{"id":1167315,"date":"2020-07-27T02:16:37","date_gmt":"2020-07-27T01:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1167315"},"modified":"2020-07-27T02:21:35","modified_gmt":"2020-07-27T01:21:35","slug":"numeros-uma-construcao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/numeros-uma-construcao-social\/","title":{"rendered":"N\u00fameros: uma constru\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>Em tempos atuais, quem utiliza a internet convive com n\u00fameros em telas. No Brasil, o n\u00famero de mortes, em contexto de pandemia, \u00e9 assustador, lament\u00e1vel e um po\u00e7o de tristeza. De um dia para outro pode-se ter um Brasil com mais de 1000 pessoas mortas por dia. Segundo as informa\u00e7\u00f5es oficiais, vindas do Estado, e que s\u00e3o expostas em todos os tipos de computadores existentes, houve, do dia 25 para o dia 26 de julho de 2020, 1.204 mortes por covid-19. As mortes n\u00e3o s\u00e3o todas iguais e muito menos naturais. As narrativas que se apresentam em torno dos n\u00fameros, que n\u00e3o os explicam, tampouco os contextualizam hist\u00f3rica e socialmente, servem para enganar, fragilizar e nos empurrar para o mar da resist\u00eancia. E mesmo com as piores condi\u00e7\u00f5es para viver e sendo interrompidos todo o tempo pela morte, h\u00e1 setores e pessoas na sociedade que querem resistir. Mas s\u00e3o as mudan\u00e7as e as transforma\u00e7\u00f5es que clamam nas portas e nos corpos, n\u00e3o somente a resist\u00eancia. Mudar \u00e9 um desafio, transformar para o melhor poss\u00edvel do viver \u00e9 um objetivo e, ainda assim, para qu\u00ea, para quem e como, com os p\u00e9s e mentes nos caminhos atuais, podemos seguir em vida?<\/p>\n<p>Predominantemente as narrativas encontram-se no universo de como expor, de como falar, de como se apresentar. Elas n\u00e3o pretendem se desenhar no universo do verdadeiro. Ainda que precisem da linguagem para que sejam ditas e entendidas, tamb\u00e9m precisam da linguagem para o que pretendem esconder, servindo intencionalmente para confundir. Significa dizer que o baile fantasmag\u00f3rico das narrativas dominantes consiste em indument\u00e1ria, travestida de verdadeira, para mistificar o verdadeiro, convertendo-se, a si mesmas, em mera ret\u00f3rica. Segue o baile dos desmascarados, posto que a m\u00e1scara, hoje, s\u00edmbolo do verdadeiro que se quer ocultar, s\u00edmbolo do conhecimento que nos protege socialmente contra o v\u00edrus, amea\u00e7a a necropol\u00edtica em curso.<\/p>\n<p>Por outro lado, os n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o dados. S\u00e3o, eles mesmos, constru\u00e7\u00f5es sociais dos sujeitos que operam o jogo de dados. Os n\u00fameros s\u00f3 falam pelas vozes de sujeitos determinados socialmente, com um lugar espec\u00edfico de fala hist\u00f3rica e concreta. Ou seja, os n\u00fameros tamb\u00e9m s\u00e3o constru\u00eddos, organizados, apontados, refletidos e explicados social e historicamente, eles n\u00e3o refletem o real tal qual ele se constitui. Os n\u00fameros s\u00e3o lidos por sistemas conceituais que os tornam muito mais do que meros n\u00fameros. Sem os sistemas conceituais ou os ideol\u00f3gicos, os n\u00fameros sequer existem como n\u00fameros. Por isso eles n\u00e3o falam por si mesmos, eles expressam leituras a respeito da realidade que se pretende interpretar e todas as leituras s\u00e3o mediadas pelas lentes dos sujeitos portadores de um lugar conceitual, pol\u00edtico e hist\u00f3rico de fala. Muito cuidado com os n\u00fameros. Para compreend\u00ea-los \u00e9 preciso descortinar os inv\u00f3lucros m\u00edsticos das narrativas que escondem as lentes, os sujeitos, as inten\u00e7\u00f5es e, fundamentalmente, a pr\u00f3pria realidade por elas ocultada.