{"id":1162421,"date":"2020-07-19T00:26:52","date_gmt":"2020-07-18T23:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1162421"},"modified":"2020-07-31T21:37:54","modified_gmt":"2020-07-31T20:37:54","slug":"so-o-que-for-possivel-cap-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/so-o-que-for-possivel-cap-iii\/","title":{"rendered":"S\u00f3 o que for poss\u00edvel. Cap III"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">LIVRO<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Capitulo III. O batismo nas \u00e1guas<\/h4>\n<p>Hoje eu acordei cansado. J\u00e1 s\u00e3o dois meses em quarentena e o corpo j\u00e1 est\u00e1 se sentindo fraco. A rotina est\u00e1 tomando conta de mim e, por mais livros, filmes, que eu assista, j\u00e1 h\u00e1 uma rejei\u00e7\u00e3o mental para novos conte\u00fados. Os sonhos est\u00e3o confusos e os m\u00fasculos\u00a0 se atrofiando a cada dia. N\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7os para a coragem, o medo nasce junto com cada manh\u00e3.<\/p>\n<p>O sol na janela, o vento, as liga\u00e7\u00f5es, v\u00eddeo-confer\u00eancias, a fuga na poesia, nas m\u00fasicas, tudo parece sem sentido, at\u00e9 mesmo, as gaivotas, que me causam inveja bem no alto do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Fico imaginando a praia vazia e o mar completamente virgem me convidando para ser deflorado. As ang\u00fastias v\u00e3o se tornando maiores e os tormentos avassaladores, assustam, a mente sem defesas.<\/p>\n<p>Tento escrever, mas as palavras fogem, sem sentido pelos dedos. Aproveito a mudan\u00e7a no clima e o vento frio que entra pela janela e me arrisco na cozinha e preparo um bolo de ma\u00e7a com canela para comer com caf\u00e9. At\u00e9 os sabores j\u00e1 come\u00e7am a ficar sem gra\u00e7a e repetitivos.<\/p>\n<p>Come\u00e7o a ouvir vozes dos zeladores retirando o lixo do pr\u00e9dio. O barulho dos vasilhames sendo jogados de um lado para o outro, me impede\u00a0 de entender sobre o que falam, mas, de qualquer forma \u00e9 um sopro de vida no sil\u00eancio tortuoso desse quarto.<\/p>\n<p>A escrivaninha permanece arrumada, seguindo uma l\u00f3gica de desarruma\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 os poetas e os loucos compreendem. O bloco de notas com a apura\u00e7\u00e3o iniciada de uma mat\u00e9ria cultural para um site,\u00a0 que eu ainda n\u00e3o consegui concluir, as poesias inacabadas, cheias de frases soltas, livros de diversos temas para pesquisas, documentos, contas a pagar, o ma\u00e7o de cigarros, que eu tento apagar de vez e v\u00e1rias m\u00e1scaras de tecido em sacos pl\u00e1sticos para usar, quando eu tiver coragem de descer pela primeira vez e ganhar as ruas, depois de sessenta dias de confinamento.\u00a0 Sobre ela tamb\u00e9m, v\u00e1rios pequenos frascos de \u00e1lcool em gel, produto de primeira necessidade nesses dias de pandemia.<\/p>\n<p>A cada dia, o n\u00famero de mortos aumenta, e, a perspectiva de uma vacina ainda est\u00e1 distante, o que diminui a possibilidade, de se ter um ref\u00fagio sequer na esperan\u00e7a de se encontrar o ant\u00eddoto, que nos livre desta peste, que veio certeira, desafiando e destruindo o modelo de mundo que a humanidade acreditava ser o mais seguro.