{"id":1162096,"date":"2020-07-19T00:17:49","date_gmt":"2020-07-18T23:17:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1162096"},"modified":"2020-07-19T00:17:49","modified_gmt":"2020-07-18T23:17:49","slug":"aronofsky-e-a-ousadia-no-cinema-mainstream","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/aronofsky-e-a-ousadia-no-cinema-mainstream\/","title":{"rendered":"Aronofsky e a \u201cousadia\u201d no cinema mainstream"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro filme de Darren Aronofsky que eu assisti foi <em>R\u00e9quiem para um Sonho<\/em>. E me pegou em cheio. O filme \u00e9 uma aula de linguagem cinematogr\u00e1fica, com enquadramentos, movimentos de c\u00e2mera, cor, efeitos, sons, tudo em perfeita sintonia com a proposta do filme. Apesar da profus\u00e3o de recursos utilizados, nada soa gratuito ou excessivo. Some-se ainda um roteiro bem amarrado e a excepcional trilha musical e tem-se um filme de rara for\u00e7a.<\/p>\n<p>Em seguida assisti a <em>PI<\/em>, seu primeiro longa-metragem, tamb\u00e9m um filme interessante, com uma ousadia de juventude que trazia v\u00e1rias boas id\u00e9ias que seriam mais bem desenvolvidas em <em>R\u00e9quiem para um Sonho<\/em>. Minha impress\u00e3o foi a melhor poss\u00edvel. Sem d\u00favida Aronofsky despontava como um cineasta talentoso, o que fez crescer minha expectativa por seus pr\u00f3ximos filmes.<\/p>\n<p>Bom, a\u00ed \u00e9 que os problemas come\u00e7aram. <em>Fonte da Vida, O Lutador, Cisne Negro<\/em> e <em>No\u00e9<\/em> foram decepcionantes. Seus filmes foram perdendo gradualmente a ousadia inicial e se tornando \u201cquadrados\u201d, previs\u00edveis e cansativos, cada vez mais ganhando cara de <em>blockbusters<\/em> hollywoodianos. Todos esses t\u00edtulos citados s\u00e3o bem filmados, sem d\u00favida, mas isso j\u00e1 n\u00e3o basta. Hoje em dia \u00e9 grande a quantidade de cineastas que dominam com precis\u00e3o as t\u00e9cnicas cinematogr\u00e1ficas e isso, por si s\u00f3, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais um diferencial, \u00e9 preciso algo mais.<\/p>\n<p>Uma vez li uma entrevista do Aronofsky na qual ele dizia que seu sonho era se tornar um dos grandes de Hollywood. Com certeza ele estava a caminho de atingir esse objetivo e eu, da minha parte, usava essa declara\u00e7\u00e3o como uma \u201cdesculpa\u201d para as decep\u00e7\u00f5es que seus filmes posteriores a <em>R\u00e9quiem para um Sonho<\/em> haviam me causado. Ele, pensava eu, estava pavimentando o seu sonho de se tornar uma refer\u00eancia para a ind\u00fastria hollywoodiana (com tudo de bom e ruim que isso implica) e assim que ele tivesse a oportunidade de investir num trabalho, digamos, mais \u201cautoral\u201d, seu talento se manifestaria novamente. E me pareceu que <em>m\u00e3e!<\/em> (assim mesmo, em letra min\u00fascula e com ponto de exclama\u00e7\u00e3o), lan\u00e7ado em 2017, era essa t\u00e3o esperada oportunidade.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o filme foi mais uma grande decep\u00e7\u00e3o, a come\u00e7ar pelo \u201cenigma\u201d do t\u00edtulo que, segundo o pr\u00f3prio Aronofsky, \u00e9 \u201crevelado\u201d nos cr\u00e9ditos finais, o que, convenhamos, \u00e9 um subterf\u00fagio dos mais pueris. Em termos de linguagem, nada digno de nota, apesar desse ser um dos pontos fortes de Aronofsky, saber usar inventivamente os recursos cinematogr\u00e1ficos para expressar uma id\u00e9ia. Em <em>m\u00e3e!