, segundo pesquisas, diminuiu o n\u00famero de tiroteios no Estado e reduziu os \u00edndices de homic\u00eddios decorrentes de interven\u00e7\u00e3o policial.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Global atua junto a alguns povos ind\u00edgenas e comunidades quilombolas pelo direito \u00e0 terra e territ\u00f3rio, que \u00e9 fundamental para uma vida digna desses grupos. Realiza oficinas de prote\u00e7\u00e3o integral para defensoras e defensores de direitos humanos que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Tem tamb\u00e9m uma longa atua\u00e7\u00e3o no campo da seguran\u00e7a p\u00fablica, onde faz um trabalho de den\u00fancia e incid\u00eancia no sentido de impedir o avan\u00e7o do Estado penal e policial. Participamos ainda de uma s\u00e9rie de redes e articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u2013 No fim de maio a Justi\u00e7a Global enviou um informe \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) denunciando a escalada de ataques contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil, no contexto da crise sanit\u00e1ria provocada pelo novo coronav\u00edrus (Covid-19). A situa\u00e7\u00e3o se agravar\u00e1 ainda mais caso passe no Congresso o PL 2633\/20, que trata da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de im\u00f3veis da Uni\u00e3o, por possibilitar a usurpa\u00e7\u00e3o de terras tradicionalmente ocupadas, em bolsonar\u00eas claro &#8211; \u201cpassar a boiada\u201d como disse o desministro Salles.\u00a0 O que pode ser feito al\u00e9m da den\u00fancia, para frear a cat\u00e1strofe socio ambiental promovida por estes caras?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Desde 26 de fevereiro, quando foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no pa\u00eds, a 20 de maio, a Justi\u00e7a Global conseguiu registrar 06 assassinatos e 03 casos de amea\u00e7as de defensores de direitos humanos, a maioria deles decorrentes de conflitos no campo e na floresta, mais de 90% aconteceram nas regi\u00f5es norte e nordeste. No informe, sinalizamos a preocupa\u00e7\u00e3o com o aumento das invas\u00f5es de madeireiros e garimpeiros em territ\u00f3rios ind\u00edgenas, que al\u00e9m de todas as viol\u00eancias, nesse per\u00edodo de pandemia pode levar ao genoc\u00eddio de povos inteiros, contaminando com a Covid-19, se n\u00e3o forem adotadas medidas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A den\u00fancia \u00e0 CIDH insere-se em um contexto de ampla mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil contra o aumento das viol\u00eancias no contexto da pandemia de Covid-19 e a preocupa\u00e7\u00e3o com a crise que ela desencadeia. Os ataques aos ataques a defensoras e defensores de direitos humanos nesse momento demonstram um oportunismo dos poderes pol\u00edticos e econ\u00f4micos que se aproveitam do momento para violar direitos e cometer crimes. Uma falta escr\u00fapulos e humanidade. O PL da Grilagem possibilitar\u00e1 a usurpa\u00e7\u00e3o de terras, aumentar\u00e1 exponencialmente a viol\u00eancia no campo e fragiliza o cumprimento de lei ambiental. \u00c9 preciso escutar os povos das florestas e cerrado, apoiar as a\u00e7\u00f5es e mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Acho interessante tamb\u00e9m acompanhar o debate e propostas de alguns movimentos sociais que t\u00eam discutido redu\u00e7\u00e3o radical da atividade mineral e de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Se voc\u00ea tivesse passe livre para grafitar cada esquina, cada muro da cidade, contanto que fosse apenas uma frase- qual seria?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 <em>Pros moleque da quebrada um futuro mais ameno, essa \u00e9 a meta.<\/em> (Racionais MC&#8217;s)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas: viol\u00eancia institucional e \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica (em espa\u00e7os de priva\u00e7\u00f5es de liberdade); entre os defensores de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1825,"featured_media":1168906,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,116,159],"tags":[52115,2744,54595,5204,33999,6985,6369,59927],"class_list":["post-1168875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-direitos-humanos","category-entrevista-pt-pt","tag-bolsonaro-pt-pt-2","tag-brasil","tag-cidh-pt-pt","tag-direitos-humanos","tag-justica-global","tag-rio-dejaneiro","tag-violencia-policial-pt-pt","tag-witzel"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-07-29T22:05:35+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-07-29T22:10:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"576\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Carlos Contente\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@contentestudio\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Carlos Contente\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"19 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\"},\"author\":{\"name\":\"Carlos Contente\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/50a2b2b460478f3470944fbaca4d4836\"},\"headline\":\"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho\",\"datePublished\":\"2020-07-29T22:05:35+00:00\",\"dateModified\":\"2020-07-29T22:10:50+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\"},\"wordCount\":3894,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg\",\"keywords\":[\"Bolsonaro\",\"Brasil\",\"CIDH\",\"direitos humanos\",\"Justi\u00e7a Global\",\"Rio de Janeiro\",\"viol\u00eancia policial\",\"Witzel\"],\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Conte\u00fado Original\",\"Direitos Humanos\",\"Entrevista\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\",\"name\":\"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg\",\"datePublished\":\"2020-07-29T22:05:35+00:00\",\"dateModified\":\"2020-07-29T22:10:50+00:00\",\"description\":\"Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg\",\"width\":1024,\"height\":576},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/50a2b2b460478f3470944fbaca4d4836\",\"name\":\"Carlos Contente\",\"description\":\"Carlos Contente \u00e9 artista pl\u00e1stico, professor e ama caf\u00e9.\",\"sameAs\":[\"https:\/\/www.instagram.com\/contentestudio\/\",\"https:\/\/x.com\/contentestudio\"],\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/carlos-contente\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho","description":"Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho","og_description":"Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_published_time":"2020-07-29T22:05:35+00:00","article_modified_time":"2020-07-29T22:10:50+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":576,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Carlos Contente","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@contentestudio","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Carlos Contente","Tempo estimado de leitura":"19 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/"},"author":{"name":"Carlos Contente","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/50a2b2b460478f3470944fbaca4d4836"},"headline":"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho","datePublished":"2020-07-29T22:05:35+00:00","dateModified":"2020-07-29T22:10:50+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/"},"wordCount":3894,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg","keywords":["Bolsonaro","Brasil","CIDH","direitos humanos","Justi\u00e7a Global","Rio de Janeiro","viol\u00eancia policial","Witzel"],"articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Conte\u00fado Original","Direitos Humanos","Entrevista"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/","name":"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg","datePublished":"2020-07-29T22:05:35+00:00","dateModified":"2020-07-29T22:10:50+00:00","description":"Justi\u00e7a Global \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional, de direitos humanos que em 2019 completou vinte anos de exist\u00eancia. Atua em tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Glaucia-Marinho-Carlos-Contente-1.jpg","width":1024,"height":576},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/uma-conversa-com-aquele-pessoal-dos-direitos-humanos-glaucia-marinho\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Uma conversa com aquele pessoal dos direitos humanos: Glaucia Marinho"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/50a2b2b460478f3470944fbaca4d4836","name":"Carlos Contente","description":"Carlos Contente \u00e9 artista pl\u00e1stico, professor e ama caf\u00e9.","sameAs":["https:\/\/www.instagram.com\/contentestudio\/","https:\/\/x.com\/contentestudio"],"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/carlos-contente\/"}]}},"place":"Rio de Janeiro, Brasil","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1168875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1825"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1168875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1168875\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1168906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1168875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1168875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1168875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}