<\/p>\n<p>Estamos ainda na fase necrosada da pandemia. Para al\u00e9m da epidemia que toma as aten\u00e7\u00f5es de narrativas, do tempo, da pol\u00edtica e das a\u00e7\u00f5es humanas, trata-se de um movimento que penetra em escala mundial. E a\u00ed, os n\u00fameros gritam muito, sem serem ouvidos. Afinal por que o imp\u00e9rio que declina, juntamente com a sua neocol\u00f4nia \u2013 que deixou de ser ascendente \u2013, juntam valores que, no m\u00ednimo, causam medo e empurram vidas para a morte? Os Estados Unidos e o Brasil, juntos, que somam em torno de 7% da popula\u00e7\u00e3o mundial, apresentam cerca de 37% dos \u00f3bitos causados pelo v\u00edrus. Quem est\u00e1 a nos matar? O v\u00edrus ou a pol\u00edtica imposta? E por qu\u00ea? O cen\u00e1rio mundial nos d\u00e1 pistas significativas: uma onda gigante imperial de novos polos que emergem como amea\u00e7as ao decadente imp\u00e9rio estadunidense que, numa estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia e guerra, invade os territ\u00f3rios latino-americanos, numa guerra h\u00edbrida, desumana e violenta, em acordo com setores dominantes no Brasil que n\u00e3o se curvariam diante de um novo v\u00edrus em detrimento de dar continuidade ao projeto pol\u00edtico e fundamentalmente econ\u00f4mico em curso. S\u00e3o personifica\u00e7\u00f5es dos interesses e dos projetos em curso, na contram\u00e3o dos interesses humanos, de justi\u00e7a social e de defesa da vida, que nenhuma \u201cgripezinha\u201d ousaria amea\u00e7ar.<\/p>\n<p>Como a fase atual do tempo n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o ser\u00e1 breve, no m\u00ednimo se faz necess\u00e1rio pensar e agir, mesmo e principalmente por meio digital, para que a vida possa prevalecer principalmente onde padece. As contradi\u00e7\u00f5es apontadas nos n\u00fameros s\u00e3o devastadoras ao c\u00e9rebro. Afinal, vale se perguntar o porqu\u00ea um pa\u00eds como Cuba, que possui 0,15% da popula\u00e7\u00e3o mundial, tem impacto que tende a 0% da doen\u00e7a na ilha e no mundo. No Brasil, por exemplo, qualquer unidade federativa j\u00e1 ultrapassou os 87 casos que aparecem nos n\u00fameros que apresentam contas de \u00f3bitos. A popula\u00e7\u00e3o do estado do Rio de Janeiro, segundo os n\u00fameros, j\u00e1 chega aos praticamente 16 milh\u00f5es e meio, a despeito das subnotifica\u00e7\u00f5es e das falsifica\u00e7\u00f5es em curso. Isso, um n\u00famero maior do que o da popula\u00e7\u00e3o cubana, que re\u00fane hoje um pouco mais de 11 milh\u00f5es! Infelizmente, para quem acredita e aposta na vida, esta unidade federativa brasileira re\u00fane, enquanto essas letras est\u00e3o sendo desenhadas, 12.535 \u00f3bitos.<\/p>\n<p>O impacto da morte com o mesmo v\u00edrus que atinge Cuba, Nig\u00e9ria, Argentina, Finl\u00e2ndia, que juntos n\u00e3o chegam a 1% dos casos de \u00f3bitos no mundo, no pa\u00eds chamado Brasil ultrapassa os 13%. Isso n\u00e3o pode ser \u201cnaturalmente\u201d credenciado na conta do v\u00edrus. Da mesma forma, os mais de 23% de \u00f3bitos dos EUA n\u00e3o podem ser credenciados na conta do v\u00edrus. N\u00e3o s\u00e3o mortes por doen\u00e7a causada por v\u00edrus. S\u00e3o mortes causadas por uma decis\u00e3o pol\u00edtica. S\u00e3o mortes causadas para fins econ\u00f4micos que est\u00e3o acima dos interesses da vida. E para quem a curiosidade salta aos sentidos, os quatro pa\u00edses juntos, que n\u00e3o agrupam 1% dos \u00f3bitos, somam um total de mais de 257 milh\u00f5es de pessoas. Ou seja, ultrapassam a popula\u00e7\u00e3o existente no Brasil! Vale, sim, lembrar o que representam esses n\u00fameros entre a vida e a morte, diante da necropol\u00edtica que avan\u00e7a no mundo de forma desigual.