<\/p>\n<p>Numa pandemia, ao contr\u00e1rio de uma guerra, a mente humana \u00e9 dominada pelo medo dos sil\u00eancios e n\u00e3o das rajadas de metralhadoras e bombas. At\u00e9 mesmo, a amea\u00e7a nuclear se torna pequena diante do v\u00edrus que mata, roubando o oxig\u00eanio de nossos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o tantas quest\u00f5es e todas parecem estar sendo vencidas pelo medo de que tudo vai acabar e os nossos restos ser\u00e3o encontrados, em outros tempos, por outros povos ou alguma larva que desenvolva intelig\u00eancia suficiente para estudar e tentar entender como a humanidade foi extinta. Talvez um elo perdido. O ciclo se repete sempre, desde o grande dil\u00favio, a era do gelo, dinossauros e outras tantas, nesses milh\u00f5es de anos do planeta terra. Por isso, tudo \u00e9 incerteza, at\u00e9, e principalmente, as grandes certezas que nos trouxeram at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Enquanto escrevo, milhares de pessoas morrem e outras milhares nascem em todo mundo. Morrem pelos v\u00edrus, guerras, trai\u00e7\u00f5es, suic\u00eddios, acidentes. E eu, sigo pensando, na pr\u00f3xima palavra que vou escrever, e tem\u00a0 gente morrendo de tristeza, de solid\u00e3o. E isso tudo, num mundo superpovoado e interligado tecnologicamente, onde as informa\u00e7\u00f5es voam na velocidade da luz. A humanidade \u00e9 a verdadeira contradi\u00e7\u00e3o. Constru\u00edmos uma teia de grandes dimens\u00f5es para nos prender, pois est\u00e1 a nos roubar o verdadeiro sentido da liberdade de se auto conhecer.\u00a0 <em>\u2013 Quantos homens sabem observar? E entre os poucos que sabem \u2013 quantos observam a si mesmo? Cada um \u00e9 para si mesmo o mais distante&#8230;<\/em> Assim, Zaratustra, conversou com o mundo e influenciou pessoas, mas as novas ondas de informa\u00e7\u00e3o foram chegando e Nietzsche tamb\u00e9m virou mais um no caos que nos governa.<\/p>\n<p>Pensando em Zaratustra foi arremessado pela lembran\u00e7a a um tempo distante de minha mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>A trupe caminhava pela trilha no meio da mata para alcan\u00e7ar a cachoeira. Na bagagem, muitas frutas, bebidas, doces, defumadores e velas. Quanto mais avan\u00e7\u00e1vamos\u00a0 mata a dentro, mais forte ficava o som das \u00e1guas. O roncar da cachoeira batendo nas pedras j\u00e1 provocava uma sensa\u00e7\u00e3o de conforto e liberdade.\u00a0 Transpusemos\u00a0 uma pequena barreira criada por um tronco de \u00e1rvore ca\u00eddo e que havia provocado uma eros\u00e3o no solo. Os homens ajudaram as mulheres a transpor o obst\u00e1culo, principalmente, as mais velhas que carregavam as indument\u00e1rias para o ritual que iria acontecer na cachoeira \u2013 o meu batismo para o orix\u00e1 Oxum.<\/p>\n<p>Minha f\u00e9 estava tomando rumos nunca pensados. Depois de passar pelos ritos no terreiro,\u00a0 preparando o aparelho para os trabalhos na Umbanda, agora, depois de muitos adiamentos da minha parte, por n\u00e3o ter certeza se esse era caminho que eu devia seguir, chegava a hora de estabelecer o firmamento da minha coroa, com as oferendas a Ox\u00f3sse, senhor das matas e a Oxum, a rainha das \u00e1guas doces. Do ritual que iria seguir, outros orix\u00e1s tamb\u00e9m receberiam oferendas para completar a coroa, mas nem a mim foi revelado quais, apenas a m\u00e3e e o padrinho desse batismo, eram preparados para guardar esse segredo.<\/p>\n<p>Finalmente, depois de quarenta minutos de caminhada mata a dentro, alcan\u00e7amos a cachoeira. Vislumbramos um pequeno lago de \u00e1gua acobreada que era abastecido por uma queda d\u201dagua de pelo menos seis metros. A vis\u00e3o era linda, as enormes pedras pareciam ter sido colocadas estrategicamente uma sobre as outras, num encaixe cheio de equil\u00edbrio matem\u00e1tico. O cen\u00e1rio ainda ficava mais deslumbrante quando os olhos ampliavam o foco e ganhavam a dimens\u00e3o da clareira, cercada de grandes \u00e1rvores, mas que n\u00e3o impediam o sol de penetrar e iluminar as \u00e1guas, provocando pequenos arco-iris em v\u00e1rios pontos da cachoeira.