<\/em> temos apenas a utiliza\u00e7\u00e3o de alguns recursos j\u00e1 usados anteriormente por ele mesmo ou por outros cineastas, da forma mais previs\u00edvel. Vou me ater apenas a dois aspectos: o uso constante de contraluz, tornando o filme, na maior parte das vezes, escuro, o que acrescentou muito pouco (al\u00e9m do \u00f3bvio) ao clima da casa, \u00fanico cen\u00e1rio do filme. Roman Polanski &#8211; claramente uma das principais refer\u00eancias aqui &#8211; trabalhou de maneira muito mais incitante a rela\u00e7\u00e3o das sombras com o ambiente e a psique dos personagens na sua \u201ctrilogia do apartamento\u201d (<em>Repulsa ao Sexo, O Beb\u00ea de Rosemary<\/em> e <em>O Inquilino<\/em>).<\/p>\n<p>Outro recurso utilizado foi o da c\u00e2mera sempre \u201cviva\u201d e muito pr\u00f3xima de Jennifer Lawrence (em alguns momentos em<em> big close<\/em>), ou ent\u00e3o, posicionada a partir do ponto de vista de sua personagem. Recurso esse j\u00e1 utilizado recentemente por Laszlo Nem\u00e8s em <em>Filho de Saul<\/em>, com resultado bem mais interessante e adequado \u00e0 proposta do filme, no caso, a ang\u00fastia claustrof\u00f3bica vivida pelo personagem principal (intensificada, ainda, pela utiliza\u00e7\u00e3o de uma dimens\u00e3o de tela 4:3).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao roteiro, \u00e9 dif\u00edcil crer que algumas pessoas sa\u00edram do cinema reclamando que \u201cn\u00e3o haviam entendido nada\u201d. O roteiro, uma interpreta\u00e7\u00e3o do texto b\u00edblico, do G\u00eanesis ao Apocalipse, n\u00e3o poderia ser mais \u00f3bvio e literal. A personagem de Jennifer Lawrence, principal testemunha de toda a a\u00e7\u00e3o, \u00e9 a M\u00e3e Natureza e Maria, encarnando todas as virtudes da mulher-m\u00e3e, arquiteta do Mundo\/Lar. Cabe a Michelle Pfeiffer representar a Eva\/Lilith, o lado obscuro da mulher, a respons\u00e1vel pela expuls\u00e3o do Para\u00edso ao tentar Ad\u00e3o (Ed Harris). A luta fraterna entre Caim (Domhnall Gleeson) e Abel (Brian Gleeson), a Torre de Babel, a Arca de No\u00e9, o Apocalipse, tudo est\u00e1 presente, linear e pobremente interpretado. Parece que Aronofsky quis fazer um filme \u201ccabe\u00e7a\u201d, mas tendo como p\u00fablico alvo <em>Homer Simpson<\/em>.<\/p>\n<p>Confesso que n\u00e3o resisto em fazer uma compara\u00e7\u00e3o com <em>Begotten<\/em>, de E. Elias Mehrige. Evidentemente, essa compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa pelo tamanho dos projetos (seja no que diz respeito ao or\u00e7amento, ou, ent\u00e3o, nas expectativas comerciais), j\u00e1 que a proposta de Mehrige \u00e9 inteiramente experimental. Lan\u00e7ado em 1990, <em>Begotten<\/em> tem uma imagem propositalmente suja, com um preto e branco altamente contrastado e fortemente granulado, fruto do processo de refotografar cada fotograma (sim, ele refotografou cada fotograma!), fazendo com que, muitas vezes, seja dif\u00edcil decifrar as imagens que aparecem na tela (no trailer, o filme chega a ser definido como um teste de Rorschach cin\u00e9tico). <em>Begotten<\/em> n\u00e3o possui di\u00e1logos e o desenho de som repete exaustivamente estampidos, sons de insetos e barulhos indistintos, colaborando ainda mais para desfazer qualquer tentativa do espectador em se ancorar numa representa\u00e7\u00e3o literal. Os atores do filme eram membros da companhia teatral experimental do pr\u00f3prio Mehrige (<em>Theaterofmaterial<\/em>).