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 verdade, o peso do impacto da ideologia populista no Brasil n\u00e3o facilita em nada a supera\u00e7\u00e3o dos limites impostos aos sujeitos. F\u00eameas e machos humanos, que vendem a sua for\u00e7a de trabalho para sobreviver, vivem os impactos, do inconsciente ao consciente, dessa ideologia limitadora e dos aparelhos e a\u00e7\u00f5es do Estado que s\u00e3o desastrosas para a vida. Sujeitos de nossas vidas e da hist\u00f3ria, somos as pessoas que precisam superar a onda que toma o mundo, com limita\u00e7\u00e3o da vida. N\u00e3o podemos resistir infinitamente como se toda mudan\u00e7a e transforma\u00e7\u00e3o trouxesse, necessariamente, carga negativa. N\u00e3o \u00e9 por resist\u00eancia que a vida clama \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos sujeitos. \u00c9 por mudan\u00e7a e transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9 pela constru\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as que superem, em diferentes escalas, todos os tipos de opress\u00e3o, de explora\u00e7\u00e3o e de amplia\u00e7\u00e3o do cronos da morte. A vida clama por radicaliza\u00e7\u00e3o e por aprofundamento da espiral de democratiza\u00e7\u00e3o e de supera\u00e7\u00e3o dos limites organizados pelos seres desumanos que cultivam e cultuam o capitalismo.<\/p>\n<p>Faz-se necess\u00e1rio, portanto, que os m\u00faltiplos sujeitos que vendem a sua for\u00e7a de trabalho, que produzem toda a riqueza no mundo e que fazem circular a produ\u00e7\u00e3o para os poucos senhores que dela se apropriam, se firmem, tamb\u00e9m, como sujeitos que garantam a vida acima de tudo, principalmente acima do encriptado lucro. N\u00e3o somos coisas, j\u00e1 dizia o poeta, e como tal nos indignamos e fazemos da indigna\u00e7\u00e3o pot\u00eancia criativa para um outro mundo. Outro mundo vir\u00e1 com transforma\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as e supera\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o com a mera resist\u00eancia e o seu cheiro de intermin\u00e1vel que por vezes parece tomar, com sua latente in\u00e9rcia, as pessoas que podem se tornar os sujeitos da transforma\u00e7\u00e3o. Para essa roda girar, \u00e9 necess\u00e1rio e urgente a organiza\u00e7\u00e3o, com forma\u00e7\u00e3o, estudo coletivo, a\u00e7\u00e3o, solidariedade e constru\u00e7\u00e3o coletiva para semear a nova terra e ver, enfim, o nosso Sol brilhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos atuais, quem utiliza a internet convive com n\u00fameros em telas. No Brasil, o n\u00famero de mortes, em contexto de pandemia, \u00e9 assustador, lament\u00e1vel e um po\u00e7o de tristeza. 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Fez parte da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o e atua com forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica desde os 18 anos, em partidos de esquerda, movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. Cursou Ci\u00eancias Econ\u00f4micas na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Ci\u00eancias Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi da dire\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio de Favelas, coordenador da ESPOCC \u2013 Escola Popular de Comunica\u00e7\u00e3o Cr\u00edtica \u2013 e colaborador do IMJA-Instituto Maria e Jo\u00e3o Aleixo - desde a sua funda\u00e7\u00e3o. Nos dias atuais \u00e9 colaborador e organizador do IPAD e identifica-se como intelectual org\u00e2nico da periferia. 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