<\/p>\n<p>Todos j\u00e1 haviam rompido a barreira da trilha e contemplavam a exuber\u00e2ncia do lugar. O pequeno grupo de crian\u00e7as j\u00e1 havia se atirado nas \u00e1guas do lago e tentavam pegar os peixes que se moviam por todos os pontos. Os mais velhos sentaram nas pedras \u00e0 beira e os demais foram se ajeitando e colocando a bagagem na margem oposta do lago, onde havia um plat\u00f4 gramado e algumas pedras. A m\u00e3e, se afastou do grupo e se embrenhou numa capoeira pr\u00f3xima. Acendeu algumas velas de v\u00e1rias cores\u00a0 e entrou em ora\u00e7\u00e3o, pedindo licen\u00e7a para iniciar o ritual de batismo. Depois de alguns minutos, voltou ao grupo e organizou todas oferendas e deu a cada um membro do terreiro uma fun\u00e7\u00e3o distinta. Meus pais, que estavam presentes, ficaram tranquilos, assistindo a tudo, e as crian\u00e7as continuavam a brincar e a perseguir os peixes.<\/p>\n<p>Tudo corria harmoniosamente tranquilo. Os m\u00e9diuns sa\u00edram para desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es, enquanto o Ogam come\u00e7ava\u00a0 a batucar e a cantar os pontos para a abertura da gira. E foi depois da segunda cantiga, qu\u00ea, de um dos pontos da mata, um grupo chegou correndo e desesperado levantando os bra\u00e7os em todas as dire\u00e7\u00f5es e se atirou na \u00e1gua gritando. Eles haviam violado uma caixa de maribondos e foram atacados pelos raivosos ferr\u00f5es. Os que estavam em seguran\u00e7a n\u00e3o conseguiram conter a gargalhada. Em alguns instantes , tudo havia se acalmado. Os maribondos voltaram para a mata e depois de algumas brincadeiras foi dado\u00a0\u00a0 prosseguimento ao\u00a0 rito.<\/p>\n<p>Os c\u00e2nticos saudando todo o pante\u00e3o abriram os trabalhos. A essa altura, eu estava com medo e completamente fascinado com tudo o que os meus olhos, ouvidos e os outros sentidos registravam.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1162564 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/SoOQueForPossivel-3-Fernanda-No\u0301brega-1.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"772\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/SoOQueForPossivel-3-Fernanda-No\u0301brega-1.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/SoOQueForPossivel-3-Fernanda-No\u0301brega-1-280x300.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p>Cada batida no atabaque me levava para uma dimens\u00e3o diferente dentro de mim. A pele seguiu arrepiada como numa febre sem dor. Tudo em mim reagia \u00e0 batida do tambor, aos c\u00e2nticos e \u00e0quela cachoeira, que havia se transformado num grande e bel\u00edssimo altar para a minha inicia\u00e7\u00e3o no mundo da paz, do amor e da caridade.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Ok\u00ea ar\u00f4, meu pai Ox\u00f3sse<br \/>\nsenhor das matas do Brasil<br \/>\nOk\u00ea caboclo Sete Flechas<br \/>\nProtege o povo da floresta<br \/>\nquem canta ah\u00f4<br \/>\nquem planta e cuida<br \/>\nda natureza e do meu ch\u00e3o<br \/>\nOke ar\u00f4, seu Pena Branca<br \/>\nSeu Sol e Lua<br \/>\ne as Juremas<br \/>\nTibiri\u00e7\u00e1 e M\u00e3e Jussara<br \/>\nSeu pante\u00e3o \u00e9 t\u00e3o gigante<br \/>\ncomo a coroa que me cobre<br \/>\nquando caminho em sua mata<br \/>\ndeixo pegadas em Aruanda<\/p>\n<p>Os portais definitivamente se abriram e meu corpo come\u00e7ou a canalizar energias que eu desconhecia por completo. Muitas vezes, a rota\u00e7\u00e3o com que tudo acontecia me deixava completamente sem consci\u00eancia do que, de fato, estava acontecendo comigo e naquele lugar, carregado de energias vivas, ao qual eu estava inteiramente integrado.