<\/p>\n<p>Mas o que mais nos interessa aqui, uma vez que o assunto \u00e9 Aronofsky, \u00e9 que toda essa ousadia de Mehrige n\u00e3o se resume aos experimentos t\u00e9cnicos e de linguagem. <em>Begotten<\/em> \u00e9, tamb\u00e9m, uma releitura do G\u00eanesis e do Mito da Cria\u00e7\u00e3o, mas com uma radicalidade que faz o filme de Aronofsky parecer uma produ\u00e7\u00e3o da Rede Record. Filmes experimentais n\u00e3o s\u00e3o para todos os gostos, geralmente s\u00e3o reservados a certos nichos, mas a primeira sequ\u00eancia de Begotten \u00e9 um convite irresist\u00edvel. Nela nos deparamos com um ser monstruoso, envolto em panos, que se auto dilacera com uma l\u00e2mina. Um Deus suicida! O Mito da Cria\u00e7\u00e3o, presente nas principais religi\u00f5es, aonde um Ser superior se doa para dar vida ao Mundo, em Mehrige \u00e9 apresentado como um monstro suicida, que se corta violentamente, expelindo suas entranhas. Desse Deus suicida emerge a M\u00e3e Natureza, que masturba a divindade morta e se insemina com seu esperma. Da insemina\u00e7\u00e3o nasce o Filho da Terra. Imposs\u00edvel n\u00e3o assistir at\u00e9 o final, apesar da quebra do conforto que as imagens e o ritmo do filme promovem constantemente.<\/p>\n<p>J\u00e1 Aronofsky nos apresenta um Deus gal\u00e3, interpretado por Javier Bardem, que incorpora o clich\u00ea do mito do artista, um ser pretencioso e narcisista, em constante crise com a sua criatividade e com sua \u201cobra\u201d. Enquanto a personagem de Jennifer Lawrence \u00e9 a imagem da mulher oprimida\/reprimida. Seria essa a t\u00e3o alardeada cr\u00edtica de Aronofsky \u00e0 imagem de Deus e a condi\u00e7\u00e3o da mulher que as resenhas do filme anunciavam? Um t\u00e9dio.<\/p>\n<p>Em <em>Begotten<\/em>, a imagem \u00e9 o fundamento do Mito da Cria\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 uma imagem? O que \u00e9 o Mundo? Os questionamentos sobre a origem e o estatuto da imagem s\u00e3o \u00e0 base da Cria\u00e7\u00e3o. A manipula\u00e7\u00e3o das imagens por parte de Mehrige n\u00e3o \u00e9 uma simples quest\u00e3o de escolha est\u00e9tica, mas a id\u00e9ia encarnada na forma. Mais tarde, num filme com uma proposta completamente diferente <em>(A Sombra do Vampiro)<\/em>, com uma pegada bem mais \u201ccomercial\u201d, mas nem por isso menos instigante, Mehrige volta a discutir a quest\u00e3o da imagem, nesse caso, mais especificamente, a imagem cinematogr\u00e1fica. Ao ficcionalizar as filmagens de Nosferatu, de F. W. Murnau, <em>A Sombra do Vampiro<\/em> indaga o pr\u00f3prio cinema e seus limites. \u00c9 uma pena que sua filmografia seja t\u00e3o enxuta.<\/p>\n<p>Aronofsky, por sua vez, em <em>m\u00e3e!<\/em>, nos d\u00e1 mais do mesmo, uma trama sinuosa, mas \u00f3bvia, recheada de imagens pretensamente perturbadoras, tudo embalado como \u201creflex\u00e3o profunda\u201d ao utilizar o batido recurso de estabelecer diferentes camadas \u00e0 narrativa, mas, no final das contas, o filme n\u00e3o consegue pensar para al\u00e9m do trivial os elementos que exp\u00f5e e nem sequer propor um olhar diferente sobre o objeto do qual se apropria, obtendo um resultado meramente ilustrativo.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o saberia definir se Aronofsky domou seu \u00edmpeto para realizar seu sonho hollywoodiano ou se, na verdade, ele esgotou sua cota de ousadia nos dois primeiros filmes e, na sequ\u00eancia, apenas deu continuidade a uma proposta de cinema padr\u00e3o que sempre esteve no horizonte. Vou ter que aguardar seus pr\u00f3ximos filmes para ter uma ideia mais clara sobre sua rela\u00e7\u00e3o com as imagens em movimento. Por\u00e9m, tenho que admitir que essa n\u00e3o \u00e9 uma d\u00favida exclusiva do cinema de Aronofsky, mas que paira sobre a maioria dos diretores que se destacam em Hollywood.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; O primeiro filme de Darren Aronofsky que eu assisti foi R\u00e9quiem para um Sonho. E me pegou em cheio. 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