<\/p>\n<p>Perdi completamente a no\u00e7\u00e3o do que acontecia em minha volta. Os gritos das crian\u00e7as brincando e tentando capturar os peixes ficavam cada vez mais distantes, em compensa\u00e7\u00e3o, minha vis\u00e3o amplificou para outra dimens\u00e3o. Tudo ganhava a perspectiva da alma \u2013 \u00e1rvores, bichos, pedras, \u00e1gua-, tudo estava vivo, de uma forma em mim.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, desde que cheguei , fui mantido embaixo de uma \u00e1rvore com a cabe\u00e7a coberta por um tecido branco. Antes de cobri-la, recebi a aplica\u00e7\u00e3o de\u00a0 um banho feito com v\u00e1rias ervas, todas maceradas com a \u00e1gua da cachoeira. Fui levado para dentro do lago por duas mulheres. Cada uma segurando uma das minhas m\u00e3os at\u00e9 me deixarem bem pr\u00f3ximo \u00e0 queda d&#8217;\u00e1gua e em frente \u00e0 m\u00e3e preta, chefe do terreiro Cabocla Jurema, que passou a conduzir a cerimonia.\u00a0 Fitei bem em seus olhos e percebi que ela n\u00e3o estava sozinha. O transe era indiscut\u00edvel. Ela tocou em minha cabe\u00e7a com a m\u00e3o direita e com a esquerda tocou meu peito na altura do cora\u00e7\u00e3o, e foi submergindo meu corpo, pouco a pouco, enquanto cantava e chorava.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">oru mi m\u00e1<br \/>\noro mi mai\u00f3<br \/>\noro mi mai\u00f3<br \/>\nyabad\u00f4 oyeyeo<\/p>\n<p>Com um gesto firme, mas carinhoso, afundou minha cabe\u00e7a dentro da \u00e1gua e a segurou por alguns instantes. Naquele momento vislumbrei na profundidade daquela cachoeira uma luz muito intensa e senti que meu corpo, por breve espasmo de tempo, mudou seu estado de s\u00f3lido para l\u00edquido \u2013 eu, literalmente, virei \u00e1gua. Ao\u00a0 emergir, minhas narinas e boca se abriram para respirar e abocanhar todo o oxig\u00eanio dispon\u00edvel para mim no universo. Fui me recompondo aos poucos, enquanto ia recebendo abra\u00e7os de todos que estavam dentro da \u00e1gua durante a cerimonia. Mais uma vez, fui conduzido para fora da cachoeira, e desta vez, pelo Ogam do terreiro. Me levaram para um pequeno gong\u00e1 que havia sido montado, pr\u00f3ximo a uma das pedras, no plat\u00f4 que ficava \u00e0 margem, bem pr\u00f3ximo da queda d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p>A pedra foi coberta com um tecido amarelo palha, bem fino, que mais parecia um v\u00e9u e na parte de cima, uma imagem de Oxal\u00e1, um copo de \u00e1gua e uma rosa branca e na parte baixa, uma imagem de Oxum e outra de Ox\u00f3sse, em meio a muitas folhas e p\u00e9talas de rosas brancas e amarelas. Me posicionei frente ao cong\u00e1 e me preparei para bater minha cabe\u00e7a. Agora j\u00e1 como um iniciado no culto aos Orix\u00e1s. Firmei meu ponto, agradeci aos meus Orix\u00e1s de cabe\u00e7a, a falange que me guardava \u00e0 direita e \u00e0 esquerda e todo pante\u00e3o da mata e das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Ao me sentir seguro, levantei e comecei a sentir umas fisgadas estranhas em meu corpo. Logo pensei que algo estranho estava para acontecer. O atabaque voltou a tocar e novos c\u00e2nticos embalavam aquele momento de consagra\u00e7\u00e3o da minha f\u00e9. Vieram com uma vela acesa e passaram por todo meu corpo, a come\u00e7ar por minha cabe\u00e7a e finalizando em meus p\u00e9s. E\u00a0 foi a\u00ed, que a porteira se abriu e fui tomado por v\u00e1rias vis\u00f5es e, na maioria delas, estavam presentes as energias verdes, amarelas, misturadas numa esp\u00e9cie de caleidosc\u00f3pio, onde as formas subiam e desciam em grande velocidade, como se fizessem uma conex\u00e3o da minha cabe\u00e7a com o Orum. Tremi, suei e senti intensificarem as fisgadas em meu corpo, principalmente, na altura das minhas coxas, pr\u00f3ximas ao meu sexo. Aquilo come\u00e7ou a me incomodar, pois j\u00e1 estava doendo. Enfiei as duas m\u00e3os nos bolsos da minha cal\u00e7a e quando as tirei estavam cheias de pequenos peixes. Quando fui jog\u00e1-los na \u00e1gua, o bando de crian\u00e7as que seguiam o ritual me cercou e n\u00e3o tive como n\u00e3o entregar para eles. Mais que depressa arrumaram pequenos vasilhames e os enxeram de \u00e1gua, depositando ali todos os peixes. Eles estavam decididos a lev\u00e1-los para a casa e montar um aqu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao entregar os peixes para as crian\u00e7as, me virei de volta para o cong\u00e1 e foi quando minha vista escureceu e eu desmaiei.<\/p>\n<p>S\u00f3 acordei instantes mais tarde e n\u00e3o vi mais ningu\u00e9m. N\u00e3o estava mais na parte debaixo da cachoeira, mas em cima das pedras, que protegiam a queda d\u00b4\u00e1gua.<\/p>\n<p>Das duas pedras que formavam a base da cachoeira surgiram enormes labaredas e o vento que vinha da mata faziam com que elas dan\u00e7assem em minha frente. Com o corpo molhado e os p\u00e9s no ch\u00e3o, me ajoelhei diante do fogo e pedi prote\u00e7\u00e3o a Xang\u00f4. Senti um sopro quente invadindo todo o meu ser, enchendo de calor a minha alma e me tornando um manancial daquela energia.<\/p>\n<p>Olhando para o plat\u00f4, vi que aquelas pessoas vestidas de branco, cercavam o meu corpo deitado em frente ao cong\u00e1. Com os p\u00e9s descal\u00e7os, entrei na mata e fui ver as flores, folhas e bichos com os olhos da minha alma, comungando com todos os deuses da natureza. E assim, acordar para a verdadeira vida.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Sarav\u00e1!!!!<br \/>\nOs guerreiros de Oxum s\u00e3o d\u00f3ceis<br \/>\nTodo filho de Oxum eleve<br \/>\nos guerreiros de Oxum, Orai yeye<br \/>\ntodo filho de Oxum sa\u00fada voc\u00ea.<\/p>\n<p>Da janela do quarto contemplo a lua e os pensamentos voam.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>*\u00a0 A hist\u00f3ria, dividida em cap\u00edtulos, n\u00e3o segue uma linearidade de tempo que se constr\u00f3i seguindo a l\u00f3gica de um rel\u00f3gio, mas se insere acerca de um per\u00edodo imensur\u00e1vel de uma quarentena, durante uma pandemia mundial. As cr\u00f4nicas s\u00e3o narradas na primeira pessoa, mas usam personagens e lembran\u00e7as do narrador para criar um ambiente de comunica\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios mundos em diversos tempos.<\/h6>\n<h6>S\u00f3 o que for poss\u00edvel conta com as ilustra\u00e7\u00f5es da artista pl\u00e1stica, Fernanda N\u00f3brega, numa t\u00e9cnica mista de carv\u00e3o e nanquim.<\/h6>\n<h6>O conjunto de 12 cap\u00edtulos ser\u00e1 disponibilizado aos leitores de Pressenza ao longo de alguns meses. A cada 15 dias ser\u00e1 publicado um cap\u00edtulo com uma ilustra\u00e7\u00e3o. Acesse <a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/tag\/so-o-que-for-possivel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nesse link<\/a> os cap\u00edtulos j\u00e1 publicados.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO &nbsp; &nbsp; Capitulo III. O batismo nas \u00e1guas Hoje eu acordei cansado. J\u00e1 s\u00e3o dois meses em quarentena e o corpo j\u00e1 est\u00e1 se sentindo fraco. 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